Eu não sou daquele género de pessoas que gosta de dizer "Eu bem disse que ia ser assim"! Depois das coisas acontecerem, é fácil fazerem-se análises e tirarem-se conclusões. No entanto, desta vez vão perdoar-me a petulância, mas não resisto a dizer: eu bem disse que ia ser assim! Eu acreditei!
A 18 de Março de 2013, o Porto atravessou a pior fase deste campeonato ao empatar na Madeira, vendo assim aumentada a desvantagem em relação ao 1º classificado para 4 pontos, o que, na opinião de muitos, deixava os dragões praticamente arredados da revalidação do título. Nessa altura, foram muitos os portistas que, precipitadamente, deram largas ao seu desapontamento nos blogues e fóruns de discussão, em muitos casos de forma exagerada e despropositada, descarregando a sua frustração nos mais variados alvos, desde o treinador aos jogadores, passando por dirigentes da SAD, etc. Nem o próprio presidente Pinto da Costa, figura central de tantas e tantas conquistas, escapou a essa vaga desenfreada de histeria, o que me deixou verdadeiramente triste e desapontado. Ora, numa tentativa de contrariar esses sentimentos negativistas, escrevi então um artigo intitulado "NO SURRENDER!" com o qual procurei remar contra a maré, não através de simples palavras de incentivo sem nexo, mas antes baseado em factos e convicções devidamente fundamentadas em cinco pontos, dos quais aqui transcrevo o seguinte:
«4) As equipas de Jorge Jesus são conhecidas por quebrarem no último
terço do campeonato e o Benfica demonstrou na época passada que não é
excepção. Tal facto deve-se, acima de tudo, pela obsessão quase doentia
do treinador encarnado de esmagar os adversários, o que pode ser muito
bom para o espectáculo e para o ego dos adeptos, mas retira margem de
manobra para uma boa gestão do plantel ao longo de toda uma época.»
No mesmo dia, publiquei outro artigo intitulado "Eu acredito!" no qual afirmei o seguinte:
«Chamem-lhe optimismo, irrealismo ou insensatez, mas a verdade é que eu
acredito que o Porto poderá mesmo ser campeão esta época, sim senhor!
Por mérito próprio, mas também por demérito dos adversários, o título
ainda está ao nosso alcance. O Benfica vai cair, isso é um facto. Só
falta saber quando e onde, mas vai cair, e quando o fizer será com
estrondo. Portanto, não parem de lutar! Não desistam! Não deitem a
toalha ao chão! Acreditem e apoiem a equipa!»
Se agora recordo essas minhas palavras que o tempo acabou por demonstrar serem acertadas, não é para me vir gabar de falsos dotes de adivinhação, mas sim para relembrar todos aqueles que, nas alturas más, criticaram os elementos do nosso clube pondo em causa a sua competência e dedicação à causa portista, que os campeonatos só acabam à 30ª jornada e nunca antes! Se, com toda a legitimidade, criticamos os nossos rivais por terem festejado o título prematuramente, sejamos também capazes de condenar aqueles que, dizendo-se adeptos azuis e brancos, não estiveram à altura do que deles se exigia e falharam no apoio à equipa quando esta mais necessitava.
Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
Novo hino das papoilas saltitantes (Ser benfiquista)
(Entrada instrumental)
Ser benfiquista
é ter na alma
a frustração
de mais um ano
sem ver o clube
ser campeão!
É ter a percepção
da triste realidade
que a grandeza do Benfica
não passa de uma ilusão,
quando vê, ano após ano,
o Porto ser campeão!
(Instrumental)
Ser benfiquista
é ter a tola
como um melão,
por mais um ano
a ver o Porto
ser campeão!
Porque é
que o meu papá
me fez esta maldade?
Fez-me sócio do Benfica
quando tinha tenra idade
e agora eu vivo aqui
numa eterna infelicidade!
Lá lá lá lá-lá, lá lá lá lá, lá lá lá lá...
Ser benfiquista
é ter na alma
a frustração
de mais um ano
sem ver o clube
ser campeão!
É ter a percepção
da triste realidade
que a grandeza do Benfica
não passa de uma ilusão,
quando vê, ano após ano,
o Porto ser campeão!
(Instrumental)
Ser benfiquista
é ter a tola
como um melão,
por mais um ano
a ver o Porto
ser campeão!
Porque é
que o meu papá
me fez esta maldade?
Fez-me sócio do Benfica
quando tinha tenra idade
e agora eu vivo aqui
numa eterna infelicidade!
Lá lá lá lá-lá, lá lá lá lá, lá lá lá lá...
Domingo, 19 de Maio de 2013
QUE SE LIXE O PIB!!! SOMOS CAMPEÕES!!!
Contra todas as previsões, SOMOS CAMPEÕES!!!
Esta foi a vitória da fé e da perseverança do Dragão, contra a arrogância e a prepotência dos nossos rivais! VIVA O POOOOOOORTO!!!
E por aqui me fico, por agora, que a hora é de festejar!
