segunda-feira, 7 de março de 2011

Tácticas de terra queimada

A táctica da terra queimada é uma estratégia militar que consiste em incendiar e destruir as suas próprias casas e colheitas à medida que o exército bate em retirada, de forma a negar ao inimigo o alimento e o abrigo. Foi amplamente utilizada por diversos generais ao longo da História e ainda hoje há quem a use nas mais diversas situações, incluindo o futebol.
Os portugueses começam finalmente a perceber que o SL Benfica não luta pela transparência, pela justiça e pela verdade desportiva, mas antes representa, ele próprio, os jogos de influências instalados nos meandros do futebol português, os compadrios, a falsidade e o chico-espertismo de meia-dúzia de caciques da capital que se movem em nome dos seus próprios interesses mesquinhos. E quando estes interesses são ameaçados pela superioridade desportiva dos adversários, eis que o clube da Luz não se faz rogado em aplicar as suas tácticas de terra queimada, fazendo uso da máquina propagandista que orbita em seu redor, destruindo toda a credibilidade do futebol até que nenhum mérito sobre para os vencedores. Quem sofre com isto é obviamente o futebol português e o próprio país, asfixiado pela frustração e inveja dos medíocres.
Ontem, após o jogo frente ao SC Braga em que os lisboetas podem ter dito definitivamente adeus à revalidação de um título conquistado na época passada à custa de uma sucessão de manobras de secretaria e de interferências externas no normal desenrolar da competição, o presidente encarnado deu largas à desonestidade, hipocrisia e mau-perder que o caracterizam, desatando a disparar em todas as direcções, tentando assim encontrar um bode expiatório que, aos olhos dos seus fanáticos seguidores, possa assumir as culpas da desastrosa época desportiva. E ainda este energúmeno limpava a baba e o ranho do seu bigode sebento, ainda as suas palavras ecoavam nos ouvidos enojados dos portugueses, já as rotativas do jornal A BOLA se prestavam para dar cobertura à verborreia do presidente encarnado, em mais uma descarada e obscena campanha de intoxicação do Zé Povinho.

São sobejamente conhecidas as ligações directas existentes entre a direcção do Benfica e o pasquim da Travessa da Queimada, pelo que já ninguém estranha os constantes atentados ao pudor e à isenção jornalística por parte deste jornal, há muito transformado num órgão de comunicação não oficial do clube da Luz. No entanto, há limites para a falta de vergonha. A primeira página de hoje é mais do que um insulto à inteligência de quem a lê: é um atestado de corrupção intelectual passado a todos os profissionais do jornalismo em Portugal. A todos, sem excepção! Não apenas aos que se vendem em nome de interesses económicos e políticos, mas também àqueles que, recusando-se a condenar tais atentados às mais básicas regras do jornalismo, se tornam cúmplices da anarquia que se vive em Portugal em matéria de comunicação social.

Diz A BOLA que «Xistra decidiu o que já estava decidido», acompanhando tal falácia com uma fotografia do árbitro a expulsar Javi Garcia. Mas pensará esta corja que alguém com dois dedos de testa irá acreditar que o jogo já estaria efectivamente decidido aos 41 minutos, altura em que o Benfica ficou reduzido a dez jogadores? Não constitui esta análise uma falta de respeito pela equipa do Braga e uma clara desvalorização do seu valor? E sendo uma simples expulsão de um jogador um factor tão decisivo a ponto de merecer tamanho destaque de 1ª página, por que motivo nunca demonstrou A BOLA preocupação em denunciar o facto do Benfica se ter sagrado campeão depois de jogar mais de 50% da época em vantagem numérica sobre os seus adversários?
Afirma ainda A BOLA que «O FC Porto não precisava deste árbitro para ser campeão por mérito», deixando no ar a ideia de que a arbitragem terá sido encomendada com o objectivo de permitir o distanciamento dos azuis-e-brancos. Mas quem é que, tendo dois olhos na cara e tendo assistido às imagens televisivas, poderá acreditar que as decisões de Carlos Xistra foram erradas? E quem poderá ser tão ingénuo a ponto de acreditar que esta chusma de fanáticos iria alguma vez reconhecer mérito ao FC Porto, com ou sem Xistra? É mais do que evidente que o velho discurso do insulto, da suspeição e da acusação gratuita estava encomendado há muito tempo, faltando apenas um pretexto para o lançarem a público. Já faz parte das suas habituais tácticas de terra queimada.

