domingo, 18 de dezembro de 2011

"Roubarte Gomes"

Duarte Gomes admitiu publicamente que falhou ao não assinalar penalty a favor do FC Porto no lance em que Belluschi foi abalroado pelo defesa João Luiz em plena área maritimista. Num post publicado na sua página do Facebook, o árbitro de Lisboa afirma que «A evidência televisiva aniquila friamente o que o momento fotográfico tão bem iludiu: Sim. Penalty e sim falhei. Falhei e já segui em frente».

 Talvez este reconhecimento público através das redes sociais possa servir para "humanizar o árbitro" como declarou Duarte Gomes à agência Lusa, mas a verdade é que este gesto, por muito honroso que à partida pretenda ser, não justifica o erro clamoroso cometido com o resultado ainda a zero, nem tão pouco apaga a dualidade de critérios que vem sendo demonstrada pelo juiz lisboeta ao longo de muitos jogos.
É verdade, como o próprio afirma em sua defesa, que a sua função implica tomar decisões a toda a hora, em condições pouco fáceis. Mas é precisamente porque as decisões têm de ser tomadas numa fracção de segundo que a predisposição do árbitro, enquanto ser humano, assume especial importância. Consciente ou inconscientemente, a intenção de beneficiar ou prejudicar uma das equipas pesa (e muito!) no momento de soprar no apito e, no caso de Duarte Gomes, tem sido por demais evidente para que lado pendem os pratos da balança. A propósito disso mesmo, o FC Porto publicou, no seu site oficial, uma compilação de penalties assinalados por Duarte Gomes em vários jogos, um vídeo que dissipa quaisquer dúvidas quando à dualidade de critérios demonstrada pelo juiz de Lisboa quando o jogador que sofre a falta veste a camisola do Benfica ou a do FC Porto. E se isto ainda assim não for suficiente, reveja-se também o vídeo com a compilação dos 15 erros cometidos pelo mesmo árbitro no jogo Benfica-Porto da época passada.
Tal como aconteceu quando Duarte Gomes assinalou três penalties favoráveis ao Benfica no jogo frente ao Vitória de Guimarães, dos quais apenas o primeiro foi considerado existente, prevê-se que o juiz lisboeta vá para a "jarra" na próxima jornada. No entanto, tal como a suspensão anterior não o impediu de voltar a fazer das suas, adivinha-se que a repetição do castigo não surtirá qualquer efeito sobre o seu comportamento. Exigia-se portanto mais coragem da parte das entidades competentes para impor ao árbitro uma punição bem mais pesada. Caso contrário, este continuará simplesmente a repetir os mesmos erros, com a arrogância e sobranceria de quem assume que falhou mas já seguiu em frente...

P.S. - Esta polémica com Duarte Gomes vem precisamente na mesma semana em que a Comissão de Arbitragem veio dar razão ao protesto apresentado pelo FC Porto na sequência da arbitragem de João Capela em Olhão. Em causa está também um penalty favorável aos Dragões não assinalado por Capela, um arbitro que pertence à mesma associação que Duarte Gomes: Lisboa. Coincidência?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Adeus Champions, olá Liga Europa

O futebol tem destas coisas. Uma fina linha separava o FC Porto da passagem aos oitavos de final da Champions ocupando a primeira posição do grupo, mas a falta de sorte e uma noite inspirada do guarda-redes russo evitaram o golo salvador, arremessando-nos para a Liga Europa num inglório terceiro lugar. Os dragões regressam assim a uma casa onde foram muito felizes na época passada, um prémio de consolação que disfarça, mas não apaga, um certo sabor amargo na boca.
Desta eliminação da Champions há muitas ilações que convém retirar, umas boas, outras nem tanto. Mas vamos por partes:

Relativamente ao jogo de hoje, já se viu um Porto dominador, rematador e ambicioso, enfim, um Porto bem mais próximo daquilo a que nos habituamos a chamar Porto. As estatísticas comprovam uma claríssima superioridade portista a todos os níveis, seja na posse de bola, seja no número de ataques, seja ainda no número de remates efectuados. Então, onde falhamos? Clara e indiscutivelmente na concretização onde, uma vez mais, se lamenta a falta de visão de Vítor Pereira ao deixar Walter de fora das inscrições, em favor de Kléber. Refira-se a propósito que o ex-maritimista, que entrou numa fase adiantada da partida para o lugar de Djalma, passou - para não variar - completamente ao lado do jogo, demonstrando que é uma carta a mais neste baralho, mas não terá sido apenas este a falhar. Hulk foi desastrado e inútil na posição de avançado-centro e só quando Vítor Pereira fez entrar Kléber para o eixo do ataque, fazendo descair o Incrível para a ala, se viram lances de perigo nascidos dos seus pés. Há, no entanto, que reconhecer o devido mérito à equipa adversária e ao seu guarda-redes, Malafeev, que conseguiu manter a baliza russa miraculosamente inviolada ao longo dos 90 minutos, mesmo em lances onde já se gritava golo nas bancadas. É verdade, como se disse no final da partida, que o Zénit jogou ultra-defensivamente, preocupando-se apenas em manter o nulo o maior tempo possível e explorando esporádicos lances de contra-ataque, geralmente pelos pés de Danny, que a defesa portista foi sabendo anular com uma surpreendente eficácia. E digo surpreendente tendo em conta as tremideiras a que fomos assistindo ao longo da época e que valeram a perda de muitos pontos, quer nas competições a nível interno, quer externo. Mas o certo é que a equipa orientada por Luciano Spalletti trazia a lição bem estudada e, consciente de que iria defrontar um Porto embalado pelo seu público e a quem só a vitória interessava, soube respeitar o adversário, fez um jogo pragmático e no fim levou a água ao seu moinho.
Escusado será dizer que não foi pelo empate de hoje que o Porto deixou de seguir em frente na Liga dos Campeões. Foi, obviamente, pelo conjunto de derrotas (2) e empates (2) que averbou ao longo da fase de apuramento. Mesmo admitindo que a equipa começa finalmente a dar sinais de uma notória melhoria, a verdade é que esta devia ter acontecido há já vários meses atrás, no início da época, e nunca nesta fase de jogos decisivos. É caso para dizer que demos quase meia época de avanço aos adversários, restando agora saber se haverá ainda tempo para salvar a temporada, corrigindo os erros e elevando a moral da equipa. Eu quero acreditar que sim, mas muito há ainda para fazer, a começar na solidificação da defesa e no reforço do ataque que necessita urgentemente de uma referência ao estilo de Falcao.
Para terminar, uma referência especial para Moutinho, que fez uma exibição soberba a fazer lembrar os seus melhores momentos da época passada, e para James, que terminou o jogo esgotado e com as lágrimas nos cantos dos olhos. Ah, e para o público, que soube dizer presente numa noite fria, demonstrando que, aconteça o que acontecer, o FC Porto nunca caminhará só.

P.S. - Danny terminou o jogo em tronco nu, voltado para o público de braços abertos, em mais uma atitude provocatória que seria perfeitamente dispensável. Não sei se terão sido os filhos a pedir-lhe que fizesse mais uma triste figura - esta, na minha opinião, pior ainda do que a primeira - mas sai do Dragão pela porta pequena. Passa aos oitavos da Champions, é verdade, mas bem pode agradecer aos seus companheiros da defesa, já que, no que lhe competia, foi uma perfeita nulidade.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Osso duro de roer

O Porto terá amanhã mais uma prova de fogo, uma autêntica final que terá forçosamente de vencer para garantir a presença nos oitavos da liga milionária. As últimas exibições já apontam para uma melhoria substancial, quer na qualidade do futebol praticado, quer na força anímica da equipa, mas o Zenit será um osso muito duro de roer, um difícil obstáculo que só com muito empenho da equipa e muita ajuda do público se conseguirá ultrapassar. Espera-se assim casa cheia no Dragão e o apoio incondicional da claque azul e branca, de forma a transformar o estádio num verdadeiro inferno para os visitantes. E por falar em osso, já tenho um preparado para oferecer ao Danny. Estou certo de que irá gostar, já que parece ter uma costela canina.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sport Lisboa e Batota I

Ainda está para nascer o dia em que o Sport Lisboa e Batota conseguirá vencer um jogo de forma limpa. Hoje, em jogo a contar para a Taça de Portugal, a equipa lisboeta beneficiou de um penalty ridículo graças a uma simulação grosseira de Nolito e à preciosa colaboração do árbitro Paulo Baptista que não quis ficar de fora do lamentável espectáculo teatral. A "piscinada" é de tal forma evidente que não seriam sequer necessárias as repetições televisivas para detectar a batota do espanhol, mas nem assim será de prever qualquer sanção, quer para o jogador, quer para o árbitro, ou não estivessem em causa os interesses do sempre protegido Benfica.
Num país de brincadeira como o nosso, em que as autoridades fazem flutuar os seus critérios em função dos interesses postos em jogo, é de esperar que os encarnados prossigam impunemente com os seus "mergulhos" nas áreas dos adversários, já que os jogadores do FC Porto são os únicos que podem ser castigados por simulação de penalties em Portugal. Cada vez mais se comprova que o castigo de Lisandro Lopez foi encomendado.
Quis o destino que o Marítimo repusesse a verdade desportiva, lançando, com toda a justiça, o Benfica (e o Paulo Baptista) pela borda do Caldeirão. No entanto, nem sempre os deuses do futebol são tão justos nas suas intervenções, tal como aconteceu, por exemplo, quando João Capela fez vista grossa à placagem de Jardel sobre Onyewo no clássico disputado na Luz há poucos dias atrás. Apesar de já aqui ter manifestado a minha discordância com a adopção de meios audiovisuais na apreciação dos lances duvidosos, tenho de reconhecer que tal medida pode ser mesmo imprescindível para garantir a transparência no futebol. Isto, obviamente, perante a incapacidade (ou desinteresse) demonstrada pelas entidades competentes para acabar com a fantochada a que se vai assistindo sistematicamente nos jogos do SLB.

P.S. - Veremos se, desta vez, Jorge Jesus conseguirá ver a simulação do seu jogador "no online".

sábado, 5 de novembro de 2011

Nojo!

Eu nunca pensei que algum dia iria proferir uma afirmação deste teor sobre o Porto, mas o jogo desta noite frente ao Olhanense meteu-me nojo!
É verdade que os jogadores da equipa algarvia se limitam praticamente a enfiar-se na defesa, despejando bolas para onde estão virados, destruindo qualquer tentativa de praticar futebol. É verdade que o árbitro lisboeta tratou de fechar os olhos a dois penalties a favor do FC Porto, o primeiro num corte com o braço, o segundo num derrube do Hulk. Mas tudo isso soa a desculpa esfarrapada perante o triste, lamentável, paupérrimo futebol praticado pelos azuis e brancos. Não sei se o culpado é Vítor Pereira (pelo menos, não será o único...) mas alguma coisa tem de ser feita e não consigo imaginar outra solução que não seja a mudança de treinador.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Terminou a novela Mangala

O Standard Liège confirmou hoje o pagamento da primeira parcela referente à transferência de Mangala do clube belga para o FC Porto. Terminou, felizmente, uma novela a que não estamos habituados no Porto e que esperamos não venha a conhecer novos episódios.

OK, CHEGA!

