sábado, 1 de agosto de 2009

"Como hipotecar o futuro de um clube", por Luís Filipe Vieira

Escrevi recentemente um comentário intitulado “E se falássemos de concorrência desleal?” em que levantei a dúvida sobre a origem da quantia exorbitante de dinheiro que o SLB gastou em jogadores para a próxima época, comentário esse que foi publicado com destaque no site MaisFutebol e que me valeu, de forma quase instantânea, uma série de insultos por parte de vários adeptos benfiquistas furibundos. Ora, no seguimento dessa questão, não deixa de ser interessante ler agora um artigo publicado no semanário SOL, assinado pelos jornalistas Graça Rosendo e Nuno Escobar de Lima e que diz o seguinte:

“O SL Benfica não vai receber um tostão do contrato de publicidade assinado com a Sagres, que devia ser pago em prestações anuais até 2020. Esta quantia, que ascende a mais de 43 milhões de euros, encontra-se já cativa e irá direitinha para o BES, para liquidação de dívidas, não passando sequer pelo clube. Isto mesmo consta de 4 cartas assinadas por Luís Filipe Vieira e dirigidas ao presidente da Central de Cervejas, Alberto da Ponte, a que o SOL teve acesso.
Fonte oficial do clube da Luz considerou esta situação «normal», pois «o Benfica tem contas naquele banco». Mas a verdade é que os mais de 40 milhões que o Benfica deveria receber ao longo dos próximos 10 anos já estão gastos.”

Tenho que dar a mão à palmatória e reconhecer que fui injusto pois está aqui explicada a origem dos 24 milhões de euros que o Benfica utilizou na compra dos reforços. Afinal, o clube da Luz não possui uma árvore das patacas no quintal como eu supunha, mas sim um contrato de sonho com a Sagres que permitiu ao presidente encarnado estourar, de uma só vez, os 43 milhões de euros que o clube deveria receber faseadamente nos próximos 10 anos. Perante isto, não admira que José Veiga tenha afirmado que «comparado com Vieira, Vale e Azevedo é um aprendiz». Ele lá sabe a que se refere pois conhece-os bem.

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