terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Um cretino é um cretino


Recentemente, quando Jorge Jesus se encontrou debaixo de uma forte contestação motivada pelos maus resultados da sua equipa, André Villas-Boas saiu a terreiro em defesa do seu colega de profissão, afirmando que o treinador do Benfica estava a ser alvo de críticas injustas tendo em conta o trabalho que desenvolveu num passado bem recente. Penso que esta postura digna do treinador portista, que soube colocar de parte a rivalidade desportiva em nome dos interesses da sua classe, devia ter merecido de Jorge Jesus o devido reconhecimento, mas, lamentavelmente, o treinador benfiquista não tardou a vir demonstrar que, tal como alguém já disse anteriormente, não passa de um cretino. De facto, para salvar a pele perante os adeptos do SLB e aliviar a pressão que sobre ele tem vindo a ser exercida, o treinador encarnado não teve qualquer pudor em vir queixar-se de uma alegada dualidade de critérios dos árbitros ao assinalarem os penalties em favor do FC Porto e SL Benfica, refugiando-se no velho discurso bolorento das arbitragens, numa demonstração de total desrespeito pelo excelente trabalho que o jovem treinador portista tem vindo a desenvolver ao comando da equipa azul-e-branca. 
Lá diz o povo que as atitudes ficam com quem as toma e, dessa forma, as pessoas saberão reconhecer a diferença de carácter dos dois treinadores. Mas não deixa de ser lamentável que, enquanto uns procuram dignificar o futebol português com bons exemplos de profissionalismo, outros insistam nas mesmas atitudes medíocres e imbecis de sempre.

9 comentários:

  1. Meu caro, o carácter não dá pontos. As arbitragens dão.
    A contestação ao treinador Jorge Jesus só acontece porque o SLB vai atrás do FCP. O Porto só vai na frente porque tem, sistematicamente, sido beneficiado pelos árbitros.
    E vou avivar-lhe a memória:
    - Naval 0 vs Porto 1 => golo da vitória nasce de pénalti q não existe;
    - Rio Ave 0 vs Porto 2 => 1º golo do Porto antecedido de uma mão de Falcão que depois carrrega o G/R; 1 fora de jogo, em jogada perigosa, mal tirado a João Tomás; 2 pénaltis consecutivos de Álvaro Pereira, e o árbitro ainda mostra amarelo a quem sofreu a última falta;
    - Porto 3 vs Braga 2 => Pénalti quase no final do jogo não assinalado a favor do Braga;
    - Porto 1 vs Setúbal 0 => Pénalti inexistente que dá a vitória.

    Este é o fruto do excelente trabalho realizado por VB. Some os pontos servidos de bandeja e veja de que lado está a cretinice.

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  2. "Naval 0 vs Porto 1 => golo da vitória nasce de pénalti q não existe"

    Paulo Paraty:

    «É uma boa decisão. Haveria sempre controvérsia qualquer que fosse a decisão do árbitro, mas penso que o jogador da Naval tem o braço numa posição que não é natural, causando volumetria e impedindo que a bola passasse. O cartão amarelo parece-me desnecessário.»

    Jorge Coroado:

    «Aceito a decisão do árbitro. O jogador da Naval fez braço firme quando se apercebeu que a bola lhe fugia. O cartão amarelo é que não se justificava, atendendo a que não cortou qualquer jogada prometedora ou linha de passe.»

    Pedro Henriques:

    «Jonathas toca a bola com o braço (encontra-se fora do plano do corpo) de forma deliberada. Grande penalidade bem assinalada e cartão amarelo enquadrado no comportamento antidesportivo (jogar a bola com a mão.»

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  3. "Rio Ave 0 vs Porto 2 => 1º golo do Porto antecedido de uma mão de Falcão que depois carrrega o G/R; 1 fora de jogo, em jogada perigosa, mal tirado a João Tomás; 2 pénaltis consecutivos de Álvaro Pereira, e o árbitro ainda mostra amarelo a quem sofreu a última falta"

    Paulo Paraty:

    «Validação do golo correcta, apesar de vários factores envolvidos: João Moutinho está em posição irregular, mas não interfere no lance; Falcao, na busca da bola, choca com dois adversários, mas são choques acidentais.»

