domingo, 27 de junho de 2010

O que por lá se vai dizendo

Antes dos grandes confrontos, gosto de dar uma espiada pela imprensa e blogues estrangeiros para ver o que os nossos adversários dizem de nós. Assim, no meio de milhares de manifestações de confiança absoluta na eliminação dos "portuguesitos" às mãos da poderosa "La Roja" ("A Vermelha", como agora decidiram chamar à selecção espanhola) e de inúmeras alusões ao "madrileño" Cristiano Ronaldo (o único jogador português que, aos olhos espanhóis, suscita algum receio), alguns jornais e blogues espanhóis entretêm-se a publicar artigos que vão dando uma imagem pitoresca do nosso país e da nossa selecção. Por exemplo, o jornal Marca, um dos principais diários desportivos da capital espanhola, publicou um link para um blogue no qual se pode ver um vídeo dos jogadores portugueses a cantar durante uma das viagens de autocarro que realizou na África do Sul. O ritmo da música é dado pelos jogadores luso-brasileiros (Deco e companhia, como não podia deixar de ser) e os espanhóis gozam com a desafinação musical da nossa equipa, com certeza esperando que a mesma se estenda ao futebol praticado frente à Espanha na próxima terça-feira. Moral elevado e boa disposição é coisa que parece não faltar à nossa selecção. Resta agora esperar que os nossos jogadores venham a demonstrar aos "nuestros hermanos" que não é com dotes musicais que se ganham jogos. 
Outro link interessante proporcionado pelo mesmo blogue intitula-se "As nossas adoráveis vizinhas portuguesas" e nele podem ver-se algumas fotos de musas lusitanas que merecem babados elogios dos espanholitos. Ao que parece, andam muito excitados para as bandas de Madrid.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Regresso ao mercado brasileiro

Segundo as notícias vindas a público esta quinta-feira, o FC Porto assegurou a contratação do avançado brasileiro Kléber que se encontrava no Marítimo por empréstimo do Atlético Mineiro. O clube brasileiro vendeu os 50% do passe do jogador que detinha a troco de 2,3 milhões de euros. O próprio jogador e o seu agente detém 20%, com os restantes 30% a pertencerem à empresa Traffic.
A contratação de Kléber sucede-se assim ao recente ingresso de outro brasileiro no clube, Souza, um médio defensivo por quem o FC Porto pagou 3,75 milhões de euros por 75% do passe ao Vasco da Gama. Tudo aponta para que, após um período de prospecção no mercado argentino, os azuis e brancos se voltem novamente para o filão Brasileiro.
 

Portagens nas SCUT - Um crime de lesa-pátria

1) Os partidos da oposição aprovaram hoje a revogação dos diplomas do Governo que instituíam a obrigatoriedade de instalação de chips nas matrículas. Apesar do regozijo precipitado manifestado pelas comissões de utentes, esta decisão do Parlamento vem apenas adiar a questão fulcral, visto que a implementação de portagens nas SCUT do Norte estará apenas dependente de um acordo que o principal partido da oposição pretende agora obter com o Governo, no sentido de ver estendidas as portagens a todo o país.

2) Esta vergonhosa e cobarde posição do PSD, disfarçada de um falso princípio de universalidade, deixa antever duas coisas: primeira, que, independentemente do partido que ocupar o poder, a política em Portugal continuará a fazer-se, não em nome das necessidades e carências do povo português, mas com base em joguinhos políticos de "toma lá, dá cá"; segunda, que a concretização deste verdadeiro crime será uma realidade dentro de pouco tempo, pelo que milhares de famílias e empresas de Norte a Sul de Portugal, que atravessam já uma crise asfixiante sem precedentes e sofrem diariamente na pele as repercussões do desemprego e do trabalho precário, se verão brevemente perante mais um encargo financeiro que, nalguns casos, poderá ser fatal para o seu já depauperado equilíbrio financeiro.

