segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Adeusinho, seu sabujo!

Ser do Benfica é seguir pelo caminho fácil, é pertencer à seita, é fazer parte do rebanho. Ser do Benfica é ser subserviente aos lobbies instalados na Capital do Império, é beijar o cu dos poderosos e prepotentes, é fazer vista grossa à podridão que grassa ao mais alto nível deste país. Ser do Benfica é manter viva uma filosofia que, durante décadas, destruiu o povo português, sonegou a sua liberdade de pensamento, manietou o seu direito ao livre arbítrio. Para onde quer que se olhe, lá está um benfiquista pronto para fazer a vontade do dono, disposto a corromper os mais básicos princípios cívicos e deontológicos em nome dos interesses mesquinhos do seu clã. Olha-se para a Política e lá estão os ministros e deputados leais ao regime, com os seus tráficos de influências, os seus compadrios, os seus joguinhos corruptos nos meandros do poder. Olha-se para a Justiça e lá estão os procuradores, os juízes e os advogados, sempre prontos para denunciar uns e esconder outros, proteger os filhos e atacar os enteados. Olha-se para a Comunciação Social e lá estão os serviçais, os lacaios, os avençados, distorcendo, falseando, corrompendo a verdade em função do que lhes convém ou não convém. O benfiquismo é um cancro que corrói a nossa sociedade por dentro, destrói as suas entranhas, mina as suas bases. O benfiquismo é algo que tem de ser contido e controlado, em nome de uma sociedade mais séria, mais evoluída, mais justa.

As imagens do final do jogo de andebol, disputado no Pavilhão da Luz entre o Benfica e o Porto, transmitido em directo pelo canal A BOLA TV, têm sido amplamente partilhadas no Facebook, não por motivos desportivos, infelizmente, mas pela reacção do comentador ao golo da vitória portista, obtido no último segundo de jogo. A atitude deste pseudo-profissional é de tal forma comparável à dos comentadores da BenficaTV aquando das derrotas sofridas no final da época passada, que chega a gerar a dúvida se não estaremos a assistir a uma transmissão desse mesmo canal. Cheguei mesmo a confirmar se não se trataria de uma fraude, uma gravação falsa feita sobre as imagens originais, tal o ridículo da situação. Mas não, não é! Foi mesmo assim, desta forma deplorável, visivelmente sofrida, que o comentador deixou transparecer a angustia de ver o Benfica perder em cima do último segundo de jogo:


Podem espernear e reclamar como quiserem, mas já não conseguem disfarçar! São sabujos, sim senhor!

Azia, nós?...

Perder um campeonato de quatro em quatro anos é como sentir uma ligeira indisposição ao lanche. Incomoda, mas não nos estraga o dia.

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Cuidado com as ancas!

Há por aí muita gentinha que parece esquecer-se de que uma eliminatória da Taça de Portugal não se decide apenas num jogo, mas a duas mãos. Se por um lado é verdade que ontem o Benfica ganhou com justiça face à diferença de ambição demonstrada pelas duas equipas, não será menos verdade que, no Dragão, os portistas foram claramente superiores e só não ganharam por uma diferença superior de golos porque a sorte não quis. Ora, ninguém pode afirmar com seriedade que o Benfica demonstrou ontem a mesma superioridade que o Porto impôs no jogo da 1ª mão. Antes pelo contrário, aquilo que se viu foi uma equipa extremamente faltosa desde o primeiro ao último minuto (e que, graças a isso, se viu reduzida a 10 desde muito cedo, na sequência da expulsão justíssima de Siqueira), que só a espaços se conseguiu impor sobre os azuis-e-brancos. O golo do empate obtido por Varela fez tremer os encarnados que, em inferioridade numérica e  em desvantagem na eliminatória, pouco ou nada fizeram para reagir, não se desse o verdadeiro golpe de teatro a que se assistiu com Pedro Proença no principal papel. O mesmo árbitro que, há poucas semanas atrás, em Alvalade, foi incapaz de assinalar uma carga flagrante sobre Jackson à boca da baliza, conseguiu agora descortinar uma falta num lance em que, como muito bem refere José Leirós no Tribunal d'O JOGO, não existe nenhum empurrão, nem rasteira, nem pontapé na perna, nem nada que justifique a marcação de uma grande penalidade.
Apesar disso, e como já se esperava, os habituais lambe-botas do regime logo trataram de inventar um argumento para justificar aquilo que não tem justificação, nem que para tal, se tenham visto obrigados a entrar no campo do abstracto. Jorge Coroado, por exemplo, alega que o penalty foi bem assinalado porque (pasme-se!) "Reyes tocou no adversário com a anca"! Ficam portanto avisados os adversários do Benfica que não podem tocar nos jogadores encarnados com a anca, sob pena de cometerem penalty! E se isto não fosse por si só suficientemente hilariante, mais cómico ainda de torna quando Pedro Henriques, que não viu o tal toque com a anca mas sim "com a perna", vai ainda mais longe ao descortinar "uma rasteira" que as imagens comprovam claramente não ter existido, já que nem sequer se verificou qualquer contacto entre os pés dos jogadores.

Espantoso também é o silêncio absoluto sobre a pouca-vergonha a que se assistiu na Luz logo após o terceiro golo dos encarnados, onde valeu tudo para acabar com o jogo de forma ilícita, desde uma invasão de campo com a polícia e os stewards a perseguir adeptos (isto perante a UEFA que lá estava para avaliar as condições de segurança do estádio tendo em conta a final da Liga dos Campeões...), segundas bolas arremessadas para dentro das quatro linhas, a intrusão de Jorge Jesus no terreno de jogo, as picardias originadas pelo Maxi Pereira e os jogadores do banco encarnado, enfim, um cenário vergonhoso, digno de um clubezeco qualquer da 3ª Divisão.

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Época de pesadelo

O Sport Lisboa ganhou com toda a justiça e merece chegar à final do Jamor. Esta equipa que o clube do regime defrontou é uma sombra do Porto, uma imitação barata do tri-campeão nacional. No entanto, parece-me evidente que Pedro Proença anda borrado de medo desde que lhe partiram os dentes no Colombo porque, na dúvida, beneficia descaradamente os encarnados e prejudica o Porto, quer no critério disciplinar, quer no aspecto técnico. A expulsão do Siqueira (justíssima) parece dever-se ao Duarte Gomes (4º árbitro), porque, se dependesse do Proença, nem falta seria assinalada. Além disso, o penalty que dá o 2-1 ao Benfica não existe e a dualidade de critérios na amostragem de cartões amarelos foi gritante: quem vestia de vermelho, passava com uma reprimenda; quem vestia de azul, levava amarelo sem dó nem piedade. Enfim, foi mais uma noite para esquecer de uma época de pesadelo em que o Porto se transformou no bombo da festa, para os adversários e para os senhores do apito.