quinta-feira, 27 de maio de 2010

Galeria de Caricatas Caricaturas I

Estes cartoons são uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais terá sido uma mera coincidência ou fruto da imaginação fértil de quem os vê. Nada do que aqui é referido se passa verdadeiramente neste país paradisíaco onde, aos olhos das autoridades, é tudo limpo e transparente, com a excepção do FC Porto.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Gelsenkirchen

Fazem hoje precisamente seis anos que o FC Porto venceu a Liga dos Campeões sob o comando de José Mourinho. Aqui fica o vídeo dos golos de Carlos Alberto, Deco e Alenitchev na final de Gelsenkirchen para recordarmos esse magnífico momento de glória do clube e do futebol português.

domingo, 23 de maio de 2010

Coacção sobre os árbitros: uma prática instituída?

Jorge Coroado deu recentemente uma entrevista na qual relatou o pior momento por si vivido ao longo da sua carreira, ocorrido quando dois adeptos do Benfica o terão ameaçado com uma pistola apontada à cabeça e uma faca, em plena via pública.
As notícias vindas a público esta semana e que dão conta da abertura de um processo em que nove adeptos do Benfica foram constituídos arguidos por terem dirigido várias ameaças de morte a árbitros e seus familiares ao longo dos últimos meses, demonstram que o lamentável incidente ocorrido com Jorge Coroado pode não ter sido apenas um acto isolado, mas antes uma prática criminosa implementada entre as claques benfiquistas com o objectivo específico de coagir os árbitros e viciar o jogo em favor do seu clube. Estamos assim na presença de mais um caso de extrema gravidade que vem levantar sérias dúvidas sobre a verdade desportiva do campeonato que agora terminou e que merecia, da parte das autoridades, uma investigação séria, isenta e profunda.
Apesar da abertura deste processo constituir um sinal extremamente positivo na luta pela transparência e pela verdade desportiva no nosso país, continua a fazer-se notar uma incompreensível e inaceitável subserviência ao lobby encarnado na forma como o caso é tratado, não apenas pela comunicação social, mas pelas próprias autoridades. De facto, é notória a preocupação em ilibar sumariamente o Benfica dos actos ilícitos cometidos pelos seus adeptos, sob a alegação de que os mesmos terão agido sem conhecimento nem apoio dos dirigentes encarnados (algo que está longe de ser provado). O próprio nome do clube envolvido no caso foi escamoteado aos olhos do público até última instância, aparecendo referido apenas como "um clube de Lisboa". Não é de estranhar esta preocupação em manter o Benfica livre de suspeitas pois, considerando que o regulamento é claro quando afirma que os clubes são responsáveis pelos actos dos seus dirigentes e sócios, o envolvimento do clube lisboeta neste escândalo acarretaria graves consequências que passariam pela descida de divisão, ou, na melhor das hipóteses, pela subtracção de seis pontos (o que representaria a perda do título de campeão para o SC Braga). Antevendo o desagrado das hostes benfiquistas e as consequentes repercussões políticas que tal situação iria acarretar para o Governo nas próximas eleições, facilmente se percebe que não existe grande interesse político em aprofundar as investigações sobre uma eventual ligação entre o clube da Luz e as actividades criminosas deste grupo de adeptos encarnados.
Independentemente do desenrolar do processo, seria da mais elementar justiça e transparência que o público tivesse desde já conhecimento dos jogos em que os árbitros se encontravam coagidos pelas ameaças de morte emitidas pelos adeptos benfiquistas, no sentido de poder avaliar se os erros cometidos em benefício do Benfica terão sido originados por mera incompetência ou se foram motivados pelo medo. De facto, pode estar aqui a justificação para determinados casos a que fomos assistindo durante a época, como por exemplo, a inusitada situação de um árbitro que, em dois jogos distintos, puniu as agressões perpetradas por um jogador encarnado com simples cartões amarelos.
Não é difícil para as autoridades determinarem quais foram os jogos potencialmente viciados, visto que bastará confrontar as datas das mensagens enviadas através de telemóvel com as datas das partidas arbitradas pelos árbitros ameaçados. No entanto, se atendermos ao facto de as ameaças terem sido denunciadas à PJ em Dezembro e só agora, volvidos quase seis meses e com o campeonato já terminado, o caso ter sido tornado público, tudo aponta para que também aqui exista pouca vontade política em permitir que as vitórias do Benfica sejam, de alguma forma, beliscadas na sua credibilidade.
Tudo faz prever, portanto, que este processo irá terminar como todos os outros em que o nome do clube lisboeta se viu envolvido, ou seja, no fundo da gaveta.

