domingo, 24 de abril de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Dá cá um beijo

Dá cá um beijo, dá cá, dá cá.
Dá cá um beijo, não sejas má.
Não sejas má, não sejas louca.
Dá cá um beijo da tua boca.

P.S. - E é este um jogador da Selecção Nacional...

O que se diz na blogosfera encarnada

Como sempre acontece quando o FC Porto nos proporciona mais uma vitória importante, gosto de passar os olhos pela imprensa e pelos blogues adversários para ver o que por lá se diz.
Entre as costumeiras choradeiras sobre arbitragem, críticas ao treinador e acusações à direcção encarnada, diverti-me imenso com algumas frases escritas por adeptos do "glorioso", autênticas pérolas da literatura futebolística que aqui transcrevo e que espelham bem a confusão de ideias que a vitória do FC Porto na Luz causou nas pobres almas afectas ao clube da luz apagada.

Assim, o blogue "O belo voar da águia" diz que «ir a outra final com o Porto e perder, mais vale ser eliminado já pelo Braga. Não conseguirei suportar outro vexame como aquele que sofri ontem». No mesmo blogue, um comentador confessa que «acordei às 4 da manha e a primeira coisa que me veio a mente foi o resultado com o fcp. As lagrimas vieram-me logo aos olhos, não suporto mais vexames como o de ontem», «eles tem uma equipa muito superior a nossa muita compacta muito homegenea que jogam de olhos fechados com uma mentalidade germanica wining wining wining,ao contario de nos que somos uma equipa desmotivada e derrotada a partida porque nao temos a tal mentalidade que eles tem».

No "Anti-tripa", um comentador anónimo também reconhece que «o Benfica bem pode é rezar para não sofrer outra humilhação.... por isso eu prefiro perder pos braguilhas na meia final para não ter de ser outra vez enxovalhado.... O mesmo comentador acrescenta ainda: «Detesto o nacional da madeira por causa do seu presidentezeco corrupto, mas neste momento sou OBRIGADO a agradecer-lhes por terem eliminado o porto da Taça da Liga. Se assim não fora teríamos outra HUMILHAÇÃO».

O "Águias da Beira" escreve: «A mim o que me custa não é ver este adversário ganhar na Luz , o que me custa é ser dominado na Luz».

Mas o melhor está guardado para o fim. No blogue Taberna Bermelha, o autor dá largas à sua frustração neste pequeno excerto que, diria eu, é o espelho da nação encarnada:  «Já vi o meu clube levar 7, levar 5 de ambos os rivais, ser eliminado por Gondomares, etc, etc, perder finais europeias, perder taças, supertaças, campeonatos e diversos jogos importantes. Já vi o Benfica ser presidido por um ladrão, já passei por operações coração, por equipas ridículas nos anos 90 feitas por jogadores que deveriam ter pago para sequer treinar no campo nº3 do Estádio da Luz, quanto mais para envergar o manto sagrado, já vivi imensos momentos tristes e humilhantes para além dos que já aqui enumerei e sempre de cabeça erguida, mas hoje foi demais... Hoje fui "obrigado" a baixar as calças e me deixar enrabar perante tamanha impotência e banho de classe, bola e superioridade que levamos.»

Bolas, nem imagino o quanto deve ter doído...

Obrigado Porto, por tudo o que me dás!

Hoje acordei com a agradável sensação de ter tido um sonho lindo. Levantei-me de rompante, bem desperto e animado, antecipando-me ao despertador. Na cabeça, enquanto tomava o meu duche, palpitavam ainda as emoções vividas horas antes, quando o meu clube do coração me ofereceu mais uma alegria, mais um momento de inigualável orgulho, e estava desejoso de partilhar este sentimento com os meus colegas, amigos e familiares. Hoje, nem os problemas do trabalho, nem as malditas contas para pagar, nem sequer o FMI, conseguiriam apagar o sorriso que trago estampado na face. O FC Porto tem este dom de reescrever o nosso próprio destino, de transformar a nossa simples vivência de comuns mortais, o nosso quotidiano banal e fastidioso,  numa experiência transcendente. Obrigado Porto, por tudo o que me dás! 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Xistrema