3) Muitas vezes se ouvem os opositores da regionalização defenderem a teoria de que a mesma trará graves divisões para o país. É no mínimo caricato que a regionalização, cujo objectivo fundamental é precisamente a implementação de políticas de igualdade e homogeneidade na distribuição da riqueza e do investimento público, seja encarada com um factor de divisão, mas nada se diga acerca da verdadeira obscenidade pretendida agora pelo Governo de implementar as portagens apenas nas SCUT do Norte. Agora já ninguém se preocupa com a divisão do país?

4) O secretário de estado das obras públicas e das comunicações, Paulo Jorge Oliveira Ribeiro de Campos, deu esta noite  uma entrevista no programa Edição da Noite da SIC Notícias na qual proferiu um conjunto de declarações perfeitamente lamentáveis que vieram pôr a nu toda a hipocrisia que está por detrás desta questão. Entre outros argumentos falaciosos, o digníssimo secretário de estado procura justificar a pretensão do Governo socialista de implementar as portagens apenas na região Norte com o pretexto de que, nos últimos anos, foram feitos enormes investimentos nesta região, designadamente na construção de vias de comunicação. É pena que ninguém tenha a coragem de confrontar esta triste personagem com o facto inegável de que tais investimentos se mostravam necessários e imprescindíveis perante o estado de autêntico abandono a que a região Norte foi votada durante décadas. Ainda hoje o percurso Porto-Bragança é feito através da única estrada existente, a IP4 (conhecida por muitos como a "estrada da morte" em virtude das centenas de vítimas que causou), já que a auto-estrada transmontana, que ligará Vila-Real a Bragança, só agora está a ser construída. Também o túnel do Marão, que permitirá completar a ligação à A4 e ao Porto, está em fase de construção (e promete demorar, em virtude dos sucessivos embargos). Perante este cenário, só com uma grande dose de falta de vergonha na cara se pode justificar a aplicação de portagens com este argumento. Vistas bem as coisas, a região Norte deveria ser ressarcida dos prejuízos causados por décadas de atraso impostas pelas políticas centralistas absurdas de Lisboa, e não ser penalizada pelos investimentos que são seus por direito próprio.

5) Um pouco por todo o país vamos assistindo a sucessivos encerramentos de hospitais, postos de saúde, maternidades e escolas, sob o pretexto de que o reduzido número de usuários não justifica os custos de manutenção. No entanto, Lisboa persiste no desvio de verbas exorbitantes para a construção de obras de utilidade duvidosa, tais como o novo aeroporto, a ligação de TGV a Madrid, a nova travessia sobre o Tejo (já para não falar nos ridículos submarinos de Paulo Portas) sob a alegação de que tais obras irão beneficiar todos os portugueses. É curioso... as obras feitas em Lisboa, por muitos milhões que custem ao país, justificam-se porque trarão proveito a todos nós, mas as estradas construídas no Norte, pelos vistos, só beneficiam os nortenhos, já que são esses que, na perspectiva do Governo, devem suportar os custos através do pagamento de portagens. Haja coerência!
 
6) Quando alguém do Porto procura tecer qualquer crítica a Lisboa e suas políticas centralistas, é imediatamente acusado de bairrismo ou regionalismo. Curiosamente, o próprio secretário de estado dá-se ao luxo de comparar a questão das portagens nas SCUT do Norte do país com a situação de Lisboa sem que tal argumento seja posto em causa por vários e justificados motivos. Primeiro, porque se fossemos comparar o investimento público que foi feito nas últimas décadas na região Norte com a região de Lisboa e Vale do Tejo e assumíssemos que tal comparação serviria como justificação para a aplicação de portagens, seria legítimo cobrar taxas aos lisboetas pelo simples facto de saírem de casa ou passearem pelos passeios, tal a disparidade de valores em causa; segundo, porque o simples facto de pretender comparar o poder de compra dos habitantes de uma região considerada das mais pobres da União Europeia, com outra região considerada acima da média europeia, só pode ser encarado como uma anedota!