Tenho a noção de que o treinador de uma equipa é sempre o elo mais fraco e que é dele a primeira cabeça a rolar quando as coisas começam a correr mal. Também tenho a consciência de que, como qualquer outro adepto, coloco muitas vezes a paixão clubística acima da razão, nem sempre primando pela justiça na apreciação do trabalho do técnico. Por esse motivo, tentei manter a serenidade, recusando-me a enveredar pelo caminho fácil da crítica a Vítor Pereira. Concedi-lhe o benefício da dúvida enquanto as forças me permitiram, contrapus as opiniões adversas enquanto o bom senso me sustentou, mas hoje, perante a inqualificável exibição do Porto perante o Apoel, não me resta outra alternativa senão retirar a minha confiança em Vítor Pereira.
Neste jogo, estavam em disputa muito mais do que os simples três pontos e os milhares de euros que a UEFA paga pela vitória. Estava em causa a passagem aos oitavos de final da prova, uma passagem que vale muito dinheiro para os cofres do clube e muito prestígio para o seu nome. Com tanto espólio em jogo, esperava-se uma exibição, no mínimo, digna, mas não foi nada disso que se viu. Em Nicósia esteve um Porto amorfo, sem ambição, sem ritmo, sem fio de jogo, enfim, irreconhecível!
É impossível que uma equipa desaprenda a  jogar futebol num espaço de apenas um ano. É inexplicável que os mesmos jogadores que há poucos meses atrás conquistaram a Liga Europa não consigam agora efectuar dois passes consecutivos sem perder a bola para o adversário. Algo se passa na cabeça destes atletas, algo que transcende em muito a saída de Falcao ou a eventual falta de adaptação dos reforços.
Matematicamente, ainda existe uma ténue esperança de assegurar a passagem aos oitavos, mas, para que tal aconteça, há que actuar já! Cabe aos responsáveis do clube encontrar a solução para o problema mas, conhecendo a aversão de Pinto da Costa pelas chamadas "chicotadas psicológicas", é pouco provável que a opção passe pela mudança de treinador. Por esse motivo, a massa associativa terá agora um papel essencial no sentido de fazer chegar o seu desagrado aos ouvidos dos responsáveis . De forma cívica, entenda-se, mas nem por isso menos firme.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O apoio (in)condicional de Vieira

Ao vir agora manifestar publicamente o seu apoio (in)condicional a Fernando Gomes na corrida à presidência da Federação Portuguesa de Futebol, Luís Filipe Vieira deitou completamente por terra a face do Benfica. Recorde-se que o presidente encarnado apoiou inicialmente a candidatura de Fernando Seara - tendo, inclusivamente, tentado convencer, sem sucesso, Godinho Lopes a juntar-se no apoio ao candidato benfiquista - vindo agora mudar de opinião perante a desistência do autarca de Sintra. Fica assim uma fraca imagem de um clube oportunista, que se alia a este ou àquele conforme as conveniências.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

007 - Licença para agredir

Passados que estão cinco dias sobre o clássico do Dragão, continuamos a assistir aos malabarismos de determinados jornalistas, analistas e opinion-makers, que se vão desdobrando em esforços no sentido de branquear os lances polémicos que em qualquer país desenvolvido justificariam a expulsão de um ou dois jogadores encarnados mas que, graças ao beneplácito do árbitro, passaram impunes. Assim, depois de Jorge Coroado, Pedro Henriques e Paulo Paraty, em tão inusitado quanto suspeito consenso, terem reinventado os regulamentos transformando uma condenável agressão num inocente gesto antidesportivo, eis que chega agora a vez de José António Saraiva, ex-editor do jornal O Jogo e actual cronista do Record, nos presentear com um artigo de opinião, intitulado "Os comediantes", capaz de fazer corar de inveja o Querido Manha ou o betinho Amaral.
Começa o articulista por afirmar que Fucile tem ar de palhaço e que foi este o protagonista de uma cena cómica, referindo-se, obviamente, ao lance em que o defesa portista se envolveu com Cardozo. Meus senhores, sejamos sérios: é indesmentível que o uruguaio procurou dramatizar excessivamente a situação ao levar a cabo toda uma sucessão de gritos e contorções muito pouco convincentes - já vi javalis levarem tiros de chumbo grosso no lombo e nem assim armaram semelhante cenário - mas desgraçados estarão os actores no dia em que a falta de talento para as cenas de drama servir de pretexto para levarem um pontapé. Não haveria dia em que o elenco dos Morangos com Açúcar não fosse desancado nas ruas de Lisboa por multidões em fúria. É óbvio que, entre as dispensáveis palhaçadas do uruguaio e o gesto violento do paraguaio, deveria ser o segundo a merecer maior condenação, o que não se verifica. Aliás, sobre esse assunto nem uma palavra, o que deixa no ar a pergunta: terá Cardozo alguma licença especial para agredir os adversários com total impunidade?

sábado, 24 de setembro de 2011

Record na senda da estupidez

O jornal Record continua na senda da estupidez. Depois de ter incluído a Taça Latina no rol de troféus oficiais conquistados pelo SL Benfica no intuito de manter forçosamente os lisboetas empatados com o FC Porto na disputa de clube português mais titulado (e de ter insistido nessa falácia mesmo depois do própria FIFA ter vindo esclarecer que a referida taça não é reconhecida oficialmente), o mesmo jornal vem agora reinventar os regulamentos no sentido de colocar o SLB à frente da classificação da Liga Portuguesa, assumindo desde já um critério que só no final desta época poderá ser utilizado.
Na prática, o FC Porto e o SL Benfica encontram-se empatados no primeiro lugar, com o mesmo número de pontos. Ora, dizem as alíneas a) e b) do Artigo 13º do Regulamento de Competições que, em caso de empate pontual, o desempate é feito recorrendo ao número de pontos conquistados nos jogos entre as duas equipas e à maior diferença de golos marcados e sofridos nos jogos realizados entre si. Como o clássico terminou empatado, ambos conquistaram um ponto e ambos marcaram dois golos, pelo que o desempate terá de ser feito recorrendo à alínea c) que determina que terá vantagem a equipa que marcar maior número de golos no campo do adversário. Obviamente, este critério só poderá ser utilizado quando se tiverem realizado os dois confrontos directos pois, de outra forma, o FC Porto será prejudicado pelo facto de não ter marcado nenhum golo na Luz, não porque não o tenha conseguido fazer, mas, pura e simplesmente, porque o jogo ainda não se realizou.
Até uma criança compreende, portanto, que o argumento aplicado pelo Record é absurdo, não passando de mais um estratagema vergonhoso - que vem no seguimento de outros anteriores - com o objectivo de agradar à massa acéfala, perdão, adepta do clube lisboeta.
Convinha agora que a Liga - que mantém o FC Porto no primeiro lugar da tabela classificativa, adoptando, como critério de desempate, a diferença de golos marcados e sofridos por ambas as equipas - tratasse rapidamente de desfazer esta falácia em nome da verdade desportiva, ainda que não seja previsível que tal venha a mudar a atitude do Record, empenhado que está em fazer prevalecer a sua "verdade" acima da razão e do bom senso.

P.S. - O Sporting Clube de Braga derrotou esta noite o Nacional por 2-0 e ascendeu ao topo da classificação com os mesmos pontos do FC Porto e do SL Benfica. Curiosamente, o Record coloca o Braga em 3º lugar, contrariando o seu próprio critério. Afinal, se o Benfica e o Braga ainda não se defrontaram, a alínea c) não é aplicável no processo de desempate, pelo que tal ordenamento só se explica se a diferença de golos marcados e sofridos for favorável aos lisboetas. Fica assim demonstrado que o Record, ora usa este critério, ora deixa de o usar, conforme lhe interessa.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Onde está Iturbe?

Numa altura em que o Porto demonstra tanta necessidade de soluções atacantes, a questão torna-se ainda mais pertinente: onde está Iturbe? Ainda é um miúdo, dirão alguns, mas se este jovem já demonstrou tantas capacidades em jogos de outros clubes e da Selecção do seu país, por que não utilizá-lo?

Pelo menos isso...

"Com os ânimos ainda quentes, Vítor Pereira deu uma nota de serenidade.
O técnico dos dragões dirigiu-se à equipa de arbitragem e, tendo iniciado uma troca de impressões com o juiz setubalense, acompanhou-o na saída do relvado. Posteriormente, na conferência de imprensa, evitou a via mais fácil da responsabilização de terceiros, assumindo o despiste como um erro próprio."

In Record.

Apesar dos erros por si cometidos, há que reconhecer que o treinador portista deu um bom exemplo de civismo e desportivismo no final da partida, exemplo esse que, infelizmente, não é seguido por outros treinadores que, não obstante serem escandalosamente beneficiados pelas arbitragens, ainda têm o descaramento de vir reclamar mais penalties a seu favor. Fica o apontamento.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Duarte Gomes vai para a jarra

Duarte Gomes ficou fora das nomeações da Comissão de Arbitragem para a próxima jornada da Liga Zon Sagres, devido à tendenciosa arbitragem que protagonizou no Benfica-Vitória de Guimarães. Depois de analisadas as imagens que comprovam a inexistência de dois dos três penalties assinalados pelo árbitro de Lisboa a favor dos encarnados em apenas 12 minutos, é caso para perguntar se não seria bem mais justo deixá-lo de fora, não de uma simples jornada, mas definitivamente da arbitragem em geral.

sábado, 10 de setembro de 2011

Glorioso roubo de Duarte Gomes

O que faz o Benfica, época após época, para justificar os seus deploráveis resultados desportivos? Queixa-se da arbitragem, protesta contra a arbitragem, reclama da arbitragem. E o que faz o Benfica, época após época, para justificar as escandalosas arbitragens de que beneficia sistematicamente? Critica o FC Porto, acusa o FC Porto, desvia as atenções para o FC Porto. É sintomático. É recorrente. A postura de queixume e de vitimização está tão enraizada na filosofia do clube lisboeta que se tornou factor intrínseco à própria maneira de estar e de ser benfiquista. A hipocrisia e a desonestidade também.
Na primeira jornada, o Benfica empatou com o Gil Vicente beneficiando de um golo irregular por fora de jogo. Na segunda jornada, viu o árbitro perdoar duas grandes penalidades - uma delas clamorosa - e a expulsão a Maxi Pereira. Hoje, frente ao Vitória de Guimarães, beneficiou de TRÊS! penalties assinalados a seu favor em menos de 10 MINUTOS, dos quais apenas o primeiro não sofre contestação, e ainda viu perdoada uma grande penalidade e novamente a expulsão de Maxi Pereira. Resumindo: em apenas quatro jornadas, o Benfica já beneficou directamente de erros de arbitragem em pelo menos três jogos. Perante este facto, esperava-se que os responsáveis encarnados tivessem algum recato na hora de prestar declarações, mas naquele clube o queixume e a vitimização falam sempre mais alto do que a razão e o bom senso. A hipocrisia e a desonestidade também.
Há uma semana atrás, Jorge Jesus teve o descaramento de vir a público contestar as arbitragens dos jogos do FC Porto, alegando que os penalties assinalados a favor dos azuis e brancos eram injustificados. Hoje, confrontado com os três penalties assinalados por Duarte Gomes a seu favor, mudou radicalmente de discurso. Aquilo que até aqui eram lances banais de contacto físico passaram a ser, na perspectiva do técnico encarnado, motivo incontestável de grande penalidade. Um remate que embate na cabeça de um defesa, também. Nada a que não estejamos habituados, vindo de quem vem.
Se a Justiça em Portugal actuasse com igual peso e medida de Norte a Sul, não tenho dúvidas de que Duarte Gomes iria passar um bom par de horas sentado nas instalações da Polícia Judiciária, tentando explicar a sua deplorável actuação desta noite. Mas, como as autoridades da capital só parecem preocupar-se com o que acontece a Norte do Mondego, não só o árbitro de Lisboa irá passar impune, como ainda merecerá a confiança da APAF para arbitrar um jogo importante da próxima jornada, um merecido prémio pelo papel preponderante que teve na manipulação do resultado deste jogo em favor do clube do regime.

