sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Rádio Televisão Prostituta

Na passada terça-feira, a RTP transmitiu em directo a Gala Eusébio, um evento que, supostamente, deveria ser uma honesta homenagem a um dos melhores jogadores de futebol que já vestiu a camisola da Selecção Nacional, mas que rapidamente se transformou em mais um triste e lamentável espectáculo de propaganda benfiquista. Não faltaram diletantes a entoar o hino das papoilas saltitantes e outros aficionados encarnados que, em gritos histéricos, apregoavam o nome do clube lisboeta, fazendo recordar tempos idos da "outra senhora" em que o canal público mais não era do que um meio de divulgação dos ideais fascistas.  

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Que mania tenho eu de complicar...

O sr. Vítor Pereira decidiu que já estava na altura de vir a público fazer mais uma das suas análises sobre as arbitragens das últimas jornadas e, na linha do que já vem sendo habitual, surpreendeu-nos com as suas brilhantes explicações. De facto, o argumento utilizado pelo presidente dos árbitros para justificar o erro grosseiro cometido por Elmano Santos em Coimbra ao validar o golo duplamente irregular do Benfica, só não consegue bater o seu record pessoal de patetice por se tratar de uma missão praticamente impossível ultrapassar a fasquia anteriormente atingida quando procurou justificar o golo fantasma do Sporting frente ao Guimarães com o facto do árbitro auxiliar ter confundido a bola com... as luvas do guarda-redes.


Vem agora o sr. Pereira afirmar que o erro de Elmano se deveu a uma falha de comunicação entre os árbitros, não pela existência de alguma avaria no sistema de intercomunicação dos mesmos, entenda-se, mas por estes se terem esquecido de relatar, um ao outro, aquilo que viram. Assim sendo, o árbitro auxiliar terá visto que Saviola estava em claro fora-de-jogo, mas não se terá apercebido de que ele tocou na bola; já o árbitro principal terá visto que o avançado encarnado tocou na bola, mas não se terá apercebido de que este se encontrava em posição irregular. E foi assim, desta infeliz conjugação de incertezas, que nasceu o golo do Benfica.
Et voilá! Tanto barulho e afinal a explicação era tão simples! Pois é... Mas sabe, sr. Vítor Pereira, tudo faria sentido se não fosse um pequeno pormenor: se o Elmano viu que o Saviola tocou na bola, por que motivo não terá visto que o desvio foi feito com o braço? Ah, que mania tenho eu de complicar...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Gancho de direita

O final do jogo entre o Benfica e o Nacional da Madeira ficou marcado por graves incidentes ocorridos em pleno relvado do Estádio da Luz. As imagens televisivas, entretanto disponibilizadas no Youtube, comprovam que, no meio do sururú que se gerou entre as equipas, o treinador encarnado agrediu Luís Alberto, atingindo-o com a mão na face:


A análise de uma imagem ampliada no preciso momento em que se dá a agressão permite verificar que a mão de Jorge Jesus atinge a face de Luís Alberto com violência, levando o jogador a virar a cabeça.
Entretanto, o clube da Luz veio imediatamente a público alegar que nada de grave se teria passado entre o treinador encarnado e o jogador do Nacional e que o gesto de Jesus não teria passado de um mero... empurrão. Os encarnados foram ainda mais longe, acusando alguns órgãos de comunicação social de estarem a criar uma falsa polémica com o intúito de prejudicar o clube lisboeta. Obviamente, as imagens deitam completamente por terra esta versão, denunciando, isso sim, uma patética tentativa de branqueamento do caso por parte do Benfica.
Ficamos agora na expectativa de ver como irá a Comissão Disciplinar da Liga actuar perante este caso, tendo em conta que o artigo 104 dos regulamentos estipula que os dirigentes que agridam outros agentes (nomeadamente jogadores) são punidos com penas de suspensão de três meses a três anos, prazos estes que, no caso dos treinadores, são reduzidas a um quarto. Tal significa que, em circunstâncias normais, Jorge Jesus não se livraria de uma suspensão de, no mínimo, 23 dias. O problema é que, na base da abertura de um processo de inquérito, deverá estar o relatório do árbitro, o relatório do delegado da Liga no jogo, o relatório das forças policiais, ou ainda, uma denúncia fundamentada. Ora, como a imprensa noticiou hoje que o relatório do árbitro nada refere sobre a agressão e o próprio jogador do Nacional já veio afirmar que o treinador do Benfica se limitou a "empurrá-lo" (provavelmente com receio dele próprio vir a ser punido, uma vez que, como as imagens também comprovam, tentou responder à agressão de Jesus), não será de admirar que este caso não venha a motivar qualquer acção por parte da Comissão Disciplinar. E se a isto juntarmos o facto de alguns órgãos de comunicação social, bem conhecidos pelas suas ligações ao clube da Luz, pactuarem com a tentativa de branqueamento do caso recusando-se a admitir a existência da agressão de Jesus não obstante a evidência das imagens disponíveis, facilmente se prevê que o treinador benfiquista conseguirá sair impune de mais uma lamentável cena de pugilato.
Como todos se recordam, Jorge Jesus levantou recentemente a dúvida sobre como iria agir André Villas-Boas quando o treinador do FC Porto estivesse sob forte pressão. Ora, ao deixar-se envolver nos incidentes com os jogadores do Nacional, acabando mesmo por agredir um deles, Jesus demonstrou afinal que, se há alguém que não sabe lidar com a pressão, é ele próprio, algo que se torna ainda mais evidente se nos lembrarmos que esta não é a primeira vez que o mesmo se vê envolvido em cenas de violência. Há dois anos atrás, Rúben Micael, então jogador do Nacional da Madeira, queixou-se publicamente de uma agressão de que terá sido vítima no túnel da Luz, também protagonizada pelo treinador benfiquista, mas, apesar da denúncia ter sido efectuada perante as câmaras de televisão e de a mesma ter sido referida no relatório da PSP entretanto enviado para a Liga de Clubes, o caso caiu no esquecimento sem que Jesus tenha sido alvo de qualquer processo. 