    Jorge Coroado:

    «Há duas: primeiro empurra o adversário, impossibilitando-o de saltar à bola; depois do cruzamento de Hulk, está em posição ligeiramente adiantada. Perturba e interfere na acção do guarda-redes, porém o contacto dá-se depois de a bola ter entrado

    Pedro Henriques:

    «Falcao está em fora-de-jogo de posição: quando se movimenta, não influencia a acção do guarda-redes e, quando choca com este, já a bola tinha passado e ia a entrar na baliza.»

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  4. "Porto 3 vs Braga 2 => Pénalti quase no final do jogo não assinalado a favor do Braga"

    Paulo Paraty:

    «Não existe qualquer motivo para a marcação de grande penalidade, pois Paulo César recua no intuito de controlar a bola e é nesse momento que choca com Belluschi, acabando por se desequilibrar. Bem o árbitro ao não intervir.»

    Jorge Coroado:

    «Paulo César salta à bola com Belluschi, que coloca as mãos nas costas do adversário. Um lance perceptível pela televisão, pelo que ficou uma grande penalidade por assinalar, ainda que, no terreno, entenda-se como um lance de difícil análise

    Pedro Henriques:

    «O jogador do Braga cai na grande área anfitriã sem que tenha existido qualquer infracção do atleta portista. Decisão correcta do árbitro.»

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  5. "Porto 1 vs Setúbal 0 => Pénalti inexistente que dá a vitória"

    Paulo Paraty:

    «Fucile agarra claramente Henrique fora da área. Já dentro, o contacto entre os dois não justifica punição. Ou Otamendi discutiu ou o árbitro confundiu o jogador.»

    Jorge Coroado:

    «A haver falta, aconteceu fora da área e cometida por Fucile, não por Otamendi, pelo que o amarelo não se justificou. Se é que foi exibido pela falta.»

    Pedro Henriques:

    «Fucile agarra o adversário fora da área e depois, dentro da mesma, volta a agarrá-lo. Fucile é que deveria ter visto o amarelo (o segundo) e não Otamendi.»

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  6. Tendo em conta as opiniões do strês ex-árbitros que constituem o Tribunal do Jogo, podemos concluir o seguinte:

    1) No jogo com a Naval, todos os analistas concordam que o penalty contra a Naval foi correctamente assinalado, pelo que o árbitro não teve influência no resultado do jogo.

    2) No jogo com o Rio Ave, só Jorge Coroado considera que Falcao teve influência sobre a acção do guarda-redes, mas salvaguarda que o contacto só acontece após a bola ter entrado na baliza. Os restantes analistas consideram que o golo foi legal.
    Os restantes lances que refere nem sequer mereceram análise.

    3) Também no jogo com o Braga, só Jorge Coroado considera que existiu penalty de Belluschi. Os restantes analistas consideram que não existiram motivos para grande penalidade.

    4) No jogo com o Setúbal, o penalty sobre Falcao foi efectivamente mal assinalado, pelo que o FC Porto foi beneficiado em 2 pontos. No entanto, todos os analistas são unânimes em afirmar que o penalty assinalado contra o FC Porto a 1 minuto do final do jogo também não existiu, o que demonstra que o árbitro cometeu erros graves para os dois lados. Além disso, na jornada imediatamente anterior, o FC Porto foi prejudicado em 2 pontos no jogo frente ao Sporting, pelo que, no deve e no haver, os erros compensaram-se.

    5) Os factos comprovam que o FC Porto ocupa, com total justiça, o 1º lugar. Como tal, o argumento das arbitragens a que os benfiquistas recorrem para pôr em causa a classificação e a distância pontual entre as duas equipas não passa de pura hipocrisia, desonestidade e mau desportivismo.