P.S. - Na próxima reunião que Vieira realizar com Godinho Lopes para propor uma estratégia comum na corrida ao poder do futebol português, talvez o presidente do SLB se digne a mostrar o vídeo deste jogo como ilustração do conceito de verdade desportiva que pretende implementar em Portugal. Estou certo de que o presidente leonino ficará elucidado sobre as suas boas intenções.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A Santa Aliança cagarim cagarou-se

Apesar de faltar ainda algum tempo para as eleições para a presidência da FPF, o número invulgar de candidatos tem suscitado já algumas situações curiosas dada a pressa de alguns clubes em começar a contagem das espingardas. A primeira aconteceu quando os presidentes dos dois clubes da 2ª Circular se reuniram por iniciativa dos da Luz que, supostamente, pretendiam firmar uma aliança com os de Alvalade em nome da defesa da verdade desportiva. Não se sabe exactamente que conclusões terão saído dessa reunião, mas atendendo a que Godinho Lopes já veio esclarecer que o candidato apoiado pelo Sporting é Hermínio Loureiro e não Fernando Seara como o Benfica pretendia, podemos então concluir que a Santa Aliança cagarim cagarou-se, deu dois peidos e afogou-se.
Como todos sabemos, o Benfica é um clube demasiado egocêntrico para colocar os valores cívicos e humanos acima dos seus próprios interesses, pelo que, quando o clube da Luz afirma que pretende aliar-se a alguém na defesa da verdade desportiva, aquilo que pretende verdadeiramente dizer é que precisa de um otário que suporte as pretensões encarnadas. Provavelmente, Vieira pensou que o seu homólogo leonino seria suficientemente inexperiente e ingénuo para assumir esse papel, mas Godinho Lopes acabou por demonstrar mais sagacidade do que o presidente encarnado esperaria. Ninguém no seu perfeito estado de sanidade mental espera agora que o Benfica abdique da defesa do seu candidato, Fernando Seara, para apoiar o candidato sportinguista, Hermínio Loureiro. Na perspectiva benfiquista, a verdade desportiva só é verdade desportiva se for encarnada, o que só por si diz tudo quanto à sua credibilidade.
Confrontado com a dita reunião, Pinto da Costa tratou também de esclarecer que nunca apoiará um político para o cargo de presidente da FPF e com isso lançou borda fora, de uma assentada só, os meninos bonitos do Benfica e do Sporting. De facto, tanto Fernando Seara como Hermínio Loureiro assumem o cargo de presidente de Câmara, dando mostras de uma falta de respeito atroz pelos seus munícipes ao candidatarem-se à FPF sabendo que, em caso de vitória, a situação implicará o abandono dos seus cargos autárquicos. Assim sendo, o presidente portista prefere manifestar o seu apoio a Soares Franco, antigo presidente do Sporting, e a Fernando Gomes, actual presidente da Liga, considerando serem dois homens com experiência de futebol, capazes de gerir os destinos do futebol português com competência. Refira-se que este último surge na contenda de forma algo inesperada, não por vontade expressa do mesmo, mas por merecer a confiança dos clubes da 2ª Liga, uma situação que em nada deverá agradar ao clube da Luz que não hesita em pôr em causa a sua idoneidade e isenção simplesmente devido ao seu passado como dirigente portista. Não deixa de ser curioso que o conceito de verdade desportiva dessa gente seja, uma vez mais, condicionada pelos seus próprios interesses, em claro atropelo daquela que é a opinião de muitos outros clubes. Julgar-se-ão donos da verdade e da razão, ou desconhecerão o significado da palavra democracia?

Ai Jesus, tanto disparate!

A propósito de Vítor Pereira ter afirmado que ainda não teve tempo para observar nenhum jogo do Benfica, o treinador dos encarnados não quis deixar de lançar mais uma das suas farpas e afirmou que já viu vários jogos do FC Porto porque "faz parte do seu trabalho". É óbvio que Jesus, no chico-espertismo que lhe é habitual, pretendeu insinuar que o treinador portista não cumpre com as exigências da sua função, mas acabou - como aliás sempre acontece quando o Pateta se quer armar em Rato Mickey - por dar um tiro no próprio pé. Afinal, se atendermos a que, na época passada, o SLB perdeu quatro dos cinco confrontos directos com o FC Porto, podemos concluir que, ou Jesus não fez o seu trabalho, ou não aprendeu nada com aquilo que viu. Sinceramente, não sei qual das duas hipóteses será pior.

Mais um que vai acabar no Granada

«O Benfica anunciou, esta quinta-feira, a renovação de contrato com Luisão. O defesa brasileiro, que tinha contrato válido até 2013, fica agora ligado ao clube da Luz até ao Verão de 2016.
O jogador foi contratado pelo Benfica em 2003, é o actual capitão de equipa e, com este novo contrato, dá um grande passo para poder terminar a carreira no clube.»

In A BOLA

Sim, sim... é mais um que vai acabar no Granada ao preço da uva mijona, querem apostar?

sábado, 3 de setembro de 2011

A "Jihad" - Comunicado do FC Porto

Nem o fecho do mercado de transferências conseguiu por fim ao chorrilho de mentiras do jornal "A Bola" sobre o FC Porto. Desta vez a mentira tem a ver com uma ridícula notícia sobre uma eventual transferência do nosso jogador Fernando. Obviamente é tudo falso, obviamente "A Bola" sabe que é falso. Lamentável.

O desejo sem limites de ver diminuída a capacidade competitiva do FC Porto faz com que este jornal procure diariamente travestir de notícias os devaneios das suas cabeças pensantes, preocupadas com a capacidade da nossa equipa.

Esta "jihad" dura há anos, mas nos últimos tempos assumiu contornos proporcionais ao sucesso da nossa equipa de futebol. Este Verão, por exemplo, o diário lisboeta transferiu mais de metade do plantel, notícias que se vieram a comprovar, como sempre avisamos, serem falsas.

Apesar de tudo um conselho: mais importante do que inventar falsidades acerca do FC Porto ou dos nossos jogadores, "A Bola" deveria perder um bocadinho de tempo a aprender as mais elementares regras éticas para com os próprios leitores. Teria ficado bem, no mínimo, pedir desculpa por aquela mentira da contratação do jogador Lukaku, que a própria "A Bola" sabia que era regulamentarmente impossível. Mas, os princípios, já todos sabemos, "A Bola" há muito que os mandou às malvas.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

E eis que começam as jogadas sujas

A Comissão Disciplinar da Liga decidiu reabrir o processo da transferência de Kléber tendo, inclusivamente, realizado já diversas inquirições junto dos dirigentes do Marítimo.
Numa altura em que o jogador brasileiro terminou o vínculo por empréstimo ao clube insultar e veste já a camisola azul e branca, eis que surge esta situação inesperada e inédita, tanto mais surpreendente na medida em que foi a própria CD da Liga a considerar improcedente a queixa do Marítimo sobre um alegado aliciamento do FC Porto ao ponta-de-lança brasileiro e, consequentemente, a arquivar o processo de inquérito.
Não sei como isto se irá desenvolver, mas parece-me que, a exemplo do que aconteceu há duas épocas atrás, vão começar as jogadas sujas nos bastidores do futebol português.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sugestão ao SLB

O Arsenal anunciou esta segunda-feira no seu site oficial que vai oferecer um bilhete a todos os adeptos que apoiaram a equipa frente ao Manchester United, um jogo em que os Gunners foram goleados pelos Red Devils por 8-2. O clube londrino pretende assim compensar os seus fans pela humilhação sofrida.
Seguindo o exemplo inglês, sugiro ao Benfica que compense também os seus adeptos das humilhações sofridas na época passada às mãos do campeão nacional, designadamente a goleada de 5-0 sofrida no Dragão e as derrotas na Luz a contar para a Liga e para a Taça de Portugal.

domingo, 28 de agosto de 2011

Aquí hay dedo

O FC Porto saiu do Stade Louis II derrotado mas, ao contrário do que alguns prognosticavam e muitos desejavam, não foi humilhado e muito menos goleado pelo todo-poderoso Barcelona. Pelo contrário, os dragões bateram-se com o gigante catalão de igual para igual, olhos nos olhos, como poucas equipas europeias o fazem (e, seguramente, como nenhuma outra equipa portuguesa conseguiria fazer) e deixaram no Mónaco uma imagem de qualidade que, apesar da derrota, motivou rasgados elogios dos seus adversários e da crítica internacional. Mais, os azuis-e-brancos saem do principado com claras e inequívocas razões de queixa do árbitro holandês Bjorn Kuiper, ficando a ideia de que, com um pouco mais de sorte e uma arbitragem competente e isenta, o desfecho do jogo podia muito bem ter sido outro.

Falar do penalty que ficou por assinalar a favor dos portistas é chover no molhado. O lance é tão flagrante que a facciosa imprensa espanhola não encontrou argumentos para escamotear a sua existência e (pasme-se!) até o jornal A Bola, órgão não oficial de propaganda do clube do regime, o considerou escandaloso, o que só por si diz tudo. Não pretendendo justificar a derrota com a actuação do árbitro (até porque uma derrota por 2-0 frente à melhor equipa do Mundo não necessita de qualquer justificação), convenhamos que deixar passar em claro um penalty tão evidente a dez minutos do fim, cometido nas barbas do árbitro, do auxiliar e do árbitro de baliza, levanta sérias dúvidas sobre a isenção da equipa de juizes escolhida pela UEFA para dirigir a partida, o que só vem reforçar a razão de Mourinho nas críticas que geralmente faz à postura dos árbitros em jogos dos blaugrana. Refira-se a propósito que a reacção não se fez esperar, não pela voz do próprio treinador do Real Madrid mas do seu porta-voz, Eladio Paramés, que através do Twitter deu conta da sua indignação, afirmando, sem papas na língua, que aqui terá havido "dedo" de alguém, sugerindo premeditação. Uma opinião polémica a que a imprensa espanhola deu eco e que, devido à enorme rivalidade entre Real e Barça, rapidamente se alastrou como fogo em palha seca.

Independentemente das opiniões mais ou menos indignadas que se vão ouvindo sobre o assunto - e mesmo correndo o risco de parecer ingénuo - a verdade é que me custa acreditar que exista verdadeiramente premeditação neste tipos de situações. Todos sabemos que o mundo do futebol se rege por influências políticas e financeiras, pelo que não é difícil admitir que a atitude do sr. Bjorn Kuiper e seus colegas de equipa se deve, não à má-fé de quem entra para um campo disposto a beneficiar uma das equipas a troco de qualquer pagamento, mas antes à pressão a que os árbitros estão sujeitos quando em causa estão os interesses de clubes com o poder colossal de um Barcelona. Nesta perspectiva, fazem todo o sentido as declarações de Vítor Pereira que, no final do jogo, considerou que a decisão do árbitro teria sido outra bem distinta caso o lance polémico tivesse ocorrido na área oposta. Numa altura em que a UEFA começa finalmente a dar alguns sinais de abertura à introdução de meios audio-visuais na análise dos lances, esta pode ser mais uma boa oportunidade para que Platini reflita sobre a eficácia do seu sistema de árbitros-de-baliza. Afinal, está mais do que comprovado que de nada vale ter seis, dez ou vinte árbitros em torno do campo quando, na hora da tomada das decisões, é a cobardia a ditar as leis. 

