domingo, 26 de setembro de 2010

Nota 20!

No início da corrente época, foram muitas as dúvidas que assolaram as mentes dos adeptos azuis-e-brancos quando o FC Porto decidiu apostar na contratação de André Villas-Boas para ocupar o cargo de treinador. Neste momento, decorridas que estão apenas seis jornadas do campeonato, eu arriscar-me-ia a dizer que não deverá existir nenhum portista que não se encontre já rendido às qualidades demonstradas pelo jovem treinador, quer como profissional, quer como ser humano. Tal facto não retira razão àqueles que, cautelosamente, afirmam ser ainda demasiado cedo para retirar completas ilações, já que a procissão ainda vai no adro e tudo pode acontecer. No entanto, naquela que é a questão fulcral, nem mesmo os mais cépticos deixarão de reconhecer que o arranque da temporada ultrapassou as melhores expectativas e que o novo treinador tem estado acima das exigências.
Desde logo se adivinhou que João Moutinho seria um reforço extremamente importante para o meio-campo, mas as dúvidas persistiam sobre o rendimento dos restantes elementos desse sector onde apenas Fernando parecia ter conquistado a plena confiança dos sócios. Belluschi, por exemplo, apesar de ter merecido a confiança de Jesualdo Ferreira em inúmeros jogos da época passada, demorava a explodir e Rúben Micael, um jogador de valor inquestionável, viu-se prejudicado pelas lesões que sofreu. Estas dúvidas, agravadas pela saída de Raul Meireles e a entrada do ilustre desconhecido Souza, ensombravam as perspectivas para a nova época, mas as primeiras jornadas vieram demonstrar que os receios eram completamente infundados.
O meio-campo do FC Porto joga agora como um relógio suiço. A cada tic-tac há um passe preciso, uma finta criativa, um lance rasgado a abrir espaços nas defesas contrárias para as entradas dos avançados, dos quais se destacam Varela e o inevitável Hulk. Mas mais do que o recorte técnico, a beleza do futebol praticado e o empenho demonstrado em cada lance disputado, há nesta equipa algo que há muito tempo não se via no futebol do Dragão: Alegria! Garra! Confiança! E é aqui, neste aspecto tão importante para a conquista das vitórias, que mais se nota o perfume do jovem Villas-Boas. Está de parabéns, o nosso miúdo!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cobardia e subserviência

Em Portugal, muitas foram as vezes que dirigentes, treinadores e jogadores foram alvo de castigos, multas ou suspensões, motivadas por declarações, por vezes proferidas a quente no final dos jogos, consideradas ofensivas ou mesmo insultuosas para os árbitros ou entidades responsáveis pelo futebol português. Perante isto, já seria de todo incompreensível que a direcção do SL Benfica se tenha dado ao luxo de publicar uma declaração a todos os níveis vergonhosa e condenável, na qual não se limita a pôr em causa a competência de um árbitro (que, curiosamente, tanto os beneficiou num passado recente) mas a levantar todo o tipo de suspeições contra a própria estrutura da arbitragem portuguesa e, não obstante esse facto, consiga sair de tudo isto airosamente sem ser alvo da mais pequena sanção disciplinar. Mas o que dizer quando um dos principais visados das críticas, nada mais, nada menos que o próprio presidente da Comissão de Arbitragem (CA), a quem o Benfica acusa frontalmente de conspirar contra o clube encarnado, vem imediatamente a público dar razão àqueles que tanto o criticaram?
Na época passada, foi preciso esperar até à 10ª jornada para vermos Vítor Pereira fazer um balanço das arbitragens e nem a ocorrência de casos verdadeiramente inusitados e espantosos como, por exemplo, o facto de o Benfica ter beneficiado de 17 (dezassete!) jogos em vantagem numérica sobre os seus adversários ou a obscena suspensão de Hulk por 3 meses, posteriormente convertida em 3 jogos, motivaram qualquer comentário de sua parte. Já esta época, foram precisas apenas 5 jornadas para que o presidente dos árbitros tenha sentido a necessidade de vir a público reconhecer a existência de erros que prejudicaram o Benfica, o que levanta sérias questões:

1) Por que motivo terá Victor Pereira esquecido de que o jogo da Supertaça também faz parte da corrente época, não tendo a vergonhosa arbitragem de João Ferreira, marcada pela complacência com que permitiu aos jogadores encarnados todo o tipo de entradas violentas e agressões sem a devida amostragem do cartão vermelho, merecido qualquer análise?

2) A periodicidade de 5 jornadas agora adoptada será mantida daqui para a frente, ou seja, teremos novos balanços sobre a arbitragem à 10ª, 15ª, 20ª jornadas e por aí adiante, ou este tratou-se de um caso isolado motivado pela pressão exercida pelo Benfica sobre o presidente dos árbitros?

