terça-feira, 26 de janeiro de 2010

À pedrada ou à lei da rolha

Desde que Pinto da Costa pediu a Laurentino Dias que promova um Apito Encarnado em Portugal para averiguar a pouca vergonha que se passa no futebol português, o presidente portista já foi alvo de um par de situações perfeitamente inusitadas. Primeiro viu o seu automóvel apedrejado por energúmenos quando ia a caminho do Estoril e agora viu a CD da Liga aplicar-lhe uma suspensão de três meses, alegadamente por ter prestado declarações na condição de dirigente da SAD azul e branca, em desrespeito pela suspensão anteriormente imposta.
Talvez estas duas situações nada tenham a ver uma com a outra, ou, pelo contrário, talvez estejam directamente relacionadas. Dificilmente veremos essa dúvida esclarecida, mas de uma coisa podemos ter a certeza: as palavras de Pinto da Costa provocaram temor em muita gente e muitos são os que gostariam de o calar, seja à pedrada, seja à lei da rolha. Porquê, é o que as autoridades deviam preocupar-se em investigar, em vez de andarem a assobiar para o ar fingindo que não vêem nada do que se vai passando no futebol português.

3 comentários:

  1. Ora aí está uma grande verdade! Provocaram temor, porque de um mafioso, manda a prudência e o bom senso, ter medo! O conteudo, é o habitual, não muda!
    A continuar assim, não vai precisar de ir a Lisboa ou aos arredores para ser apedrejado, tudo se resolverá no Porto. Até porque os animos no Porto são mais alterados que os de Lisboa. Eu estou bem longe de ambos e vou assistindo.
    Depois de tudo o que já se passou, se indiciou e o que se ouviu desse senhor, parece que a Sicilia se mudou para as margens do Douro.

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  2. "Provocaram temor, porque de um mafioso, manda a prudência e o bom senso, ter medo!"

    Ninguém pretende que o Benfica seja condenado sem culpa formada. Aquilo que se exige é que as autoridades actuem com idêntico peso e medida e que averigúem aquilo que se passa no futebol português. Perante isto, só teme quem tem algo a esconder.
    Os próprios benfiquistas assumem-se sempre como defensores da verdade desportiva. Como tal, perante as suspeições que recaem sobre o seu clube em virtude das actividades menos claras dos seus dirigentes, deviam ser os primeiros a demonstrar interesse em que as autoridades investiguem, no sentido de clarificar os casos que tem vindo a colocar o Benfica sob suspeita.

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