Independentemente do resultado, a dignidade da exibição deve ser motivo de orgulho para todos nós e factor de motivação para a continuidade da época. De facto, tal como atrás referi, poucas equipas europeias têm demonstrado capacidade para jogar frente a este Barcelona da forma como o Porto o fez (recorde-se, por exemplo, que o Manchester United foi derrotado pelos catalães na final da Liga dos Campeões por 3-1 e não consta que os ingleses tenham tido os mesmos motivos de queixa da arbitragem) e, seguramente, como nenhuma outra equipa portuguesa conseguiria fazer. No entanto, se por um lado é legítimo pensar que este Porto é suficiente para consumo interno dada a fraca oposição com que aqui se depara, penso que ficou bem patente que a equipa não se encontra ainda preparada para encarar a Liga dos Campeões com a segurança desejada, principalmente porque a saída de Falcao deixou uma lacuna no sector atacante que Kléber, diga-se lá o que se disser, não consegue colmatar. Parece-me mesmo que a substituição do avançado brasileiro numa altura em que os azuis-e-brancos se encontravam a perder e sem que outro avançado entrasse para o seu lugar (Varela entrou para o lugar do esforçado mas infrutífero Cristián Rodriguez), acabou por ser o reconhecimento deste problema do sector atacante, mas receio que os poucos dias que faltam para o fecho da época de transferências não permita encontrar uma solução credível. Esperemos para ver.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pseudo-moralismo

Quando Pedro Proença foi vítima da brutal agressão de um adepto benfiquista que lhe causou sérios danos físicos e o consequente afastamento da primeira jornada da Liga, foram muitos os pseudo-moralistas, desde jornalistas, opinion-makers e dirigentes, que prontamente encheram as páginas de jornais com veementes condenações da violência e votos de solidariedade para com o árbitro. Pelo historial bem conhecido dessa gente, não era difícil prever que esta postura cívica e altruísta seria sol de pouca dura e de facto foi precisa apenas uma jornada com dois empates dos principais clubes da capital portuguesa para imediatamente vir à tona o que de pior existe no futebol português: a hipocrisia, a desonestidade, o mau perder, a suspeição gratuita, a incapacidade de assumir os seus próprios erros.
É um facto inegável que o Sporting saiu do jogo frente ao Olhanense com motivos de queixa da arbitragem. Mesmo considerando que Carlos Xistra poupou a amostragem do cartão vermelho a Jeffren quando este protagonizou uma entrada arrepiante sobre um adversário, não restam dúvidas de que, no deve e no haver, os leões foram a equipa mais prejudicada. Por esse motivo, ainda se poderá entender o mal-estar gerado em Alvalade pela actuação desastrosa do árbitro albicastrense. O mesmo já não se pode dizer das declarações patéticas do treinador benfiquista que, não obstante ter saído de Barcelos com um ponto ganho à custa de um golo ilegal, teve o descaramento de vir hoje contestar a arbitragem nacional por (pasme-se!) entender que a grande penalidade favorável aos dragões assinalada por Olegário Benquerença em Guimarães, assumida pela generalidade dos analistas de arbitragem como correcta, não existiu.
Entretanto, Vítor Pereira, que a exemplo de Villas-Boas parece não ter papas na língua para dizer o que pensa com total frontalidade, questionou a personalidade egocêntrica de Jorge Jesus que o leva a criticar o que se passa nos campos alheios mas o impede de assumir a ilegalidade do primeiro golo da sua própria equipa frente ao Gil Vicente. Nesse sentido, eu pergunto: se, amanhã, outro adepto benfiquista, movido por idêntico fanatismo e incendiado pelas palavras do treinador encarnado, decidir partir os dentes a Benquerença (ou qualquer outro árbitro que tenha sido alvo das críticas de Jesus), haverá algum pseudo-moralista, daqueles que tanto gostam de aparecer nessas ocasiões, capaz de apontar o dedo ao técnico encarnado? 

O vôo do Falcão

A venda de um dos melhores jogadores da equipa é como a morte de um ente querido: podemos pensar que estamos preparados para ela, mas nunca estamos. Apesar de muito se ter falado nos últimos tempos sobre a mais que provável saída de Falcao, fosse para Madrid ou quaisquer outras paragens, confesso que fui alimentando a secreta esperança de que pudéssemos chegar a 31 de Agosto e afirmar que tudo não teria passado de mera especulação da imprensa. Afinal, a triste notícia chegou hoje, crua, fria e dura: o clube secundário da capital espanhola, aquele que ainda há poucos dias atrás fazia rir Pinto da Costa pelo interesse demonstrado num jogador com uma cláusula de rescisão supostamente incompatível com a sua dimensão, chegou-se à frente com o dinheiro e levou-nos o Falcao.
É verdade que cá ficam 40 milhões de euros, um record histórico em três perspectivas: na perspectiva nacional, porque nunca até hoje um clube português tinha recebido tanto dinheiro por um jogador; na espanhola, porque nunca o Atlético de Madrid tinha pago tanto por uma contratação; na colombiana, porque nunca um jogador dessa nacionalidade tinha sido contratado por valores tão elevados. Mas, mesmo não querendo ignorar a importância financeira que este negócio representa para os cofres do clube - principalmente numa época em que os gastos em reforços foram anormalmente grandes - eu arriscar-me-ia a dizer que nenhum adepto portista se sentirá verdadeiramente satisfeito com este desfecho. Pelo menos, enquanto Pinto da Costa não nos oferecer um substituto capaz de fazer esquecer rapidamente os golos do colombiano.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

É pegar ou largar, freguês!

Segundo o jornal inglês "Daily Mail", o treinador do Tottenham, Harry Redknapp, pretende reforçar o sector ofensivo da sua equipa e considera que o Hulk é uma boa solução para tal. No entanto, a proposta dos "spurs" não deverá exceder os 40 milhões de euros, um valor muito inferior aos 100 milhões da cláusula de rescisão do "Incrível" que é considerada pelos ingleses como... "bizarra"!
Todos concordamos que 100 milhões de euros é uma quantia bastante elevada tendo em conta a generalidade dos jogadores e o panorama actual do futebol europeu, mas o que dizer então dos 1000 milhões da cláusula de CR7? Na realidade, o elevado valor da cláusula é o único obstáculo que impede os tubarões europeus de nos roubarem o Hulk e como nós não temos intenção absolutamente nenhuma de deixar sair o nosso jogador, não resta outra alternativa aos ingleses, espanhóis, italianos, ou quaisquer outros interessados, senão abrir os cordões à bolsa e cometer uma bizarria. Como muitas vezes ouvimos as vendedeiras do Bolhão dizer, é pegar ou largar, freguês!

Solidariedade com Pedro Proença - Comunicado do FC Porto

O FC Porto lamenta a agressão de que foi vítima em Lisboa o árbitro Pedro Proença e apela às autoridades para investigarem o caso até às últimas consequências.

Certo de que não passou de um acto isolado que não representa os adeptos de futebol, o FC Porto condena qualquer forma de violência no desporto português.

A Pedro Proença, o FC Porto deseja uma rápida recuperação.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Uma mentira, duas mentiras, três mentiras - Comunicado do FC Porto

À força de tanto desejar o enfraquecimento da equipa do FC Porto, o jornal “A Bola” é um depósito infinito de mentiras. Na edição de hoje, lê-se na primeira página, de forma taxativa, “Real Madrid em cima de Guarín” e depois acrescenta-se: “Colombiano vai deixar o Dragão”. Mentira, mil vezes mentira.

Impressionante o desejo incontido do jornal “A Bola” de escrever sucessivas mentiras sobre o FC Porto e o seu plantel. Habituados como estamos aos devaneios deste género de imprensa parcial e militante, já nem ligamos muito, só que a paciência tem limites.

Ao contrário do que escreve “A Bola”, sem qualquer fonte, como é habitual, o FC Porto não recebeu uma única proposta para a transferência de Guarín, seja ela do Real Madrid ou de qualquer outro clube, nem pretende negociar o passe deste e de outros jogadores. Por muito que isso doa a clubes e jornais que às vezes até se confundem.

Desenganem-se também os que pensam que com este género de notícias vão conseguir perturbar o trabalho da equipa do FC Porto. No domingo vencemos o 70.º troféu e iniciamos a época com a mesma sede de vitórias com que terminamos a anterior e, para nos enfraquecer, vai ser preciso muito mais do que umas mentiras cirurgicamente colocadas na primeira página de “A Bola”. Já o deviam saber.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Palhaçada colchonera

Das duas uma: ou os espanhóis não sabem fazer contas, ou pensam que vir às compras em Portugal é o mesmo que ir a um outlet em época de saldos. Isto, obviamente, acreditando nas notícias que dão conta de que o Atlético de Madrid já terá assinado um pré-acordo com Falcao e se prepara para apresentar uma proposta ao FC Porto de 25 milhões de euros mais o passe de Salvio.
É sabido que o Coentrão foi contratado pelo Real Madrid pela módica quantia de 30 milhões de euros, o que poderá ter levado os "nuestros hermanos" a pensar que, dada a crise que o nosso país atravessa, qualquer proposta, por muito absurda que seja, será sempre bem vinda. No entanto, tendo em consideração que a cláusula de rescisão do Falcao foi recentemente aumentada para 45 milhões e que o presidente portista já fez saber que não permitirá a saída do colombiano por um valor abaixo do estipulado, a proposta dos "colchoneros" só fará sentido se pensarem que o passe de Salvio é suficiente para cobrir a diferença de valores. Eu já nem falo do parco interesse que o FC Porto terá em acrescentar mais um extremo ao plantel quando se encontra tão bem servido de jogadores para essa posição, mas pretender avaliar em 20 milhões de euros o passe de um jogador que esteve emprestado ao Benfica na época passada e que o clube da capital espanhola pretende despachar a todo o custo, só pode ser uma brincadeira. Enfim, põem-se com estas palhaçadas e depois não querem que o Pinto da Costa se ria...

P.S. - O jornal A Bola persiste na sua cruzada para vender a equipa inteira do FC Porto. Só na edição de hoje já deram conta do interesse do Atlético de Madrid em Falcao, da Roma em Fernando, do PSG em Álvaro Pereira e da Juventos em Rolando. Está imparável!

