sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Hulk e Sapunaru: condenados a prisão perpétua

Na sequência do processo disciplinar instaurado pela CD da Liga após os incidentes ocorridos no túnel da Luz, Hulk e Sapunaru estão suspensos há mais de um mês. Consequentemente, os jogadores portistas foram impedidos de jogar em seis partidas (2 para a Liga, 2 para a Taça de Portugal e 2 para a Taça da Liga) com os evidentes prejuízos desportivos que daí advieram para eles e para o clube que representam.
Não tenho memória de outro caso como este no futebol português, nem encontro explicação para que isto aconteça, mas, sinceramente, já nada me espanta vindo de onde vem. Há muito tempo que a justiça desportiva (seja lá isso o que for) se encontrava moribunda, mas a entrada em cena de um indivíduo chamado Ricardo Costa veio destruir qualquer réstia de esperança na sua salvação. E enquanto esta obscenidade vai acontecendo com total impunidade perante os olhos incrédulos dos portugueses, Laurentino Dias vai assobiando para o ar, afirmando que não faz comentários sobre a possibilidade de ser feito um Apito Encarnado em Portugal. Não se incomode, sr. Secretário de Estado! Investigar para quê, se está tudo tão bem assim!...

6 comentários:

  1. "Laurentino Dias vai assobiando para o ar, afirmando que não faz comentários sobre a possibilidade de ser feito um Apito Encarnado em Portugal"
    Fazer mais "apitos..."??? Para que? Para as escutas serem declaradas inválidas e continuar tudo na mesma???? Ups isso não convém dizer...

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  2. "Para as escutas serem declaradas inválidas e continuar tudo na mesma????"

    Por vezes choca-me que determinadas pessoas não se coíbam de fazer comentários sobre temas que não dominam, revelando total ignorância sobre os assuntos. Será assim tão difícil informar-se um bocadinho sobre as questões antes de falar? Serão os portugueses assim tão básicos que as suas opiniões tenham de ser construídas sempre com base nas ideias pré-concebidas que lhes são incutidas e não por seu livre arbítrio?
    As escutas telefónicas que agora foram tornadas públicas e que já eram do conhecimento público uma vez que foram transcritas repetidamente em vários meios de comunicação social, não foram declaradas inválidas! Elas serviram como meio de prova nos vários processos abertos no âmbito do Apito Dourado, incluindo no único processo julgado em tribunal que ficou conhecido como Caso do Envelope e que culminou com a absolvição do arguido.
    O único processo em que foram mandadas retirar por ordem do Tribunal Administrativo de Lisboa foi o Apito Final, visto tratar-se de um processo disciplinar da responsabilidade da Liga. Ainda assim, a retirada das escutas em nada influenciou a decisão anteriormente tomada pela CD, o que demonstra que, nem mesmo nesse caso, as escutas foram consideradas conclusivas.
    A ser realizado um Apito Encarnado, esta ocorreria na justiça civil. Portanto, as escutas telefónicas em que os dirigentes do Benfica foram apanhados a encomendar árbitros e a pedir favores ao presidente da Liga seriam também válidas. O problema é que as autoridades de Lisboa não se mostram muito interessadas em usar o mesmo peso e a mesma medida quando estão em causa interesses do Benfica. Não me admiraria que, tal como aconteceu com Vale e Azevedo, as autoridades só actuem contra Luís Filipe Vieira no dia em que ele deixar de ser presidente do clube encarnado.

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  3. "as escutas telefónicas em que os dirigentes do Benfica foram apanhados a encomendar árbitros e a pedir favores ao presidente da Liga seriam também válidas."

    Tu regulas bem?

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  4. Tu tens um presidente q aparece nas escutas do youtube a pedir arbitros e a encomendar putas p arbitros e artigos de opiniao para pressionar o conselho de justiça e achas q o luis filipe vieira é q é corrupto? mas tu realmente pensas no q dizes?

    temos pena, mas tudo o q o porto ganhou foi à base de corrupção e provada hj em dia, apesar de os tribunais nao funcionarem como em italia, senao ias para a segunda divisão. Mas claro sempre a dizer q o corrupto é o LFV. Patetas.

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  5. Peçam ao Tripulha que publique esta conversa entre o Vieira e o Major no YouTube para que o público possa também julgar as intenções do presidente benfiquista:

    "Luís Filipe Vieira terá combinado com Valentim Loureiro o nome do árbitro para a meia-final da Taça de Portugal da época 2003/2004 entre o Benfica e o Belenenses. O jornal Público noticia que as escutas telefónicas do processo "Apito Dourado" apanharam uma conversa entre o presidente do Benfica e o líder da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) em que fica definida a escolha de João Ferreira para o jogo que acabou por ser vencido pelos encarnados. Curiosamente é este mesmo árbitro que vai apitar o jogo do Benfica no Bessa neste sábado.