O fantoche

Há uma frase curiosa (cuja autoria não sei precisar) que diz o seguinte: "Mais vale ficar calado e parecer um idiota, do que abrir a boca e acabar com todas as dúvidas". Hermínio Loureiro desconhece esta frase e, como tal, abriu a boca e acabou com todas as dúvidas que, sobre ele, ainda poderiam persistir.
Hermínio Loureiro remeteu-se ao silêncio desde que se demitiu do cargo de presidente da Liga, permitindo assim que o público especulasse sobre os verdadeiros motivos que o levaram a tomar tal decisão. Na falta de dados concretos, muitos foram os que, ingenuamente, quiseram acreditar que o ex-presidente abandonou o cargo pela insuportável vergonha que deveria ter sentido pela inqualificável actuação da sua Comissão Disciplinar, presidida por Ricardo Costa, que, de forma despudorada e descarada, manipulou objectivamente a verdade desportiva deste campeonato, contrariando assim todos os valores que Hermínio Loureiro dizia defender desde o início do seu mandato. Puro engano! Na entrevista dada esta semana à comunicação social, Hermínio Loureiro foi desfiando um chorrilho de bestialidades que vieram simplesmente pôr a nu a hipocrisia e a má fé com que pretende disfarçar o escândalo em que se viu envolvido. Sobre essa entrevista, quero aqui deixar algumas considerações:

1) É vergonhoso que o ex-presidente da LPFP pretenda agora justificar a sua demissão alegando que ficou "chocado" com a decisão do CJ da FPF de revogar os castigos aplicados a Hulk e Sapunaru. Se este indivíduo fosse sério, com certeza respeitaria a decisão do órgão que (por acaso) é superior hierárquico à entidade a que ele próprio presidia, e questionaria, isso sim, os critérios em que a própria CD teria suportado a aplicação, em primeira mão, desses absurdos castigos, tão díspares, não só em relação à decisão do CJ, mas em relação a tudo o que até hoje se viu em Portugal.

2) O ex-presidente pretende, desonestamente, descredibilizar a decisão do CJ alegando que os stewards não são público, mas finge que não sabe que o próprio CJ, através do seu acórdão, esclareceu que não concorda com essa alegação. Simplesmente optou por essa solução por ser aquela cuja moldura penal acarretava menor gravidade para os arguidos, uma vez que a alternativa prevista nos regulamentos (que considerava os stewards como intervenientes no jogo) não era, igualmente, aplicável. Por outras palavras, na obrigação de escolher entre duas alternativas não aplicáveis, o CJ optou pela mais razoável, enquanto que a CD optou pela mais grave contrariando assim os mais básicos princípios da justiça. Mas, sobre isso, Hermínio Loureiro parece pouco preocupado.

3) O presidente demissionário mostra-se agora agastado com o teor da conversa telefónica que teve com Pinto da Costa quando o CJ decidiu revogar os castigos impostos aos jogadores do FC Porto pela Liga, mas, por muito que o discurso do presidente portista lhe possa ter desagradado, há duas coisas que Hermínio Loureiro já deveria ter percebido: primeira, que quem não se sente não é filho de boa gente. Como tal, Pinto da Costa tem todo o direito de manifestar a sua revolta e indignação pelos graves prejuízos que a Liga causou aos Dragões ao longo da época. Os "cortes" (forma metafórica utilizada para aludir à linguagem grosseira) do discurso do presidente portista são poucos em relação ao que muitos milhões de portugueses lhe gostariam de dizer e que ele merecia ouvir pela sua miserável prestação enquanto presidente da Liga; segunda, que tem sorte de se ver protegido pelo poder político que impede que esta vergonha seja devidamente investigada porque, de outro modo, iria ouvir um outro discurso, bem mais desagradável para os seus ouvidos, mas proferido por um juiz. E sem "cortes"!

4) O mundo do futebol consegue ser verdadeiramente irónico. Hermínio Loureiro assumiu a presidência da LPFP fazendo-se rodear de uma imagem de seriedade, isenção e honestidade acima de qualquer suspeita. Acabou por tornar-se um fantoche nas mãos do poder instalado e, no final, saiu sem honra nem glória, ficando para sempre ligado a um dos campeonatos mais viciados e manipulados por manobras de bastidor da história do futebol português. Gente desta não faz falta nem deixa saudades, excepto, obviamente, para aqueles que saíram beneficiados pelo viciamento das regras da competição e pela despudorada manipulação da verdade desportiva a que fomos assistindo ao longo da época.

sábado, 22 de maio de 2010

Força, Mourinho!