70 - 68

Podia ser o resultado de um jogo de basquetebol, mas não é. É, isso sim, a contabilidade dos títulos oficiais de futebol profissional conquistados respectivamente pelo FC Porto e pelo Benfica até esta data.
Já era de esperar que a conquista da Supertaça pelo FC Porto (a 18ª na sua conta particular) viesse causar algum prurido na imprensa lisboeta e eu já aqui tinha previsto que o jornal Record não iria deixar de manifestar o seu mal-estar na sua edição de hoje. Não chegaram ao cúmulo do ridículo (como eu, ironicamente, preconizei) de incluir a Eusébio Cup e o Torneio do Guadiana na contabilidade, mas o artigo publicado hoje, intitulado Maior potência do futebol nacional, insiste na falácia de que a Taça Latina merece o reconhecimento de título oficial, o que lhes permite considerar a diferença pela margem mínima. Infelizmente para estes pseudo-jornalistas, a tendência é para que o FC Porto venha a aumentar, ainda mais, a diferença para os seus mais directos rivais, não deixando margem para qualquer dúvida sobre qual o maior clube português de todos os tempos. Aí, a diferença será de tal forma significativa que nem as manigâncias e subterfúgios da imprensa da capital conseguirão sequer beliscar.

Tal como há um ano...

Tal como há um ano, o FC Porto iniciou a época conquistando a Supertaça em Aveiro.
Tal como há um ano, o primeiro golo dos dragões surgiu ao 3º minuto de jogo.
Tal como há um ano, o marcador do primeiro golo da época foi Rolando.
Tal como há um ano, o FC Porto saiu de Aveiro com muitas razões de queixa da arbitragem.

Há coisas que parecem não querer mudar... e ainda bem.

domingo, 7 de agosto de 2011

Expectativa

Depois do jornal Record ter insistido em incluir a Taça Latina na contabilidade dos troféus conquistados pelo Benfica no sentido de poder afirmar que o clube da Luz detém o mesmo número de títulos oficiais que o FC Porto (e isto mesmo depois da própria UEFA ter esclarecido que a Taça Latina não era oficialmente reconhecida), aguardo com alguma expectativa pela edição de amanhã do referido pasquim para verificar se a Eusébio Cup, conquistada esta noite frente ao Arsenal, não fará pender a contabilidade a favor dos lisboetas. E se o Porto conquistar amanhã a Supertaça, estou certo de que até o Torneio do Guadiana assumirá uma súbita importância até aqui desdenhada pela imprensa da capital.

sábado, 6 de agosto de 2011

Supertaça 2011/2012 - O início de mais uma época gloriosa?

Já é conhecida a lista de convocados do FC Porto para o jogo da Supertaça que se realizará amanhã no Estádio Municipal de Aveiro, frente ao Vitória de Guimarães. Sendo este o primeiro jogo oficial da época 2011/2012, esta convocatória permite retirar já conclusões importantes quanto ao plantel com que os dragões irão defender o título de que são detentores, um facto importante para os adeptos que poderão finalmente respirar de alívio depois de terem assistido, durante o defeso, a um desfiar diário de contra-informação, veiculada fundamentalmente pelos jornais lisboetas, anunciando a saída de todos os nossos jogadores titulares. Nada mais longe da verdade, tal como podemos agora confirmar.

Na baliza teremos muito provavelmente Helton a titular e Bracali no banco. Fica assim cada vez mais evidente que Beto deverá mesmo sair emprestado para outro clube a fim de ter a possibilidade de jogar com maior frequência, tal como era, aliás, seu (legítimo) desejo.

Na defesa estarão Sapunaru, Rolando, Otamendi, Maicon, Sereno e Fucile. O recém-regressado Álvaro Pereira ainda não faz parte dos convocados para este jogo, pelo que se prevê que o seu lugar seja entregue, ainda que provisoriamente, a um dos seus companheiros. Sereno afigura-se-me como o mais sério candidato a sair, mas tal não será taxativo. O ingresso de Alex Sandro e de Danilo, que podem ocupar as alas da defesa, constituem importantes reforços, mas a saída de Sereno deixaria o eixo algo descompensado. Nesse sentido, talvez não sejam totalmente desprovidas de sentido as notícias que dão conta de uma oferta do FC Porto por Elianquim Mangala, central do Standard Liège.

No meio-campo teremos Souza, João Moutinho, Rúben Micael, Guarín e Belluschi. O meu palpite é que Vítor Pereira irá apostar inicialmente nos três primeiros, deixando o colombiano e o argentino para posterior substituição conforme o decorrer da partida.

Na linha avançada estarão Hulk, Falcao, Kleber, Varela e Djalma. Salta uma vez mais à vista a ausência de Walter (que se afigura como mais um sério candidato à saída) e a aposta em Djalma, ainda que, na minha opinião, a presença do angolano se deve apenas ao facto de James Rodriguez se encontrar ao serviço da selecção do seu país.

De notar ainda a ausência de Fernando que parece confirmar aquilo que há muito nos parecia evidente: o brasileiro não faz parte dos planos do FC Porto e o FC Porto não faz parte dos planos do brasileiro. Simples. Só falta gora que surja na mesa de Pinto da Costa uma proposta aceitável para que o médio vá jogar noutras paragens.

A exemplo do que aconteceu aquando da final da Taça de Portugal, não se espera um jogo fácil frente ao Vitória de Guimarães. No entanto, o facto de o FC Porto ter mantido a equipa da época passada intacta e de se encontrar numa fase de preparação que me parece mais adiantada do que o seu opositor constituem fortes argumentos a nosso favor, tudo fazendo crer que conseguiremos iniciar a nova época da mesma forma que começamos a anterior: conquistando a Supertaça. Resta saber se este jogo nos catapultará para mais uma época gloriosa como aquela que recentemente vivemos. Que role a bola!

O Porto é o maior também no Facebook

A partir de hoje, os seguidores do O Porto é o maior, carago poderão também ficar a par dos textos, cartoons e outras novidades deste blogue através da sua página do Facebook. Contamos convosco na sua divulgação. Um grande abraço a todos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O início de uma nova era

O Porto Canal arranca hoje, dia 1 de Agosto de 2011, com o programa Somos Porto, algo que marca o início de uma nova era na vida do FC Porto uma vez que, a partir desta data, o clube assumirá a gestão do canal. Pinto da Costa é o convidado da primeira edição do programa que irá para o ar às 22h00 e que terá como comentadores residentes Rita Moreira e Pedro Madeira Froufe. Além do debate com a presença do presidente portista, serão exibidas imagens exclusivas dos festejos na Luz pela conquista do campeonato da última época.
O Porto Canal passará também a ter diariamente espaços informativos dedicados ao clube, às 21h45 e 23h, e durante o mês de Agosto serão exibidos os 15 jogos em casa do campeonato da época passada, conquistado pelo FC Porto.
Projectos como o Barcelona TV, Real Madrid TV, ou Chelsea TV são excessivamente direccionados para o clube que representam, tornando-se assim, a curto prazo, desinteressantes para o público em geral e, consequentemente, pouco atractivos para os investidores e insustentáveis do ponto de vista financeiro. Por esse motivo, estou muito confiante sobre o sucesso do Porto Canal, um projecto que considero inovador e ambicioso dada a intenção manifestada pelos dirigentes portistas de manter uma programação generalista, com conteúdos variados e interessantes e não apenas direccionados para a vertente desportiva, o que me parece ser uma solução inteligente para garantir a sustentabilidade do canal. 
A escolha de Rui Cerqueira para a direcção do canal parece ser também uma aposta acertada tendo em conta o excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo director de comunicação do clube nos últimos meses. Obviamente, o desafio que agora lhe é proposto é de uma dimensão muito superior, mas, servindo-se do exemplo daqueles que constituem os maiores pilares do clube, também aqui não parece faltar vontade nem ambição em levar este projecto a bom porto.Assim esperamos que seja.

Lyon 2 - 1 FC Porto

O FC Porto saiu esta noite derrotado daquele que constituiu o seu último teste antes do primeiro jogo a sério desta temporada, mas, para quem assistiu a esta partida, fica a ideia de que o resultado não condiz exactamente com o que realmente se passou dentro das quatro linhas.
Os dragões foram a equipa que mais oportunidades criou e que mais domínio demonstrou ao longo dos 90 minutos de jogo. Os azuis e brancos criaram inúmeras jogadas perigosas junto da baliza adversária que só um conjunto de condicionalismos - um guarda redes inspirado, um poste salvador e um desacerto generalizado dos avançados portistas - impediu que se traduzissem numa contabilidade de golos favorável aos campeões nacionais. Ora, é precisamente desta constatação positiva - que, com certeza, constituiria motivo de optimismo em caso de vitória - que sobressaem as duas questões de maior preocupação: primeiro, pelo facto do FC Porto se ter mostrado incapaz de traduzir em golos as inúmeras oportunidades criadas; segundo, porque os dois golos sofridos nasceram de erros clamorosos do sector defensivo.

Comecemos pela primeira questão, a dos avançados. Já o disse aqui e insisto: Kléber tem dado mostras de ser um bom avançado, mas não é substituto de Falcao. Quando o adversário coloca o autocarro à frente da baliza como o Lyon fez hoje (e isto é o pão nosso de cada dia na Liga Portuguesa...), a Kléber falta a mobilidade e matreirice de Falcao para aparecer onde menos se espera e desferir o golpe com a mesma letalidade. Ao contrário do colombiano, o brasileiro não se furta ao confronto físico, vai ao choque e disputa as bolas altas com os centrais, o que é excelente quando lhe dão espaço mas que se torna improdutivo numa molhada de jogadores. Varela continua a demonstrar que está muito longe dos níveis físicos que atingiu na época passada e perde imensas bolas, ou porque remata de forma deficiente, ou porque se perde com a bola no meio da defesa adversária. Perante tudo isto, torna-se incompreensível a escolha de Djalma em detrimento de Walter. Independentemente dos quilos a mais que o brasileiro possa ter, este já demonstrou muito mais acutilância e eficiência no momento do remate do que Djalma. O angolano demonstra que não possui o instinto matador de Falcao, a inteligência de James Rodrigues, a velocidade de Hulk ou mesmo a técnica de Varela. Resumindo: não trouxe absolutamente nada de novo para a equipa e pergunto mesmo se a sua contratação (e a insistência na sua inclusão no plantel) não passará de uma vingançazinha de Pinto da Costa pelo litígio que manteve com o presidente do Marítimo no caso da transferência de Kléber, ou, na melhor das hipóteses, uma manobra de marketing da SAD tendo em vista o mercado angolano. Ainda a propósito, todos sabemos que os jovens e talentosos jogadores brasileiros chegam à Europa com os vícios e tiques próprios da juventude, necessitando muitas vezes de tempo de adaptação a esta nova realidade. No entanto, não percebi a não inclusão de Kelvin nesta convocatória, principalmente quando o miúdo demonstrou, nos poucos minutos que jogou frente ao Peñarol, muito mais capacidade e empenho do que Djalma fez no triplo do tempo.
Resta-nos, como sempre, Hulk, o carregador de pianos da equipa, mas que, em dia de desacerto, lança a bola para fora do estádio a cada remate que desfere com o mesmo ímpeto com que o super-herói que lhe é homónimo arremessa os inimigos pelos ares. Refira-se em seu abono que teve pela frente um guarda redes corajoso que, num par de situações, deve ter ficado com as palmas das mãos a latejar perante a potência dos remates que sacudiu, mas nem isso apaga a ideia de que Hulk podia ter feito um bocadinho mais.   