P.S.- Tenho ainda alguma curiosidade em ver qual será a reacção de alguns comentadores televisivos afectos ao Benfica perante este caso, especialmente a de António-Pedro Vasconcelos que, desde o início da corrente época, tem aproveitado todo e qualquer pretexto para dirigir duras críticas a André Villas-Boas. Veremos agora que voltas irá o realizador cinematográfico dar ao enredo deste filme para branquear a agressão que as imagens evidenciam.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Assim se ganha antes do jogo começar

A propósito do jogo realizado ontem entre o Benfica e o Olhanense a contar para a Taça de Portugal e da transferência de última hora de Jardel de Olhão para a Luz, o jornal Público publicou um artigo da autoria de Filipe Escobar de Lima, intitulado "O Benfica começou a ganhar ao Olhanense antes do jogo", do qual transcrevo aqui algumas partes que me parecem importantes (os "negritos" são também da minha responsabilidade): 

«Jardel viajou de Olhão até Lisboa com a equipa, mas já não se equipou. O jogador mais assíduo da formação de Daúto Faquirá – o único a ter participado em todos os jogos esta época do campeonato e sempre a titular, falhou apenas um jogo na Taça da Liga – acabava de saber no hotel onde os jogadores estagiaram que mudara de casa. Foi por aqui que os “encarnados” começaram a ganhar o encontro e a manter viva a obsessão de Jorge Jesus. 
“Perguntem ao presidente”, respondeu o técnico do Olhanense quando questionado se podia utilizar Jardel. Faquirá não sabia. Isidoro Sousa disse que “provavelmente não”. O brasileiro não jogou mesmo e fez falta. Quem aproveitou foi o Benfica. Principalmente Saviola e Salvio.

No início de Dezembro, a equipa algarvia perdeu na Luz por 2-0. Esta quarta-feira, ao intervalo, as “águias” já tinham decidido a eliminatória da Taça com um 3-0. Os argentinos aproveitaram dois buracos no centro da defesa para marcarem dois golos em seis minutos.
O paraguaio Cardozo aproveitou o adiantamento do guarda-redes e fez um “chapéu” perfeito para fazer o terceiro. Os quartos-de-final estavam à mercê dos “encarnados”, onde o Rio Ave já está à espera.

A noite abateu-se fria sobre o Olhanense, a segunda melhor defesa da Liga (leva 13 em 15 jogos) e que, fora de Olhão só havia sofrido dez. Esta quarta-feira, sofreu metade

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A verdade desportiva em todo o seu esplendor

Eu nem quero imaginar o que não diria amanhã a imprensa lisboeta se fosse o Porto a contratar um jogador do Pinhalnovense exactamente no dia em que defronta essa equipa para a Taça de Portugal... 

Melhor do Mundo!

A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) divulgou esta quarta-feira que o FC Porto foi a melhor equipa mundial em Dezembro e a 10.ª em todo o ano de 2010. Os Dragões são ainda a equipa portuguesa melhor colocada no ranking, com grande distância relativamente ao Sporting (41.º) e ao SC Braga (55.º). No ranking anual, os Dragões somam 219,5 pontos, encontrando-se imediatamente à frente do Real Madrid, do Anderlecht e da Juventus. O Inter de Milão foi considerado a melhor equipa de 2010, com 300 pontos.
Não costumo dar muita importância a este ranking cujos critérios de pontuação me levantam sérias dúvidas, mas não deixa de ser importante para o nosso país ver uma equipa portuguesa ser distinguida internacionalmente desta forma. Lamentavelmente, os pasquins lisboetas "esqueceram-se" de referir que o FC Porto foi considerado a melhor equipa mundial do mês de Dezembro, o que só vem, uma vez mais, revelar a corrupção intelectual que grassa nesses pseudo-órgãos de comunicação social, descaradamente vendidos aos interesses da capital.