De nada valem os queixumes sobre o golo alegadamente mal anulado quando as imagens televisivas comprovam que Cardozo estava efectivamente adiantado em relação ao último defesa no momento do passe. Se o árbitro errou nesse lance foi em ter poupado o amarelo ao avançado encarnado por ter introduzido a bola na baliza do Braga já com o jogo interrompido. De nada valem os queixumes sobre a expulsão de Javi Garcia quando as imagens televisivas comprovam que o jogador benfiquista atingiu ostensivamente Alan com o braço esquerdo já depois de ter pontapeado a bola, num gesto grosseiro obviamente merecedor de cartão vermelho. De nada valem as tentativas de branqueamento de mais um frango do sr. 8 milhões, ou dos falhanços de uma equipa que, desde há duas semanas, começou a dar mostras de uma quebra física evidente. Por muito que a intelectualmente corrupta imprensa lisboeta procurasse disfarçar a óbvia quebra de forma dos encarnados, há muito que havíamos percebido aquilo que as vitórias obtidas frente ao Marítimo e ao Sporting nos últimos segundos de jogo faziam augurar: era apenas uma questão de tempo até que a equipa encarnada desse o berro. Ontem, foi o que se viu.

Caricatas são ainda as afirmações do presidente encarnado acerca da recepção da sua equipa em Braga, acusando o clube minhoto de hostilizar os seus congéneres lisboetas. Pensaria porventura este energúmeno que as gentes de Braga se esqueceriam assim tão facilmente da afronta de que foram vítimas na época passada quando viram a sua equipa ser afastada do 1º lugar pelas criminosas decisões do seu cão amestrado, Ricardo Costa? Pensará este energúmeno que saber receber é protagonizar as tristes figuras de Jorge Jesus e Rui Costa quando, em pleno relvado da Luz, trataram os jogadores do Nacional e do Marítimo ao empurrão e à chapada, com a bênção da Comissão Disciplinar da Liga que insiste em assobiar para o ar fingindo que nada vê e nada ouve?
Numa coisa temos de concordar com o presidente encarnado: há de facto jagunços no futebol português e o sr. Vieira conhece-os bem. São aqueles que se movem nas sombras do túnel da Luz e que na época passada conseguiram condicionar a competição ao fazer suspender, com os seus insultos e provocações, dois jogadores do FC Porto. Já houve quem lhes chamasse "gestapo". Eles lá sabem do que falam.

4 comentários:

  1. O que me fascina nos SLB's, nem todos mas a grande maioria, é sofrerem de... acho que é miopia aguda, tal como alguns comentadores que nem com o "replay" das imagens televisivas conseguem vislumbrar as decisões correctíssimas das equipas de arbitragem.
    Fazem-me lembrar um conhecidíssimo politico que à força de tanto mentir convence-se de que está a falar verdade!
    O SLB vai perder mais um ou dois joguitos e vão ver que a culpa vai continuar ser dos árbitros.

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  2. Estamos de acordo em relacão à capa do jornal A Bola. Mesmo como benfiquista quando li não acreditei. Mas mais uma vez, você parte de algo em que tem de facto razão para uma destilacão de ódio e ressabiamento baseada em opiniões altamente parciais e extremistas. Podia dar mais exemplos, mas deixo só este: no "Pior da Semana" você escreve a este respeito "já ninguém estranha os constantes atentados ao pudor e à isenção jornalística por parte deste jornal, há muito transformado num órgão de comunicação não oficial do clube da Luz. No entanto, há limites para a falta de vergonha". Eu concordo. Há de facto limites para a vergonha, e da mesma forma que o jornal A Bola mostrou a sua falta de isencão, também no jornal O Jogo não faltam exemplos de proteccionismo ao FCP. No extremo temos a historia macabra de Tavares-Teles e o pato amigo de Deco. Ou isso já não foi um "atestado de corrupcão intelectual passado a todos os profissionais do jornalismo em Portugal"? Já não foi um exemplo dos que "se vendem em nomes de interesses económicos e políticos"? É que se bem me lembro o editor até queria dar maior destaque à coisa, mas foi Pinto da Costa que achou melhor não. Era à vontade do freguês...

    Não me canso de dizer: o blog é seu e você escreve o que quiser. Mas não se faca a si nem ao FCP de arauto da verdade e da justica, porque você é tão intelectualmente negligente (para não dizer desonesto) como aqueles que critica. A clubite tem destas coisas...

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  3. Senhor Armindo Tavares, miopia aguda? Parece-me que o senhor, que teve oportunidade de analisar as imagens televisivas, deve ter percebido que o cartão amarelo a Luisão é ridículo e que não existe qualquer falta de Javi. É precisamente Alan quem carrega o jogador do Benfica.
    Depois também já teve imenso tempo para analisar as imagens televisivas dos jogos do Porto e vislumbrar os pénaltis assinalados a favor do seu clube, especialmente com o Setúbal e com o Beira-Mar, que deram vitórias.
    E claro, tudo isto é miopia benfiquista, mesmo quando a bola bate no pé e o árbitro assinala penalidade.

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  4. http://www.youtube.com/watch?v=mKCxV31kjq4

    agresões,falta de fair play etc,e tem mais um duplo-penalty a favor do Braga,assinalado falta atacante ...e adivinha quem voltou?

    Roberto o senhor 8 milhões está de volta!

    dedicado ao anónimo das 12:56 ...

    Vamos para cima deles Porto

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