Em relação à defesa, há a salientar que o FC Porto sofreu dois golos nas duas únicas oportunidades dignas desse nome criadas pela equipa francesa ao longo de todo o jogo. E se no primeiro golo a passividade e lentidão dos defesas portistas ainda é disfarçada pelo brilhantismo do nosso querido Lisandro Lopez (que, numa demonstração de respeito pelo seu ex-clube, não festejou o golo), já no segundo tento não há perdão para tamanha falta de concentração de todo o sector defensivo, a começar no Maicon, que falhou o corte, e a acabar em Fernando que fez um passe de morte para os pés do avançado do Lyon. Refira-se aliás que este erro do Polvo foi apenas um (o mais grave, pelas consequências que teve) entre muitas asneiras que protagonizou. É caso para dizer que, se é este tipo de contribuição que tem para dar à equipa, mais vale deixá-lo seguir  a sua carreira noutro clube, como aliás parece ser sua intenção.

Para a história fica uma derrota num jogo a feijões mas que acabou por constituir um teste importante para a preparação da nova época que está prestes a começar, principalmente por ter posto a nu as debilidades que atrás referi e que, como se espera, o treinador será capaz de identificar e solucionar. Não há dúvida de que o plantel do FC Porto está mais rico e apresenta agora mais soluções para as várias posições da equipa, mas nem sempre a maior quantidade se tem reflectido em melhor qualidade. Ressalva-se, obviamente, o importante facto de ainda se encontrarem indisponíveis alguns jogadores que, na época passada, constituíram os pilares da equipa vencedora da Liga Europa (como é o caso de Falcao, Guarín, Álvaro Pereira e James Rodriguez), assim como de vários reforços muito promissores (como Iturbe, Danilo e Alex Sandro), mas, ainda assim, esperava-se que, numa fase de preparação tão adiantada, a equipa fosse capaz de apresentar melhor rendimento. Esperemos que, a exemplo do que aconteceu no ano passado, o jogo da Supertaça, frente ao Vitória de Guimarães, nos catapulte para mais uma época gloriosa, recheada de conquistas nacionais e internacionais.

P.S. - Espanta-me que os designers da Nike (e os responsáveis da SAD que aceitam as suas propostas) ainda não tenham compreendido que as cores escuras dos equipamentos alternativos não são a escolha ideal para as transmissões televisivas. A uma certa distância, o azul escuro confunde-se com o preto e as listas roxas tornam-se pouco visíveis, criando um efeito visual muito pouco atractivo. Curiosamente, tive a oportunidade de ver em alguns blogues sugestões de equipamentos alternativos para esta época, criadas por adeptos que, provavelmente, não possuem qualquer experiência profissional nesta área, mas que me pareciam bem mais interessantes do que o equipamento oficial adoptado.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Iturbo!

Excelente compilação de jogadas e golos de Iturbe, um dos jovens jogadores contratados esta época pelo FC Porto.


Dá gosto ver este miúdo a jogar. Esperamos que nos venha a oferecer imagens sensacionais como estas no campeonato português.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Parabéns, Palito e Cebola!

A selecção do Uruguai, onde alinham Álvaro Pereira e Cristián Rodriguez, sagrou-se hoje campeã da Copa América ao derrotar na final a congénere do Paraguai por 3-0. Estão de parabéns os nossos jogadores!

Apresentação dos campeões nacionais

O FC Porto fez hoje a sua apresentação aos sócios defrontando o Peñarol de Montevidéu, uma equipa uruguaia que nos traz gratas recordações pelo facto de ter sido o adversário dos dragões aquando da conquista da sua primeira Taça Intercontinental em 1987.
Recordo-me perfeitamente de ter assistido à transmissão televisiva desse jogo em plena madrugada, na companhia do meu falecido pai. O intenso nevão que se fez sentir durante toda a partida transformou o terreno de jogo num misto de gelo, neve e lama, tornando-o impróprio para a prática do futebol, mas os jogadores azuis e brancos, com enorme espírito de sacrifício e transcendência, conseguiram ultrapassar as adversidades e conquistaram o troféu, enchendo-nos de orgulho. Fernando Gomes marcou o primeiro golo, mas o Peñarol empatou, relançando a dúvida sobre o desfecho da partida. A emoção atingiu o auge quando Madjer introduziu a bola na baliza uruguaia pela segunda vez, selando assim o resultado final em 2-1 favorável aos portistas. A explosão de alegria foi de tal ordem que o meu pai saltou da cadeira com os braços no ar, atingindo o candeeiro do tecto da sala no qual ainda hoje são visíveis os efeitos dessa noite inesquecível. Enfim, belos momentos que só o Porto nos oferece e que nos ficam para sempre gravados na memória.

O jogo de hoje foi agradável de seguir e terminou com um resultado bem mais desnivelado em favor do FC Porto. Guillermo Rodriguez na própria baliza, Hulk e Walter marcaram os três golos sem resposta com que os portistas aviaram o Peñarol, uma equipa lutadora ao bom estilo sul-americano (por vezes com excessiva dureza), mas que se apresentou no Dragão sem capacidade nem vontade de contribuir para o espectáculo. Bastam os dedos de um mão (e provavelmente ainda sobrarão alguns) para contar o número de remates efectuados pelos uruguaios à baliza de Helton, enquanto que os portistas podiam muito bem ter alcançado um resultado bem mais volumoso, não se verificasse ainda algum desacerto na equipa, principalmente no sector avançado.

Kléber demonstrou uma vez mais que é um bom reforço, vindo colmatar uma lacuna que a equipa evidenciou na época passada: a falta de uma alternativa credível a Falcao. No entanto, ao contrário daquilo que já vi escrito aqui e ali, o brasileiro não é um substituto do colombiano, nem tão pouco apresenta características semelhantes, muito menos justifica a sua saída. Falcao é um ponta de lança viperino, passa despercebido e aparece onde e quando menos se espera para desferir remates mortais. Kléber é jogador de choque, não evita o confronto físico, pelo contrário, procura-o com os defesas contrários de forma a tirar partido da sua estatura. Ambos podem ser complementares, ambos podem ser solução conforme as características do adversário.

Seria injusto falar em avançados e esquecer Walter, que marcou esta noite mais um golo de belo efeito. O brasileiro tem efectivamente um problema de peso, mas a verdade é que, sempre que é chamado à equipa, marca. Se Walter conseguir substituir a massa gorda por músculo, pode muito bem vir a ser um grande avançado. Caso contrário, corre o risco de passar para terceiro plano e acabar por sair do clube sem honra nem glória, o que seria uma grande pena dada as capacidades que já demonstrou.

Uma palavra ainda para Kelvin. O terceiro golo portista nasceu de uma jogada fantástica construída pelo jovem reforço que cortou a defesa adversária como uma faca quente corta manteiga, entregando depois a bola a Walter para o remate vitorioso. Este lance pôs à vista todo o virtuosismo e talento deste jogador, um diamante em bruto que o FC Porto irá, com toda a certeza, saber lapidar.

Em resumo: apesar das muitas substituições efectuadas e da falta de entrosamento dos jogadores recém-chegados, o FC Porto demonstrou, como se esperava, que existe uma linha de continuidade em relação ao trabalho desenvolvido na época passada. O esquema táctico permanece inalterável, mas agora parecem existir, não só mais soluções para cada posição, como também jogadores com características distintas, capazes de proporcionar ao treinador verdadeiras alternativas. Se considerarmos ainda que faltou hoje o contributo de vários jogadores habitualmente titulares que se encontram ausentes devido aos compromissos das selecções, tais como James Rodrigues, Álvaro Pereira, Falcao e Guarin, temos razões para acreditar que o plantel está mais rico em qualidade e quantidade relativamente à época passada. E se na época passada conquistamos o que conquistamos, não podemos deixar de pensar que temos asas para voar bem alto na Liga dos Campeões. Tem agora a palavra Vítor Pereira.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Para o menino James, uma salva de palmas

James Rodríguez completou hoje 20 anos de vida e todo o plantel do FC Porto quis prestar-lhe a devida homenagem cantando o "parabéns a você" no início do treino.
A par das felicitações pelo seu aniversário, bem podemos endereçar-lhe também os parabéns pela excelente exibição que protagonizou no primeiro jogo de preparação desta época. Não obstante a sua tenra idade, o jovem colombiano tem vindo a ganhar cada vez mais protagonismo na equipa, demonstrando que poderá ser, já esta época, uma peça fulcral no esquema táctico de Vítor Pereira.
Este foi um dos últimos treinos que James realizou neste estágio, uma vez que amanhã viajará para a Colombia, onde se vai juntar à seleção de Sub-20 com vista à participação no Mundial.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Começamos bem...

Segundo as notícias trazidas hoje a público por vários órgãos de comunicação social, o árbitro Rui Costa e restantes elementos da equipa de arbitragem da partida realizada entre o Benfica e o Nacional da Madeira na época passada vão ser alvo de uma suspensão aplicada pela Liga, em virtude de não terem feito, nos seus relatórios, qualquer menção à troca de agressões verificada no final do jogo entre Jorge Jesus e o jogador nacionalista Luís Alberto.
A ser verdadeira a acusação, estamos perante mais uma grave tentativa de manipulação da verdade desportiva, pois não restam quaisquer dúvidas quanto à intencionalidade de ocultar factos graves que, como seria do conhecimento dos referidos árbitros, iriam resultar inevitavelmente num processo disciplinar para o treinador encarnado, com os consequentes prejuízos para o Benfica. No entanto, as motivações que estarão por detrás desta postura de favorecimento ao clube da Luz só poderão ser devidamente esclarecidas mediante uma investigação séria por parte das autoridades competentes, já que a Liga se limita a propalar uma falsa imagem de seriedade e transparência baseada na aplicação de castigos cirúrgicos, sem demonstrar interesse ou coragem para ir mais longe no apuramento da verdade quando estão em causa os supremos interesses do clube lisboeta. Além disso, há que ter em consideração que a conduta da própria Liga neste mesmo caso levantou já sérias suspeitas, não apenas pelo "timing" das decisões, mas principalmente pela interpretação falaciosa dos factos. Recorde-se que, apesar da instrutora do processo ter dado como provada a troca de agressões entre Jesus e Luís Alberto após o visionamento das imagens televisivas e a audição das testemunhas, a Comissão Disciplinar adulterou o relatório de forma a justificar a aplicação de suspensões menores, sustentadas numa acusação de tentativa de agressão simples. Levanta-se assim a dúvida se o castigo agora imposto aos árbitros constituirá um verdadeiro acto de justiça desportiva ou uma vergonhosa tentativa de desviar as atenções do público da podridão que grassa no seio da própria CD.

Regresso ao activo

O FC Porto regressou esta semana ao trabalho e o blogue O Porto é o maior carago não quer ficar atrás, preparando-se também para a nova época que se avizinha.
Vários foram os motivos merecedores de reflexão ao longo destas últimas semanas, dos quais se destaca, obviamente, a saída algo extemporânea de André Vilas-Boas, mas não há nada como uma pequena pausa para reorganizar ideias e recarregar baterias. Agora, animados pelos novos desafios e imbuídos do mesmo espírito combativo, cá estaremos novamente para defender as cores do nosso amado clube.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O Porto É MESMO o maior, carago!

