domingo, 31 de janeiro de 2010

Gladiador ou complicador?

Kléber, o avançado brasileiro contratado pelo FC Porto ao Cruzeiro de Belo Horizonte, desembarcou em Pedras Rubras ao início da manhã e já não restam dúvidas de que será jogador do FC Porto. Este jogador, sobre quem escrevi um texto no início da época intitulado "Kléber, um jogador problemático?" já havia sido anteriormente referenciado pelos Dragões para reforçar a equipa, mas a soma avultada que o clube brasileiro exigia impediu que o negócio se concretizasse.
Se atendermos a que a transferência de Kléber para o Porto envolveu a cedência do passe de Farías a título definitivo mais 5,5 milhões de euros, não se pode dizer que o negócio se apresente como brilhante em função daquilo que já vimos Pinto da Costa fazer. No entanto, temos que ter consciência de que se tornava imprescindível encontrar uma solução rápida para substituir Hulk, uma vez que, como já se depreendeu, a Comissão Disciplinar da Liga está decidida a impedir o brasileiro de jogar até final da época em mais um inusitado processo que em nada dignifica o futebol português e que vem levantar fortes suspeitas sobre as suas verdadeiras intenções. E é precisamente nesse sentido que surge o maior receio pois, atendendo ao seu passado algo atribulado (foi muitas vezes punido com cartões e alvo de processos disciplinares no campeonato brasileiro), o "Gladiador" pode tornar-se alvo fácil de uma CD que não hesita em castigar e suspender de forma "exemplar" os jogadores do FC Porto que vão caindo nas armadilhas estendidas pela máfia de Lisboa, enquanto faz vista grossa às agressões perpetradas por jogadores do Benfica que, com total impunidade, vão distribuindo socos e pontapés a seu bel-prazer todas as semanas.
Só o tempo dirá se esta aposta do FC Porto trará bons resultados. Até ver, continuaremos a confiar nas capacidades negociais dos dirigentes portistas e na sagacidade dos nossos olheiros que, no passado, tão bons resultados nos trouxe, mas sem esquecer que os erros cometidos esta época com a saída de peças fundamentais da equipa e a entrada de reforços que demoram a conquistar a nossa confiança não deixa grandes margens de manobra para falhas.

P.S. - Poucas horas depois de eu ter escrito este texto, o FC Porto comunicou à CMVM que o Kléber, afinal, não ficaria no clube. Não sei se o motivo deste volte-face foi a falta de acordo por questões salariais como dizem alguns jornais ou se o jogador falhou nos exames médicos como dizem outros, mas tenho de reconhecer que senti algum alívio com a notícia. Sinceramente, não me estava a agradar absolutamente nada os contornos desta contratação. Apenas lamento que o clube não tenha encontrado uma alternativa credível a Hulk antes do fecho da época de transferências. Veremos se isto não irá custar caro no final da época. 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Aqui está o poço de petróleo!

Ainda a propósito da investigação da PJ sobre os favorecimentos da CML ao Benfica, há um aspecto particularmente interessante que merece ser analisado de forma atenta para que se perceba como é que as coisas funcionam na Capital do país.
Segundo as notícias vindas a público, a EPUL - Empresa Pública de Urbanização de Lisboa - comprou ao SLB uns terrenos à volta do Estádio por 32 milhões de euros. O caso por si só nada teria de estranho, não fosse o facto de, como referiu no processo Pedro Castel Branco, gestor do projecto Benfica Stadium de 2001 a 2004, a empresa pública ter adquirido um terreno que "havia sido cedido pela Câmara de Lisboa ao SLB para a construção de equipamentos desportivos! E o mais grave de tudo isto é que, como conclui o processo de investigação, este "brilhante" negócio traduziu-se num grave prejuízo para a EPUL, colocando a empresa municipal numa situação financeira complicada.
Resumindo: a CML oferece ao Benfica terrenos para construção de equipamentos desportivos e a seguir o clube vende-os a uma empresa municipal, recebendo assim 32 milhões de euros sem ter de mexer uma palha!
Isto é o que pode chamar uma verdadeira mina de ouro! Ou será antes um poço de petróleo?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Importa-se de repetir, excelência?

Pinto Monteiro afirmou hoje que vai ser difícil encontrar o responsável pela divulgação na Internet de várias escutas telefónicas feitas a Pinto da Costa, no âmbito do processo Apito Dourado.
O que o digníssimo procurador-geral da República parece não ter compreendido é que nós estamos a borrifar-nos para o autor desse crime. O que nós exigimos que ele faça é encontrar os corruptos que permitiram que essas gravações, que se encontravam em segredo de Justiça, caíssem nas mãos de criminosos. Para isso não são necessários conhecimentos de tecnologia, mas sim uma investigação séria a todos aqueles que, pertencendo ao sistema judicial, tinham acesso às escutas.

