domingo, 14 de fevereiro de 2010

Gatuno Paixão

Nem sempre as equipas praticam bom futebol. Nem sempre têm a sorte do jogo do seu lado. Nem sempre os seus avançados estão inspirados. Nem sempre as coisas correm bem. Mas mesmo quando as equipas jogam mal, o azar lhes bate à porta e os avançados falham golos de baliza aberta, por vezes basta um simples lance, um momento isolado de inspiração individual, para a equipa marcar aquele golo que faz toda a diferença.
Hoje, no Estádio do Mar, o FC Porto tentou de todas as formas conquistar a vitória que lhe permitiria continuar a lutar pelo título. Atacou muito, rematou muito, obteve muitos cantos, acertou na barra, mas não chegava ao golo. Até que aos 57 minutos de jogo, Rúben Micael dirigia-se para a baliza do Leixões quando foi claramente rasteirado. Quando tudo o mais corria mal, este lance podia ter feito toda a diferença mas, infelizmente, não fez porque Bruno Paixão decidiu não assinalar a grande-penalidade como era da sua competência e obrigação, apesar do derrube ter ocorrido mesmo nas suas barbas. Não sei se o árbitro não assinalou o penalti porque não quis, porque é desonesto, porque é cobarde, ou, simplesmente, por não passar de mais um fantoche nas mãos do Lobby Lisboeta que não descansa nem desarma na sua cruzada para destruir todos aqueles que ainda possam pôr em risco a caminhada do Benfica rumo ao título. O que é certo é que esta decisão pode ter tido influência, não apenas no resultado do jogo, mas no desfecho de um campeonato cada vez mais viciado e desprovido de credibilidade.
Está mais do que visto que as faixas de campeão já estão encomendadas para as bandas da Luz (aliás, como se adivinhava desde o início do campeonato), mas se há coisa com que esta maldita gente pode contar é com a histórica teimosia do povo portuense de nunca se render enquanto o sangue lhe correr nas veias.

2 comentários:

  1. «...mas se há coisa com que esta maldita gente pode contar é com a histórica teimosia do povo portuense de nunca se render enquanto o sangue lhe correr nas veias.»

    Passada a desilusão é com esse espírito que encaro o futuro que é já amanhã.

    Um abraço

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  2. Mais uma vez ficou provado que os árbitros portugueses não têm estofo. Ao não marcar a grande penalidade (que foi claríssima) teria que mostrar o 2º amarelo ao Ruben. Não fez uma coisa nem outra. Foi o peso na consciência?

    Este Paixão já devia ter ido para a prateleira há muito tempo.

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