sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ignorância, inconsciência e irresponsabilidade

Graças à ignorância, inconsciência e irresponsabilidade cívica dos seus dirigentes, há muito tempo que o Benfica deixou de ser parte da solução dos problemas do futebol português, passando a constituir, ele próprio, um problema acrescido. Esta realidade tornou-se mais uma vez evidente quando, a respeito da violência que se tem verificado nas deslocações do Benfica ao Norte do país, Luís Filipe Vieira proferiu, na entrevista dada à Antena 1, afirmações incendiárias e provocatórias cujas consequências poderão trazer, a breve prazo, um agravamento do grave clima de crispação já existente.
Com o habitual pedantismo e arrogância que o caracteriza, típicos de um novo-rico que julga que é dono e senhor de tudo o que o rodeia, e sabendo-se protegido pelo poder político que lhe garante total impunidade independentemente da gravidade dos actos que comete, o presidente do Benfica veio afirmar que pedia a Deus que não lhe apedrejassem o autocarro, pois quem o fizer poderá ter uma surpresa.
Não sabemos que surpresa será essa a que Vieira se refere uma vez que o presidente encarnado não quis esclarecer a sua misteriosa afirmação, mas, atendendo ao tom de ameaça, imagina-se que dali não sairá boa coisa. Se a esta atitude ameaçadora juntarmos os recentes apelos à guerra e ao levantamento armado contra os adeptos azuis-e-brancos proferidos na BenficaTV, estamos conversados quanto à visão doentia que esta gente tem, não só do futebol, como da sociedade em geral. E é este tipo de pessoas a quem o Ministro da Administração Interna recebe no seu gabinete, sob o pretexto da luta contra a violência...

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