Mais uma fraude que aqui se denuncia

Eu já perdi a conta aos penáltis cometidos pelo David Luiz desde o início da época a que os árbitros fizeram vista grossa. A impunidade com que o central benfiquista comete faltas dentro da sua grande-área tem sido de tal forma descarada que até há quem brinque com o assunto, dizendo que os jogadores com penteado de palhaço gozam de um estatuto especial à luz dos regulamentos do futebol.
Frente ao Rio Ave, o David Luiz cometeu mais um penálti, desta vez sobre Bruno Gama, que o árbitro (finalmente!) assinalou. Ora, não tardou que a máquina propagandista encarnada entrasse em cena para tentar convencer as mentes simplórias do povinho de que o pobre jogador foi alvo de uma decisão errada do juiz da partida, tentando assim transformar em vítima aquele que tem sido réu praticamente todas as semanas. António Pedro de Vasconcelos, representante do Benfica no painel de comentadores residentes do programa Trio d'Ataque, transmitido pela RTPN, não se coibiu mesmo de alegar que o jogador foi vítima da pressão exercida contra ele.
Das opiniões manifestadas pelos analistas de arbitragem, destaco aqui as dos três ex-árbitros que constituem o Tribunal do Jogo, dos quais apenas Rosa Santos afirma que, não só o penálti foi bem assinalado, como terá ficado por mostrar um cartão vermelho:

Jorge Coroado - O penálti foi mal assinalado. David Luiz jogou somente a bola, e só depois se deu o contacto natural com Bruno Gama. A jogada foi limpa.

Rosa Santos - O penálti foi muito bem assinalado, mas o David Luiz deveria ter visto cartão vermelho em vez do amarelo, pois o jogador do Rio Ave encaminhava-se directamente para a baliza.

António Rola - O árbitro esteve mal. David Luiz lança-se para jogar a bola, joga-a, e só depois há o contacto inevitável, mas sem qualquer razão para grande penalidade.

Será que as imagens comprovam que o central benfiquista jogou efectivamente a bola e só depois se deu o toque na perna do adversário como defendem Jorge Coroado e António Rola? Ora vejamos:

1ª imagem - Neste momento, ainda não existe qualquer contacto do David Luiz com o adversário nem com a bola. No entanto, repare-se que a distância do seu pé esquerdo à perna do adversário é muito menor do que a distância do seu pé direito à bola.

2ª imagem - No preciso momento em que se dá o contacto entre a perna esquerda do David Luiz e a perna direita do Bruno Gama, constata-se facilmente que o contacto com a bola ainda não se deu.

3ª imagem - O contacto do pé direito do David Luiz com a bola só acontece posteriormente, logo, as imagens comprovam que o penálti foi bem assinalado.

Não se compreende nem se pode admitir que alguns órgãos de comunicação social, munidos das imagens televisivas e da tecnologia necessária para visualizar o lance em câmara-lenta, tentem manipular a opinião pública com uma versão distorcida dos factos. É sabido que uma grande percentagem da população é analfabeta e muitos portugueses não possuem acesso à Internet, estando assim mais expostos a estas tentativas de manipulação da informação. Cabe àqueles que dispõem dos meios, esclarecer os factos e denunciar as fraudes.

Nota: as imagens foram obtidas a partir do programa Trio d'Ataque e não sofreram qualquer alteração, como se pode comprovar no site da RTPN.

