terça-feira, 23 de novembro de 2010

RTPodridão

Nos últimos tempos, tem-se falado muito na aplicação das novas tecnologias ao futebol, no sentido de reduzir, ou mesmo anular, os erros de arbitragem. A verdade é que os factos demonstram que a tecnologia só será capaz de acabar definitivamente com as polémicas em torno das arbitragens no dia em que forem criados métodos que possibilitem a tomada de decisões completamente independentes da interpretação humana (tal como a "bola inteligente", por exemplo, munida de um chip que detectará se a bola ultrapassou completamente a linha de golo), o que não acontece com a simples utilização do vídeo. Na verdade, a análise dos lances estará sempre dependente dos critérios de quem a faz, independentemente da evidência das faltas cometidas ou da clareza das imagens televisivas que as comprova.

Vem isto a propósito do jogo realizado entre o FC Porto e o Moreirense, a contar para a Taça de Portugal, no qual aconteceram dois lances polémicos: no primeiro, uma grande-penalidade reclamada pelos portistas, numa carga sobre o Hulk que o árbitro não assinalou; no segundo, um golo anulado ao Moreirense por fora-de-jogo do avançado. Ora, beneficiando da possibilidade de utilizar as imagens televisivas para analisar os referidos lances, os jornalistas da RTP não se fizeram rogados em proferir a sua sentença e, em pleno Telejornal, fizeram saber o público de que, não só os azuis-e-brancos não tinham razões para reclamar a grande-penalidade, como tinham sido beneficiados pela anulação indevida do golo do Moreirense. Infelizmente para estes senhores, a tecnologia é um pau de dois bicos e, se por um lado lhes serve para propagandear a sua verdade distorcida, também serve para que o comum dos mortais possa confirmar os lances pelos seus próprios olhos.
Relativamente ao penalty não assinalado, parece-me óbvio que os jornalistas da RTP devem ter-se enganado nas gravações e analisado outro jogo qualquer que não o FC Porto-Moreirense. A carga do defesa sobre o Hulk é tão evidente, mas tão evidente, que não poderá oferecer dúvidas a qualquer pessoa que goste e perceba minimamente de futebol, pelo que a simples tentativa de branquear o erro do árbitro alegando que o defesa se limitou a executar uma carga de ombro ou, pior ainda, a ganhar a posição, só pode ser encarado como uma piada de muito mau gosto, ou uma demonstração cabal de completa desonestidade. E para que não fiquem dúvidas, aqui ficam as opiniões de dois ex-árbitros que constituem actualmente o Tribunal do Jogo, peremptórias na constatação do erro de Paulo Baptista:

Jorge Coroado

«Pintassilgo, qual passarão, empurrou Hulk. Mesmo que tivesse carregado, tinha-o feito ilegalmente, pois a carga não pode ser feita com violência ou com força bruta» 


Pedro Henriques

«Pintassilgo fez obstrução com contacto físico, desinteressando-se da bola e jogando apenas o jogador (Hulk). Infracção passível de grande penalidade
 
Se o lance do penalty não oferece qualquer dúvida, o mesmo já não se poderia dizer do golo anulado ao Moreirense, no qual só com o recurso às imagens se poderia aferir sobre a posição do avançado no momento em que é efectuado o primeiro remate à baliza do Porto. Ora, também aqui os jornalistas da RTP levavam vantagem pela facilidade que têm em recorrer ao vídeo, mas nem assim o bom-senso e a razão conseguiram imperar. De facto, se recorrermos às imagens disponíveis na Internet e tivermos o cuidado de parar o vídeo exactamente no momento em que é executado o primeiro remate, verifica-se que Antchouet se encontra com os pés alinhados com os de Maicon, mas o seu corpo já se encontra inclinado para a frente:
 
 Por muito milimétrico que este adiantamento possa parecer, a verdade é que ele existe, pelo que, no mínimo, deveria ser dado o benefício da dúvida ao fiscal-de-linha que, como as imagens também comprovam, se encontrava em excelente posição para apreciar o lance. Assim não fizeram os jornalistas da RTP que tentaram, uma vez mais, manipular a opinião pública com uma análise viciada dos factos, tal como vem sendo habitual desde há muito tempo. Ou não fossem estes os mesmos que nos tentaram impingir a falácia de que este corte de Saviola com os dois braços em plena área do Benfica não passou da legítima e legal intenção de proteger a face num remate à queima-roupa:
 
Pensará esta gente que os portugueses são todos parvos? 

6 comentários:

  1. meu caro,

    escrever posts como este intenta contra a "verdade desportiva" - aquela de (pelo menos e contas por alto) seis milhões de «gloriosos» cegos que só gostam de julgar a sua própria verdade e nunca a bem da Verdade. ;)

    veremos quantos «gloriosos» anónimos - porque cobardolas, ao ponto de não se dignarem assinar pelo seu próprio nome (vá-se lá saber do que receiam...) - irão destilar ódio, fel e azedume contra as suas (mais do que evidentes) palavras. a minha aposta são dois anónimos, com um deles a escrever mais do que um "comentário" ;)

    abraço

    saudações PENTAcampeãs!

    Tomo I

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  2. Palavras para quê!? São jornalistas de Lisboa e está tudo dito.

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  3. Bem postado sim senhor. Fiquei fã, agora que por aqui passei, ao tomar conhecimento derivado ao lance do golo (afinal, bem) anulado.
    Já coloquei na minha barra de blogues, no meu blogue.
    http://longara.blogspot.com/

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  4. Parabéns por este excelente e pertinente post.


    Adicionei o seu blogue à lista do meu.

    Abraço

    Paulo

    http://pronunciadodragao.blogspot.com/

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  5. Excelente trabalho. Parabéns!

    Um abraço.

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  6. e claro que nao é fora de jogo!! e se o golo fosse validado o jogo seria bem diferente! falo como adepto do moreirense e anti - benfiquista!! =) Boa sorte para o campeonato e que sejam os merecidos campeoes! Saudaçoes moreirenses! abraço

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