    Benfica envia dossier ao Ministério Público

    Esta notícia surge precisamente depois de o Benfica ter revelado que vai enviar o dossier de que Luís Filipe Vieira falou numa entrevista televisiva ao Ministério Público. O presidente da Mesa da Assembleia Geral da Luz, Tinoco de Faria, constata que no tal dossier há « um conjunto de documentos que indiciam vários ilícitos de natureza desportiva e criminal », esclarecendo que « várias peças desse dossier fazem parte de processos em curso e de outros já arquivados, relacionados ao processo "Apito Dourado" ». O dirigente refere ainda que o Benfica « vai reclamar junto da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga de clubes para que se constituam como assistentes nos processos ».

    Conversas comprometedoras

    Nesta sexta-feira de manhã o clube da Luz acorda com a notícia do Público que envolve o seu presidente no "Apito Dourado". O diário exibe transcrições de alegadas conversas mantidas entre Vieira e Valentim Loureiro em que o líder das águias começa por mostrar-se insatisfeito pelo facto de Paulo Paraty não ter sido nomeado para o jogo com o Belenenses. Constatando que Pinto de Sousa, à data presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, teria revelado a um advogado com ligações ao Benfica, João Rodrigues, que o homem do apito do encontro seria Paraty, o presidente do Benfica revelar-se-á particularmente desagradado pela substituição deste juíz que estava impossibilitado de apitar os do Restelo na Taça por estar designado para o Belenenses-Nacional para o campeonato que se realizaria dois dias antes. Valentim Loureiro tentará acalmar Vieira, de acordo com o Público, e indicar-lhe-á os nomes de quatro árbitros internacionais que Vieira terá recusado. « Não quero Lucílio nenhum! (...) O António Costa?! F... Isso é tudo Porto! (...) O Duarte, nada, zero! (...) O Proença também não quero! O João pode ser », transcreve da conversa o dito diário.
    No seguimento do mesmo diálogo Vieira queixar-se-á a Valentim de que a substituição de Paraty foi uma manobra do Porto, realçando que Pinto da Costa « controlava tudo », e deixaria uma ameaça no ar. « Eu não sou como o Dias da Cunha. (...) Eu vou [à RTP] fazer alguns alertas para o futebol português », avisava o presidente da Luz que insinuava que o Porto tinha escolhido Bruno Paixão para a sua meia-final da Taça frente ao Braga.
    Depois disto o Major terá telefonado a Pinto de Sousa e este último desculpar-se-á por não ter indicado Paraty, frisando que se tinha esquecido de avisar Luís Guilherme, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, para não o designar para o campeonato. Nesta mesma conversa Pinto de Sousa terá dito ainda a Valentim que a nomeação de Paixão para o Porto-Braga tinha sido « um pedido do Salvador », presidente dos arsenalistas que não desejaria Olegário Benquerença, nem António Costa.
    Contactado pelo Público relativamente a estes dados, o director de comunicação do Benfica, Cunha Vaz, desmente-os assegurando que « o senhor Luís Filipe Vieira nunca falou com Valentim Loureiro por causa dos árbitros da Taça. Isso é mentira, até porque quem os nomeava era a Federação », refere Cunha Vaz, sublinhando que « o Benfica nunca escolheu qualquer árbitro »."

    Só é parvo quem quer!

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  6. "No dia 28 de Dezembro de 1995, o jornal “A Bola” reproduziu uma entrevista dada ao News of the World pelo ex-árbitro internacional inglês Howard King, onde o mesmo revelou ter recebido favores sexuais em Lisboa, oferecidos por Sporting e Benfica nos dias que antecederam jogos destas equipas para as competições europeias.

    O primeiro caso passou-se em 1984, num jogo entre o Sporting e o Dínamo de Minsk. Na noite anterior, afirmou King, foi levado a um clube, em Lisboa onde, segundo o próprio, “se encontravam muitas raparigas das mais belas e bonitas”, tendo-lhe sido dada a possibilidade de escolher a que ele desejasse (o que veio a suceder).

    O segundo caso ocorreu em 1992, para um jogo entre o Benfica e o Sparta de Praga. Segundo o próprio Howard King, dessa vez, para além da rapariga que esteve com ele, “o valor dos presentes que me enviaram excedeu em muito o limite de 40 libras a que estamos autorizados”."

    E só não vê quem não quer!

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