José Mourinho afirmou que nem todos os portugueses estão com ele na final da Liga dos Campeões que se realiza hoje em Madrid. Pois quero que ele saiba uma coisa: eu estou com ele! Força, Zé!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Fechar a época a duas chaves

O Porto conquistou ontem aquele que é considerado por todos os portistas como um prémio de consolação de uma época, a todos os níveis, sofrível. Não que a Taça de Portugal possa ser considerada uma competição secundária (não o é, nunca o foi e dificilmente o será) mas, para um equipa que, nos últimos anos, habituou os seus adeptos a conquistar tudo o que há para conquistar (incluindo uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões), é difícil que este troféu consiga satisfazer o ego dos adeptos azuis e brancos.
O FC Porto podia ter fechado a época a sete chaves mas, em grande parte devido ao desacerto de Hulk no momento de rematar à baliza e também à descompressão demonstrada pela equipa na segunda parte da partida, ficou-se pelo trinco e o ferrolho. O Chaves, com inteiro mérito, marcou um golo de honra e perdeu pela margem mínima, pelo que as duas equipas saíram do Jamor com a consciência do dever cumprido, com mais motivos de festa obviamente para os azuis e brancos que trouxeram mais uma Taça de Portugal para juntar às catorze que já existiam na sua galeria de troféus. Pouco, ainda assim, para uma equipa com tanta sede de conquista.

sábado, 15 de maio de 2010

Quão baixo se poderá ainda descer?

Ao longo do dia de hoje, alguns jornais, designadamente o Público e o Record, fizeram eco de uma notícia sobre a alegada morte de um adepto benfiquista que estaria internado, desde o passado domingo, em estado grave, na sequência de agressões bárbaras cometidas por adeptos do SC Braga.
Visto que não existiam na comunicação social quaisquer referências à existência de feridos graves originados pelos incidentes ocorridos em Braga e no Porto no passado fim de semana e tendo em conta que a notícia havia sido avançada em primeira mão pela BenficaTV (que não possui a mais pequena ponta de credibilidade e de isenção), mandavam os mais básicos princípios do jornalismo (e, por que não dizer, o simples bom senso) que os referidos jornais confirmassem a autenticidade da notícia antes de a publicarem. Não o fizeram.
Perante a gravidade do caso e o alvoroço social por ele causado, reflectido nas reacções intempestivas de inúmeras pessoas que, ludibriadas pela pretensa credibilidade dos ditos jornais e ávidas de argumentos que justifiquem uma escalada de violência, deram crédito à notícia , viu-se obrigada a PSP de Braga e os próprios Hospitais onde, supostamente, havia sido internada a "pobre vítima", a esclarecerem publicamente que tudo não passou de um lamentável boato.
Já sabíamos de antemão que o jornal Record segue a mesma linha editorial de outros pasquins da capital, intelectualmente corruptos e vendidos aos interesses do lobby lisboeta, não sendo portanto insólitos, nem tão pouco surpreendentes, a desonestidade e o despudor agora demonstrados. Exigia-se, no entanto, muito mais profissionalismo e rigor do jornal Público, que é tido com um dos mais competentes e credíveis órgãos de imprensa nacional, mas que vê a sua imagem manchada pela cobertura dada a esta ignóbil falácia.
A ideia de utilizar a morte fictícia de um adepto para incendiar os ânimos do público para a final da Taça de Portugal que se avizinha, só pode ter tido origem numa mente doentia, sem escrúpulos e sem consciência. A gravidade desta situação e das repercussões que dela poderão advir (uma preocupação que continua válida, visto que muitos adeptos, movidos pelo fanatismo clubístico, preferem atribuir maior credibilidade ao boato difundido pela BenficaTV do que aos esclarecimentos da PSP e dos Hospitais) justificava a intervenção das autoridades, no sentido de apurar as responsabilidades e as motivações daqueles que estarão por detrás deste inqualificável acto, assim como a condenação deste comportamento por parte da restante imprensa nacional, em nome da ética jornalística. Infelizmente, não é de esperar que tal venha a acontecer, mas ninguém duvida que, caso ocorram incidentes graves no próximo domingo, em parte motivados por este e outros lamentáveis incentivos à violência, com a mesma origem, que se foram sucedendo ao longo desta semana, aqueles que agora, com o seu autismo, se mostram cúmplices desta obscenidade serão os primeiros a assumir a postura de falso moralismo, cínico e hipócrita, a que já nos habituaram. Depois, não esperem ser respeitados.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O resumo da Liga

Uma excelente compilação de vídeos que demonstra as "circunstâncias" em que se desenrolou o campeonato, esta época. E isto, sem contar com o "Campeonato dos Túneis" que foi jogado nos bastidores da Liga:
Será esta a verdade desportiva à moda de Lisboa?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mais um insulto à inteligência dos cidadãos

