quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Não fez mossa, mas arranhou a pintura

Caso o FC Porto não tivesse protagonizado esta época um dos melhores arranques de campeonato dos últimos anos, provavelmente o empate conseguido em Guimarães seria considerado um excelente resultado. A questão é que a equipa atingiu a velocidade de cruzeiro ao derrotar todos os adversários que defrontou desde que a época começou, pelo que empatar com o Vitória foi como chocar contra uma parede. Neste caso, não fez mossa, mas arranhou a pintura.
A verdade é que, independentemente deste resultado e da exibição menos colorida, o FC Porto prossegue destacado na liderança. Com toda a justiça, diga-se. Obviamente, ninguém gosta de perder pontos e este empate deixa na boca um certo sabor amargo por vir interromper uma série de onze vitórias consecutivas, mas não deslustra o excelente trabalho desenvolvido até ao momento. Por vezes, até é bom que estas coisas aconteçam para que se volte a pousar os pés no chão e se perceba que nem tudo serão facilidades até ao final do campeonato. A equipa necessita de rotação e alguns jogadores (como Álvaro Pereira, por exemplo) começam a dar sinais de necessitar de uma pausa. Outros ainda não conseguiram atingir os níveis físicos e psicológicos que lhes são reconhecidos (como é o caso de Fucile). Nesse sentido, a interrupção da prova devido aos compromissos das Selecções poderá ser positiva, por um lado, ou extremamente negativa, por outro. Tudo depende do esforço a que estarão sujeitos todos os jogadores convocados do nosso plantel e do trabalho da equipa técnica na recuperação dos índices máximos. Não percamos, portanto, os próximos episódios desta emocionante série que promete manter os espectadores colados ao ecrã até ao final.

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