terça-feira, 28 de julho de 2009

FC Porto 2-0 Lyon

Não nos deixemos cair na tentação de entrar em euforias precipitadas nem festejos imprudentes de pré-época como geralmente acontece com certos clubes sedeados a mais baixas latitudes. É evidente que os resultados são importantes e a obtenção da 5ª vitória consecutiva em outros tantos jogos de preparação (principalmente quando se trata de uma competição bem mais apetecível e competitiva como é a Peace Cup) é um sinal evidente de que a equipa não perdeu a garra e a vontade de vencer, mas isso, por si só, não significa tudo. Aquilo que se viu até ao momento é apenas uma amostra do que a equipa pode e deve fazer e temos que ter a consciência de que ainda há muito trabalho pela frente.
Apesar do excelente resultado e da boa exibição, fica a ideia de que a equipa estará, este ano, mais dependente do Hulk. Ora, visto que esta época os nossos adversários já estarão avisados sobre os estragos que o brasileiro pode causar, é de esperar que os defesas recorram a todo o tipo de subterfúgios para o impedir de jogar, o que, tendo em conta o que ocorreu na época passada e atendendo à passividade demonstrada pelos árbitros para com as entradas duras de que é alvo, pode bem passar por causar lesões graves que o afastem por períodos prolongados. Obviamente, será necessário criar alternativas que passam pela utilização de outros avançados, designadamente Falcao a ponta de lança, num sistema táctico semelhante ao utilizado ontem, frente ao Lyon, no último período da partida e que produziu efeitos muito positivos. Nos 30 minutos em que esteve em campo, o colombiano teve vários apontamentos de classe, quer na procura do golo, quer nas assistências para os companheiros pois foi dele que partiu o passe para o segundo golo de Hulk. Falcao poderia mesmo ter marcado, não fosse o árbitro da partida ter assinalado falta numa jogada em que o avançado se preparava para correr isolado para a baliza, uma decisão disparatada já que foi o defesa que o tentou agarrar e, vendo-se ultrapassado, se deixou cair.
No cômputo geral, gostei do jogo mas não consigo libertar-me desta costela portista que me leva a sentir-me sempre insatisfeito e a exigir cada vez mais e melhor. Acredito que o FC Porto tem capacidades para conquistar o troféu (e o prémio financeiro correspondente) e isso passa por ganhar todos os jogos não obstante o prestígio e valor dos adversários, o que nos deixaria, aí sim, com legítimas expectativas para a conquista do tão desejado Penta.
O freguês que se segue é o Besiktas da Turquia, que empatou no primeiro jogo com o Lyon a uma bola.

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