Ao longo da semana, a Benfica TV permitiu que o advogado Pragal Colaço fizesse, por várias ocasiões, apelos à violência e incitamentos aos benfiquistas para que pegassem em armas e fizessem uma guerra contra os portistas. Hoje, o Benfica teve o descaramento de publicar um comunicado no seu site oficial onde, hipocritamente, procura passar uma imagem de falso moralismo, apelando para que a final da Taça de Portugal entre o FC Porto e Chaves, que se irá realizar no Domingo no Estádio Nacional, "decorra num clima de absoluta normalidade". O clube da Luz tem ainda o despudor de criticar os responsáveis do FC Porto por não terem condenado publicamente os incidentes ocorridos em torno do clássico Porto-Benfica, mas nunca, em momento algum do seu comunicado, assume a responsabilidade pelas inqualificáveis afirmações de Pragal Colaço no seu canal oficial, afirmações essas que constituem, além do mais, um crime aos olhos da lei. Fica assim no ar a dúvida se não estaremos na presença de uma cobarde desresponsabilização do clube lisboeta  para com os incidentes que se prevêem que venham a acontecer, uma vez que, tal como foi amplamente divulgado através da Benfica TV, a retalização dos benfiquistas contra os adeptos portistas "já está programada e irá acontecer". 
Refira-se ainda que a imprensa lisboeta, que durante a semana foi incapaz de denunciar os referidos apelos à violência difundidos através da Benfica TV, não perdeu tempo a vir agora dar conta do comunicado do Benfica, contribuindo assim para induzir na opinião pública uma falsa imagem de moralismo que, na verdade, não passa de mais um insulto à inteligência dos cidadãos.

terça-feira, 11 de maio de 2010

A retaliação já está programada

 As polémicas que se foram verificando ao longo do campeonato geraram um sentimento de indignação e de revolta junto dos adeptos do FC Porto e do SC Braga que, nalguns casos, se traduziu em inaceitáveis actos de violência. No entanto, tais actos, sempre reprováveis, não justificam de forma absolutamente nenhuma os sucessivos apelos à retaliação que António Pragal Colaço tem vindo a efectuar através da Benfica TV.
Adoptando um discurso perfeitamente fanático e fazendo uso de uma linguagem pouco abonatória para o seu estatuto, o conhecido advogado e comentador do canal privado benfiquista afirma ter conhecimento de que "a retalização já está programada" e que as hostes encarnadas terão de "puxar das armas" contra os adeptos portistas, chegando mesmo ao cúmulo de falar em "guerra de canhões" contra os rivais.
A atitude de Pragal Colaço justificava, obviamente, a intervenção do Ministério da Administração Interna e da própria Ordem dos Advogados, visto estarmos na presença de um crime punível por lei. Infelizmente, nada se pode esperar das autoridades de Lisboa que insistem em adoptar uma postura verdadeiramente autista sempre que a imposição da lei possa pôr em causa os interesses do SL Benfica. Também a imprensa lisboeta, que recentemente tanto alarido fez sobre os incidentes que envolveram o jogo Porto-Benfica realizado no Dragão, mostram-se agora pouco interessadas em denunciar esta situação, escamoteando aos olhos do público o facto da violência estar ser incitada, de forma ostensiva e com total impunidade, através da Benfica TV.
É sabido que se encontram presentemente em julgamento trinta e oito elementos da claque benfiquista No Name Boys que estão indiciados de associação criminosa, tráfico de estupefacientes, posse de armas, incêndio, venda ilegal de ingressos para eventos desportivos, dano com violência, roubo qualificado, ofensa à integridade física e arremesso de objectos. O DIAP de Lisboa considerou que estes elementos ”agiam motivados por ódio e intuitos de destruição, sem motivação relevante, contra elementos das claques do Sporting e do FC Porto” e que “as suas acções, extremamente metódicas e cirúrgicas, revelam personalidades mal formadas, com elevada ausência de responsabilização, desconformes às regras desportivas e à convivência democrática e demonstram ódio patológico e irracional contra os adeptos dos clubes rivais". A existência de pessoas com estas características nas claques de futebol já fariam, por si só, prever o pior. Mas o que acontecerá no futuro se permitirmos que os clubes se sirvam dos seus próprios canais televisivos para incentivar este gente a pegar em armas e a gerar guerras em nome do futebol?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Bracarenses, erguei-vos!