André Villas-Boas manifestou ontem estranheza pelo facto de, a menos de 48 horas do início do jogo com o Benfica a contar para a Taça de Portugal, ainda não ser conhecido o nome do árbitro escolhido para orientar a partida. Trata-se efectivamente de uma situação pouco habitual e tanto mais estranha se pensarmos que, na mesma altura, já era conhecido o árbitro da final da Taça da Liga que se irá realizar apenas no próximo sábado. Houve quem procurasse justificar esta inusitada situação com uma alegada tentativa de proteger o árbitro de possíveis pressões, algo que à primeira vista não faria muito sentido pois, pela mesma perspectiva, todos os árbitros deveriam merecer a mesma protecção em todos os jogos, o que não acontece. No entanto, a teoria parece ter ganho alguma lógica a partir do momento em que o Conselho de Arbitragem divulgou a escolha de Carlos Xistra.
Recorde-se que Xistra se viu recentemente envolvido numa gigantesca polémica, sendo acusado pelo Benfica de ser o principal responsável pela derrota da equipa da Luz em Braga. Apesar das imagens televisivas darem razão ao árbitro na expulsão de Javi Garcia, os lisboetas, como sempre apoiados pela corrupta imprensa da capital, desencadearam um verdadeiro linchamento público do juiz albicastrense, de quem fizeram bode-expiatório do seu definitivo afastamento do título nacional. Não admira, portanto, que poucos minutos após a divulgação do seu nome para dirigir o confronto de hoje entre o Benfica e o Porto, os principais jornais desportivos da capital já enchiam os seus sites com grandes parangonas a ressuscitar a polémica, obviamente com o objectivo de fazer lembrar que Xistra está em "dívida" para com o Benfica e que terá agora uma excelente oportunidade para limpar a sua imagem aos olhos dos encarnados. O Record, por exemplo, escreveu que «Xistra volta a estar no caminho do Benfica», como se, de repente, o FC Porto tivesse passado para segundo plano e o único obstáculo com que os lisboetas precisassem de se preocupar fosse o árbitro.
Tudo isto faz parte do habitual jogo sujo de Lisboa, que usa e abusa dos seus poderes para condicionar e influenciar os acontecimentos em favor dos seus interesses mesquinhos. Nada interessa nesta altura que, nos três confrontos directos já realizados esta época entre o Porto e o Benfica, tenham sido sempre os portistas com maiores  razões de queixa dos critérios de arbitragem, desde a deplorável prestação de João Ferreira em Aveiro, à criminosa actuação de Duarte Gomes na Luz que um corrupto disfarçado de observador procurou branquear. Nada interessa que o historial de prejuízo ao FC Porto protagonizado por Carlos Xistra seja tão extenso que o albicastrense seja conhecido entre os portistas como "o Xistrema". Nada interessa que o clube lisboeta seja hoje orientado pelo seu treinador graças ao compadrio de uma Comissão Disciplinar que adulterou o  processo de Jorge Jesus para permitir a sua presença no banco. Tudo isto é acessório para quem não olha a meios para atingir os seus fins. E é por este motivo que, hoje à noite, todos nós estaremos a apoiar o FC Porto, não apenas por estar em jogo a presença na final da Taça de Portugal, mas porque cada desafio contra a máfia lisboeta é uma luta do bem contra o mal.
Ninguém duvida de que a tarefa do FC Porto é extremamente árdua, pois os Dragões terão de virar um resultado desfavorável de 2-0 tendo pela frente uma boa equipa, um ambiente hostil e um árbitro altamente condicionado em favor da equipa da casa. Mas se há coisa que este clube sempre teve de bom é a sua capacidade de se transcender perante as adversidades e nunca, nunca virar a cara à luta. Afinal, por alguma razão o Porto é a Cidade Invicta.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Bomba no futebol português


 Há mais um escândalo que vem comprovar o clima de corrupção, compadrio e viciação da verdade desportiva existente no seio das instituições que gerem o futebol português. Lamentavelmente, já se prevê que, a exemplo do que sempre acontece no nosso país quando estão em causa os interesses do SL Benfica, este caso venha a ser branqueado aos olhos da opinião pública pela corrupta imprensa lisboeta e ignorado pelas autoridades da capital. Como tal, cabe a todos nós, comuns cidadãos, o dever cívico de denunciar esta obscenidade, impedindo que os responsáveis por esta cabala passem impunes.