Há alguns dias que não escrevo nada sobre as últimas ocorrências futebolísticas, por isso, mesmo correndo o risco de abordar alguns temas já arrefecidos, gostaria de deixar aqui a minha opinião sobre os mesmos em jeito de breves comentários:

1) Depois da vitória do FC Porto na Taça de Portugal, a imprensa lisboeta trouxe a lume uma questão aparentemente inocente mas que, como rapidamente se percebeu, não passava de mais um estratagema de manipulação da opinião pública. Ao afirmar que o troféu conquistado no Jamor frente ao Vitória de Guimarães permitiu ao FC Porto igualar o número de títulos do Benfica, os jornais A BOLA e RECORD pretenderam escamotear a verdade aos olhos do público. Na realidade, os azuis-e-brancos contabilizam agora 69 títulos oficiais, contra os 68 do seu rival lisboeta. Tal como a própria FIFA tratou de esclarecer, a inclusão da Taça Latrina, perdão, Latina, na contabilidade do Benfica não passou de uma tentativa de fraude, uma forma encapotada de proteger o clube da Luz mantendo intacta a sua imagem de "mais grande do Mundo" que tanto gostam de apregoar. Lamentavelmente (mas não surpreendentemente), nem mesmo depois do esclarecimento prestado pela entidade que rege o futebol mundial a intelectualmente corrupta imprensa da capital deu o braço a torcer, preferindo refugiar-se no ridículo argumento de que (pasme-se!) se rege por critérios próprios. Fica assim mais uma vez demonstrado que, na perspectiva desta máfia, a isenção e idoneidade jornalística não têm qualquer valor quando os factos chocam frontalmente com os interesses mesquinhos do lobby lisboeta. O azar desta gentinha sem vergonha é que, por mais argumentos falaciosos que possam inventar na tentativa de distorcer a realidade, há cada vez mais pessoas em Portugal a perceber algo que, a cada ano que passa, se torna mais evidente e inquestionável: o Porto É MESMO o maior, carago!

2) Durante alguns dias, ouvimos falar das investigações da PJ sobre pretensas ilegalidades envolvendo a transferência de Júlio César e Roberto para a Luz. Tendo em conta as perigosas ligações de muitos clubes a agentes que, como sabemos, só vêem dinheiro à frente dos olhos, não me precipito a julgar ninguém por considerar que esta situação pode acontecer em qualquer lado. No entanto, não posso deixar passar em claro a reacção de Luís Filipe Vieira que, através de carta enviada à PJ, deu conta da sua indignação por aquilo que considera ser uma "fuga do segredo de justiça". Por outras palavras, o dirigente encarnado não está preocupado em esclarecer as dúvidas e afastar as suspeitas de fraude fiscal e outros crimes que envolvem o clube da Luz, mas sim com o facto do caso ter caído no domínio público, o que não deixa de ser caricato, principalmente se tivermos em consideração que a BenficaTV nunca perdeu uma oportunidade para fazer alarido sobre as escutas conexas ao Apito Dourado, mesmo quando estas foram ilicitamente publicadas no YouTUBE. Enfim, se a hipocrisia fosse uma flor, a Luz era um jardim...

3) O Barcelona derrotou o Manchester United na final da Liga dos Campeões realizada precisamente em terras de Sua Magestade, tornando-se assim no novo campeão europeu. Os catalães vão agora defrontar o Porto no dia 26 de Agosto no Mónaco, a contar para a Supertaça Europeia.
Sabemos de antemão que este vai ser um desafio extremamente difícil para a nossa equipa, ou não fosse o Barça considerado por muitos como a actual melhor equipa do Mundo, mas eu quero acreditar que, se o Porto conseguir manter as principais peças do plantel e reforçar alguns sectores da equipa que, na minha opinião, demonstraram maiores fragilidades, temos hipóteses de fazer uma gracinha. Enfim, este é um daqueles jogos em que ninguém levará a mal se perdermos, mas que saberá muito bem se ganharmos... ainda para mais, tendo em conta que saímos derrotados nas duas últimas vezes que jogamos este troféu...

4) André Villas-Boas acabou de ganhar um prémio na XIV Gala dos Globos de Ouro. Nada de mais, atendendo ao facto do jovem treinador do FC Porto ter conquistado praticamente tudo o que havia para conquistar esta época e, como tal, merecer inteiramente todas as distinções que lhe são atribuídas. O que me parece estranho é que Villas-Boas tenha sido eleito Revelação do Ano, derrotando dois actores e uma cantora, e não Treinador do Ano, num grupo que incluía José Mourinho, Domingos Paciência, Jorge Jesus e Rui Rosa (treinador da Telma Monteiro).
Seria necessária coragem para atribuir o prémio ao miúdo em detrimento do "Special One" e do "Graúdo" com quem Villas-Boas manteve um interessante braço-de-ferro ao longo da época, mas não seria mais justo se assim acontecesse? Afinal, se o objecctivo destes prémios é distinguir o melhor do ano, o que vale a Taça do Rei, conquistada pelo Real Madrid, e a Taça da Liga, conquistada pelo Benfica, quando comparada com a Liga Europa, Liga Portuguesa, Taça de Portugal e Supertaça, conquistadas pelo FC Porto?

sábado, 21 de maio de 2011

Sensacional e inesquecível

Há cerca de sete anos atrás, foi junto ao Estádio do Dragão que festejei a conquista da Liga dos Campeões em Gelsenkirshen no meio de uma imensa multidão. Nessa altura, seriam já umas 4 horas da madrugada quando se confirmou que a equipa só regressaria da Alemanha na manhã seguinte, mas, apesar do adiantado da hora, recordo-me de ter ficado estupefacto com a imensa massa humana que ainda se encontrava na Alameda do Dragão, não se descortinando um único espaço livre por entre os milhares de pessoas que enchiam aquela artéria desde o estádio até à avenida Fernão de Magalhães.

Na passada quarta-feira, as minhas expectativas saíram frustradas quando constatei que escassas centenas de pessoas tinham escolhido esse mesmo palco para os festejos da conquista da Liga Europa, pelo que regressei a casa cedo, obviamente feliz com o desfecho do jogo, mas desiludido com a reacção dos adeptos. Questionei-me mesmo se os portistas estariam a ficar tão habituados às vitórias do FC Porto que se teriam tornado desleixados nas suas manifestações de regozijo, algo que me deixou preocupado. No entanto, ontem, quando entrei na cidade após um longo dia de trabalho, rapidamente percebi que as minhas dúvidas tinham sido precipitadas.
A VCI e algumas artérias da cidade - principalmente aquelas que desaguam na Avenida dos Aliados - começavam a encher-se de gente vestida de azul e branco, ansiosamente à espera da chegada do autocarro que transportava a equipa desde o aeroporto até ao centro da Invicta. Nem o atraso provocado pela avaria do veículo, nem as nuvens negras que se acumulavam no céu preconizando chuva, demoveram a população portuense de receber a equipa com uma justa e merecida onda de euforia e júbilo, apenas comparável aos festejos catalães pela conquista do título de campeão de Espanha pelo Barcelona. Sensacional e inesquecível, é o mínimo que se pode dizer desta arrepiante e sentida homenagem da cidade ao seu clube!

Assistindo a este verdadeiro São João antecipado que se instalou nos Aliados por ordem do povo e constatando a felicidade estampada nos rostos de todas aquele largos milhares de cidadãos, não pude deixar de olhar para o triste e apagado edifício da Câmara Municipal que, graças à casmurrice quixoteana de um pateta sem estofo nem carácter que insiste em isolar-se num mundinho que é só seu, lutando contra moinhos de vento que só ele vê e percebe, se mantém alheio à vontade e ao sentir dos seus munícipes.
Não sei se, como afirmam alguns, este Rio se move por ódios figadais a Pinto da Costa, ou se, como alegam outros, pretende cair no goto dos dirigentes social-democratas na perspectiva de atingir determinados objectivos políticos. O que eu sei – e disso não tenho qualquer dúvida – é que não existe em Portugal outro caso idêntico de tamanha falta de respeito da parte de um autarca por uma instituição centenária que representa e prestigia a própria cidade, levando o seu nome a todo o mundo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

JÁ É NOSSA!

OBRIGADO, PORTO!

Elevation!

Não sei explicar o que sinto. É um misto de nervosismo e de excitação incontrolável. Mal dormi esta noite. Quero ir trabalhar mas não quero trabalhar. Quero desfrutar deste turbilhão de emoções antes que o sonho acabe. Estou nas nuvens. Alto, mais alto do que o sol. Esta é a banda sonora para o meu dia de hoje: Elevation. Gozem! Aproveitem! Porque dias destes não se vivem todos os dias!


Alto, mais alto do que o sol
Tu disparas-me de uma arma
Eu preciso de ti para me elevar aqui
No canto dos teus lábios
Como a órbita dos teus quadris
Eclipse
Tu elevas a minha alma

Eu não tenho auto-controlo
Vou vivendo como uma toupeira agora
Descendo, escavando
Eu minto no céu
Tu fazes-me sentir como se eu pudesse voar
Tão alto
Elevação!

Uma estrela
Iluminaram-se como um charuto
Amarrada por fora como uma guitarra
Talvez tu possas educar a minha mente

Explica todos esses controlos
Não é possível cantar, mas eu tenho alma
O objectivo é a elevação!

Uma toupeira
Indo num buraco
Desenterrando a minha alma agora
Descendo, escavando

Eu e eu no céu
Tu fazes-me sentir como se eu pudesse voar
Tão alto
Elevação!

Amor
Levanta-me dessa tristeza
Tu não me vais dizer algo verdadeiro
Eu acredito em ti!

domingo, 15 de maio de 2011

Adivinhem...

Qual é a coisa, qual é ela, que antes de o ser já o era?

Se responderam a pescada, acertaram. Se responderam Jacinto Paixão, também acertaram. Confuso? Só para quem não viu o novo vídeo que a imprensa lisboeta anda a difundir até à exaustão, no qual, supostamente, o antigo árbitro Jacinto Paixão confessa ter sido aliciado pelo FC Porto para favorecer o clube azul e branco em troca de meninas.