Há cinco anos atrás, fui surpreendido em Braga pelos festejos do campeonato ganho pelo Benfica. Recordo-me de ter ficado parado no trânsito durante duas longas horas a ouvir as buzinadelas e os gritos eufóricos dos bracarenses que entupiram as ruas da cidade dos arcebispos com os cachecóis vermelhos e brancos, não da equipa do SC Braga, infelizmente, mas sim do clube lisboeta.
Já o meu saudoso avô, orgulhoso bracarense e fervoroso arsenalista, se lamentava pelo facto dos seus conterrâneos demonstrarem tão óbvia subserviência a Lisboa. De facto, é incompreensível que uma cidade com tamanho potencial, rica em indústria, comércio e turismo, recheada de património histórico e cultural, possuidora de um grande clube e de um dos mais bonitos estádios do mundo, demonstre tão fraca personalidade e falta de carácter ao apoiar em massa um clube sediado a mais de 500 km de distância, em detrimento do seu próprio clube.
Felizmente, os tempos são de mudança e ontem verifiquei com agrado que, ao contrário do que aconteceu há cinco anos atrás, os festejos no centro histórico de Braga já não foram exclusivos dos apoiantes do clube lisboeta. Bem pelo contrário, houve mesmo bandeiras e cachecóis do Benfica queimados e uma águia embalsamada arremessada ao lago, sinais de rotura da população mais jovem para com a velha mentalidade subserviente da cidade ao poder instituído da capital. O orgulho dos bracarenses foi finalmente despertado pela sucessão de atropelos aos seus direitos que impediram, de forma ostensiva, o SC Braga de ser campeão. Esperemos que este seja o início de uma nova era no futebol português e o exemplo que os portugueses precisavam para sair da letargia em que se deixaram cair, asfixiados pelas políticas mesquinhas de Lisboa.

Não perdem tempo!

Aproveitando a onda de euforia encarnada que invadiu milhões de portugueses neste Domingo, o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, já veio admitir, esta segunda-feira de madrugada, em Bruxelas, a possibilidade de aumentar os impostos, caso tal seja necessário para consolidar as contas públicas portuguesas, bem como para restabelecer a confiança dos mercados em Portugal.
Há que aproveitar enquanto o povo anda eufórico! O Papa vem a Fátima e o Benfica é campeão. Só falta mesmo ressuscitar a Amália para que o país seja perfeito.

Graças a Deus, terminou!

Graças a Deus, terminou finalmente a fraude, a falácia, o logro, o "campeonato dos túneis". Durante os últimos meses, fomos assistindo ao penoso arrastar de um lastimável e degradante espectáculo a que alguns tiveram o despudor de chamar Liga Portuguesa, cujo desfecho já era esperado por todos ainda antes da época começar: o Benfica é campeão.
Há que ter o desportivismo e a lucidez necessárias para reconhecer que o Benfica teve mérito na conquista do título? Obviamente que sim! Nas circunstâncias em que o campeonato se desenrolou, a equipa da Luz foi aquela que mais e melhor investiu em reforços e que melhor futebol produziu. Isto é um facto indesmentível e contra factos não há argumentos. Mas o desportivismo é um pau de dois bicos. Se, por um lado, se exige aos perdedores que reconheçam o valor do campeão, também se exige aos vencedores que tenham a honestidade de reconhecer que beneficiaram de situações extra-futebol que nunca deveriam ter acontecido num campeonato que se quer justo, credível e transparente. E a história podia bem ter sido outra!
Por muito que a intelectualmente corrupta comunicação social lisboeta, vendida aos interesses económicos e políticos da capital, procure agora agradar ao ego da nação benfiquista branqueando as graves ocorrências que influenciaram o livre e normal desenrolar da competição, a verdade é que esta época ficará para sempre na memória dos portugueses como um dos mais despudorados e ostensivos atentados à verdade desportiva a que tivemos a possibilidade de assistir na era moderna do futebol português. De facto, não há memória de um campeonato tão manipulado por factores externos às quatro linhas como este, em que se sucederam as manobras de bastidor com o objectivo expresso de prejudicar os clubes capazes de ombrear com o Benfica na luta pelo título nacional. Não há memória de um campeonato tão marcado por incidentes graves ocorridos nos túneis de diversos estádios originados por um clube que, não obstante ser denominador comum de todos eles, conseguiu sair impune graças à influência de pessoas bem colocadas na estrutura da Liga. Não há memória de um campeonato tão condicionado por castigos absurdos, aplicados a dedo a jogadores fulcrais de duas equipas adversárias e baseados em interpretações viciadas dos regulamentos, com o objectivo expresso de reduzir a sua capacidade competitiva em benefício da equipa lisboeta.
Tivessem estes inqualificáveis actos o Benfica como alvo e estaríamos agora na presença de um número infindável de veementes e indignados protestos por parte das mais variadas personalidades, sempre prontas a manifestar a sua preocupação pela justiça, transparência e verdade desportiva do futebol português, obviamente quando a competição dita um vencedor menos agradável à luz dos seus interesses. Mas, perante esse nobre objectivo de fazer do Benfica campeão a todo o custo, calam-se agora as bocas indignadas e tira-se o mofo dos cachecóis encarnados numa demonstração de cumplicidade com a pouca vergonha. E as autoridades, que noutras situações bem recentes não se fizeram rogadas em desbaratar milhões de euros dos portugueses em infindáveis e inconsequentes processos de investigação, assobiam agora para o ar, numa atitude verdadeiramente autista de quem nada vê e nada ouve, confirmando aquilo que já todos sabíamos desde há muito: em Portugal vale tudo, desde que estejamos do lado certo. E esse é, obviamente, o do regime.
Nos próximos meses, as conversas dos cafés não serão sobre os impostos, o desemprego, a descida do "rating" da dívida portuguesa, nem o aumento exorbitante do preço dos combustíveis. Nada disso! Nos próximos meses, o povo, ingénuo e pateta, andará satisfeito e com um semblante sorridente porque o Papa vem a Fátima, o Benfica é campeão e a Amália... bem, essa já partiu, mas continua na memória de todos. Que mais poderia desejar um Governo em queda de popularidade? Este é um filme de outros tempos, tempos que julgávamos ultrapassados, mas que continua a surtir o efeito desejado num país cada vez mais pobre, subdesenvolvido e atrasado.
Esperemos que, pelo menos durante os próximos quatro anos, possamos regressar à competição séria e credível, em que o vencedor é efectivamente a melhor equipa dentro dos campos e não aquela que os lobbies económicos e políticos da capital decidem eleger a bem dos seus interesses privados. Esperemos que a Comunicação Social compreenda que a liberdade jornalística conquistada no 25 de Abril de 1974 implica, para si, não apenas direitos, mas maior dever, responsabilidade e respeito para com o povo português. Esperemos que, trinta e seis anos após a Revolução dos Cravos, Lisboa compreenda finalmente que os cidadãos portugueses, de Norte a Sul do país, gozam de idênticos direitos e obrigações à luz da Constituição. E esperemos que a Justiça do nosso país ganhe coragem para aplicar a lei de igual forma, doa a quem doer, custe o que custar, mesmo que isso implique desagradar a milhões de benfiquistas.