Segundo uma notícia publicada hoje pelo jornal O JOGO, o castigo de onze dias de suspensão e 7500 euros de multa aplicado a Jorge Jesus pela Comissão Disciplinar da Liga na sequência dos acontecimentos no final do Benfica-Nacional contrariou as conclusões e a proposta de pena constantes do relatório da instrutora responsável pela condução do processo. De facto, enquanto a Drª Maria João Ribeiro deu como provada a agressão de Jorge Jesus ao jogador do Nacional, concluindo ser ajustado aplicar ao arguido Jorge Fernando Pinheiro de Jesus, treinador do Sport Lisboa e Benfica, Futebol SAD, as penas de suspensão de 2 meses e multa de 6000 euros a Comissão Disciplinar da Liga considerou que o treinador do Benfica apenas tentou agredir Luís Alberto, sem o ter conseguido.

O acórdão final não faz qualquer referência à divergência de opiniões entre a instrutora e os juízes da Comissão Disciplinar, o que indicia a existência da intenção de encobrir as conclusões da Drª Maria João Ribeiro. Entre as divergências verificadas, destaca-se a alteração do relatório elaborado pela instrutora que, no seu ponto 15, refere o seguinte:

«Em face do termo utilizado, e da insistência de Luís Alberto em falar com Jara, o arguido apanhou o jogador Luís Alberto de surpresa e, lançando o braço direito para a frente na direcção do jogador, atingiu-o com a mão direita».

Já o acórdão final refere, no mesmo ponto:

«Em face do termo utilizado e da insistência de Luís Alberto em falar com o Jara, o arguido apanhou o jogador Luís Alberto de surpresa e, lançando o braço para a frente na direcção do jogador, não logrando atingi-lo com a mão direita

Logo a seguir há mais uma divergência. O relatório original refere nos pontos 16 e 17:

«Como consequência desse gesto, o jogador Luís Alberto foi tocado na parte esquerda do rosto e pescoço», tendo a sua cabeça sido «projectada com força para trás e para a direita».

Já o acórdão da CD ignora a menção ao eventual toque no rosto e pescoço de Luís Alberto para referir apenas que:

«Na sequência do referido gesto do arguido, a cabeça do jogador Luís Alberto foi projectada para trás e para a direita».


Como facilmente se constata pela análise dos textos, o relatório da instrutora do processo foi adulterado pela CD com o intuito de esconder o facto de ter ficado provado, quer pelas imagens televisivas, quer pelos testemunhos, que existiu efectivamente uma agressão de Jorge Jesus a Luís Alberto, justificando-se assim a aplicação de uma pena substancialmente menor do que os 2 meses inicialmente propostos.
Entretanto, José Manuel Meirim, professor de Direito do Desporto, esclarece, na edição de hoje de O JOGO, que não é obrigatório que a CD explique os motivos que a levou a alterar as conclusões da instrutora do processo, mas parece evidente que seria da mais elementar obrigação, em nome da transparência e da credibilidade, que tais alterações fossem devidamente explicadas, tanto mais que afectam fortemente a moldura penal aplicada ao arguido. A recusa em fazê-lo sugere a intenção de encobrir as conclusões da Drª Maria João Ribeiro, o que levanta sérias suspeitas sobre a isenção com que o processo foi conduzido.

José Manuel Meirim considera ainda que existem outras incoerências graves que ferem a credibilidade do processo e dá dois exemplos concretos:

«No ponto 15, que é remendado naquele que consta do relatório da instrutora, diz-se que Jorge Jesus não logrou atingir Luís Alberto, mas logo a seguir afirma-se que a cabeça daquele foi projectada. Ora, se foi projectada, é porque sofreu a influência de algo exterior. Caso contrário, deveria afirmar-se que se projectou

«Refere-se que as imagens televisivas são nítidas, esclarecedoras e conclusivas, mas depois refere-se que não se distingue se o gesto de Jorge Jesus é feito com a mão aberta, fechada ou semicerrada

Todos os portugueses compreenderam que este processo envolveu um conjunto de estranhas coincidências altamente favoráveis aos interesses encarnados. De facto, não só a decisão se viu arrastada até à semana em que o campeonato ficou matematicamente decidido, como a duração da suspensão parece ter sido escolhida de forma a provocar o menor dano desportivo possível ao clube da Luz, tendo em conta que a mesma termina exactamente na véspera do jogo da Taça de Portugal, a realizar amanhã com o FC Porto.
As evidências agora trazidas a público vêm fundamentar as suspeitas de que todo o processo terá sido manipulado com o objectivo de proteger o Benfica e o seu treinador das consequências de uma agressão a que todos os portugueses assistiram. Estamos portanto perante um caso de viciação da verdade desportiva que deverá merecer a devida atenção da parte da imprensa nacional e a instauração de um processo de investigação por parte das autoridades competentes. Caso estas se recusem a actuar em conformidade, deverá o FC Porto avançar com a denúncia do caso para as instâncias internacionais, nomeadamente a UEFA e o TAS, no sentido de ver reposta a verdade desportiva e os responsáveis por esta obscenidade devidamente punidos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

