sábado, 13 de fevereiro de 2010

Hermínio Loureiro debaixo de fogo

Joaquim Evangelista decidiu finalmente pronunciar-se sobre o caso do túnel da Luz, que resultou na prisão, perdão, suspensão preventiva de Hulk e Sapunaru. O presidente do Sindicato de Jogadores afirmou o seguinte:

«Acho que o presidente da Liga é inteligente, compreende esta mensagem e acho que lhe ficava bem pronunciar sobre o assunto. No futebol português, estamos habituados ao silêncio de alguns dirigentes sobre temas nucleares. A morosidade do processo está a causar danos graves no futebol português, numa altura em que a crispação é tão grande.»

E acrescentou ainda:

«Foi ele próprio (Hermínio Loureiro) que no início do mandato como presidente da Liga disse que o que mais importava era os jogadores, os treinadores e os árbitros. Neste caso, tem que se lembrar dos jogadores.»

Evangelista tem, obviamente, toda a razão e legitimidade para criticar Hermínio Loureiro que, com o seu silêncio cúmplice, vai pactuando com este escândalo. Mas também o presidente do sindicato dos jogadores deveria ver-se ao espelho pois, se nuns casos é muito lesto a pronunciar-se na defesa dos interesses dos jogadores, noutros casos parece deixar-se afectar por uma indolência inexplicável. Neste caso em particular, foram precisos dois meses (e onze jogos) de suspensão dos jogadores do FC Porto para que, finalmente, se ouvisse alguma reacção da parte do Sindicato. É caso para dizer: com um Sindicato destes, quem precisa de inimigos?

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