Grande golo!

Os golos geniais, aqueles capazes de nos fazer saltar da cadeira e que nos ficam para sempre gravados na nossa memória, acarretam quase sempre uma boa pitadinha de sorte. De facto, por muito boas intenções que um jogador tenha ao desferir um potente remate a mais de 30 metros da baliza, ele próprio sabe que a probabilidade de acertar na baliza de forma indefensável para o guarda-redes é extremamente reduzida.
A expressão que Freddy Guarin fez logo depois de marcar o primeiro golo frente ao Marítimo ilustra bem a sua própria admiração pelo sucesso do remate que, como as imagens documentam, beneficiou de um desvio quase impossível a meio da sua trajectória. Se foi a mão de Deus ou uma simples corrente de ar, não se sabe, mas o que é certo é que a bola acabou mesmo por entrar no "buraco da agulha". São momentos destes que fazem levantar um estádio e que justificam o dinheiro que se paga pelo bilhete:  

A união faz a força!

Os velhos chavões do tipo "a nossa equipa entra em todas as competições para ganhar" podem parecer muito bonitos quando proferidos por treinadores e jogadores nas conferências de imprensa, mas todos nós sabemos que uma boa gestão de recursos ao longo de toda uma época desportiva passa pela definição antecipada de objectivos prioritários. Assim sendo, é óbvio que, de todas as competições em que o FC Porto se encontra inserido, a Taça da Liga assume uma menor importância quando comparada com a Liga Portuguesa, a Liga Europa, ou mesmo a Taça de Portugal, pelo que se compreende perfeitamente o que Pinto da Costa quis dizer quando afirmou que não se importava de perder todos os jogos da Bwin Cup. Desde que isso, acrescento eu, contribua para que se ganhe todos os outros.
A exemplo do que já acontecia com Jesualdo Ferreira, também André Villas-Boas tem procurado servir-se da Taça da Liga como uma espécie de balão de ensaios, fazendo rodar os jogadores menos utilizados e testando soluções tácticas alternativas ao modelo de jogo habitual. Obviamente, esta filosofia acarreta para a equipa um risco elevado de ver acontecer o que aconteceu frente ao Nacional, ou seja, perder. Tal facto poderá parecer desagradável aos olhos dos adeptos, mas terá de ser assumido como um sacrifício aceitável. Por esse motivo, as manifestações de desagrado do público verificadas no jogo com o Marítimo são dispensáveis, principalmente tendo em conta a excelente época que a equipa nos tem oferecido. Não tenhamos pois a memória curta, nem sejamos ingénuos a ponto de nos deixar levar pela crítica fácil, sabendo que tal favorece apenas as pretensões dos nossos adversários.

Arquivo do melhor e do pior de 2011

Semana de 23 a 29 de Dezembro de 2011

O melhor
 
Pinto da Costa - No dia em que celebrou 74 anos de vida, o presidente portista foi distinguido com o prémio carreira nos Globe Soccer Awards, no Dubai. Pinto da Costa é o presidente mais titulado da história do futebol mundial, com 55 troféus (entre os quais sete internacionais), algo que enche de orgulho qualquer adepto do FC Porto. Esta será, muito provavelmente, a única vez que um dirigente português receberá uma distinção internacional desta envergadura, mas nem assim mereceu o devido destaque da maioria da intelectualmente corrupta imprensa desportiva lisboeta que, numa postura de total alheamento de tudo o que foge aos interesses dos lobbies da capital do país, remeteram o acontecimento para terceiro plano.

O pior

Vítor Pereira - Após o empate com o Olhanense, o treinador do FC Porto afirmou que tem uma equipa destroçada. Ele, melhor do que ninguém, deve saber do que fala, já que foi ele mesmo que a destroçou. Vítor Pereira pôs a equipa a jogar na corda bamba e as fracas exibições já faziam prever este desfecho: numa semana apenas, o Porto comprometeu a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões e o primeiro lugar na Liga portuguesa. Quem poderia acreditar que esta equipa se encontraria em tal situação poucos meses depois de ter ganho praticamente tudo o que havia para ganhar?

Semana de 14 de Agosto a 20 de Agosto de 2011

O pior 

Falecimento do sócio nº 1 - O senhor Henrique Dias de Faria, sócio nº1 do FC Porto, faleceu na passada terça-feira com 97 anos de idade. O blogue O Porto é o maior, carago endereça sentidas condolências à família enlutada.

