sexta-feira, 25 de junho de 2010

Portagens nas SCUT - Um crime de lesa-pátria

1) Os partidos da oposição aprovaram hoje a revogação dos diplomas do Governo que instituíam a obrigatoriedade de instalação de chips nas matrículas. Apesar do regozijo precipitado manifestado pelas comissões de utentes, esta decisão do Parlamento vem apenas adiar a questão fulcral, visto que a implementação de portagens nas SCUT do Norte estará apenas dependente de um acordo que o principal partido da oposição pretende agora obter com o Governo, no sentido de ver estendidas as portagens a todo o país.

2) Esta vergonhosa e cobarde posição do PSD, disfarçada de um falso princípio de universalidade, deixa antever duas coisas: primeira, que, independentemente do partido que ocupar o poder, a política em Portugal continuará a fazer-se, não em nome das necessidades e carências do povo português, mas com base em joguinhos políticos de "toma lá, dá cá"; segunda, que a concretização deste verdadeiro crime será uma realidade dentro de pouco tempo, pelo que milhares de famílias e empresas de Norte a Sul de Portugal, que atravessam já uma crise asfixiante sem precedentes e sofrem diariamente na pele as repercussões do desemprego e do trabalho precário, se verão brevemente perante mais um encargo financeiro que, nalguns casos, poderá ser fatal para o seu já depauperado equilíbrio financeiro.

3) Muitas vezes se ouvem os opositores da regionalização defenderem a teoria de que a mesma trará graves divisões para o país. É no mínimo caricato que a regionalização, cujo objectivo fundamental é precisamente a implementação de políticas de igualdade e homogeneidade na distribuição da riqueza e do investimento público, seja encarada com um factor de divisão, mas nada se diga acerca da verdadeira obscenidade pretendida agora pelo Governo de implementar as portagens apenas nas SCUT do Norte. Agora já ninguém se preocupa com a divisão do país?

4) O secretário de estado das obras públicas e das comunicações, Paulo Jorge Oliveira Ribeiro de Campos, deu esta noite  uma entrevista no programa Edição da Noite da SIC Notícias na qual proferiu um conjunto de declarações perfeitamente lamentáveis que vieram pôr a nu toda a hipocrisia que está por detrás desta questão. Entre outros argumentos falaciosos, o digníssimo secretário de estado procura justificar a pretensão do Governo socialista de implementar as portagens apenas na região Norte com o pretexto de que, nos últimos anos, foram feitos enormes investimentos nesta região, designadamente na construção de vias de comunicação. É pena que ninguém tenha a coragem de confrontar esta triste personagem com o facto inegável de que tais investimentos se mostravam necessários e imprescindíveis perante o estado de autêntico abandono a que a região Norte foi votada durante décadas. Ainda hoje o percurso Porto-Bragança é feito através da única estrada existente, a IP4 (conhecida por muitos como a "estrada da morte" em virtude das centenas de vítimas que causou), já que a auto-estrada transmontana, que ligará Vila-Real a Bragança, só agora está a ser construída. Também o túnel do Marão, que permitirá completar a ligação à A4 e ao Porto, está em fase de construção (e promete demorar, em virtude dos sucessivos embargos). Perante este cenário, só com uma grande dose de falta de vergonha na cara se pode justificar a aplicação de portagens com este argumento. Vistas bem as coisas, a região Norte deveria ser ressarcida dos prejuízos causados por décadas de atraso impostas pelas políticas centralistas absurdas de Lisboa, e não ser penalizada pelos investimentos que são seus por direito próprio.

5) Um pouco por todo o país vamos assistindo a sucessivos encerramentos de hospitais, postos de saúde, maternidades e escolas, sob o pretexto de que o reduzido número de usuários não justifica os custos de manutenção. No entanto, Lisboa persiste no desvio de verbas exorbitantes para a construção de obras de utilidade duvidosa, tais como o novo aeroporto, a ligação de TGV a Madrid, a nova travessia sobre o Tejo (já para não falar nos ridículos submarinos de Paulo Portas) sob a alegação de que tais obras irão beneficiar todos os portugueses. É curioso... as obras feitas em Lisboa, por muitos milhões que custem ao país, justificam-se porque trarão proveito a todos nós, mas as estradas construídas no Norte, pelos vistos, só beneficiam os nortenhos, já que são esses que, na perspectiva do Governo, devem suportar os custos através do pagamento de portagens. Haja coerência!
 