domingo, 9 de maio de 2010

Parabéns, Guerreiros do Minho!

Parabéns Braga! Parabéns Domingos! Para mim e para milhões de portugueses que acreditam e lutam pela verdade desportiva, sois vós os verdadeiros vencedores!

sábado, 8 de maio de 2010

Aconteça o que acontecer...

...o Braga  é o verdadeiro campeão nacional! Porquê?

Porque não beneficiou dos muitos milhões de euros que o Benfica conseguiu desencantar de forma suspeita para investir em reforços no início da época!

Porque foi gravemente penalizado pela suspensão de Vandinho imposta pela CD que afastou o jogador dos relvados durante três meses, com base numa ridícula acusação de "tentativa de agressão" que ninguém conseguiu descortinar nas imagens televisivas!

Porque não beneficiou das manobras de bastidor que prejudicaram todos os clubes que podiam competir com o Benfica pela conquista do título!

Porque, ao contrário do Benfica, não se viu envolvido em todos os incidentes ocorridos em vários estádios do país, passando impune graças à conivência da Liga!

Porque não tem jogadores como o Luisão que agridem os adversários de forma ostensiva e são punidos com simples cartões amarelos!

Porque não tenta ganhar campeonatos à pedrada, nem possui um canal de televisão privado que fomenta o ódio e apela à guerra contra os adversários!

Por estes motivos, proponho que, em nome da justiça, da transparência e da verdade desportiva seja entregue ao Braga um troféu de campeão nacional. Se não for a Liga a entregá-lo, que seja o povo!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Olegário Ben... fiquista

No final do Porto-Benfica, Olegário Benquerença mostrou-se surpreendido com a derrota do Sporting em Alvalade. Perante essa reacção do árbitro, algumas das pessoas presentes (entre as quais o delegado da Liga João Eusébio e o director de campo do FC Porto, Eduardo Valente) questionaram a sua preferência clubística, ao que o árbitro respondeu: "Sou benfiquista e assumo-o!"
Não era necessário afirmá-lo publicamente, pois o benfiquismo do senhor Benquerença estava já indirectamente assumido através das suas inusitadas decisões. Por exemplo, quando puniu as agressões de Luisão com simples cartões amarelos.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Génio da Lâmpada