Semana de 7 de Agosto a 13 de Agosto de 2011


O melhor 

Supertaça - Ao derrotar o Vitória de Guimarães por 2-1 em Aveiro, o FC Porto garantiu a sua 18ª Supertaça, aumentando assim a contabilidade de títulos oficiais de futebol conquistados até à data. Os dragões ostentam agora a extraordinária marca de 70 títulos conquistados, mais dois do que o seu mais directo rival, o Benfica, um facto que vem comprovar o clube azul e branco como a maior potência do futebol nacional de todos os tempos. Do jogo destaca-se também a excelente prestação de Rolando, coroada com dois belos golos dignos de registo.

O pior

Pedro Proença - Tal como aconteceu na época transacta, o FC Porto saiu de Aveiro com a Supertaça numa mão e um punhado de razões de queixa da arbitragem na outra. Se, na edição anterior, João Ferreira decidiu, inexplicavelmente, poupar a expulsão a quatro jogadores do SLB, Pedro Proença não lhe ficou agora atrás, no que a incompetência diz respeito, ao fazer vista grossa a três penalties favoráveis aos dragões. O argumento de que estamos em início de época tem servido de pretexto para o sucessivo branqueamento desta tendência de prejuízo óbvio dos azuis e brancos por parte de árbitros cujas ligações ao clube da Luz são sobejamente conhecidas: no caso de João Ferreira, pela preferência manifestada pelo presidente encarnado numa célebre escuta telefónica; no caso de Proença, pelo facto de ser adepto e sócio do clube lisboeta. Parece-me, no entanto, que a impunidade começa a atingir um nível de abuso que nem a superioridade portista dentro das quatro linhas tem conseguido disfarçar.

Semana de 31 de Julho a 6 de Agosto de 2011

O melhor 

Porto Canal - A partir de hoje, dia 1 de Agosto de 2011, o FC Porto assumirá a gestão do Porto Canal, que passará a ter diariamente espaços informativos dedicados ao clube, às 21h45 e 23h, e transmitirá, durante o mês de Agosto, os 15 jogos em casa do campeonato da época passada, conquistado pelos dragões. Rui Cerqueira, director de comunicação do clube, assumirá a direcção do canal que, apesar da ligação ao FC Porto, irá manter uma programação generalista e diversificada. 

O pior

Carlos Barbosa - Como todos sabemos, Pinto da Costa é, incomparavelmente, o dirigente português com mais anos de presidência do clube e mais títulos conquistados ao longo da sua vida. Se há alguém no nosso país com legítimos argumentos para se vangloriar dos seus feitos desportivos é, indiscutivelmente, o presidente portista. Só na época passada, o FC Porto juntou mais quatro troféus (um deles internacional) à sua já vasta lista de conquistas, um feito inédito a nível nacional, mas nem assim ouvimos Pinto da Costa usar esse facto para menosprezar os adversários ou enxovalhar os seus congéneres de outros clubes. Por outro lado, bastaram apenas algumas vitórias em jogos de preparação para que o vice-presidente do Sporting, Carlos Barbosa, numa patética demonstração de arrogância, presunção e irrealismo, logo tenha vindo afirmar que, daqui a dois anos, o Sporting estará ao nível do Barcelona, Real Madrid e Ajax e que o FC Porto não fará sequer parte desse campeonato. 
Já estamos habituados a ouvir este tipo de afirmações megalómanas e demagógicas vindas de Lisboa, mas normalmente elas provêm do outro lado da 2ª circular, com os resultados práticos que se conhecem. Ora, quis o destino, na sua infinita ironia,  que Carlos Barbosa recebesse também uma bofetada de luva branca em jeito de goleada infligida pelo Valência em pleno jogo de apresentação aos sócios, perante um Estádio de Alvalade repleto de público afecto ao Sporting que, perante a triste imagem deixada pela equipa, não se fez rogado em mostrar o seu descontentamento com uma farta assobiadela. É claro que um jogo amigável tem uma importância relativa, mas convenhamos que uma derrota tão clara não deixa de constituir um forte abalo na confiança de todos aqueles que já se punham em bicos de pés, incapazes de perceber que as vitórias se constroem com trabalho árduo e não com palavras ocas. Lamenta-se apenas que, dada a parca inteligência demonstrada pelo referido dirigente, se adivinhe desde já que tal lição de humildade não venha a surtir qualquer efeito.