Acordo com a Câmara de Lisboa valeu ao Benfica 65 milhões de euros


"O Benfica encaixou 65 milhões de euros à custa do contrato-programa firmado com a Câmara de Lisboa, no âmbito do Euro 2004. Santana Lopes não é arguido, apesar de a PJ ter concluído que município, a que ele presidia, instrumentalizou a EPUL para financiar o Benfica.
Já Carmona Rodrigues, à data dos factos vice-presidente da autarquia, é um dos cinco arguidos constituídos durante a investigação que a PJ acaba de concluir, sob a direcção da unidade especial do Ministério Público criada para investigar o Apito Dourado. Os restantes arguidos são ex-administradores da EPUL - Empresa Pública de Urbanização de Lisboa.
O inquérito centrou-se no contrato-programa assinado, em Julho de 2002, pela Câmara de Lisboa, EPUL, Benfica e Sociedade Benfica Estádio SA. O acordo fixava os moldes da participação da EPUL na construção do novo Estádio da Luz, para o Euro 2004.
Um relatório da Inspecção-Geral de Finanças (IGF), que suportou o trabalho da PJ, apontou défices de transparência ao contrato-programa, referindo que as formas de apoio acordadas e atribuídas ao Benfica "consubstanciam verdadeiras comparticipações financeiras, concedidas por instâncias municipais". "O contrato contrariou os normativos legais vigentes", acrescentou a IGF, por não terem sido quantificados devidamente os encargos das entidades públicas envolvidas, em desrespeito pelos princípios da boa gestão dos dinheiros públicos. A investigação conclui que, ao aprovarem o referido contrato-programa, a Câmara e a Assembleia Municipal de Lisboa "instrumentalizaram a EPUL", fazendo-a assumir encargos directos de 18 milhões de euros na prossecução de fins estranhos ao seu objecto social. Mas, além dos 18 milhões, o Benfica encaixou mais 47, pois o contrato-programa ainda lhe permitiu vender um terreno à EPUL e receber outro da Câmara de Lisboa (ver caixa).
Os 18 milhões referidos decorrem de dois negócios. Num deles, a câmara decidiu que a EPUL construiria 200 fogos, em terrenos seus, no Vale de Santo António, e entregaria um terço dos lucros da sua venda. O Benfica recebeu 9,9 milhões de euros, apesar de a EPUL nunca ter construído as 200 habitações. Segundo o então presidente da EPUL, Sequeira Braga, foi Santana Lopes quem definiu que seriam dados 10 milhões de euros ao Benfica, através de um projecto imobiliário da EPUL.
A outra parcela dos 18 milhões resulta do compromisso da Câmara de pagar, através da EPUL, os ramais de ligações às infra-estruturas de subsolo para o estádio. Isto valeu ao Benfica oito milhões de euros, sendo que 80% das facturas que cobrou à EPUL respeitavam a serviços de consultoria: só 20% tinham a ver com os ramais. De resto, parte das facturas tinha data anterior ao contrato-programa.
A IGF detectou ainda outra irregularidade naqueles oito milhões. Mais de um milhão era IVA, sendo que a operação em causa não estava sujeita a incidência deste imposto, por se tratar da comparticipação financeira, de uma entidade pública (EPUL), na construção de um equipamento desportivo.
Nenhuma irregularidade detectada nas facturas do Benfica foi valorizada, para efeitos de responsabilização criminal dos dirigentes do clube.
Inquirido, como testemunha, Santana Lopes assumiu que as negociações com o Benfica que conduziram à elaboração do contrato-programa foram feitas por si e pelo vice-presidente. Carmona Rodrigues, arguido, disse que o dossiê Benfica era tratado directamente por Santana Lopes. E, de resto, várias testemunhas e arguidos coincidiram na versão de que a execução do contrato-programa foi tratada ao mais alto nível, na EPUL, na Câmara e no Benfica"

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=148071

 E depois admiram-se que o Benfica, mesmo sem ganhar qualquer competição financeiramente compensadora e sem vender nenhum jogador que lhe permita encaixar uma verba apreciável, consiga gastar dezenas de milhões de euros em jogadores. Não será isto jogo sujo ou concorrência desleal?
Continuem a torcer pelo Benfica. Continuem a apoiar os caciques de Lisboa que vão enchendo os bolsos à custa do dinheiro dos portugueses. Pode ser que abram os olhos quando Portugal já não tiver salvação.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Passatempo do dia

Descubra as três palavras que se repetem em todas as frases:

Benfica-Porto da época 2008/2009, incidentes no túnel
Benfica-Porto da época 2009/2010, incidentes no túnel 
Benfica- Nacional da época 2009/2010, incidentes no túnel
Braga-Benfica da época 2009/2010, incidentes no túnel

Se respondeu Benfica/incidentes/túnel, acertou! Parabéns!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

À pedrada ou à lei da rolha

Desde que Pinto da Costa pediu a Laurentino Dias que promova um Apito Encarnado em Portugal para averiguar a pouca vergonha que se passa no futebol português, o presidente portista já foi alvo de um par de situações perfeitamente inusitadas. Primeiro viu o seu automóvel apedrejado por energúmenos quando ia a caminho do Estoril e agora viu a CD da Liga aplicar-lhe uma suspensão de três meses, alegadamente por ter prestado declarações na condição de dirigente da SAD azul e branca, em desrespeito pela suspensão anteriormente imposta.
Talvez estas duas situações nada tenham a ver uma com a outra, ou, pelo contrário, talvez estejam directamente relacionadas. Dificilmente veremos essa dúvida esclarecida, mas de uma coisa podemos ter a certeza: as palavras de Pinto da Costa provocaram temor em muita gente e muitos são os que gostariam de o calar, seja à pedrada, seja à lei da rolha. Porquê, é o que as autoridades deviam preocupar-se em investigar, em vez de andarem a assobiar para o ar fingindo que não vêem nada do que se vai passando no futebol português.

sábado, 23 de janeiro de 2010

A Luz ao fundo dos túneis - Parte 2

A 23 de Dezembro de 2009, eu coloquei um texto aqui no blogue, intitulado "A Luz ao fundo dos túneis", no qual afirmei o seguinte:

«No decorrer desta época futebolística, foram já várias as vezes em que ocorreram graves distúrbios nos túneis dos estádios. Ora, se por um lado é verdade que estes distúrbios ocorreram de Norte a Sul do país, não é menos verdade que todos eles tiveram um denominador comum: o SLB. É claro que, para quem acredita em coincidências, tal facto não deverá passar de um mero acaso, de um pontapé na lógica, de uma excentricidade do destino. No entanto, ninguém que tenha um par de olhos na cara poderá deixar de reconhecer que começa a ser demasiado evidente a existência de uma ligação directa ao clube da Luz.»