3) Se, futuramente, outros clubes vierem a ter também motivos de reclamação sobre as arbitragens, será que Vítor Pereira demonstrará a mesma coragem para reconhecer-lhes a razão publicamente, ou irá assobiar para o ar, fingindo que nada vê, tal como aconteceu no decorrer da época passada?

4) Se outros clubes, dirigentes ou treinadores, dirigirem críticas aos árbitros e estruturas de arbitragem, pondo em causa a sua isenção e idoneidade com a mesma dureza usada pelo Benfica no seu comunicado, será que Vítor Pereira irá agir de forma igualmente condescendente ou manifestar-se-á, nessa altura, muito ofendido na sua dignidade?

Tal como afirmou André Villas-Boas, a resposta forçada de Vítor Pereira ao comunicado do Benfica abre graves precedentes, mas não só, transmite para o público uma imagem de cobardia e subserviência da CA para com o clube da capital. Aquilo que o presidente dos árbitros pretendia que fosse encarado como uma prova de transparência e verdade desportiva transformou-se assim num motivo acrescido de suspeição e de receio perfeitamente fundamentado, ficando a dúvida se a subserviência demonstrada pela CA não se irá manifestar futuramente de outras formas menos inócuas para a verdade desportiva. Por exemplo, através de outros 17 jogos em vantagem numérica...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Que bem prega Frei Tomás

Todos os que acompanham o futebol português se recordarão, com certeza, da tristemente célebre final da Taça da Liga, disputada entre o Benfica e o Sporting, em que Lucílio Baptista assinalou um penalty perfeitamente anedótico contra os de Alvalade, num lance ocorrido fora da área e em que o defesa leonino se limitou a jogar a bola com o peito. Esse erro acabaria por influenciar directamente o desfecho do jogo (de tal forma que essa competição passou a ser conhecida por muitos como "Lucílio Cup"), o que motivou veementes protestos por parte dos jogadores, técnicos e dirigentes sportinguistas. No entanto, a revolta leonina, por mais legítima que fosse, não só não fez qualquer mossa nos festejos encarnados, como ainda motivou comentários jocosos e duras críticas por parte dos dirigentes do clube da Luz, numa demonstração de total desprezo pelo verdadeiro atentado contra a verdade desportiva a que todo o país assistiu. Nesse sentido, vale a pena recordar a conferência de imprensa dada por João Gabriel, na qual profere algumas frases que aqui transcrevo por achar interessantes, principalmente quando inseridas no contexto actual:

«O Benfica acompanhou sem surpresa, mas com muita paciência, toda a campanha que foi montada desde sábado à noite pela direcção do Sporting, cujo único objectivo é o de condicionar o desempenho de quem tem responsabilidades na arbitragem até ao fim do campeonato.»

«Há uma fronteira clara entre a frustração de uma derrota e a total falta de fair-play e o tremendo mau-perder.»



Compare-se agora a atitude dos dirigentes benfiquistas com o comunicado recentemente publicado e conclua-se quanto à credibilidade e autoridade moral desta gente na questão da verdade desportiva.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Personas ingratas

No decorrer da época transacta, devido à sequência de casos polémicos ocorridos nos túneis de vários estádios do país, o presidente do FC Porto instou o Secretário de Estado do Desporto a instaurar um processo de investigação ao que se estava a passar no futebol português. Como resposta, Pinto da Costa obteve de Laurentino Dias um mero encolher de ombros e um simples "Não faço comentários". Graças ao seu silêncio e passividade, para não falar mesmo em falta de coragem para actuar sabendo que estavam em causa interesses supremos do todo-poderoso clube lisboeta, Laurentino Dias tornou-se cúmplice do viciamento da verdade desportiva que tornou a Liga Portuguesa 2009-2010 numa das mais polémicas de sempre na história do futebol português, de tal forma que será sempre recordada como "o Campeonato dos Túneis".
Laurentino Dias merecia que o SLB lhe mandasse construir uma estátua e a colocasse à entrada do Estádio da Luz, ao lado da de Eusébio e de Ricardo Costa, numa justa homenagem pelos bons serviços que cada um, na sua respectiva área de actuação, prestou ao clube. Infelizmente, hoje em dia a sociedade tem vindo a perder, cada vez mais, os valores cívicos e morais, pelo que o Secretário de Estado, não só não viu reconhecida a sua meritória contribuição para a conquista do título, como ainda (pasme-se!) foi considerado persona non grata na Luz. Já não há gratidão.