6) Quando alguém do Porto procura tecer qualquer crítica a Lisboa e suas políticas centralistas, é imediatamente acusado de bairrismo ou regionalismo. Curiosamente, o próprio secretário de estado dá-se ao luxo de comparar a questão das portagens nas SCUT do Norte do país com a situação de Lisboa sem que tal argumento seja posto em causa por vários e justificados motivos. Primeiro, porque se fossemos comparar o investimento público que foi feito nas últimas décadas na região Norte com a região de Lisboa e Vale do Tejo e assumíssemos que tal comparação serviria como justificação para a aplicação de portagens, seria legítimo cobrar taxas aos lisboetas pelo simples facto de saírem de casa ou passearem pelos passeios, tal a disparidade de valores em causa; segundo, porque o simples facto de pretender comparar o poder de compra dos habitantes de uma região considerada das mais pobres da União Europeia, com outra região considerada acima da média europeia, só pode ser encarado como uma anedota!

7) Fala-se agora na possibilidade de implementar medidas de distinção entre os utilizadores das estradas, de forma a que os moradores ou empresas de uma determinada região não paguem portagens, excepto se ultrapassarem um determinado raio de acção pré-definido pelas necessidades da sua actividade. Ridículo, digo eu! Para começar, o que fazer com as empresas cuja actividade se estende a todo o território nacional? Deixam de pagar portagens, ou pagam na totalidade? E as pessoas que são obrigadas a deslocarem-se por todo o país por questões profissionais, terão de adquirir uma licença especial de cada vez que o fizerem? Esta medida, a ser implementada, irá gerar graves injustiças, pois é praticamente impossível estabelecer critérios que equacionem, de forma justa, as inúmeras situações que afectam os cidadãos e empresas que circulam pelas estradas de Norte a Sul do país. 

8) Muitas vozes se levantaram contra a regionalização alegando que Portugal é um país demasiado pequeno para ser retalhado (esquecendo-se que, nessa perspectiva, os "retalhos" já existem sob a forma de concelhos e distritos, sem que isso afecte minimamente a identidade do país). No entanto, parece que Portugal é suficientemente grande para que os cidadãos vejam agora a sua circulação nas estradas limitada a raios de acção de poucos quilómetros sem pagamento de portagens. É curioso como a noção de tamanho muda conforme os interesses de Lisboa em distribuir riqueza, por um lado, ou extorquir mais dinheiro, por outro.

9) Parece evidente que a solução deste problema passa, antes de mais, pela renovação e melhoria da rede rodoviária nacional já existente, pois não existe nenhum cidadão ou empresa que insista em circular pelas auto-estradas pagas se lhe forem proporcionadas alternativas de qualidade. Mas essas, como todos sabemos, para além do investimento que exigem, não geram receitas para o Estado. E enquanto um cidadão que pretenda deslocar-se do Porto a Bragança for obrigado a fazer o trajecto completo através da IP4, pondo a sua vida em risco a cada quilómetro, sujeitando-se a infindáveis atrasos motivados pelas circulação de camiões e a longas horas de espera enquanto o limpa-neves desimpede a estrada no cimo do Marão, é óbvio que as auto-estradas continuarão a ser rentáveis. Que alternativa temos?

13 comentários:

  1. não poderia estar mais de acordo com este 'post'.

    só quem nunca fez o percurso Porto-Póvoa-Porto pela EN13 é que pode considerar que há alternativas às SCUT - as quais, na sua maioria, aproveitaram antigas EN's para serem construídas.

    haja Futebol e que Portugal faça uma boa campanha para que o Zé Povinho fique entretido e o outro Zé possa (in)tentar as suas diatribes. as SCUT são só o último exemplo.

    saudações PENTACAMPEÃS!

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  2. o que é patético é o ar angustiado dos boys PS, expectantes de que o PSD dê o aval para a pilhagem já em Julho!
    Com a contrapartida da extensão às "outras" SCUT's, talvez lá para a as calendas.
    Se estes últimos derem o aval à manigância, só merecem que os chamem de "tótós".
    (Coniventes seria forte...)