Um menino ia pela rua quando encontrou uma lâmpada mágica. Esfregou a lâmpada três vezes e de dentro dela surgiu um génio que lhe disse:
- Eu sou o Génio da Lâmpada. Como me libertaste, concedo-te três desejos. Mas pensa bem no que vais pedir porque são apenas três desejos, nem mais um!
O menino pensou durante alguns minutos e disse:
- Como eu gosto muito de futebol, quero que os dirigentes corruptos sejam julgados e condenados pelos seus crimes.
- Assim farei! - respondeu o Génio.
- Quero também que os jogadores maldosos e violentos sejam castigados e não possam jogar no campeonato. - prosseguiu o menino.
- Assim será! - anuiu o Génio.
- Por fim, quero que os árbitros sejam todos isentos. - concluiu o menino.
- Terás os teus desejos realizados! - concluiu o Génio.
Foi então que o menino disse:
- Oh, que pena. Gastei os meus três desejos, mas esqueci-me de pedir que o Benfica não fosse campeão pois não gosto de equipas que ganham à custa da batota.
- Não te preocupes! - respondeu o Génio, rindo-se. - Com a Comissão Disciplinar na cadeia, metade da equipa castigada e arbitragens isentas, ainda achas que o Benfica terá alguma hipótese???

terça-feira, 4 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Triste país este...

Na época passada, o FC Porto foi punido pela CD com a perda de seis pontos na sequência de um processo patético que, baseando-se unicamente no testemunho de uma pessoa que se encontra agora em vias de ser condenada por perjúrio (o que, só por si, diz tudo sobre a sua credibilidade), contrariou todas as decisões dos tribunais civis. Apesar disso, o clube azul e branco venceu o campeonato destacadamente, o que não impediu que muita gente neste país se tenha dado ao absurdo de considerar que o FC Porto não foi um justo vencedor. Nessa perspectiva, o que haveria a dizer agora do Benfica que, não obstante ter beneficiado de todo um conjunto de situações anómalas que foram condicionando e interferindo com o normal desenrolar da competição, ferindo de morte a sua verdade desportiva, se vê na contingência de garantir a conquista do título apenas na última jornada? O que teria acontecido se o Hulk, o Sapunaru e o Vandinho não tivessem sido injustamente suspensos em virtude dos incidentes ocorridos nos túneis, nos quais o SLB se viu constantemente envolvido mas que, inexplicavelmente, foi a única equipa que conseguiu sair incólume aos olhos da CD?
Aconteça o que acontecer, o Benfica será sempre um justo vencedor apenas porque Lisboa assim quer fazer parecer, da mesma forma que o FC Porto (ou qualquer outra equipa da província) nunca será aceite como um justo vencedor simplesmente porque Lisboa nunca o admitirá. É este o espelho de um país atrasado, sub-desenvolvido e subjugado pelos interesses mesquinhos da capital.

Super treta!

Durante toda a época fomos bombardeados pela intelectualmente corrupta imprensa lisboeta com a ideia de que este Benfica (o melhor dos últimos 30 anos, segundo alegavam) ia ser campeão "de caras". Ouviu-se e leu-se constantemente que "o Benfica tem o melhor plantel", mas não se interessaram em investigar de onde vieram os milhões de euros que os da Luz desencantaram milagrosamente para investir em dezenas de reforços; "o Benfica pratica um futebol espectacular", mas branquearam as arbitragens que lá iam dando uma ajudinha extra sempre que as coisas não lhe corria de feição; "o Benfica vai à frente com toda a justiça", mas esqueceram-se rapidamente que os seus directos adversários foram condicionados pela Comissão Disciplinar que decidiu, por via pretoriana, suspender jogadores de uma forma nunca vista em Portugal. A verdade é que a super equipa da Luz, aquela que aos olhos da imprensa iria esmagar a concorrência sem apelo nem agravo, aquela que a meio da época já tinha as faixas de campeão encomendadas, aquela que já tinha reservado os locais dos festejos, teve uma época inteira para garantir a conquista do título e ainda não o conseguiu fazer. E já só faltam 90 minutos...

domingo, 2 de maio de 2010

Jorge Coroado: ameaçado de morte com uma pistola na cabeça

O site i online publicou uma entrevista a Jorge Coroado em que o antigo árbitro recorda um dos piores momentos por si vividos ao longo da sua carreira de arbitragem quando foi ameaçado de morte com uma pistola na cabeça e uma faca por adeptos do Benfica. Dessa entrevista, transcrevo aqui alguns excertos que vale a pena ler e meditar:

