sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Acordaste agora, Platini?

Quando o Michel Platini veio a público chamar batoteiro ao FC Porto, muita gente percebeu que o presidente da UEFA estava a meter-se por um mau caminho. Quem faz acusações precipitadas e sem fundamento arrisca-se a ver-se posteriormente na contingência de ter de se retratar caso se venha a provar a inocência do visado. O encerramento do processo Apito Dourado com o desfecho que se viu (nunca a expressão "a montanha pariu um rato" se aplicou de forma tão apropriada como neste caso) e a decisão do TAS claramente favorável aos azuis e brancos deixaram Platini numa posição muito delicada perante a opinião pública, pelo que já estava a tardar uma declaração sua sobre esta questão.
Hoje, o presidente da UEFA veio finalmente a público afirmar que agora tem a certeza de que o FC Porto não é batoteiro. Pois, até aí já nós tínhamos chegado há muito tempo! Vistas bem as coisas, batoteiro é mesmo o sr. Platini que difamou o nome do FC Porto e pretendeu impedi-lo de participar na Liga dos Campeões sem nada que o justificasse. Resta-lhe apenas a desculpa de ter sido vítima da máfia que originou esse processo obsceno a que chamaram Apito Dourado, mas nem isso justifica tamanha falta de responsabilidade e de bom senso de quem ocupa o mais alto cargo do futebol europeu.
Esta declaração do presidente da UEFA é mais uma contribuição para que fique reposta a verdade, mas nem assim conseguirá ressarcir o Dragão (e, porque não dizer mesmo, Portugal) do prejuízo em termos de imagem internacional causado por este processo vergonhoso, originado pela frustração e inveja de gente medíocre e pobre de espírito que, perante a incapacidade de obter resultados desportivos que sustentem os epítetos grandiosos com que tanto gostam de propagandear os seus clubes, recorrem a esta verdadeira política de guerrilha para denegrir o mérito dos clubes alheios. É necessário e impreterível que o FC Porto avance, o mais breve quanto possível, com um processo na Justiça contra essa escumalha, exigindo a reposição da verdade e o esclarecimento público da difamação de que foi alvo, assim como a devida indemnização de todos os danos patrimoniais e morais.

4 comentários:

  1. Ah ah ah ah ah. So rir... Ah ah ah. Nao!!... pois nao... Ah ah.

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  2. Penso que não há dúvida que a intenção deste blogue é promover o FCP, o regionalismo e o Porto, atacando e criticando o eterno rival SLB e Lisboa.
    Está no seu pleno direito, alerto no entanto para que o faça bem.
    Em relação à notícia em apreço, não entendo o regozijo. Afinal, o Sr. Platini só desenterrou um assunto já resolvido, uma vez que o FCP participou nas provas europeias, e não eliminou as suspeitas que existiram e colocaram em dúvida a sua participação.
    O tempo verbal usado na afirmação é presente e não passado, ou seja, afirmou que o FCP não é batoteiro nas não relevou nada em relação ao passado. De seguida, as justificações proferidas para suportar a afirmação foram desoladoras. O caso encerrou com os novos regulamentos da UEFA, o que sucedeu até 2007 foi encerrado e as investigações não prosseguiram. O que se queria ouvir era que as investigações tinham sido concluídas e que não se tinha descoberto qualquer corrupção.
    Parámos as investigações, o caso foi encerrado, agora temos regulamentos que combatem os batoteiros. Então se existissem regulamentos na altura em que se levantaram as suspeitas, o FCP teria participado?
    Estando o assunto encerrado com a participação do FCP, teria sido mais benéfico que, seguindo a abordagem do artigo do blogue, o Sr. Platini se mantivesse a dormir, porque as suspeitas lançadas à data, também se mantém.

