quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A união faz a força!

Os velhos chavões do tipo "a nossa equipa entra em todas as competições para ganhar" podem parecer muito bonitos quando proferidos por treinadores e jogadores nas conferências de imprensa, mas todos nós sabemos que uma boa gestão de recursos ao longo de toda uma época desportiva passa pela definição antecipada de objectivos prioritários. Assim sendo, é óbvio que, de todas as competições em que o FC Porto se encontra inserido, a Taça da Liga assume uma menor importância quando comparada com a Liga Portuguesa, a Liga Europa, ou mesmo a Taça de Portugal, pelo que se compreende perfeitamente o que Pinto da Costa quis dizer quando afirmou que não se importava de perder todos os jogos da Bwin Cup. Desde que isso, acrescento eu, contribua para que se ganhe todos os outros.
A exemplo do que já acontecia com Jesualdo Ferreira, também André Villas-Boas tem procurado servir-se da Taça da Liga como uma espécie de balão de ensaios, fazendo rodar os jogadores menos utilizados e testando soluções tácticas alternativas ao modelo de jogo habitual. Obviamente, esta filosofia acarreta para a equipa um risco elevado de ver acontecer o que aconteceu frente ao Nacional, ou seja, perder. Tal facto poderá parecer desagradável aos olhos dos adeptos, mas terá de ser assumido como um sacrifício aceitável. Por esse motivo, as manifestações de desagrado do público verificadas no jogo com o Marítimo são dispensáveis, principalmente tendo em conta a excelente época que a equipa nos tem oferecido. Não tenhamos pois a memória curta, nem sejamos ingénuos a ponto de nos deixar levar pela crítica fácil, sabendo que tal favorece apenas as pretensões dos nossos adversários.

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