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  7. Blá, blá, blá... Ou seja, música.
    Eu tenho televisão, vejo os lances, logo tenho opinião própria. Não necessito, obviamente, de ajudas externas.
    O senhor não tem televisão, não vê as imagens, lê, e transcreve, as opiniões de pessoas insuspeitas. Paulo Paraty é/foi um mestre.
    E vou falar de um caso que deita por terra as suas falaciosas argumentações. Porto vs Braga; experimente ver as imagens, tente ser honesto para consigo próprio, e repare no empurrão de Belluchi ao jogador bracarense. Já sei, não consegue!
    No jogo com o Setúbal, aquela repetição do pénalti é vergonhosa, pelo simples facto de que as imagens mostram claramente o árbitro a olhar para o jogador que corre para a bola e deixa-o chutar. Portanto o árbitro permitiu que o jogador cobrasse o pénalti. Se queria chamar a atenção era durante essa fracção de tempo, apenas tinha que dar dois apitos impedindo assim que o jogador cobrasse o livre/pénalti.
    Rio Ave, nem importa que os lances não tenham sido analisados, os lances existiram, estão gravados para quem os quiser ver.
    ...............
    Não lhe falei propositadamente do pénalti cometido por Fucille, no jogo com o Guimarães, nem lhe mencionei o jogo com o Naciopnal, em que existiu um lance de pénalti não assinalado a favor dos madeirenses e um golo anulado não se sabe porquê.
    O que pretendo com isto dizer é que, a haver alguém, hipócrita, desonesto, só pode ser o autor deste blogue. Aquele que faz a apologia da verdade, que põe em causa tudo o que aos outros diz respeito, mas que perante as constatações, neste caso imagens, deixa de ter coluna vertebral.
    E agora, meu caro, parafraseando alguém, deixo-o a falar sozinho. Nem vale a pena dar-se ao trabalho de responder. Este assunto está para mim encerrado. Factos são factos e as imagem valem mais do que as palavras.

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  8. "Eu tenho televisão, vejo os lances, logo tenho opinião própria."

    Você tem o direito de ter as suas próprias opiniões, mas eu também tenho o direito de lhe dizer frontalmente que elas não passam da visão viciada e distorcida de um simples adepto benfiquista que, movido por motivações mesquinhas e pela frustração de ver o seu clube fazer uma paupérrima figura, quer a nível nacional, quer a nível internacional, insiste em contrariar a opinião dos profissionais, pretendendo impor, a todo o custo, a sua leitura falaciosa dos factos. A isso chama-se fanatismo!

    Todos nós temos de ter bom-senso e lucidez para perceber que a nossa perspectiva das arbitragens (e a interpretação das imagens) estará sempre condicionada pela nossa própria afinidade clubística. Por esse motivo, eu preferi contrapor as suas opiniões com as análises dos três ex-árbitros que, convenhamos, percebem muito mais de regras de futebol e serão muito mais isentos do que qualquer um de nós conseguirá ser. Ficava-lhe bem ter a humildade de reconhecer esse facto, em vez de vir para aqui pretendendo arvorar-se em dono da verdade.

    Volte lá para o mundinho onde vive rodeado de outros paladinos da verdade como você. Estou certo de que todos eles partilharão das suas teorias e juntos sentir-se-ão muito felizes, convencendo-se mutuamente de que a mediocridade e incompetência que o vosso clube transparece se deve, afinal, aos erros da arbitragem. Ah, e não se esqueçam de acrescentar a velha e gasta teoria de que os analistas de arbitragem que contrariam as vossas insuspeitas opiniões de adeptos benfiquistas fazem também parte de uma seita obscura que tem por objectivo destruir o SLB. Como vê, eu conheço muito bem o imaginário encarnado, há muitos anos que aprendi a lidar (e a rir-me) com ele.

    Tenha um bom Natal.

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  9. Humildade seria reconhecer que o FCP neste campeonato, como em muitos outros, tem sido ajudado, e de que maneira, pelas equipas de arbitragem.
    A grandeza do FCP nasce precisamente desse facto. De ganhar campeonatos viciados => logo a presença na Champions => mais dinheiro => mais jogadores => mais pagamentos => mais favores...
    Não queiram armar-se em vítimas cavalheiro! Nem queiram transferir as nujices (de índole pessoal, empresarial e futebolística), praticadas pelos vossos dirigentes, para os outros clubes.
    Bom senso e lucidez é o que lhe falta, porque senão não mencionaria o nome do trafulha Paulo Paraty, que tanto prejudicou o SLB e beneficiou o seu clube. As imagens do que se passa nos estádios, mostradas pelas câmaras, não deixam margem para dúvidas, as escutas não deixam dúvidas quanto à teia montada.
    Fique também no seu mundo, no antro de corrupção que você defende com unhas e dentes e seja feliz, lendo e relendo o livro o "Lider".

    Para si, não como portista, votos de BOAS FESTAS

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