Rapidamente recebi muitas respostas de adeptos encarnados que procuraram, de todas as formas e recorrendo aos mais variados argumentos, contrariar a minha opinião. Pois não foi preciso esperar muito tempo para que um novo caso tenha vindo a público, desta vez com base em imagens vídeo que não deixam margem para dúvidas sobre a pouca-vergonha que se está a passar na Liga portuguesa.
Os factos ocorreram no Benfica-FC Porto da época passada, realizado a 30 de Agosto de 2008, um jogo que ficou marcado pela invasão de campo por parte de um adepto, conhecido como o Diabo de Gaia, que agrediu o juiz-de-linha. Aqui ficam as imagens do túnel da Luz agora divulgadas pela Agência Lusa:


Sobre estas imagens, há várias questões importantes que devem ser analisadas pelas entidades competentes:

1) Cerca de 1 hora antes do jogo, os seguranças do Benfica trataram de mover as câmaras de forma a deslocar o ângulo de visão para um plano acima do normal. Com que intenção e por ordem de quem o fizeram?

2) Dois agentes da Polícia assistiram às agressões e a PSP  já confirmou que enviou para a Liga Portuguesa um relatório dos incidentes. Por que motivo a Liga não abriu nenhum inquérito? E como se explica que venha agora alegar que não tinha conhecimento do caso?

3) Rui Costa assistiu a tudo o que se passou de mãos nos bolsos, não demonstrando, em momento algum, a menor intenção de controlar os elementos de segurança do Benfica. Como se explica esta atitude passiva de um dirigente encarnado perante as cenas que se desenrolaram à sua frente?

4) O segurança que agrediu o dirigente portista já possui antecedentes de violência pois é o mesmo que, há alguns anos atrás, protagonizou a cena da bofetada no aeroporto de Lisboa aquando da vinda do Moretto para Portugal. Esse caso foi filmado pelas câmaras da RTP e testemunhado por um agente da PSP. Como se explica que tenha passado impune aos olhos das autoridades e que continue a protagonizar cenas de violência como esta?

5) Há dois dias atrás, quando um tal de "Tripulha" publicou as gravações das escutas telefónicas originais conexas ao Apito Dourado, o site oficial do Benfica tratou de colocar imediatamente os links para essas escutas. Nessa altura, ninguém do SLB pareceu importar-se muito, nem com o segredo de justiça, nem com a protecção de dados. Agora, perante a divulgação destas imagens pela Agência Lusa, o clube da Luz já fez saber que irá apresentar queixa à Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) e (pasme-se!) ao Ministro Jorge Lacão. Como se explica esta mudança radical de atitude em apenas 48 horas? O que pretende o Benfica esconder?

6) A propósito do pedido de Pinto da Costa para que se faça um Apito Encarnado, Laurentino Dias afirmou que não fazia qualquer comentário. E agora, perante mais este escândalo, será que o Secretário de Estado irá ganhar coragem para agir ou continuará a assobiar para o ar fingindo que nada vê?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ou comem todos, ou haja moralidade

É do conhecimento público que o presidente do Benfica foi apanhado nas escutas telefónicas captadas no âmbito do processo Apito Dourado a encomendar árbitros ao Major Valentim Loureiro para jogos do SLB. Não será por mero acaso que essas escutas não constam do lote agora publicado no YouTube, uma vez que, caso tal acontecesse, não só poria a nu a hipocrisia daqueles que alegam defender a verdade e a transparência, como deixaria o Ministério Publico numa situação embaraçosa, algo que o Estado não pode permitir. De facto, a forma como o Ministério Público menosprezou essas escutas demonstra a existência de dois pesos e duas medidas no modo de actuação das autoridades e, consequentemente, na aplicação das leis em Portugal.
Por muitos inquéritos que o Procurador da República possa mandar fazer agora para apuramento das responsabilidades, a verdade é que o mal está feito, uma vez que as escutas envolvendo Pinto da Costa e outros dirigentes já foram publicadas. Pois então que se divulguem todas as escutas, incluindo aquelas que envolvem dirigentes encarnados. Se é um julgamento na praça pública que pretendem, então tragam a verdade completa à tona e não apenas aquela que interessa ao Benfica. Doa a quem doer. Ou comem todos, ou haja moralidade.

Hulk e Sapunaru: condenados a prisão perpétua

Na sequência do processo disciplinar instaurado pela CD da Liga após os incidentes ocorridos no túnel da Luz, Hulk e Sapunaru estão suspensos há mais de um mês. Consequentemente, os jogadores portistas foram impedidos de jogar em seis partidas (2 para a Liga, 2 para a Taça de Portugal e 2 para a Taça da Liga) com os evidentes prejuízos desportivos que daí advieram para eles e para o clube que representam.
Não tenho memória de outro caso como este no futebol português, nem encontro explicação para que isto aconteça, mas, sinceramente, já nada me espanta vindo de onde vem. Há muito tempo que a justiça desportiva (seja lá isso o que for) se encontrava moribunda, mas a entrada em cena de um indivíduo chamado Ricardo Costa veio destruir qualquer réstia de esperança na sua salvação. E enquanto esta obscenidade vai acontecendo com total impunidade perante os olhos incrédulos dos portugueses, Laurentino Dias vai assobiando para o ar, afirmando que não faz comentários sobre a possibilidade de ser feito um Apito Encarnado em Portugal. Não se incomode, sr. Secretário de Estado! Investigar para quê, se está tudo tão bem assim!...