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  3. Não nos iludamos, PS PSD e semelhantes é tudo farinha do mesmo saco. Todos seguem o mesmo catecismo. Só nos resta muita atenção e forte reacção.

    http://pelonorte.blogspot.com

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  4. Há realmente algo que me confunde na linguagem usada ao abordar este, e outros, assuntos. Não gosto do termo norte em comparação com lisboetas. Creio não ser a forma correcta para justificar pontos de vista discordantes em relação a algo.
    Sendo eu morador na margem sul do Tejo, sempre poderei dizer que é uma injustiça, (porque não há outra forma de atravessar o Tejo), ter de pagar portagem de cada vez que vou a Lisboa. Que se saiba no Porto não se paga. E eu não disse, "no Norte não se paga".
    Outra pormenor da linguagem, sinal de divisionismo, utilizado pelo autor: - "...conforme os interesses de Lisboa em distribuir riqueza..." . Mas afinal os governantes são tudo gente do Sul? Não existem ministros, secretários de Estado e afins, da região norte?!

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  5. @ anónimo de 01 de Jilho, às 16:30

    1) as realidades do Grande Porto e da Grande Lisboa não podem ser comparáveis.
    por exemplo, há sempre um IC19 (ou outro qualquer) que serve de alternativa a uma A15.
    o que pretendem, por exemplo, para as SCUT's do Grande Porto é tributar/taxar um IC que entretanto sofreu uma nova nomenclatura: a de Auto-estrada - quando, efectivamente, não o é. e, pior! este Governo pretende taxar um IC - que nunca será Auto-estrada - que suprimiu todas as alternativas possíveis, pois houve troços que pura e simplesmente foram construídos em anteriores estradas nacionais.

    2) o argumento das portagens nas pontes que atravessam o Rio Tejo são uma falácia, no sentido em que TODOS nós as pagamos sempre que as cruzamos - sejamos residentes na margem Sul, ou nas Beiras. para além de que elas servem para dissuadir o transporte individual, "aliviando" a cidade de Lisboa de um trânsito ainda mais caótico. é injusto? é. tal como o querer taxar as SCUT's.

    3) a naturalidade dos nossos governantes, neste caso, é um aspecto de somenos, quiçá irrelevante. o pretenso «divisionismo» que pretende imputar ao autor do 'post' em questão é outra falácia.

    4) o problema principal é que as gentes do Norte reivindicam e protestam - não se "baixam" e passam por subservientes. e esse é um aspecto que sempre fez parte dos nossos genes - nortenhos, claro.

    saudações reivindicativas

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  6. Obviamente que o ideal era podermos usar as SCUT e todas as vias de comunicação sem pagar. Sempre segui o princípio de não querer para os outros o que não quero para mim. No entanto, com base numa riqueza e poder de compra que só alguns têm (minoria), a maioria que mora na região de Lisboa já há muitos anos que paga para chegar a Lisboa: A1, A2, A5, A8, A9 e as pontes.
    Afinal, baseado no mesmo princípio de riqueza e poder de compra porque é que as SCUT do litoral Norte não podem pagar portagens? Atenção que falo do litoral.
    Parece que todos estamos de acordo que o interior de Norte a SUL são as regiões com menor poder de compra. No entanto, a A6 sempre foi tributada.
    Por fim, mesmo que haja isenções, é caso para perguntar se as pontes vão ficar isentas para quem habita a região de Lisboa. Claro que não vão?
    E porque há que ceder a quem protesta? Também não compreendo. Afinal no meio de tanta queixa e anos de ausência de pagamento, quem é que vos pagou as vossas SCUT? Foram só vocês? Não creio.
    É absolutamente ridículo o post aludir ao investimento que foi feito na região de Lisboa. Será que quem o fez tem noção da eficácia desse investimento em termos de mobilidade rodoviária para tecer as afirmações que faz? De certeza que não.
    O famoso IC19 que invocado num comentário é conhecido pelo IC1,9 atendendo a média horária vigente na altura que mais é preciso. Se calhar a A15 devia ser gratuita, não é?
    No meio de tanto protesto, quem vai pagar o “pato” são os desgraçados do interior de Norte a Sul que vão ver as SCUT todas tributadas independentemente do poder de compra, fruto de uma guerra política fomentada pelos protestos Nortenhos. De facto está nos genes … por vezes dar cabo de tudo!