«Foi há 15 anos. Pronto, pronto, já passou. Mas Jorge Coroado ainda não sabe se há-de rir ou chorar. "Porque tudo isto é kafkiano", justifica o árbitro desse jogo, que sofreu o inimaginável. Das mãos de desconhecidos, adeptos do Benfica. Mas antes disso vamos contextualizar: no dia 30 de Abril de 1995, o Sporting ganhava 2-1 ao Benfica, na Luz, no 10 x 10 (Veloso e Naybet foram expulsos aos 73' e 75', respectivamente), à passagem do 80.º minuto. Foi aí que houve uma falta duríssima de Sá Pinto sobre Tavares, perto da área do Sporting. Jorge Coroado assinala falta mas gera-se o enésimo sururu, com empurrões vários. Às tantas, Caniggia mete-se com Sá Pinto e é aí que Coroado intervém. "A ideia é dar um amarelo a cada, mas o Caniggia insulta-me. Chama-me 'filho da puta' e manda-me para a 'puta que te pariu'. Dei-lhe o amarelo. Depois ouvi isso e dei-lhe vermelho directo. O que as pessoas pensaram foi que eu me tinha enganado. Que eu julgava que ele já tinha amarelo e que portanto foi segundo amarelo. Nada disso. Foi amarelo, o primeiro dele naquele jogo, e depois o vermelho directo, porque não aceito insultos de ninguém. Nem em português nem em castelhano."

E depois? "Na cabina do árbitro, o sr. Gaspar Ramos [dirigente do Benfica] estava muito nervoso e descontrolado. Pedi-lhe que se retirasse. É verdade que aquela casa [Estádio da Luz] era dele, e ele até era delegado ao jogo, pelo que podia estar ali, mas não naquele estado, que aquele espaço era meu." A FPF reagiu e instaurou um processo ao árbitro, aos jogadores, ao jogo. A expulsão de Caniggia não ficou por ali. O avançado argentino garantiu nada ter dito e as imagens televisivas confirmavam-no, embora Caniggia aparecesse tapado pela cabeça de Isaías por uns segundos. O processo avançou e quem foi o relator? Sampaio Nora, do Conselho de Justiça da FPF, que esteve, anos depois, na lista de Vale e Azevedo para as presidenciais do Benfica. "Mal entrei na sala para depor, ele disse-me que estivesse tranquilo porque não gostava de mim." Entrada a pés juntos? "É como lhe digo: já se passaram tantos anos e ainda nem sei se hei-de rir se hei-de chorar. Foi um processo kafkiano."

E os jogadores, colaboraram? "Os do Benfica defenderam a sua dama. Do Sporting só houve um que me defendeu e disse o que tinha ouvido. Foi o Sá Pinto. Os outros encolheram-se. Como o Marco Aurélio, aquele central." E Jorge Coroado começa a falar com sotaque brasileiro. "Ele disse-me: 'Eu até ajudava você, Coroado, mas não sei o dia de amanhã, né?" Resumindo: "Eles tinham medo de dizer o quer que fosse porque isso hipotecava o futuro deles." Concluindo: "A FPF anulou esse jogo e promoveu um outro, de repetição, no Restelo, que a FIFA desvalorizou. Nas contas finais desse campeonato 1994-95, o jogo que conta é o meu. Que isso fique claro."

Só mais uma pergunta: sofreu muito com esse episódio? "Nada de especial. Fui ameaçado de morte com uma pistola na cabeça e depois com uma faca, à porta do meu emprego [de bancário na Rua José Malhoa], de manhãzinha, antes da 8h30. Foram pequenos-almoços diferentes. Eram adeptos de cabeça perdida que queriam fazer justiça com as próprias mãos. O da pistola apontou-me a arma à cabeça mas não me assustou. O da faca falhou o alvo mas estragou-me o casaco. A sorte dele foi que conseguiu fugir. O azar foi que lhe fiquei com a faca."»

sábado, 1 de maio de 2010

Mensagem às autoridades

A PSP revelou esta sexta-feira que está a acompanhar todas as redes sociais, fóruns, blogues e outros meios de partilha via Internet que dizem respeito ao jogo de domingo FC Porto-Benfica, da 29.ª jornada. Segundo avançou à Lusa o comissário Paulo Ornelas Flor, a PSP, "além da componente operacional que possui", está "igualmente vocacionada para controlar as informações ao nível nacional com o Ponto Nacional de Informações Desportivas (PNIF)".
No caso das excelentíssimas autoridades da Capital do Império Ultramarino passarem por este blogue, aqui fica a minha mensagem:

Num estado de direito democrático, não podem existir cidadãos de primeira e de segunda categoria. A lei é para todos, sem excepção. As autoridades portuguesas têm o dever e a obrigação de agir com justiça, equidade e isenção na imposição da lei e na salvaguarda dos direitos constitucionais de todos os portugueses, doa a quem doer, custe o que custar. Enquanto tal não acontecer e os cidadãos continuarem a assistir à atitude verdadeiramente autista com que se vai ignorando em Portugal toda a podridão que envolve o Sport Lisboa e Benfica, quaisquer incidentes que venham a ocorrer, originados pela revolta e indignação popular legitimamente motivada pelas vergonhosas e inadmissíveis manobras de bastidor que ensombraram o campeonato de futebol e feriram de morte a sua verdade desportiva, serão da inteira e exclusiva responsabilidade das autoridades portuguesas.