Tripulhas!

O aparecimento na internet de gravações de várias escutas telefónicas envolvendo o presidente do F.C. Porto, Pinto da Costa e outros arguidos, efectuadas durante a investigação do Apito Dourado,é mais uma demonstração nua e crua de que Portugal é um barco à deriva no mar da pouca-vergonha. A anarquia está instalada em definitivo. Nem sequer é o conteúdo das escutas agora divulgadas que constitui surpresa, visto que as suas transcrições já eram bem conhecidas do público em geral e podiam ser lidas em inúmeros sites. A questão aqui é compreender exactamente como foi possível que a justiça portuguesa tenha permitido que as gravações das escutas originais, que constituíram matéria de prova num processo judicial e que deviam ser arquivadas e mantidas em segredo de justiça, caíssem nas mãos de um criminoso. Depois disto, bem pode vir o Ministério Público anunciar que o caso será investigado e que os culpados serão punidos. Da mesma forma que ninguém acredita que as gravações vieram parar à luz do dia pelo seu próprio pé, também ninguém se deixará convencer facilmente de que a justiça será capaz de descobrir quem foi o autor deste crime.
O escândalo atingiu um nível tal que até o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, veio agora dizer publicamente que "infelizmente em Portugal existe o segredo de justiça para dar cobertura à negligência e incompetência e para fazer julgamentos na praça pública. É melhor acabar com essa farsa". Quando são os próprios intervenientes a assumir frontalmente a incapacidade da justiça de garantir a salvaguarda dos elementos sobre os quais é responsável, é a derrocada total do sistema.  
Numa altura em que o presidente portista apelou à realização de um processo Apito Encarnado que investigue o que se vem passando no futebol português, não será meramente por coincidência que estas escutas surgem publicadas no YouTube, nem será por acaso que o site oficial do Benfica publicou imediatamente os links para as mesmas. Só alguém muito ingénuo não percebeu ainda que estamos na presença de mais um ataque ao FC Porto e, simultâneamente, uma estratégia para desviar a atenção do público das situações perfeitamente inacreditáveis a que se vem assistindo nos campos de futebol e nos bastidores da Liga desde o início da época. Talvez se o excelentíssimo Dr. Pinto Monteiro não tivesse escondido um certo processo na gaveta, impedindo assim a realização de uma investigação séria que tirasse a limpo a veracidade e o fundamento das acusações que nele foram feitas, não estivéssemos agora perante mais esta obscenidade protagonizada por aqueles que se habituaram a fazer o que lhes apetece, em nome dos seus interesses mesquinhos, com total impunidade.
Consta no dicionário que "pulha" significa vil, desprezível, torpe, indecente. "Tripulha" será portanto três vezes vil, três vezes desprezível, três vezes torpe e três vezes indecente. Um nome bem escolhido para designar, não só os autores desta "tripulhice", mas também aqueles que lhes dão cobertura.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Bem vindo a um clube de campeões, Rúben!


"No FC Porto ganhamos títulos e jogamos a Liga dos Campeões e essa foi a razão da minha escolha".

domingo, 17 de janeiro de 2010

O mal não dorme nem nos dá descanso

As imagens televisivas do jogo disputado entre o FC Porto e o Paços de Ferreira não deixam margem para dúvidas: o árbitro teve influência directa no marcador ao anular um golo limpo de Falcão por alegado fora-de-jogo que, pura e simplesmente, só existiu na cabeça do juiz-de-linha. Ora, dado o discurso do Pinto da Costa que, a meio da semana, exortou o Governo a abrir um processo de investigação sobre o que se passa no futebol português, aliado ao reconhecimento do próprio presidente da Comissão de Arbitragem de que os árbitros não estão a garantir a imparcialidade nos jogos, este erro grave do árbitro Rui Costa em claro prejuízo dos Dragões não veio nada a calhar para aqueles que, sentindo-se na mira das acusações, trataram de menosprezar e achincalhar as palavras do presidente portista. Não é de estranhar, portanto, que os mesmos não tenham perdido tempo a procurar casos no jogo do Dragão que permitissem desequilibrar a balança para o seu lado, tentando passar a ideia de que, afinal, o árbitro beneficiou os portistas e não o contrário como as imagens evidenciam.
Sendo assim, poucos minutos depois do término do jogo, eis que surgiu num determinado canal televisivo do MEO uma campanha que procurava passar a ideia de que o golo marcado pelo Falcão fora obtido com a mão. Já dizia Goebbels, ministro da propaganda nazi, que uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade aos ouvidos do povo, logo, a campanha rapidamente fez eco em vários sites benfiquistas da blogosfera que trataram imediatamente de divulgar a falácia, obviamente com o objectivo de manipular as mentes mais simplórias levando-as a acreditar em mais uma "verdade goebbeliana" à moda de Lisboa.
Na realidade, apesar das imagens disponíveis na Internet não serem nítidas, pode constatar-se com toda a facilidade que, no momento em que Falcão cabeceia a bola, o seu braço direito encontra-se posicionado abaixo do nível da bola e ligeiramente afastado para a direita desta.