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  7. @ anónimo

    1) onde, no meu comentário, aferiu que defendo que as auto-estradas deveriam ser gratuitas? [de facto seria uma boa solução, mas esta revela-se utópica]
    se não compreende Português, tenho pena mas não serei eu quem lhe irá dar explicações pois terei que atravessar uma ponte no regresso ao "Norte" - essa região global, mas multifacetada - e ainda ter que pagar por essa travessia;

    2) «a maioria que mora na região de Lisboa já há muitos anos que paga para chegar a Lisboa: A1, A2, A5, A8, A9 e as pontes»
    facto curioso: só refere Auto-estradas que efectivamente não são SCUT. há alguma complicação na distinção entre aqueles dois conceitos. repito: não serei eu quem lhe irá dar explicações pelo motivo exposto. e porque não me apetece, também;

    3) «E porque há que ceder a quem protesta? Também não compreendo»
    ou seja: só confirma o que escrevi no comentário anterior. eu recuso-me a ser subserviente e a "baixar" sempre que me obrigam a tal sem sequer explicar as razões para tal. mas, há quem goste, pelos vistos;

    4) «[...] baseado no mesmo princípio de riqueza e poder de compra porque é que as SCUT do litoral Norte não podem pagar portagens?»
    porque refere uma realidade que (aparentemente) desconhece? informe-se primeiro. faça uma viagem ao "Norte" e experimente essas mesmas SCUT. só depois é que estará habilitado a mandar 'bitaites' e 'larachas' - mesmo que infundadas e sem sentido;

    5) «No meio de tanto protesto, quem vai pagar o “pato” são os desgraçados do interior de Norte a Sul que vão ver as SCUT todas tributadas independentemente do poder de compra, fruto de uma guerra política fomentada pelos protestos Nortenhos. De facto está nos genes … por vezes dar cabo de tudo!»
    não senhor! quem vai pagar o «pato» seremos todos nós que pagamos os nossos impostos e que indirectamente já o fazem, desde 1995 - quando surgiu este conceito de SCUT (mesmo que aldrabado e aldrabão).

    saudações reivindicativas (que não violentas e/ou a apelar a insurreições)

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  8. Pois é sr. penta1975, deu para perceber que estamos perante o supra-sumo do português. E desculpe, perante alguém que se julga superior e que gosta de o demonstrar. O modo como responde, o seu português, é trauliteiro. Será que não poderia ter deixado de usar as palavras "bitaites" e "larachas"? Ou não podemos dar a opinião porque não estamos habilitados?!
    Acabou-se a conversa consigo sobre este assunto, "e porque não me apetece, também;".

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  9. @ anónimo

    1) eu não me considero superior e muito menos inferior seja perante quem for, ok?
    portanto, guarde a sua arrogância e a sua prepotência para si - e, já agora, a sua subalternidade perante o Poder instalado neste rectângulo à beira-mar (im)plantado.

    2) também não sou o «supra-sumo» do Português, mas convenhamos que o meu modo de me expressar é tudo menos «trauliteiro» - pese embora ter utilizado substantivos que vêm expressos em diversos dicionários [tire as suas dúvidas em ciberduvidas.com].

    3) é claro que pode exprimir todas as opiniões que lhe convier seja sobre que assunto for - estando habilitado para isso ou não. é claro - e por demais evidente - que quanto mais seguro e mais fundamentados estivermos sobre um determinado assunto, melhor serão os nossos argumentos e estaremos melhor preparados para quaisquer "ataques" que possam surgir.
    mas, este é o meu ponto de vista. há outros, pelos vistos.

    4) tenho pena que faça birra sobre um assunto em que claramente não possui argumentos para expressar opiniões fundamentadas, quanto mais 'bitaites' e/ou 'larachas'.

    passe muito bem - de preferência a pagar portagens, como tanto gosta.

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  10. Para o Pente de 1975:

    1) Região multifacetada como as restantes pata o bom o epara o mau. A questão é que houve sempre quem pagasse e quem continue a não querer pagar sem razão tal.

    2) Chame-lhe SCUT, autoestradas, o que quiser. Mas se se lembrar e form honesto, reconhecerá que o conceito SCUT quando nasceu foi para as regiões mais desfavorecidas. Recorde-se das prmeriras SCUTS e sua localização. Não me parece que tenham sido no litoral Norte.