7) Fala-se agora na possibilidade de implementar medidas de distinção entre os utilizadores das estradas, de forma a que os moradores ou empresas de uma determinada região não paguem portagens, excepto se ultrapassarem um determinado raio de acção pré-definido pelas necessidades da sua actividade. Ridículo, digo eu! Para começar, o que fazer com as empresas cuja actividade se estende a todo o território nacional? Deixam de pagar portagens, ou pagam na totalidade? E as pessoas que são obrigadas a deslocarem-se por todo o país por questões profissionais, terão de adquirir uma licença especial de cada vez que o fizerem? Esta medida, a ser implementada, irá gerar graves injustiças, pois é praticamente impossível estabelecer critérios que equacionem, de forma justa, as inúmeras situações que afectam os cidadãos e empresas que circulam pelas estradas de Norte a Sul do país. 

8) Muitas vozes se levantaram contra a regionalização alegando que Portugal é um país demasiado pequeno para ser retalhado (esquecendo-se que, nessa perspectiva, os "retalhos" já existem sob a forma de concelhos e distritos, sem que isso afecte minimamente a identidade do país). No entanto, parece que Portugal é suficientemente grande para que os cidadãos vejam agora a sua circulação nas estradas limitada a raios de acção de poucos quilómetros sem pagamento de portagens. É curioso como a noção de tamanho muda conforme os interesses de Lisboa em distribuir riqueza, por um lado, ou extorquir mais dinheiro, por outro.

9) Parece evidente que a solução deste problema passa, antes de mais, pela renovação e melhoria da rede rodoviária nacional já existente, pois não existe nenhum cidadão ou empresa que insista em circular pelas auto-estradas pagas se lhe forem proporcionadas alternativas de qualidade. Mas essas, como todos sabemos, para além do investimento que exigem, não geram receitas para o Estado. E enquanto um cidadão que pretenda deslocar-se do Porto a Bragança for obrigado a fazer o trajecto completo através da IP4, pondo a sua vida em risco a cada quilómetro, sujeitando-se a infindáveis atrasos motivados pelas circulação de camiões e a longas horas de espera enquanto o limpa-neves desimpede a estrada no cimo do Marão, é óbvio que as auto-estradas continuarão a ser rentáveis. Que alternativa temos?

sábado, 19 de junho de 2010

Obrigado, Saramago

Confesso que nunca fui grande admirador de José Saramago. Não aprecio o seu estilo literário, não gosto da sua personalidade, nem tão-pouco partilho de muitos dos seus ideais. No entanto, pela sua obra notável, pela força de carácter demonstrada na defesa das suas convicções e, principalmente, pelo prestígio que trouxe para Portugal e para a literatura portuguesa, aqui fica a minha homenagem e o meu agradecimento enquanto cidadão português.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ui, que caldeirada!

As vuvuzelas arriscam-se a marcar negativamente este mundial de futebol, mas felizmente ninguém se poderá queixar de falta de emoção. Várias das equipas tidas à partida como favoritas à conquista do troféu demonstraram, até ao momento, muitas dificuldades para superar adversários teoricamente mais fracos, o que veio acrescentar muita incerteza quanto às classificações finais dos grupos de apuramento. Repare-se: a Espanha, detentora do título de campeã europeia, perdeu com a Suíça no seu jogo de estreia; a França empatou com o Uruguai e perdeu com o México, tendo conquistado apenas 1 ponto em dois jogos; a Inglaterra não foi além de dois empates, o primeiro contra os Estados Unidos e o segundo frente à (pasme-se!) Argélia; a Itália, detentora do título de campeã mundial, não foi além de um empate com o Paraguai; finalmente, a Alemanha, que havia goleado a Austrália, perdeu agora com a Sérvia.
A julgar pelos resultados até ao momento, tudo aponta para que esta fase de grupos traga, na terceira jornada, jogos de grande emoção e os nervos vão, com certeza, andar à flor da pele por essa Europa fora. Esperemos que o jogo de Portugal com a Coreia do Norte nos permita assistir calmamente a esta caldeirada.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Deitem-lhe ketchup!