Quinta-feira, 16 de Maio de 2013
Estofo internacional
Para vencer uma competição internacional onde só jogam as melhores equipas de vários países europeus, é necessária uma combinação rara de qualidade, organização, competência, empenho, convicção e sorte. Chama-se a isso ter estofo internacional, algo que não está ao alcance de qualquer clube, nem acontece por mero acaso.
P.S. - Fala-se muito na falta de sorte do Benfica pelo golo sofrido em período de descontos, mas, pelas minhas contas, foram "só" 6 ou 7 bolas nos postes sofridas pelos encarnados ao longo desta edição da Liga Europa, incluindo uma no penalty em Istambul que teria ditado a eliminação dos encarnados frente ao Fenerbahce e outra na final, num potente remate de Lampard que podia ter ditado o desfecho do jogo a favor dos londrinos bem mais cedo. Sofrer bolas nos postes é sorte. Sofrer golos em período de descontos não é azar, é aselhice.
P.S. - Fala-se muito na falta de sorte do Benfica pelo golo sofrido em período de descontos, mas, pelas minhas contas, foram "só" 6 ou 7 bolas nos postes sofridas pelos encarnados ao longo desta edição da Liga Europa, incluindo uma no penalty em Istambul que teria ditado a eliminação dos encarnados frente ao Fenerbahce e outra na final, num potente remate de Lampard que podia ter ditado o desfecho do jogo a favor dos londrinos bem mais cedo. Sofrer bolas nos postes é sorte. Sofrer golos em período de descontos não é azar, é aselhice.
Segunda-feira, 13 de Maio de 2013
Mexia, mexia, mas era daqui pra fora!
Que o Benfica goza em Portugal de uma protecção política que lhe permite beneficiar de condições especiais do foro financeiro e desportivo que mais nenhum clube tem, é uma verdade insofismável. Que o clube do regime goza de uma espécie de "imunidade diplomática" que lhe permite passar sempre impune, sem a mais pequena beliscadura, mesmo quando se vê envolvido em situações altamente suspeitas e merecedoras de intervenção das autoridades, também. Até aqui, não há novidade. O que não é vulgar é vermos políticos e outras figuras públicas reconhecerem tal facto, mesmo que de uma forma encapotada.
Quando o presidente executivo da EDP afirmou, nas vésperas do clássico do Dragão, que espera que o Benfica vença o campeonato porque "é bom para o país e para o PIB nacional", as suas palavras não constituiram o simples desejo do adepto António Mexia de ver o seu clube ser campeão. Há, por detrás desta declaração, a mensagem implícita de que beneficiar o Benfica não constitui um atentado à verdade desportiva, mas antes uma missão que nós, cidadãos nacionais, devemos assumir como necessária, em nome dos interesses da nação. Numa altura de crise em que os portugueses se vêm cada vez mais "à nora" para pagar as contas no final do mês, imagino o efeito que estas palavras não terão produzido nas mentes mais fracas deste povo. Quantos não terão mesmo pensado que, se se inscreverem como sócios do SLB, terão direito a um desconto na factura da luz...
Esta táctica de transformar os interesses mesquinhos do clube da Luz em supremos desígnios da nação não constitui novidade. Trata-se ainda de um resquício dos tempos da "Velha Senhora", quando o Benfica era elevado a uma condição superior à própria Selecção Nacional e os seus jogadores eram entendidos como património do Estado. Nada de novo, infelizmente. Mas lamenta-se que, quase quatro décadas volvidas sobre a Revolução dos Cravos, ainda existam "figurões" que, ocupando lugares de responsabilidade, insultem a inteligência de milhões de pessoas com este tipo de demagogia própria dos regimes fascistas.
Quando o presidente executivo da EDP afirmou, nas vésperas do clássico do Dragão, que espera que o Benfica vença o campeonato porque "é bom para o país e para o PIB nacional", as suas palavras não constituiram o simples desejo do adepto António Mexia de ver o seu clube ser campeão. Há, por detrás desta declaração, a mensagem implícita de que beneficiar o Benfica não constitui um atentado à verdade desportiva, mas antes uma missão que nós, cidadãos nacionais, devemos assumir como necessária, em nome dos interesses da nação. Numa altura de crise em que os portugueses se vêm cada vez mais "à nora" para pagar as contas no final do mês, imagino o efeito que estas palavras não terão produzido nas mentes mais fracas deste povo. Quantos não terão mesmo pensado que, se se inscreverem como sócios do SLB, terão direito a um desconto na factura da luz...
Esta táctica de transformar os interesses mesquinhos do clube da Luz em supremos desígnios da nação não constitui novidade. Trata-se ainda de um resquício dos tempos da "Velha Senhora", quando o Benfica era elevado a uma condição superior à própria Selecção Nacional e os seus jogadores eram entendidos como património do Estado. Nada de novo, infelizmente. Mas lamenta-se que, quase quatro décadas volvidas sobre a Revolução dos Cravos, ainda existam "figurões" que, ocupando lugares de responsabilidade, insultem a inteligência de milhões de pessoas com este tipo de demagogia própria dos regimes fascistas.
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