São Patrício

Tal como aconteceu em Alvalade no jogo da primeira volta do campeonato, em que arrancou a ferros um empate a uma bola beneficiando, entre outros erros graves de arbitragem, de um golo claramente irregular e da expulsão forçada de Maicon, o Sporting esteve ontem prestes a dar, no Dragão, mais uma lição de como roubar pontos à equipa campeã nacional sem nada fazer para tal. Uma lição que não passou da teoria à prática porque quis o árbitro, já em período de descontos, escrever direito por linhas tortas, ao considerar casual o toque na bola com a mão de Rolando, evitando assim um penalty que, porventura, daria uma vez mais à equipa leonina um empate imerecido. Uma decisão tão  justa quanto inesperada, refira-se, tendo em conta o critério favorável aos visitantes demonstrado por Artur Soares Dias ao longo dos 90 minutos, bem patente, por exemplo, quando Varela sofreu uma cotovelada na cara sem que tenha sido sequer assinalada falta, ou quando Moutinho viu o árbitro assinalar um livre num lance em que se limitou a ganhar uma bola de cabeça saltando mais alto do que o adversário. É claro que, para a intelectualmente corrupta imprensa lisboeta (a mesma que procurou abafar a escandalosa arbitragem de Duarte Gomes na Luz e a posterior avaliação positiva atribuída pelo observador), o único erro que interessará referir e explorar até a exaustão será o do alegado penalty não assinalado a favor do clube de Alvalade, ignorando o facto de a maioria dos analistas de arbitragem concordarem com a decisão do árbitro (refira-se, a título de exemplo, que dos três ex-árbitros que constituem o Tribunal do Jogo, apenas Jorge Coroado entende que existiram motivos para a grande penalidade, enquanto Pedro Henriques e Paulo Paraty consideram o lance casual).
Quanto ao jogo em si, nada a apontar na vitória do Porto, justíssima dada a superioridade demonstrada pelos azuis e brancos ao longo de toda a partida. Nem mesmo quando o Sporting marcou o seu primeiro golo logo aos 10 minutos, fruto de um lance fortuito em que o remate desferido sem força nem colocação acabou desviado pelo pé de Matías Fernandez, foi suficiente para abalar a convicção dos jogadores e dos adeptos de que a reviravolta seria apenas uma questão de tempo e bem podem agradecer os de Alvalade ao seu patrono São Patrício (e ao poste esquerdo da sua baliza) o facto de não terem saído do Dragão vergados a uma goleada à moda antiga, tantas foram as defesas milagrosas por ele realizadas.
Uma nota final para Walter, que assinou mais um belo golo, e para Helton, que esperamos ver regressar à baliza já na próxima quarta-feira, na Luz.

P.S. - Na semana passada, o FC Porto foi duramente criticado por alguns "opinion makers" pelo facto de ter denunciado em conferência de imprensa, devidamente apoiado em imagens vídeo, um conjunto de QUINZE erros graves cometidos por Duarte Gomes no jogo SL Benfica-FC Porto, algo que foi interpretado por muitos, não como um gesto de legítima defesa da verdade desportiva tendo em conta a obscena avaliação atribuída pelo observador da Liga, mas como "mais um atentado à pacificação do futebol português" ou ainda como "uma tentativa de influenciar as arbitragens dos próximos jogos".  Veremos agora o que dirão estes pseudo-moralistas perante as afirmações de Carlos Barbosa, vice-presidente do Sporting, que, por causa de UM alegado erro de Artur Soares Dias, até já veio falar em processos-crime...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Descer mais de nível é impossível - Comunicado do FC Porto

O desporto em geral e o futebol em particular suscitam paixões que muitas vezes são difíceis de controlar, mas tudo tem que ter um limite e o Benfica desceu ao nível mais baixo de sempre, através da Benfica TV, ao colocar um comentador do programa Debate, chamado Sérgio L. Bordalo, a desejar a morte do presidente do FC Porto.

O FC Porto só hoje tomou conhecimento que Sérgio L. Bordalo, desde há muito comentador do referido programa, proferiu a seguinte frase na emissão da passada semana: “Eu desejo muito sinceramente que o presidente do FC Porto festeje o próximo título junto daqueles a quem dedicou este”.