Semana de 1 a 7 de Maio de 2011
 
O melhor 

Final de Dublin - Nem a derrota por 3-2 no El Madrigal conseguiu manchar a cavalgada vitoriosa do FC Porto rumo à final da Liga Europa. O valoroso Villareal entrou na eliminatória disposto a fazer história, mas acabou por cair aos pés de um Dragão demasiado poderoso e ambicioso para as pretensões espanholas. O expressivo resultado de 7-4 no conjunto das duas mãos veio apenas confirmar aquilo que já se sabia: a Liga Europa é uma casa demasiado pequena para este FC Porto. Os azuis e brancos são agora favoritos na final de Dublin, onde irão encontrar os seus vizinhos de Braga. No próximo dia 18, Portugal irá parar para assistir a uma final histórica, 100% portuguesa, onde se irão defrontar as duas melhores equipas portuguesas da actualidade, brilhantemente dirigidas por dois jovens treinadores, também eles portugueses. Nunca como agora a Europa irá falar tanto de Portugal. E nunca como agora os nossos corações sentirão tanto orgulho por serem portugueses.
  
O pior

Violência no futebol - Os graves incidentes verificados após a semi-final da Liga Europa disputada entre o SC Braga e o SL Benfica já não podem ser encarados como um incidente isolado ou uma simples manifestação de mau perder por parte dos adeptos perante a eliminação da sua equipa. Os confrontos entre a claque benfiquista e as forças de segurança têm sido recorrentes ao longo da época, tendo acontecido em diversas ocasiões e locais. A constatação da situação terá mesmo levado o subintendente Costa Ramos da PSP de Lisboa a manifestar publicamente a sua preocupação, mas, lamentavelmente, o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, só parece interessado em pôr um travão na escalada da violência quando o carro do presidente do SL Benfica é apedrejado. Entretanto, as tristes imagens dos confrontos, com as bastonadas de um lado e as cadeiras arremessadas do outro, correram por essa Europa fora, para que todos vejam que, em matéria de segurança, Portugal está ao nível de qualquer país da América Latina. E enquanto uns procuram dignificar Portugal conquistando desportivamente o direito de disputar uma final europeia inteiramente portuguesa, outros vão sujando a imagem do país com este tipo de actos terceiro-mundistas.

Semana de 17 a 24 de Abril de 2011 

O melhor 


João Moutinho - Começam a faltar adjectivos para qualificar a época de sonho que o FC Porto está a realizar. Mesmo considerando que ainda falta vencer a sempre imprevisível final da Taça de Portugal e uma eliminatória extremamente complicada da Liga Europa para atingir o auge que nem o mais optimista dos adeptos poderia almejar, a verdade é que a excelência do futebol praticado pela equipa justifica as melhores expectativas para o desfecho da época. Nada disto seria possível sem a experiência inigualável do nosso presidente, a competência de uma equipa técnica jovem mas ambiciosa e a qualidade de um plantel recheado de jogadores humildes e talentosos, dos quais se torna difícil destacar qualquer um. É justo, no entanto, perante a magnífica exibição protagonizada na Luz, coroada por um belo golo que abriu as portas à reviravolta na eliminatória que muitos consideravam já impossível, atribuir o destaque da semana a João Moutinho, um atleta que revolucionou por completo o meio-campo portista dando-lhe consistência, criatividade e ambição. Há muito que este jogador justificou os 10 milhões de euros que o Porto pagou pela sua contratação e conquistou um lugar no coração e na história dos Dragões, fazendo corar de vergonha aqueles que, um dia, lhe chamaram maçã podre. Moutinho veio para o FC Porto para ganhar títulos e está a realizar o seu sonho. É um verdadeiro campeão num clube de campeões.

O pior


Comissão Disciplinar - O desfecho do processo de Jorge Jesus, desencadeado pela CD da Liga na sequência dos desacatos verificados no final do jogo Benfica-Nacional da Madeira, envolveu um conjunto de estranhas coincidências altamente favoráveis aos interesses encarnados. De facto, não só a decisão se viu arrastada até à semana em que o campeonato ficou matematicamente decidido, como a duração da suspensão parece ter sido escolhida de forma a provocar o menor dano desportivo possível ao clube da Luz, tendo em conta que a mesma terminou exactamente na véspera do jogo da Taça de Portugal realizado com o FC Porto.
As evidências entretanto trazidas a público que dão conta de que a CD terá adulterado o relatório da instrutora do processo no sentido de omitir o facto de ter ficado provada a existência de uma agressão de Jorge Jesus a Luís Alberto, vêm fundamentar as suspeitas de que todo o processo terá sido manipulado com o objectivo de proteger o Benfica e o seu treinador das consequências do acto de violência a que todos os portugueses assistiram. Estamos portanto perante um caso de viciação da verdade desportiva que deveria merecer uma investigação séria mas, lamentavelmente, a exemplo do que sempre acontece no nosso país quando estão em causa os interesses do SL Benfica, também este escândalo foi branqueado aos olhos da opinião pública pela corrupta imprensa lisboeta e ignorado pelas autoridades da capital.