Verdade desportiva à moda de Lisboa

Vários órgãos de comunicação social já esclareceram o público das graves consequências que a desistência de uma competição organizada pela LPFP acarreta para um clube. Perante isto, não é difícil de prever que a ameaça dos dirigentes do Benfica de abandonarem a Taça da Liga não terá qualquer desenvolvimento prático, não passando de mais uma vergonhosa forma de pressão exercida pelo clube lisboeta sobre a entidade que rege a principal competição futebolística nacional no sentido de daí retirar dividendos desportivos.
De qualquer forma, considerando que o SLB justificou a sua ameaça com a alegada defesa da verdade desportiva, é legítimo perguntar se o clube da Luz pondera agora abandonar a Liga dos Campeões em virtude do árbitro não ter assinalado um penalty escandaloso a favor do Hapoel Tel Aviv quando o resultado se encontrava ainda em 0-0. Ou será que o conceito de verdade desportiva que consta no dicionário dos dirigentes encarnados muda conforme os árbitros erram a favor ou contra o Benfica?

Chantagem e coação

Numa altura em que os clubes se encontram empenhados em credibilizar o futebol, aumentar a espectacularidade e melhorar as condições dos estádios no sentido de levar mais público a assistir aos jogos ao vivo, eis que o Benfica, numa demonstração de total alheamento e desprezo para com os interesses do futebol português em geral, vem apelar aos adeptos encarnados para que não apoiem a sua equipa fora de casa. Obviamente, qualquer pessoa entende a importância do apoio das claques para o sucesso desportivo da equipa, pelo que este apelo do Benfica, que à primeira vista pode ser interpretado como um tiro no próprio pé, só é compreensível se o clube pretender retirar desta situação quaisquer benefícios que se sobreponham ao prejuízo causado pela falta de apoio das claques. Resta saber que benefícios serão esses que justificam tal desiderato, e é aqui que a porca torce o rabo.
Todos sabemos que as receitas de bilheteira são cruciais para a sobrevivência financeira dos clubes de menor dimensão. Nessa perspectiva, a ameaça do Benfica de deixar de levar os seus adeptos aos jogos realizados nos estádios alheios poderá obrigar esses clubes a aceitarem as condições impostas pelo SLB, sabe-se lá com que intenção e em que moldes. Estamos, portanto, na presença de uma forma encapotada de chantagem ou mesmo de coação. De facto, quando o campeonato entrar na sua fase decisiva em que dois ou mais clubes lutam ombro a ombro pela conquista do título, quem nos garante que os clubes de menor dimensão não facilitarão a tarefa frente ao Benfica, receando as represálias financeiras do clube da Luz?

Os incendiários

O Verão avança a passos largos para o seu final mas continua a haver pirómanos que insistem em atear fogos um pouco por todo o lado. Nalguns casos, os incendiários não têm como alvo as matas e florestas de Portugal, mas sim os ânimos dos adeptos do futebol, numa demonstração de inconsciência e de irresponsabilidade, principalmente quando nos encontramos nas vésperas de jogos importantes para a classificação das equipas na tabela classificativa e, nalguns casos, decisivos para a continuidade de alguns clubes na luta pelo título de campeão nacional.

Na sequência da arbitragem de Olegário Benquerença no jogo disputado no passado fim-de-semana entre o SLB e o Vitória de Guimarães, no qual os lisboetas foram objectivamente prejudicados graças à não marcação de uma grande penalidade a seu favor, a direcção do clube da Luz decidiu desatar a disparar em todas as direcções. Disparar e disparatar, entenda-se, já que o comunicado publicado pelo clube, não só constitui um dos mais flagrantes exemplos de hipocrisia, desonestidade e má-fé que tivemos a oportunidade de ler nos últimos tempos, como se baseia em argumentos facilmente desmontáveis.

Na época passada, o FC Porto viu-se indevidamente impedido de jogar com Hulk em 18 partidas oficiais graças à suspensão imposta ao jogador pela CD presidida por Ricardo Costa, um castigo posteriormente reduzido pelo CJ da FPF para apenas 3 jogos. Os azuis e brancos foram assim prejudicados em 15 (quinze!) jogos, mas tal facto não foi suficiente para motivar qualquer protesto por parte do Benfica em nome da verdade desportiva que tanto alegam defender, nem tão pouco ensombrou os efusivos festejos da conquista do título no final da época que ocorreram como se tudo se tivesse passado de forma limpa e transparente. Agora, bastou que estivessem decorridas apenas quatro jornadas e se tivessem verificado alguns casos polémicos para que a direcção encarnada viesse a terreiro armar mais uma peixeirada no futebol português. Tal disparidade de critérios e atitudes deixa a descoberto a hipocrisia, desonestidade e má-fé das intenções que movem os dirigentes encarnados, cujo mote parece ser apenas este: enquanto o Benfica for beneficiado, existe verdade desportiva; se o Benfica não for beneficiado, só existe corrupção. Enfim, nem uma criança conseguiria ser mais pateta.