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  3. 1) Atendendo às acusações de batotice que fez anteriormente, é incompreensível que Platini tenha esperado tanto tempo para se retratar publicamente. Na falta de outra explicação, é legítimo considerar que esta declaração do presidente da UEFA está relacionada com a notícia vinda a público no mesmo dia sobre o encerramento do processo do envelope. Talvez Platini estivesse à espera do desfecho desse último processo do Apito Dourado na esperança de que o mesmo produzisse uma condenação de Pinto da Costa que justificasse as acusações por si proferidas. Como o processo terminou com a ilibação do presidente portista, Platini não teve outra alternativa senão a de retratar-se publicamente, não só para salvar a face mas também prevendo a possibilidade de ser alvo de um processo por difamação.

    2) O tempo verbal usado por Platini nas suas declarações é uma falsa questão. Quando nos referimos a uma qualidade de uma pessoa, referimo-nos sempre no presente, mesmo que o acto em que baseamos a nossa apreciação tenha sido realizado no passado. Por exemplo: “DISSESTE uma mentira, logo, ÉS um mentiroso!”, ou “FIZESTE batota, logo, ÉS um batoteiro!”
    Podemos então concluir que ninguém deixa de ser batoteiro no presente só porque a batotice foi feita no passado, logo, quando Platini afirma que “agora tem a certeza de que o FC Porto não é batoteiro”, ele está (ainda que indirectamente) a reconhecer que não existem antecedentes que justifiquem essa acusação.

    3) Não compete ao presidente da UEFA julgar e muito menos condenar. Por esse motivo é que Platini foi criticado por ter acusado o FC Porto de batotice quando os processos ainda estavam a decorrer nos tribunais. Mais do que precipitar-se, o francês ultrapassou as suas competências. Da mesma forma, não lhe compete vir agora fazer conjecturas sobre o processo. Cabe aos tribunais divulgar as bases das suas decisões através dos seus acórdãos.

    4) A UEFA possui meios de investigação próprios, mas nunca conseguiria condenar o FC Porto sem que houvesse primeiro uma condenação por parte dos tribunais portugueses que estavam na posse de todos os meios de prova. Ora, se os processos que decorreram em Portugal foram sucessivamente arquivados ou terminaram com a ilibação do Pinto da Costa, a UEFA não possuía qualquer fundamento para manter o processo de investigação, não lhe restando outra alternativa que não o seu encerramento. Esta decisão era inevitável, independentemente da entrada em vigor da nova lei e da questão da retroactividade da mesma.

    5) O Benfica tentou, à custa de expedientes vergonhosos, destruir o FC Porto e roubar o lugar na Liga dos Campeões. Não conseguiu e saiu derrotado.
    Perante o actual cenário, alegar que as suspeitas lançadas sobre o FC Porto ainda se mantém não passa de uma tentativa desesperada dos benfiquistas de prolongar uma batalha que está definitivamente perdida.

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  4. É obvio a ausência de juridição da UEFA para julgar o FCP pelo que a Sr.Platini ter estado sempre calado!
    Quanto à continuação das suspeitas, os factos ocorridos vão para além de suspeitas.
    Há muitas perguntas por responder:

    Porque foi instaurado o apito dourado?
    Porque é que o Sr. PC se "ausentou" conveninentemente para Espanha quando a Policia se preparava para o deter?
    Porque ficou em Espanha quando sabia que era procurado pela justiça, até os seus representantes juridicos arranjarem forma de não ser detido quando se apresentasse?
    Porque foram as escutas declaradas invalidas se eram "inocentes"? (graças à violação de segredo de justiça, sabemos que não eram inocentes, daí a necessidade imperativa de serem consideradas inválidas)
    Independentemente de tudo, não é estranho que em 25 anos um clube ganhe 70% dos campeonatos apesar de ter tido boas equipas em muitos anos?
    Qual o presidente de um clube que preza a integridade recebe em sua casa arbitros nas vesperas de jogos?
    Tudo isto vai para além de qualquer campanha deo Benfica ou de quem quer que seja.
    Está na altura de tirar o "cabresto".

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