Semana de 3 a 10 de Abril de 2011


O melhor 

FC Porto -  O melhor da semana é, obviamente, a conquista da Liga Portuguesa pelo FC Porto. Ao derrotar o Benfica em pleno Estádio da Luz, os Dragões aumentaram para 16 pontos a vantagem sobre o 2º classificado, assegurando assim, de forma brilhante e incontestável, o seu 25º título de campeões nacionais. Os factos que comprovam a justiça desta conquista são esmagadores. Em vinte e cinco jogos disputados, os azuis e brancos não foram derrotados uma única vez, vencendo 23 vezes e empatando 2. Os portistas venceram também os dois confrontos directos com o seu principal opositor, com um total de 7-1 em golos marcados e sofridos. Além disso, o FC Porto sagra-se campeão à 25ª jornada com um total de 71 pontos, 5 pontos menos do que os 76 com que o Benfica se sagrou campeão na época passada. E isto quando ainda faltam disputar 5 jornadas…

Semana de 13 a 19 de Março de 2011


O melhor 

Freddy Guarin - O colombiano já havia recentemente merecido o destaque da semana quando marcou dois golos ao Marítimo (um deles sério candidato a golo da época) e volta agora a ser o melhor da semana, não apenas pela excelente exibição (mais uma!) que protagonizou frente ao CSKA, mas também pela veia goleadora que vem demonstrando nas últimas partidas. Guarin encontra-se num excelente momento de forma e tornou-se numa das peças fundamentais do esquema táctico de Villas-Boas. Defende com consistência, ataca com eficácia, marca golos, enfim, tem-se revelado o motor que o FC Porto necessitava nesta fase adiantada da época para manter os elevados níveis de competitividade e confiança que se exigem da equipa.


O pior 

Imprensa de Lisboa - São sobejamente conhecidas as ligações directas existentes entre a direcção do Benfica e o pasquim da Travessa da Queimada, pelo que já ninguém estranha os constantes atentados ao pudor e à isenção jornalística por parte deste jornal, há muito transformado num órgão de comunicação não oficial do clube da Luz. No entanto, há limites para a falta de vergonha. A primeira página publicada no dia seguinte à derrota do Benfica em Braga é mais do que um insulto à inteligência de quem a lê: é um atestado de corrupção intelectual passado a todos os profissionais do jornalismo em Portugal. A todos, sim! Não apenas aos que se vendem em nome de interesses económicos e políticos, mas também àqueles que, recusando-se a condenar tais atentados às mais básicas regras do jornalismo, se tornam cúmplices da anarquia.

Semana de 20 a 26 de Fevereiro de 2011

O melhor 

Rolando - Depois de Otamendi, é a vez do seu companheiro da defesa merecer o destaque da semana. Rolando protagonizou uma excelente exibição frente ao Sevilha e foi, na minha opinião, o homem do jogo, não só por ter marcado o primeiro golo, mas também pelas várias situações de perigo para a baliza portista que evitou. A par do argentino, Rolando forma a melhor dupla de centrais que o FC Porto possui neste momento, tendo merecido, inclusivamente, rasgados elogios da imprensa espanhola que já auspicia a saída dos jogadores azuis-e-brancos para outros campeonatos mais competitivos.

O pior
 

Jorge Jesus –  É notório que a goleada sofrida no Dragão esta época frente ao FC Porto causou um trauma ao treinador benfiquista difícil de ultrapassar e esquecer. Só assim se compreende que, após o derby lisboeta disputado em Alvalade e que os da Luz venceram por 2-0, Jorge Jesus tenha, uma vez mais, dado a volta ao contexto das perguntas que lhe foram colocadas pelos jornalistas para lançar mais umas farpas ao rival azul-e-branco. Entre os inúmeros dislates proferidos no meio de mascadas de chiclete a que já nos habituou, o treinador encarnado vem agora afirmar que a diferença de 8 pontos que separam o Benfica do FC Porto serão afinal apenas 5, pretendendo assim deixar no ar a ideia de que o jogo que irá opor as duas equipas na Luz já está decidido a favor dos encarnados. Ora, das duas uma: ou Jesus sabe desde já que o resultado desse jogo foi combinado nos bastidores do futebol em favor da sua equipa, ou a sede de vingança da goleada imposta pelo rival no Dragão retirou o pouco discernimento e bom-senso que ainda lhe restava. De facto, nem José Mourinho, tantas vezes acusado de arrogância e prepotência, terá alguma vez demonstrado tamanha falta de respeito por um adversário, chegando ao extremo de considerar o jogo ganho com antecedência. Graças a estas atitudes lamentáveis, reveladoras de uma baixeza de carácter e de uma falta de profissionalismo atroz, Jorge Jesus vê a sua imagem cada vez mais denegrida perante a opinião pública que, com certeza, não deixará de cobrar as suas afirmações no final da época quando, aí sim, se fizerem as contas.

