terça-feira, 6 de outubro de 2009

Os desesperados

Os Dragões já se habituaram a ser alvo de todo o tipo de ataques que os rivais inventam no sentido de disfarçar a frustração e o desespero motivados por várias décadas de hegemonia azul e branca. Durante muitos anos, a arbitragem e o célebre “sistema” estiveram sempre na ordem do dia, servindo como justificação para os insucessos e encobrimento para toda a mediocridade e incompetência que grassava para as bandas de Lisboa, mas a derrocada final do processo Apito Dourado, com a ilibação total de Pinto da Costa e do FC Porto, abalou a credibilidade desse argumento. No entanto, o desespero faz milagres e não tardou que esta gente inventasse outro pretexto para pôr em causa a justiça das conquistas do FC Porto que tanto prurido lhes causa. A questão dos jogadores emprestados pelos azuis e brancos aos clubes pequenos tornou-se agora na tábua de salvação a que milhões de desesperados se agarram na tentativa de manter a flutuar a pouca fé que ainda resta nos seus patéticos clubes. Do que esta pobre gente se esquece é que esse argumento só faria sentido se acreditássemos na suspeição por si levantada sobre o profissionalismo, a força de carácter e a honestidade dos jogadores emprestados. Ora, as imagens televisivas e a crítica futebolística têm sido mais do que suficientes para contrapor a falácia a que esta gente recorre para alimentar essa suspeição, pois as excelentes exibições protagonizadas pelos jogadores emprestados frente ao FC Porto não deixam margem para dúvidas sobre a seriedade dos mesmos.
Contra todas as evidências, existem pessoas que insistem em fazer prevalecer as suas teorias da conspiração, dando mostras de uma mentalidade doentia que nem o fanatismo clubístico permite justificar. Desta forma, não admira que, antes do jogo que o FC Porto realizou com o Braga, muitos energúmenos tivessem enchido os sites dos jornais desportivos on-line com as mais diversas acusações e suspeições sobre a equipa orientada por Domingos Paciência. A verdade é que, uma vez mais, esta escumalha foi completamente humilhada pela vitória e exibição convincente da equipa minhota, mas nem esta bofetada de luva branca foi suficiente para os fazer corar de vergonha. Bastaram apenas duas semanas para que a mesma alimária voltasse ao ataque, desta vez contra o Olhanense, equipa orientada pelo histórico capitão Jorge Costa. A exibição excepcional dos jogadores emprestados pelo FC Porto, dos quais se destacaram Ukra e Castro, não deixou margem para dúvidas quanto à entrega e seriedade destes jovens, nem tão-pouco do seu treinador que procurou jogar de igual para igual frente aos tetra-campeões nacionais, fazendo uso de todas as armas de que dispunha.
Perante a podridão intelectual demonstrada por esta ralé e a facilidade irresponsável e infantil com que levantam suspeições gratuitas pondo em causa a hombridade de profissionais com provas dadas, seria interessante verificar a verborreia que não iriam vomitar caso fosse o FC Porto a marcar golos nos primeiros dez minutos de jogo, tal como aconteceu com o Benfica por três vezes em apenas sete jornadas. Não é difícil de adivinhar que, nesse caso, tal seria encarado como uma prova evidente das alegadas facilidades de que o FC Porto beneficia.
Veremos agora quem será a próxima equipa a ser acusada de facilitar a vida aos Dragões. Será o Vitória de Setúbal que fez a vida negra ao Benfica, perdendo apenas por…8-1?

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