quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Que mania tenho eu de complicar...

O sr. Vítor Pereira decidiu que já estava na altura de vir a público fazer mais uma das suas análises sobre as arbitragens das últimas jornadas e, na linha do que já vem sendo habitual, surpreendeu-nos com as suas brilhantes explicações. De facto, o argumento utilizado pelo presidente dos árbitros para justificar o erro grosseiro cometido por Elmano Santos em Coimbra ao validar o golo duplamente irregular do Benfica, só não consegue bater o seu record pessoal de patetice por se tratar de uma missão praticamente impossível ultrapassar a fasquia anteriormente atingida quando procurou justificar o golo fantasma do Sporting frente ao Guimarães com o facto do árbitro auxiliar ter confundido a bola com... as luvas do guarda-redes.


Vem agora o sr. Pereira afirmar que o erro de Elmano se deveu a uma falha de comunicação entre os árbitros, não pela existência de alguma avaria no sistema de intercomunicação dos mesmos, entenda-se, mas por estes se terem esquecido de relatar, um ao outro, aquilo que viram. Assim sendo, o árbitro auxiliar terá visto que Saviola estava em claro fora-de-jogo, mas não se terá apercebido de que ele tocou na bola; já o árbitro principal terá visto que o avançado encarnado tocou na bola, mas não se terá apercebido de que este se encontrava em posição irregular. E foi assim, desta infeliz conjugação de incertezas, que nasceu o golo do Benfica.
Et voilá! Tanto barulho e afinal a explicação era tão simples! Pois é... Mas sabe, sr. Vítor Pereira, tudo faria sentido se não fosse um pequeno pormenor: se o Elmano viu que o Saviola tocou na bola, por que motivo não terá visto que o desvio foi feito com o braço? Ah, que mania tenho eu de complicar...

3 comentários:

  1. E já agora, que não gosto de me ficar por meias verdades, o senhor Vítor Pereira omitiu dois lances importantes do jogo Vit.Setúbal vs FCP, em benefício do segundo e que lhe derama vitória, ou seja 3 pontos. E vá-se lá saber porquê, omitiu do jogo Beira-Mar vs FCP, o lance da grande penalidade inexistente que deu a vitória, e portanto 3 pontos, ao segundo. Aqui nestes casos comunicação em excesso, em prol do FCP.

    Concluindo, vá-se lá saber porquê, o senhor Vítor Pereira esqueceu as duas penalidades não assinaladas em favor do Benfica, referentes ao jogo Académica vs SLB.

    Não desculpem lá, sou eu que tenho a mania da perseguição e tal como o bloguer, só vejo encarnado.

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  2. @ anónimo

    efectiva e comprovadamente, tens a p*t@ da «mania da perseguição», sim senhor!
    foi a única verdade correcta que escreveste nesse "comentário".

    ps: dedicares-te à pesca está fora das tuas coagitações, certo? terias mais sucesso. é que metes água como ninguém...

    saudações desportivas mas sempre pentacampeãs!

    Tomo I

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  3. 1) O golo indevidamente validado ao Benfica constituiu um duplo erro, primeiro porque o avançado encontrava-se claramente em fora de jogo, segundo porque o desvio da bola foi feito com o braço. Ora, atendendo ao facto de se tratar de um lance de bola parada em que o árbitro auxiliar se encontrava perfeitamente alinhado com a defesa academista, não se compreende que nem este, nem o árbitro principal, tenham conseguido ver pelo menos uma das irregularidades. Por muitas explicações que possam ser agora apresentadas, não deixa de ser um erro grosseiro com influência directa no resultado.

    2) Acho curiosa a mudança de atitude por parte dos adeptos benfiquistas que, repentinamente, parecem ter compreendido que uma arbitragem não pode ser avaliada apenas pelo superficial, mas sim pelo seu todo. Assim sendo, é óbvio que o erro de Elmano Santos foi apenas mais um no meio de vários que cometeu ao longo dos 90 minutos de jogo, em favor e em prejuízo das duas equipas. Da mesma forma, também a arbitragem de João Ferreira deve ser analisada pelo seu todo, tendo em conta que ocorreram dois lances duvidosos na área do Beira Mar passíveis de marcação de grande penalidade que o árbitro, na dúvida, decidiu não assinalar.

    3) Recorde-se que num desses lances houve um corte com o braço de um defesa do Beira Mar, um lance que os analistas consideraram não justificar a marcação de penalty por parecer casual. Compare-se agora esse lance com um dos três penalties assinalados a favor do Benfica frente ao Rio Ave em que, não obstante a semelhança das circunstâncias, o critério do árbitro foi completamente distinto. Perante os factos e fazendo uso daquela que tem sido a politica encarnada, também aqui poderíamos afirmar que, em caso de dúvida, os árbitros favorecem o Benfica na marcação de grandes-penalidades.

    4) Os adeptos encarnados parecem acreditar que, pelo facto de serem muitos a repetir os mesmos argumentos, que os mesmos passam a constituir verdade absoluta. Desenganem-se. De todas as opiniões manifestadas pelos vários ex-árbitros que semanalmente analisam os lances polémicos (e eu posso referir pelo menos quatro) apenas um, Jorge Coroado, foi da opinião de que o penalty foi mal assinalado. Os restantes foram peremptórios em afirmar que a decisão de João Ferreira foi acertada.

    5) No início da época, foram criadas expectativas demasiado irrealistas sobre o valor desta equipa encarnada. Dizia-se que iriam ser bi-campeões, ganhar a Liga dos Campeões, etc. Ora, à medida que tais ilusões foram dando lugar à constatação de uma triste realidade, o Benfica começou a demonstrar muito nervosismo, o que se reflecte nas palavras e atitudes dos seus adeptos, funcionários e dirigentes. A constante alusão às arbitragens para disfarçar a prestação medíocre a nível nacional e internacional, as agressões dos stewards ao treinador da águia, a agressão do treinador a um jogador do Nacional, as constantes provocações de Jesus ao treinador portista, etc, etc, etc, são factores que revelam stress e desequilíbrio emocional. Talvez fosse aconselhável fazer uma pausa para reflexão, já que parece evidente que não estão a ser capazes de lidar com a pressão.

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