Semana de 13 a 19 de Fevereiro de 2011

O melhor 

 Otamendi Se há coisa de bom que o futebol tem para oferecer, é a sua capacidade de nos surpreender a cada jogo. Que a falta de Falcao na equipa se tem feito sentir de forma evidente já todos sabíamos, mas poucos esperavam que as fragilidades do ataque portista pudessem ser colmatadas pela extraordinária (e até agora desconhecida) veia goleadora de um jovem defesa-central. Otamendi marcou dois golos ao SC Braga, aumentando assim o seu pecúlio pessoal para quatro (!) golos em nove jogos disputados. Se o argentino continuar a este ritmo, talvez Villas-Boas chegue à conclusão que já tem alternativa a Falcao e o FC Porto se tenha de concentrar, não na contratação de um avançado, mas de um defesa central para ocupar o lugar de Otamendi na defesa. Como diria o outro… e esta, hem?

Semana de 9 a 15 de Janeiro de 2011

O melhor 

Freddy Guarin – Tiro o meu chapéu a Guarin! O jogador colombiano protagonizou, frente ao Marítimo, uma das melhores exibições que já o vi fazer desde que chegou a Portugal e merece inteiramente ser o destaque desta semana. Os dois excelentes golos que marcou são uma obra de arte, com especial destaque para o primeiro, fruto de um remate portentoso desferido a mais de 30 metros de distância da baliza. A continuar assim, Guarin “arrisca-se” a tornar-se numa das peças fulcrais da estrutura da equipa.  

Semana de 23 a 29 de Janeiro de 2011

O melhor 

Hulk – Numa altura em que Falcao se encontra lesionado, André Villas-Boas tem apostado em Hulk para fazer o lugar de avançado-centro e a verdade é que o Incrível não tem defraudado as expectativas do treinador. Bem pelo contrário! Frente ao Nacional, Hulk fez o seu oitavo «bis» da temporada, assistiu James de calcanhar para o terceiro golo do FC Porto e ainda viu a trave negar-lhe aquele que seria o seu segundo «hat-trick» da época. Já marcou 19 golos em 18 jogos no campeonato (tantos quantos marcou o Messi, por exemplo) e já leva nove golos em Janeiro (mais dois do que Cristiano Ronaldo, que é “só” o melhor marcador dos principais campeonatos europeus, com 23). Mais palavras para quê? É o Incrível Hulk!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Se a hipocrisia fosse uma flor, a Luz era um jardim.

Enquanto durou o efeito sedativo que a goleada de 5-0 infringida pelo FC Porto ao Benfica provocou nas hostes encarnadas, o futebol português teve paz. Durante algumas semanas, os adeptos encarnados andaram torpes, cabisbaixos e taciturnos, tentando encontrar uma explicação para o descalabro que se abateu sobre a sua equipa, esmagada e espezinhada pelos arqui-inimigos do Norte. Infelizmente, este estado lânguido foi sol de pouca dura. O brilhante apuramento do Benfica para a Liga Europa (coincidente com a vergonhosa eliminação da Liga dos Campeões motivada por uma prestação patética da qual não se querem sequer relembrar) fez renascer os ânimos encarnados e rapidamente o futebol português caiu, uma vez mais, no estado de guerrilha para o qual é arrastado sempre que a equipa da Luz não ocupa o 1º lugar. Voltamos a ver os jornais e canais televisivos lisboetas recheados de declarações polémicas de dirigentes, treinadores e jogadores benfiquistas que, num verdadeiro escarcéu de provocações, insultos, acusações e suspeições gratuitas, procuram de todas as formas truculentas e falaciosas desacreditar o mérito alheio, levando o povinho a acreditar que o pobre e inocente SLB só não vai destacadíssimo à frente do campeonato por (pasme-se!) ser vítima de uma cabala dos árbitros.
Mesmo aceitando de mão beijada que, esta época, os portistas têm tido mais sorte na questão das grandes penalidades, não será menos verdade que o Benfica tem sido claramente beneficiado por uma evidente dualidade de critérios disciplinares (aliás, na linha do que aconteceu na época passada em que os benfiquistas beneficiaram de, nada mais, nada menos, que 18 expulsões de jogadores adversários!). De facto, têm sido raros os jogos em que um ou mais jogadores encarnados não protagonizem agressões ou entradas violentas sobre os seus adversários, gozando da total passividade dos árbitros. A propósito, leia-se a opinião de Jorge Coroado sobre dois lances ocorridos no jogo recentemente disputado entre o Benfica e o Marítimo, a contar para a Taça da Liga:

«Maxi Pereira, de forma clara e objectiva, agrediu o adversário. Impunha-se a exibição do cartão vermelho e o respectivo livre directo, o que não sucedeu.»

«David Luiz foi extemporâneo e objectivo no gesto, atingindo o adversário com o cotovelo e incorrendo em sanção punível com cartão vermelho, o que não aconteceu.»