Não é por acaso que a Costa do Marfim é considerada por muitos analistas como a melhor equipa africana da actualidade. A selecção marfinense pratica um futebol físico e rápido, bem ao estilo africano, aliado a uma capacidade técnica dos seus jogadores bastante acima da média. A típica imaturidade táctica das equipas africanas é aqui, em parte, compensada pela superior orientação de Sven Goran Eriksson, que conseguiu incutir nos jogadores marfinenses uma maior coesão e sentido de posicionamento em campo. Estes factores foram bem visíveis no jogo com Portugal, em que os jogadores nacionais se viram incapazes de ultrapassar a sólida estrutura defensiva montada por Eriksson. Foi notória a estratégia de posicionar os onze jogadores atrás da linha da bola, jogando no erro do adversário e partindo rapidamente para o ataque, mas também a rapidez com que os jogadores marfinenses recuperavam as suas posições defensivas após perderem a bola no sector mais avançado, retirando completamente o espaço para quaisquer tentativas de contra-ataque por parte dos portugueses, o que espelha bem o espírito colectivo implementado pelo treinador sueco. Não é de esperar que, frente ao Brasil, a Costa do Marfim altere a sua estratégia. No entanto, mesmo tendo em consideração o desacerto demonstrado frente à Coreia do Norte, a selecção brasileira possui muito mais soluções de ataque do que Portugal, pelo que não tenho dúvidas de que bastará ao Brasil abrir o marcador para obrigar os marfinenses a adoptar um estilo de jogo bem diferente, oferecendo muito mais espaço para a criatividade brasileira funcionar.

Vistas as coisas com realismo, o empate de Portugal frente à Costa do Marfim não foi um mau resultado. Pior foi, sem dúvida, a exibição: fraca, sem chama e sem soluções, que deixou no ar muitas interrogações quanto ao verdadeiro potencial desta equipa. Ora, para poder continuar  a alimentar esperanças de passar aos oitavos de final, a selecção nacional vê-se agora na obrigação de vencer a Coreia do Norte, partindo desde logo do pressuposto que será muito difícil pontuar frente ao Brasil. O problema é que os norte-coreanos demonstraram, precisamente frente aos brasileiros, que estão longe de ser uma pêra doce. A equipa é rápida nos contra-ataques, tacticamente disciplinada, joga de forma coesa, possui técnica QB e demonstra algo que não é comum encontrar ao nível de selecções: lutam do primeiro ao último minuto de jogo como se não houvesse amanhã. Portugal tem, ainda assim, a vantagem dos coreanos não praticarem um tipo de futebol físico (algo com que os nossos jogadores, decididamente, não se dão bem), preferindo a marcação à zona, o preenchimento de espaços e a antecipação para cortar linhas de passe. Veremos, portanto, se será desta que Cristiano Ronaldo conseguirá "explodir" como todos desejamos e se a selecção nacional conseguirá finalmente condimentar o seu jogo com um bocadinho de... ketchup. Bem precisa, já que a sua última exibição foi demasiado sensaborona.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Portugal - Costa do Marfim

Portugal inicia hoje, no Nelson Mandela Bay em Port Elizabeth, a sua participação no Mundial de Futebol da Africa do Sul, defrontando a Costa do Marfim. Começa assim o sonho de milhões de portugueses: ver a nossa selecção chegar à final e... vencer! Sabemos que não somos favoritos, mas temos tanto direito de sonhar como quaisquer outros, portanto, FORÇA PORTUGAL!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O rei morreu... Viva o rei!