Já seria por si só ridículo assistirmos aos queixumes de um clube que ostenta presentemente um título de campeão nacional conquistado numa época marcada por todo um conjunto de estratagemas de secretaria que influenciaram directamente o livre desenrolar da competição, viciando, ostensiva e descaradamente, a sua verdade desportiva. Mas o caso toma contornos ainda mais patéticos quando somos obrigados a recuar aos tempos da ditadura para encontrar um campeonato em que a equipa vencedora beneficiou igualmente de mais de um terço da competição jogando em vantagem numérica sobre os seus adversários, um facto que revela claramente o critério protector assumido pela arbitragem portuguesa em relação ao Benfica e as facilidades encontradas pelo clube da Luz na sua caminhada rumo ao título. Vistas as coisas por este prisma, o SLB seria a última equipa com legitimidade moral para se queixar de prejuízos e perseguições, mas é evidente que a hipocrisia e a imoralidade falaram mais alto do que a razão na hora de escrever o referido comunicado.

O Benfica soma actualmente três derrotas em quatro jogos do campeonato, o que lhe vai valendo o desprestigiante 13º posto na classificação. Se somarmos a derrota na Supertaça frente ao FC Porto (aquele que é considerado o primeiro jogo oficial da época) e a derrota frente aos ingleses do Tottenham na Eusébio Cup, então o saldo aumenta para cinco derrotas em seis jogos. Estes resultados traduzem-se no pior início de época da história do clube, o qual não será obviamente alheio ao mau planeamento do plantel, já que os jogadores recentemente contratados ainda não deram quaisquer sinais de constituírem verdadeiros reforços para a equipa, capazes de colmatar as saídas de jogadores fundamentais como foram DiMaria e Ramirez na época passada. Ora, atendendo a que o Benfica não teve qualquer motivo de reclamação das arbitragens da esmagadora maioria destes jogos (bem pelo contrário, se atendermos à miserável arbitragem de João Ferreira no jogo da Supertaça que permitiu ao SLB apresentar-se na 1ª jornada na sua máxima força, não obstante o lamentável espectáculo de pancadaria e violência que os seus jogadores protagonizaram em Aveiro), o comunicado agora publicado não passará de uma vergonhosa tentativa de esconder o Sol com a peneira, procurando desviar as atenções dos adeptos mais simplórios daqueles que são os verdadeiros motivos da crise encarnada.

Não foram com certeza os árbitros os responsáveis pelas contratações falhadas nem tão pouco pela insistência na convocação do guarda-redes Roberto, contratado pela módica quantia de 8,5 milhões de euros, que se apresenta como um factor de destabilização acrescido para a equipa graças aos golos fáceis que sofreu nas primeiras jornadas. Nessa perspectiva, concordo plenamente com Luís Filipe Vieira quando afirma que alguém anda a brincar com o Benfica. O que ele pretende escamotear aos olhos dos sócios, é que é ele próprio o principal brincalhão.

domingo, 12 de setembro de 2010

António Salvador

A crítica é praticamente unânime em considerar o jogo realizado ontem no Dragão entre o FC Porto e o SC Braga como o melhor das últimas épocas e um dos melhores de sempre no futebol português e a verdade é que tem motivos concretos para tal. As duas equipas, lideradas por dois dos mais jovens e promissores treinadores portugueses da actualidade, protagonizaram uma magnífica exibição e forneceram todos os condimentos necessários para uma grande partida de futebol: golos espectaculares, emoção a rodo, incerteza no resultado, garra e ambição. Se fosse necessário propor um jogo para a propaganda do futebol português além-fronteiras, este seria, sem dúvida, um sério candidato.
A qualidade do futebol praticado por ambas as equipas em confronto veio dissipar qualquer dúvida sobre a justiça da posição que ocupam na tabela classificativa e demonstrar aquilo que a Liga Portuguesa necessita para atingir o nível das melhores ligas europeias: competitividade! Nesse capítulo, é de realçar o excelente trabalho do presidente arsenalista, António Salvador, que, graças a uma política financeira rigorosa e à aposta em jogadores e treinadores jovens e ambiciosos, tem conseguido conquistar a simpatia e apoio de uma massa associativa cada vez maior e elevar o clube a patamares nacionais e internacionais nunca antes conseguidos. Sem dúvida, um exemplo a seguir por muitos outros clubes.

Super-Dragão!

O FC Porto e o SC Braga protagonizaram no Dragão um grande jogo de futebol que vem dissipar qualquer dúvida sobre o motivo destas duas equipas ocuparem os lugares cimeiros da classificação. A vitória dos azuis e brancos (a quarta em quatro jogos) é incontestável dada a qualidade do futebol praticado e lança a equipa para um primeiro lugar cada vez mais isolado. Hulk foi, na minha opinião, o homem do jogo, com mais uma exibição de encher o olho, no seguimento de outras que nos tem oferecido esta época, mas é de realçar também o excelente contributo de Belluschi, Álvaro Pereira e Varela que foram verdadeiramente imparáveis esta noite.