Como facilmente se constata, o antigo árbitro é da opinião de que ficaram mais dois cartões vermelhos por mostrar a jogadores do Benfica (o que não será de estranhar se tivermos em consideração que o árbitro deste jogo foi João Ferreira, o mesmo que no jogo da Supertaça em Aveiro poupou a expulsão a quatro jogadores do Benfica). Esta benevolência para com os encarnados estende-se também ao treinador já que, neste mesmo jogo, Jorge Jesus protestou com veemência e espalhafato várias decisões de João Ferreira, o que levou mesmo o árbitro a dirigir-se junto do treinador encarnado para lhe chamar a atenção sem, no entanto, o expulsar. Compare-se esta atitude complacente com aquela que tem sido demonstrada pelos árbitros para com André Villas-Boas e retire-se daí as devidas conclusões quanto aos critérios disciplinares. É caso para dizer: se a hipocrisia fosse uma flor, a Luz era um jardim.

Polska kurczaka, frango à polaca

Os portugueses são um povo dado às tradições e, como tal, não há família portuguesa que, em noite de consoada, não encha a sua mesa com os pratos e doces típicos da quadra natalícia, tal como o bacalhau, o polvo, as rabanadas e o bolo-rei, entre muitos outros. O que muitos dispensavam era o frango à polaca que mais recentemente lhes foi servido frio...
Tal como André Villas-Boas afirmou, o erro clamoroso cometido pelo guarda-redes Kieszek  no jogo com o Nacional terá sido apenas o mais vistoso entre muitos outros erros cometidos por toda a equipa, com destaque para os avançados que, em noite desinspirada, se mostraram incapazes de traduzir em golos a superioridade evidenciada pelos azuis-e-brancos ao longo de praticamente toda a partida. Infelizmente para o polaco, foi o seu erro que abriu as pernas, perdão, as portas para a primeira derrota dos Dragões ao fim de 36 jogos sem perder, o que, convenhamos, não fica bem no currículo de um jovem guarda-redes que procura conquistar a confiança do treinador e dos adeptos. E se o frango nos caiu mal, mais indispostos ficamos quando o vimos sair, no final da partida, todo sorridente, como se estivesse a sair de um simples treino. Só lhe falta agora participar no anúncio de uma cerveja para fazer lembrar um conhecido cromo do futebol português. A diferença é que Kieszek não é titular na equipa do FC Porto e... não custou 8 milhões de euros.

Leonor, a patetinha

Na passada quinta-feira, Leonor Pinhão escreveu um artigo de opinião no jornal A Bola do qual transcrevo aqui um parágrafo:

«A imprensa noticiou na semana passada a morte do sócio número 3 do Futebol Clube do Porto. Tinha 95 anos; nascera em 1915. É curioso constatar como o FC Porto, que foi fundado em 1893 segundo os seus historiadores oficiais só terá tido dois sócios nos seus primeiros 22 anos de vida. E isto se o sócio número 3, que morreu no final de 2010, tivesse sido filiado no ano em que nasceu».

Leonor Pinhão não tem a obrigação de gostar de António Santos Ferreira Silva, nem tão pouco lhe seria exigido que escrevesse palavras bonitas sobre ele, mesmo na hora da sua morte. Esperava-se, isso sim, que a jornalista tivesse o bom senso de perceber que há alturas em que mais vale estar calada, principalmente quando não se tem nada para dizer.
Servir-se do falecimento do adepto portista como arma de arremesso contra o FC Porto não constitui apenas mais um exemplo do fanatismo doentio e do anti-portismo básico que sempre a caracterizou e que já não causa surpresa a ninguém. É, mais do que isso, uma execrável demonstração de profunda falta de respeito pela família enlutada. E como se já não bastasse a bestialidade de tal acto, ainda temos de levar com o ridículo dos seus argumentos. De facto, é difícil de entender que, no clube da Leonor, não se façam actualizações dos associados (o que em parte explica os mais de 300 mil sócios que afirmam ter, entre os quais se contam inúmeras pessoas que já partiram deste mundo), mas mais difícil é de entender que uma jornalista chegue ao cúmulo da patetice ao fingir desconhecer que no FC Porto (como em qualquer clube normal) são feitas actualizações periódicas dos associados, o que permite aos filiados mais antigos irem baixando na numeração à medida que outros desistem ou morrem. Enfim...

P.S. - Inicialmente, dada a proximidade do falecimento de Pôncio Monteiro, interpretei erradamente que Leonor Pinhão se referia a ele no seu artigo. Corrigido o meu erro (que em nada altera o conteúdo fundamental da minha crítica nem tão pouco justifica a atitude da jornalista Leonor Pinhão), aqui deixo as minhas condolências à família de António Santos Ferreira Silva.