Em matéria de negócios e contratações, Pinto da Costa é exímio a esconder o seu jogo. Como tal, apesar das inúmeras tentativas que a imprensa fez ao longo das últimas semanas para adivinhar o nome do sucessor de Jesualdo Ferreira, preferi aguardar calmamente pela divulgação dessa informação no site oficial do clube antes de me pronunciar sobre o assunto. É óbvio que, entre tantos nomes que vieram a público, alguém teria de acertar, mas parece-me que tal facto terá sido fruto, mais da especulação, do que de verdadeira informação. 
Quem é, afinal, o novo treinador do FC Porto? Chama-se Luís André Pina Cabral Villas-Boas, é português e nasceu em 1977. Iniciou a sua curta mas promissora carreira precisamente no clube azul e branco, mais concretamente nas escolas da Constituição, em 1995, apadrinhado pelo então treinador portista Bobby Robson. Nos anos seguintes, concluiu o curso de nível 3 da UEFA, o que lhe permitiu começar a treinar clubes das ligas principais. Ocultando a sua idade , candidatou-se ao lugar de Director Técnico das Ilhas Virgens Britânicas, deixando o cargo quando tinha apenas... 21 anos! Entre 2003  e 2008, trabalhou com José Mourinho no FC Porto e no Chelsea, analisando os adversários e fazendo prospecção de jogadores. Tornou-se posteriormente adjunto do "Special One" no Inter de Milão, antes de regressar a Portugal (então com 31 anos) para assumir o cargo de treinador principal da Académica.
Numa altura em que o FC Porto perdeu o título de campeão nacional e o direito a disputar a Liga dos Campeões da próxima época, pressupunha-se que Pinto da Costa iria contratar um treinador com provas dadas e experiência internacional, capaz de garantir a conquista do próximo campeonato e (porque não?) da Liga Europa. No entanto, como é seu timbre, o presidente portista volta a surpreender, não apenas pela contratação do jovem Villas-Boas mas também pela constituição da restante equipa técnica, com o lugar de treinador adjunto a ser agora ocupado pelo também jovem... Pedro Emanuel.
Apesar do desapontamento verificado entre alguns adeptos portistas (e do regozijo manifestado pelos adeptos rivais, sempre ávidos de encontrar defeitos no presidente portista), a verdade é que esta não é a primeira vez que Pinto da Costa arrisca tudo em apostas audazes (e arriscadas) como esta e... sai vencedor. Recorde-se que o próprio José Mourinho ingressou no FC Porto com escassa experiência como treinador principal, logo após ter realizado duas épocas com relativo sucesso ao serviço da União de Leiria e depois de ter sido demitido do Benfica, sem honra nem glória, ao fim de poucos meses. Ultrapassando as expectativas mais optimistas, Mourinho conquistou, nas épocas seguintes, não apenas o título nacional, mas também a Taça UEFA e a Liga dos Campeões, o que o catapultou para um nível de reconhecimento internacional sem precedentes. Obviamente, ninguém poderá garantir que o "Special One" nunca teria conseguido atingir o patamar de sucesso que possui actualmente se não tivesse merecido a confiança de Pinto da Costa, mas parece-me legítimo afirmar que a aposta do presidente portista constituiu um impulso fundamental na ascensão da sua carreira.
É óbvio que Mourinho só há um (tal como Villas-Boas só haverá um) e só o tempo dirá se o jovem treinador saberá retirar o devido proveito desta oportunidade soberana que agora lhe é dada. Mesmo sabendo que seria bem mais fácil assumir uma postura cautelosa (ou mesmo céptica) que permitisse mais tarde sacudir a água do capote com um "eu bem avisei", julgo possuir nesta altura dados suficientes para confiar na sagacidade do presidente portista e para acreditar que existem aqui boas expectativas para o futuro. Portanto, a decisão está tomada e tem o meu apoio. Vamos em frente.