    3) A questão é que para além de baruçho e do que vai acontecer, para além da guerra politica, nada vai conseguir para além de estimular a cobrança em locais que para já iriam ficar isentos.

    4) Eu conheço as SCUT e todo o país e sei que felizmente o litoral nortenho, que muito aprecio, não é das regiões mais necessitadas.

    5) Meu caro, eu já pago o pato há muitos anos, antes e depois da ditadura, porque eu sou muito "rico", vivo em Lisboa. Passo a vida a pagar o que em muitos municipios não paga apesar de alguns viverem melhor que eu e continuarem a fazer barulho.

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  11. Será esta a última vez que lhe responderei sobre este assunto, portanto esteja à vontade.
    Você é um falso "habilidoso" na forma de tentar dar à volta a quem não está totalmente de acordo consigo. É isso sim, continuadamente arrogante,trauliteiro e convencido. Basta ler os seus comentários/respostas para o aferir.
    Não sei o que o leva a formular uma opinião sobre a minha pessoa para referir,"claramente não possui argumentos para expressar opiniões fundamentadas, quanto mais 'bitaites' e/ou 'larachas'.".
    O meu comentário inicial prendeu-se unicamente com a linguagem divisionista tão a gosto do presidente do seu clube. De resto nem sou subserviente nem estou de acordo com o pagamento das scuts, tal como não concordo igualmente que se pague portagens nas pontes de Lisboa e não se pague nas pontes do Porto. Não existe qualquer razão e considero discriminação.
    Passe bem e seja feliz

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  13. @ anónimo de 5 de Julho às 23:46

    não irei perder o meu precioso tempo contigo.
    só pelo facto de teres truncado propositadamente o meu 'nick' revela bem o teu carácter e a tua personalidade.

    @ anónimo de 6 de Julho às 14:07

    1) «falso "habilidoso"» deve ser o CR7. veja-se a sua miserável prestação na África do Sul.

    2) «É isso sim, continuadamente arrogante,trauliteiro e convencido. Basta ler os seus comentários/respostas para o aferir.»

    conhece-me de algum lado? faz parte do meu grupo de amigos? teremos algum grau de parentesco?
    deduzo bem que não. portanto, guarde para si os seus considerandos sobre a minha personalidade pois tal não tem qualquer relevância para o assunto em questão. para que conste: eu não entrei (nem entrarei) por aí para defender o que considero ser de elementar Justiça: o boicote às portagens nas SCUT a nível nacional.

    3) «Não sei o que o leva a formular uma opinião sobre a minha pessoa para referir,"claramente não possui argumentos para expressar opiniões fundamentadas, quanto mais 'bitaites' e/ou 'larachas'."»

    precisamente o facto de não possuir argumentos válidos para contrariar o que é por demais evidente: a) não possui conhecimento da realidade em causa; b) desconhece a legislação em vigor; c) utiliza argumentação falaciosa; d) rebate argumentos com questões de carácter/personalidade

    4) «não concordo igualmente que se pague portagens nas pontes de Lisboa e não se pague nas pontes do Porto»

    este é mais um ponto em que discordo frontalmente de si. deixo-lhe - e aos que pensam como o sr. - uma questão para reflexão: se há uma tremenda injustiça na cobrança de portagens nas pontes que atravessam o Rio Tejo, acha bem propagar essa mesma injustiça a todo o território nacional? e, pior!, sem saber em que moldes e porquê?

    5) «O meu comentário inicial prendeu-se unicamente com a linguagem divisionista tão a gosto do presidente do seu clube»

    não há nenhum teor «divisionista» no 'post' em questão. releia-o com a devida atenção e verificará que o seu autor contrapõe factos aos argumentos utilizados pelo nosso actual Governo.
    se essa mesma linguagem é a «gosto do presidente do seu clube» esse é um direito que assiste ao seu autor enquanto administrador deste espaço. novamente me repito: não gosta deste teor? é frontalmente contra? crie o seu próprio espaço de debate e refute estas (e outras) ideias com o seu próprio estilo.

    «passe e seja (igualmente) feliz»
    [mesmo que a pagar portagens a contra-gosto]

    saudações reivindicativas

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