Fica assim uma vez mais denunciada a desonestidade e má-fé desta gente cuja existência parece ter um único objectivo: a obsessiva busca de motivos para atacar o FC Porto e a destruição do futebol português com a implementação de um clima de guerrilha constante. Lamentavelmente, há órgãos de comunicação social que, por interesses comerciais, políticos ou por simples subserviência ao poder instalado, alimentam a polémica, havendo mesmo os que chegam ao cúmulo da hipocrisia de ir perguntar aos jogadores do Paços de Ferreira o que acham do lance, quando toda a gente sabe muito bem quem foi o verdadeiro autor desta falácia. Estavam assim tão preocupados com a opinião dos jogadores? Então por que motivo não foram também perguntar ao Falcão já que ele, melhor do que ninguém, saberá o que fez?
É graças à influência nefasta desta máquina propagandista montada em nome dos interesses do lobby lisboeta que este lance, que à partida não deveria merecer discussão, se arrisca a tornar-se em mais um caso estéril e interminável, a exemplo de um certo "golo fantasma" que até hoje ninguém conseguiu provar que entrou de facto na baliza de Vítor Baía mas que muitos insistem em dizer que sim com a mesma convicção daqueles que afirmam que já viram ovnis a pairar sobre o pinhal de Leiria.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Golo anulado, apito encarnado

Este é um campeonato de coincidências. Pelo menos, é disso que a máquina propagandista lisboeta nos tenta convencer. Mas, digam eles o que disserem, o golo anulado ao Falcão ultrapassou os limites da mera coincidência. Não apenas pelo facto de ser o terceiro golo anulado em dois jogos consecutivos, não apenas pelo Falcão estar um metro atrás da linha da defesa no momento do passe, não apenas pelo facto de haver dois jogadores do Paços a colocar o avançado em posição legal, mas porque ficou provado que os árbitros não agem em conformidade com a lei (que até foi feita para sua protecção, refira-se). Dizem os regulamentos que, em caso de dúvida, beneficia-se o avançado. Mas, como disse Jesualdo Ferreira, em Portugal reinventaram a regra: em caso de dúvida, prejudica-se o FC Porto. É tão simples como isto.
Amanhã, com Lucílio Baptista em Coimbra e João Ferreira nos Barreiros, os erros vão continuar, sempre em benefício dos mesmos. Coincidências, dirão eles uma vez mais, protegidos que estão pela postura solidária da imprensa que, com sempre, salientará apenas aquilo que interessa na perspectiva encarnada e a passividade das autoridades que vão assobiando para o ar fingindo que nada do que se está a passar justifica a abertura de um processo de investigação, nem mesmo quando é o próprio presidente da Comissão de Arbitragem a reconhecer publicamente que os seus filiados não estão a garantir a imparcialidade no futebol.

Arquivo das Tacadas de Bilhar

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Lucílio Cup II - A saga continua

Eu poderia começar por falar aqui do golo anulado ao Vitória de Guimarães no último minuto ou do penalty que ficou por marcar a favor dos vimaranenses no decorrer do jogo Guimarães-Benfica a contar para a Taça da Liga. No entanto, tal como aconteceu no texto anterior, não vou aqui falar de erros de arbitragem passíveis de suscitar discussões estéreis que desviem as atenções daquilo que é verdadeiramente importante. Vou apenas focar o óbvio e restringir-me aos factos: neste jogo, houve mais uma agressão que passou impune apesar de ter ocorrido nas barbas do árbitro. Aos 30 minutos, Aimar enervou-se e pontapeou as pernas de um adversário. Mesmo considerando que esta agressão não é comparável à violência com que Luisão agrediu o jogador do Nacional, Salino, não deixa de ser motivo mais do que justificativo para a amostragem de cartão vermelho directo, mas o árbitro, Carlos Xistra, que estava a poucos metros do lance, limitou-se a passar um pequeno raspanete ao argentino do Benfica, lançando às malvas o que ditam as regras do jogo.
A quantidade de situações graves deste género que tem ocorrido em jogos consecutivos do Benfica e a inexplicável benevolência demonstrada pelos árbitros perante agressões óbvias e indiscutíveis, já há muito provou que não estamos na presença de uma mera coincidência mas sim de uma intenção objectiva de proteger a equipa encarnada.
As evidências do proteccionismo por parte dos árbitros à equipa da Luz são tantas que os próprios benfiquistas já perceberam que não possuem argumentos para justificar o que se passa, escondendo-se agora na falácia de que esta protecção ocorre apenas na Taça da Liga e não no campeonato. Ora, este argumento, não só é facilmente desmontável através da análise dos erros de arbitragem que, ao longo do campeonato, ocorreram em favor dos encarnados, como ainda pretende esconder uma realidade: sabendo-se que os cartões vermelhos mostrados em jogos da Taça da Liga representam uma suspensão dos jogadores em jogos do campeonato, é óbvio que as repercussões da passividade demonstrada pelos árbitros nesta competição se estende ao normal desenrolar da Liga. Assim sendo, caso Luisão, Javi Garcia, Maxi Pereira e agora Aimar tivessem sido expulsos como mandam as leis do futebol, não estariam disponíveis, no mínimo, para os próximos jogos do campeonato. Esta é uma verdade de La Palice.
Desde há dois anos que os portugueses vão assistindo a este espectáculo degradante em que uma equipa, patrocinada pela mesma entidade que subsidia a prova, é escandalosamente levada ao colo até à final, graças a uma sequência verdadeiramente inacreditável de erros de arbitragem. A polémica final da época passada, cujo desfecho foi claramente manipulado por um indivíduo que há muito devia ter sido irradiado do futebol, foi um filme de terror que muitos desejaram não ver repetido mas que, infelizmente, terá esta época a continuação da sua saga. Lamentavelmente, aqueles que, em determinadas situações, tanto defenderam a justiça, a transparência e a verdade desportiva, calam-se agora numa atitude cúmplice, auto-denunciando assim a hipocrisia das suas intenções e a mesquinhez dos seus verdadeiros objectivos. Na verdade, de nada valerão as novas tecnologias no futebol português enquanto não existir seriedade por parte de todos os intervenientes e, principalmente, coragem das autoridades para agirem com o mesmo peso e medida em todas as situações, independentemente da cor das camisolas e do poder social, económico ou político dos clubes.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Capital da violência e da impunidade