O actor desta encenação é tão "canastrão" que dá facilmente a perceber que está a ler um texto, fazendo lembrar aqueles vídeos de reféns que, com uma arma apontada à cabeça, são obrigados a ler mensagens de apoio às causas dos seus raptores. Repare-se, por exemplo, na pausa que Paixão faz exactamente antes da palavra "mamavam", um gesto inconsciente que demonstra a sua surpresa com o teor do texto, algo que não aconteceria se as palavras fossem de sua autoria. Além disso, o próprio guião é de tão má qualidade que põe a nu a ficção em que se baseia. É que Jacinto Paixão apresenta-se neste vídeo como "um conhecido ex-árbitro", o que nada teria de anormal não se desse o caso dele ter terminado a sua carreira na arbitragem apenas em 2006, ou seja, dois anos depois da suposta gravação deste vídeo. Enfim, a falta de inteligência é tanta que nem pensam no que escrevem.
Tal como o FC Porto afirmou no seu site oficial, não é uma mera coincidência que este novo ataque seja lançado exactamente no dia em que a justiça civil proferiu mais uma sentença favorável aos azuis e brancos. Também não é novidade que surja quando estamos a poucos dias da final da Liga Europa, já que a situação é em todo semelhante à que aconteceu antes da semi-final disputada com o Villareal, quando a corrupta imprensa lisboeta, resguardada numa notícia do jornal espanhol Marca, acusou falsamente os dirigentes portistas de terem jantado com o árbitro da partida.
Já ninguém duvida de que estamos perante uma estratégia concertada levada a cabo por uma máfia, um lobby lisboeta que procura, a todo o custo, prejudicar o FC Porto e desviar as atenções do público da pobreza franciscana que acabou por ser a época do Benfica. De facto, enquanto os Dragões conseguiram a proeza histórica de se sagrarem campeões sem derrotas e se preparam para disputar, com toda a justiça, duas finais de grande importância, outros, os medíocres, os frustrados, os parasitas, aqueles que se auto-intitulam de maiores do Mundo e arredores mas que nada fazem para merecer tal epíteto, aqueles que se assumem campeões ainda antes das épocas começarem mas que, no final, pouco ou nada ganham, aqueles que, movendo-se airosamente nos bastidores da LPFP e da FPF, vão passando impunes aos olhos da lei mesmo quando as imagens televisivas denunciam a violência e a má-fé das tácticas de guerrilha que praticam nos túneis e campos de futebol, vão-se ocupando com as suas já habituais artimanhas, tentando conquistar, à custa de estratagemas de secretaria, aquilo que não está ao seu alcance pela via desportiva. Apoiar esta máfia, comprar os seus pasquins, ver a sua televisão, deixar-se influenciar pelas suas falácias, é muito mais do que uma demonstração de fraqueza de carácter e de subserviência aos interesses mesquinhos instalados na capital do país. Pactuar com a  podridão e a corrupção intelectual dessa escumalha é, acima de tudo, uma traição à nossa própria pátria. Portugal é um país doente e é preciso combater os cancros que, durante décadas, foram corroendo as suas entranhas e que nos arrastaram para a grave crise actual. Portugal precisa de verdadeiros exemplos de sucesso, gente vencedora, gente que trabalhe e dignifique o seu nome, não de ilusionistas, vigaristas e aldrabões.
Por muito poderosos que sejam os nossos inimigos, ninguém nos poderá derrotar quando a razão está do nosso lado. Por muito perigosa que seja essa gentalha, ninguém nos fará mal enquanto estivermos unidos.

VIVA O FC PORTO! 

sábado, 14 de maio de 2011

Escusam de ir pedir aos finlandeses...

À primeira vista, o acórdão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, (TACL) tornado público esta semana, poderá não passar de mais uma decisão favorável ao FC Porto, a juntar a muitas outras anteriormente tomadas pelos diversos tribunais civis que julgaram os vários processos do âmbito do Apito Dourado. Mas, ao contrário dessas, o acórdão agora divulgado representa uma interferência directa na esfera da justiça desportiva ao pôr directamente em causa uma condenação proferida pela Comissão Disciplinar da Liga e posteriormente avalizada pelo Conselho de Justiça da Federação, o que lhe confere uma especial importância no processo de defesa do FC Porto junto das instâncias desportivas. Se se tratasse de uma guerra, eu diria que, finalmente, estamos a combater no terreno do inimigo.

Mesmo que a sua decisão seja ainda passível de recurso para o Supremo Tribunal Administrativo (STA), o TACL veio confirmar o que qualquer pessoa com um par de olhos na cara e dois dedos de testa conseguia perceber mas que nem a Liga, nem a Federação, queriam assumir: aquilo a que a imprensa nacional, numa clara tentativa de lhe conferir alguma legitimidade, insistia em chamar de "prolongamento da reunião do CJ", não passou afinal de uma fraude, uma reunião pirata realizada às 2h da madrugada por um grupo de dissidentes que, à rebelia do presidente do órgão, procuraram viciar um processo. Em termos jurídicos, uma decisão tomada nestas circunstâncias vale, obviamente, ZERO!

Imagine-se, por exemplo, que é convocada uma assembleia geral do condomínio de um prédio para se decidir sobre a realização de obras de restauro do edifício e que a moção é aprovada pelo voto favorável da maioria dos condóminos, ficando a decisão registada em acta. O que diriam essas pessoas se, na manhã do dia seguinte, fossem confrontadas com um comunicado afixado no elevador ou na entrada do prédio, dizendo que, numa reunião realizada durante a madrugada pelos condóminos derrotados na primeira votação, tinha ficado decidido por unanimidade que as obras, afinal, não se iriam realizar? É óbvio que, com total legitimidade, se sentiriam defraudadas e que a situação seria, inclusivamente, passível de uma acção judicial. É isto que está aqui em causa, ainda que com uma grande diferença: no caso da Federação, não estamos a lidar com gente leiga, mas sim com um grupo de juízes com elevado conhecimento e experiência jurídica, de quem se esperava (e exigia!) isenção e idoneidade.

Como explicar então que os elementos do CJ se tenham dado ao despudor de protagonizar tal fraude, agora frontalmente denunciada pelo tribunal? Pior: como explicar que Freitas do Amaral, considerado como um dos maiores peritos em direito administrativo do nosso país, tenha pactuado com tamanha anarquia ao manifestar a sua total concordância com o desenrolar dos acontecimentos num parecer pago a peso de ouro pela FPF? Custa-me a crer que o administrativista se tenha deixado influenciar por interesses mesquinhos, mas a fragilidade dos seus argumentos, facilmente desmontáveis até por um caloiro de uma qualquer Faculdade de Direito, não me permite excluir tal hipótese. Muito menos agora, perante tão elucidativo acórdão do tribunal.

Ao contrário do que já li em vários blogues, este tribunal não anula a suspensão de Pinto da Costa e a consequente subtracção de 6 pontos imposta ao FC Porto pela Comissão Disciplinar da LPFP. No entanto, ao considerar inexistente a reunião do CJ na qual foi decidido não dar provimento ao recurso interposto pelo presidente portista, todo o processo retrocede até às 17:55 do dia 4 de Julho de 2008, momento do término da reunião na qual, supostamente, deveria ter sido feita a análise do recurso mas que terminou antes do tempo por decisão (legítima, como também reconhece agora o TACL) do presidente do órgão. Isto abre a porta a vários cenários distintos que poderão, ou não, favorecer o FC Porto.

Em primeiro lugar, todos os processos de recurso têm de ser obrigatoriamente analisados pelas entidades competentes, mas existem prazos legais a obedecer. O facto de já terem passado três anos desde que o recurso foi apresentado por Pinto da Costa pode significar que o processo já não poderá ser reavaliado pelo CJ, um cenário que permitirá ao presidente portista avançar para um pedido de indemnização, algo que a FPF irá tentar evitar a todo o custo. Adivinha-se, portanto, que a Federação venha a recorrer para o STA, tendo este a palavra final. Caso o Supremo tome uma decisão contrária à do TACL, o FC Porto nada terá a ganhar, mas também nada terá a perder visto que os castigos já foram cumpridos. Mas, se o STA tomar uma decisão que vá ao encontro da do TACL, a FPF bem pode começar a pensar como vai arranjar dinheiro para pagar ao clube todos os prejuízos materiais e morais causados por este estúpido imbróglio. Um conselho: escusam de ir pedir aos finlandeses. Depois de tudo o que fizeram para não nos emprestar dinheiro, não me parece que estejam dispostos a dar nem mais um cêntimo para subsidiar mais incompetência portuguesa.

P.S. - Devido aos problemas verificados no Blogger nos últimos dias, só agora consegui publicar este texto. Lamento que tal tenha acontecido.

sábado, 7 de maio de 2011

Esta final não é de todos os portugueses!

Depois da brilhante qualificação do FC Porto e do SC Braga para a final da Liga Europa, a generalidade da imprensa nacional  regozijou-se com o facto de Portugal ter conseguido a proeza de colocar duas equipas na final de uma competição europeia, algo que, até à data, só esteve ao alcance de quatro grandes potências do futebol mundial, nomeadamente a Inglaterra, a Espanha, a Itália e a Alemanha. De repente, passamos a ser todos orgulhosamente portugueses, pobres, é certo, dependentes da ajuda externa, mas capazes de extraordinárias transcendências. Num ápice, o FC Porto e o SC Braga passaram à condição de heróis que trarão mais um troféu para o nosso país, elevando-nos mais uma posição na lista das nações com mais conquistas internacionais do Mundo. Tudo isto é verdade. Tudo isto são factos. Mas, ao contrário do que pretendem agora dizer os jornais, a final de Dublin não é de todos os portugueses. Esta final é apenas daqueles que apoiaram os clubes finalistas e que acreditaram no seu trabalho e no seu valor. Portanto, não nos deixemos inebriar pelo entusiasmo da presença das duas equipas nortenhas na final de Dublin, esquecendo ingenuamente a campanha vergonhosa levada a cabo pela imprensa lisboeta nos dias que antecederam os jogos das semi-finais.

Houve quem surgisse a acusar o Braga de coação sobre os árbitros porque, pasme-se, alguém não identificado se limitou a mostrar a Bruno Paixão duas fotos mostrando dois lances em que o árbitro prejudicou escandalosamente os arsenalistas. O facto do juiz ter perdoado a expulsão a um jogador leiriense quando, logo ao terceiro minuto de jogo, acertou com um pontapé na cara do adversário ao melhor estilo do Kung Fu, passou rapidamente para segundo plano perante o interesse mesquinho de destabilizar a equipa de Domingos Paciência, ou não estivesse o Braga a poucos dias de defrontar o Benfica num jogo que, para os lisboetas, se assumia como de vida ou morte. A palhaçada chegou ao ponto do tristemente célebre "doutorzinho" Ricardo Costa, responsável máximo pela mais despudorada manipulação da verdade desportiva das últimas décadas do futebol português e que, qual abutre, aparece quando lhe cheira a sangue, logo vir condenar sumariamente o clube minhoto à descida de divisão porque, segundo o iluminado perito em legislação desportiva, nem sequer é preciso provar que existiu a intenção de coagir o árbitro! Espectáculo! Imagino, pela mesma ordem de ideias, quantos clubes teriam já descido de divisão pelo simples facto de mostrarem as imagens em repetição dos lances polémicos nos ecrãs gigantes dos estádios e questiono-me se não será muito mais grave do que isso que os dirigentes de um determinado clube lisboeta tenham entrado, sob o pretexto de serem delegados ao jogo, na cabina dos árbitros durante o intervalo de vários jogos.

Mas o pior estava ainda reservado para a véspera das semi-finais quando, de forma verdadeiramente extraordinária, o RECORD conseguiu adivinhar que o jornal espanhol A MARCA iria, precisamente nesse dia e à mesma hora, publicar uma notícia da autoria de Juan Ignacio Gallardo segundo a qual dirigentes portistas teriam jantado com o árbitro que dirigiu o FC Porto-Villareal no Dragão. Uma notícia que, como se esperava, acabou por se revelar completamente falsa, não merecendo da UEFA a mais pequena atenção. Ao contrário do que desejavam os seus autores, esta falácia não beliscou minimamente a imagem do FC Porto no estrangeiro nem estragou o ambiente em torno do jogo no El Madrigal, vindo apenas pôr a nu, uma vez mais, a corrupção intelectual existente no jornalismo lisboeta. E agora querem que eu, como português e portista, reconheça a esta gentalha o direito de festejar e, pior, assumir como seu, o sucesso dos clubes finalistas da Liga Europa a quem não perdem a mais pequena oportunidade para prejudicar?

P.S. - O primeiro golo do Villareal nasceu de uma jogada claramente irregular por fora de jogo do avançado e o penalty que deu origem ao terceiro golo dos espanhóis deveria ter sido repetido visto que há um segundo jogador da equipa espanhola dentro da área no momento em que o remate é efectuado. Não estará agora o director do RECORD interessado em perguntar ao seu amigo Juan Ignácio Gallardo com quem terá jantado o árbitro Gianluca Rocchi?