quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A machadada (quase) final!

A UEFA notificou ontem as partes envolvidas no processo aberto pelo Apito Final de que a investigação foi encerrada, uma decisão que surge após a reanálise do processo pelo Comité de Controlo e Disciplina e que garante a presença do FC Porto na Liga dos Campeões.
Este desfecho era esperado desde que o TAS deu razão ao FC Porto, referindo não ter ficado com certezas sobre os actos ilícitos de que o clube era acusado. O Comité de Controlo e Disciplina anunciou por isso que «o FC Porto está admitido a participar nas competições de clubes da UEFA na época 2009/10» e que «a investigação aberta contra o FC Porto devido ao caso Apito Dourado está fechada e retirada da lista de processos».
Apesar desta decisão ser ainda passível de recurso para o Comité de Apelo da UEFA, ela constitui mais uma machadada nas pretensões daqueles que, de uma forma infame, mesquinha e desonrada, tentaram roubar, à custa de expedientes de secretaria, o lugar na Liga dos Campeões que pertencia, por inteiro mérito, ao FC Porto. Fica assim praticamente reposta a verdade desportiva, mas nem mesmo esta decisão da UEFA conseguirá ressarcir o Dragão (e, porque não dizer mesmo, Portugal) do prejuízo em termos de imagem internacional causado por este processo obsceno, originado pela frustração e inveja de gente medíocre e pobre de espírito que, perante a incapacidade de obter resultados desportivos que sustentem os epítetos grandiosos com que tanto gostam de propagandear os seus clubes, recorrem a esta verdadeira política de terra queimada para denegrir o mérito dos clubes alheios. É necessário e impreterível que o FC Porto avance, o mais breve quanto possível, com um processo na Justiça contra essa escumalha, exigindo a reposição da verdade e o esclarecimento público da difamação de que foi alvo, assim como a devida indemnização de todos os danos patrimoniais e morais.
Esta decisão da UEFA, em conjunto com o veredicto do TAS, vem reforçar as decisões dos tribunais portugueses que, munidos de todos os meios de prova disponíveis, ilibaram, completa e irrefutavelmente, o FC Porto, bem como o seu presidente, Pinto da Costa, de todas as acusações que lhes foram imputadas no âmbito do processo Apito Dourado.
Fica assim cada vez mais isolada, e como tal, susceptível de dúvida quanto à sua isenção e idoneidade, a única condenação originada pelo processo Apito Dourado, ditada pela Comissão Disciplinar da Liga, presidida por Ricardo Costa, e mais tarde confirmada pelo Conselho de Justiça da FPF numa das mais inusitadas e patéticas reuniões de que há memória em Portugal.
A juntar a este dado, há ainda o facto do Supremo Tribunal Administrativo ter decretado recentemente que a utilização das escutas telefónicas num processo de índole disciplinar como o Apito Dourado é ilegal, uma decisão que, no entanto, não surtiu qualquer efeito prático visto que, tal como se apressou Ricardo Costa a declarar à comunicação social, a condenação não se baseou apenas nas escutas telefónicas mas também noutros meios de prova. Ora, perante o arquivamento consecutivo dos vários processos extraídos do Apito Dourado por parte das instâncias judiciais nacionais e internacionais, é pertinente questionar que meios de prova extraordinários serão esses a que a CD da Liga terá tido acesso e que, pelos vistos, só a ela convenceram. Perante isto, ninguém duvida que Ricardo Costa teria muito a explicar aos portugueses sobre a sua actuação em todo este processo, mas, contrariamente à apetência de exposição mediática que demonstrou inicialmente, o digníssimo doutor parece agora desinteressado em prestar declarações públicas sobre esta questão. Enfim, talvez esteja de férias.

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