Decorria o minuto 79 do jogo Benfica - Porto da época de 2004/2005 quando o árbitro Olegário Benquerença assinou uma decisão que lhe viria a custar muito caro. O caso polémico conta-se em poucas palavras: o FC Porto encontrava-se a ganhar por 1-0 graças a um golo de McCarthy quando Petit rematou à baliza de Vítor Baía. O guarda-redes portista não conseguiu segurar o remate à primeira tentativa e depois, lançando-se no ar, desviou a bola com uma palmada, fazendo-a embater no poste direito da baliza, tendo a defesa completado o alívio. Os benfiquistas reclamaram veementemente alegando que a bola havia entrado na baliza, enquanto que os portistas defenderam que, em momento algum, a bola ultrapassou completamente a linha de golo. Quem tem razão? Até hoje, a dúvida permaneceu.
Não é necessário ser muito inteligente para compreender que a única forma de dissipar completamente as dúvidas sobre o lance seria através da análise de imagens vídeo obtidas por uma câmara posicionada exactamente no alinhamento da linha de fundo, pois só dessa forma se poderia concluir se a bola ultrapassou, em todo o seu diâmetro, a espessura total da linha de golo. Ora, as imagens do lance que os vários canais televisivos proporcionaram foram obtidas a varias dezenas de metros da baliza e segundo uma perspectiva oblíqua relativamente à linha de fundo, o que, obviamente, as torna inconclusivas. Apenas ficcionando ou conjecturando se pode afirmar que a bola entrou (ou não) na baliza de Vítor Baía e, perante isto, mandavam as mais básicas regras da lógica e do bom-senso (e os princípios do fair-play) que, na falta de provas que comprovassem o erro, se desse o benefício da dúvida a Olegário Benquerença. Não obstante este facto, a corrupta imprensa da Capital, vendida aos interesses do Lobby Lisboeta, tratou imediatamente de apresentar aos olhos do público uma visão completamente distorcida dos factos que, como se esperava, ia ao encontro da perspectiva encarnada. Rapidamente os inúmeros jornais e programas televisivos se encheram de “opinion makers” que, como que munidos de uma extraordinária omnisciência e omnipresença, juraram a pés juntos que a bola tinha de facto entrado na baliza de Vítor Baía, arrastando atrás de si milhões de portugueses que se esqueceram que, se Deus lhes deu o intelecto, foi para pensarem pela sua própria cabeça e não para se deixarem conduzir como um rebanho de carneiros em nome dos interesses mesquinhos de lobbies políticos ou económicos.
Aquilo que nunca deveria ter passado de mais uma estéril e infrutífera discussão futebolística entre malucos da bola, transformou-se num caso de polícia e Olegário Benquerença passou a ser alvo de uma perseguição impiedosa por parte dos benfiquistas que não lhe perdoam o facto de ter desperdiçado uma boa oportunidade de lhes oferecer um pseudo-golo que, de outra forma, a sua equipa não demonstrava capacidade para alcançar (e que muito jeito lhes faria, pois acabaram por perder o jogo). Até os Gato Fedorento não se fizeram rogados em dedicar-lhe recentemente um “Tesourinho Deprimente” em que, ao jeito de chalaça, trouxeram uma vez mais à baila o assunto do golo que não foi mas que eles queriam que tivesse sido.
Por mais anos que passem, continuaremos a ouvir falar desse caso e esta insistência começa a ultrapassar os limites do racional. É legítimo questionar agora se esta pressão obsessiva sobre o árbitro leiriense não terá como objectivo condicionar as suas actuações de forma a levá-lo a pensar duas vezes antes de soprar no apito quando tal possa por em causa os interesses da equipa encarnada. Nesta perspectiva, a arbitragem deplorável protagonizada por Olegário Benquerença no jogo Benfica - Nacional realizado no passado dia 3 de Janeiro para a Taça da Liga devia ser alvo de uma análise profunda, dada a quantidade de erros graves e inacreditáveis cometidos pelo juiz leiriense. Infelizmente, aqueles que, alegadamente, defendem a verdade desportiva, parecem padecer de um grave problema de visão sempre que estas arbitragens acontecem em benefício da equipa da Luz.
Não vou discutir aqui grandes penalidades nem golos anulados por fora-de-jogo inexistentes porque tal poderia servir de pretexto para alguns desviarem as atenções daquilo que foi realmente grave: a sequência de agressões inacreditáveis que, não obstante terem ocorrido nas barbas do árbitro e dos juízes assistentes, passaram completamente impunes (ou quase, o que, na prática, ainda levanta mais suspeitas sobre o seu julgamento).
Aos 28 minutos de jogo, Luisão agrediu Salino com um violento pontapé, um lance sem bola em tudo comparável ao desvario de Pepe que valeu um castigo de 10 jogos de suspensão ao defesa do Real Madrid. Apesar da violência da agressão, Olegário Benquerença limitou-se a punir o defesa brasileiro com um simples cartão amarelo, o que, não só permitiu que o jogador benfiquista prosseguisse em campo, como impede qualquer possibilidade de lhe ser instaurado um processo sumaríssimo, ficando assim disponível para os próximos encontros a contar para a Liga Portuguesa.
No seguimento desse lance e já com o jogo parado, Javi Garcia agride Amuneke com uma cotovelada na cara, ao que o jogador do Nacional respondeu com uma palmada nas costas do benfiquista. Mais duas expulsões que ficaram por assinalar, ainda que, nesta caso, seja aceitável a ideia de que o árbitro possa não ter visto. Veremos pois o que irá fazer a Comissão Disciplinar da Liga, mas não é preciso ser bruxo para adivinhar que nada irá acontecer.


Já aos 31 minutos, mais uma agressão que ficou por punir, desta feita numa entrada de Maxi Pereira ao joelho do adversário. As imagens documentam a violência do lance mas Olegário Benquerença esqueceu-se que as entradas violentas, passíveis de causar lesões graves ao adversário, são puníveis com vermelho directo.

Caso o árbitro de Leiria tivesse agido em conformidade com as leis (nestes e noutros lances), pelo menos três jogadores de cada equipa teriam sido expulsos e consequentemente suspensos para os próximos jogos, o que significa que a arbitragem de Olegário Benquerença não teve apenas influência directa num simples jogo da Taça da Liga mas em todo o desenvolvimento da Liga Portuguesa. É difícil compreender os motivos que levam um árbitro a agir com esta passividade perante actos de violência gratuita tão óbvios como os que as imagens documentam, mas, sejam quais forem esses motivos, as entidades que regem o futebol português, em particular a arbitragem, não podem continuar a fingir que nada vêem. Em nome da verdade desportiva, as incidências deste jogo deveriam ser devidamente investigadas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Pela Verdade Desportiva

Termina hoje, dia 3 de Janeiro, o prazo para subscrição da petição "Pela Verdade Desportiva", uma iniciativa do comentador Rui Santos a favor da introdução de novas tecnologias no futebol. Segundo o seu autor, o objectivo desta petição, que conta já com mais de 6000 assinaturas, é "perceber qual a sensibilidade das forças políticas representadas na Assembleia da República sobre a matéria".
Rui Santos lançou o "Movimento Pela Verdade Desportiva" em Outubro de 2008, por "não suportar a ideia de que no final de cada jogo houvesse ruído sobre a arbitragem". Devo confessar que, na minha perspectiva, a implementação das novas tecnologias não será capaz de evitar esse problema porque, como facilmente se constata, o ruído sobre a arbitragem é, na maior parte das vezes, originado por comentadores, analistas e opinion-makers que, mesmo perante as imagens dos lances, demonstram não possuir a clarividência necessária para reconhecer as evidências e os factos, por mais indiscutíveis que estes sejam. No entanto, tal como o próprio Rui Santos admite, "as novas tecnologias não permitiriam uma verdade desportiva a 100 por cento, mas evitariam muitas situações que ocorrem actualmente e seriam um instrumento de protecção dos árbitros". Nesta perspectiva, não pude deixar de apoiar e subscrever a petição, e apelo para que todos façam o mesmo.
Mesmo perante o meu próprio cepticismo quanto à total eficácia deste sistema, acredito que as novas tecnologias podem ter um papel importante na defesa da verdade desportiva, eliminando ou reduzindo a probabilidade de acontecerem erros graves com influência nos resultados dos jogos, tal como o que aconteceu na final da Taça da Liga na época passada e que, ainda hoje, faz correr muita tinta.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Para todos os portugueses sem excepção, um bom ano de 2010!

Que a nova década traga mais desenvolvimento e riqueza para Portugal e mais felicidade para as famílias portuguesas!