Todos sabem que Jorge Nuno Pinto da Costa dedicou o título de campeão a Pôncio Monteiro, falecido em Dezembro de 2010, e a José Maria Pedroto, falecido em 1985. Sérgio L. Bordalo, na Benfica TV, órgão oficial do Benfica, revelou um inaceitável e indesculpável mau gosto, ao não ter respeito pelos mortos e ao desejar a morte de outro ser humano.

São estes valores, ou a falta deles, a que a direcção do Sport Lisboa e Benfica dá antena no seu canal oficial de televisão. Já todos sabíamos que a Benfica TV destila ódio ao FC Porto e aos seus adeptos, o que não imaginávamos é que a Direcção de um clube centenário desse cobertura a desmandos deste tipo, isto a pouco mais de uma semana de o nosso clube jogar de novo no Estádio da Luz.

O FC Porto está seguro de que a maioria dos adeptos do Benfica não se revê nestes comportamentos, mas responsabiliza a sua Direcção. Uma coisa é a Direcção do Benfica fingir que não teve nada a ver com o apagão, outra coisa será fazer de conta que também não tem nada a ver com a Benfica TV. Que se saiba, o Benfica não está em auto-gestão.

O FC Porto questiona as autoridades, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, o Ministério Público e o Governo da República se é para o incitamento ao ódio que se atribuem licenças de televisão?

O FC Porto aguarda um pedido de desculpas formal por parte da Direcção do Benfica.

sábado, 9 de abril de 2011

FlashForward

A NASA já informou o Governo português que irá enviar uma equipa de investigadores para estudar um estranho fenómeno recentemente ocorrido no nosso país. Numa situação semelhante à da série "FlashForward", toda a população portuguesa foi afectada por um desmaio colectivo, tendo acordado um minuto depois com a sensação de ter visto Jorge Jesus a agredir o jogador do Nacional, Luís Alberto, com uma bofetada. Felizmente, a Comissão Disciplinar da Liga veio hoje explicar aos portugueses que tudo não terá passado de uma ilusão e que o gesto do treinador encarnado não foi mais do que uma simples tentativa de agressão. Que sorte a nossa em ter esta gente tão lúcida, sempre pronta a denunciar as mentiras que os nossos próprios olhos nos tentam impingir, não vos parece?

Entretanto, ficamos também a saber que a Comissão Disciplinar irá receber o Prémio Nobel da Medicina. A prestigiada fundação decidiu premiar a CD pela precisão cirúrgica com que aplicou a suspensão de 11 dias a Jorge Jesus, de forma a permitir que o treinador encarnado esteja disponível para orientar o Benfica exactamente no jogo frente ao FC Porto, a contar para a Taça de Portugal. Extraordinário, sem dúvida...

P.S. - Recordam-se do Vandinho, capitão do Braga, ter sido suspenso por 3 meses na época passada por uma alegada tentativa de agressão a um elemento do Benfica? Compare-se esse castigo com o agora aplicado a Jorge Jesus e digam lá se aquilo a que se assistiu no campeonato 2009-2010 não foi uma descarada e despudorada manipulação da verdade desportiva.

Ainda faltará muito para uma nova revolução em Portugal?

Já lá vão uns anos que, numa certa passagem de ano, a população do Porto foi convidada pela CMP, então presidida por Nuno Cardoso, para participar numa grande reveillon a realizar em plena Praça da Liberdade, onde a autarquia se preparava para oferecer aos munícipes (e não só a a estes) um fantástico fogo de artifício. Tive a infelicidade de me deixar vencer pela curiosidade e, movido pela expectativa de assistir a um grandioso espectáculo pirotécnico, fui um dos milhares de infelizes cidadãos que festejou as doze badaladas da meia-noite a olhar para o céu nocturno, à espera de um foguetório que acabou por não acontecer. Confrontado com o mal-estar causado entre a população portuense, o edil viu-se forçado a prestar um esclarecimento público, alegando então que a falha se deveu a uma avaria no botão de disparo dos foguetes. Escusado será dizer que a justificação não caiu bem na opinião pública, que se recusou a aceitar o pobre botão como bode expiatório da incompetência humana.

Quase uma semana depois do jogo que opôs Benfica e Porto e que consagrou os nortenhos como campeões nacionais, continua a não se vislumbrar na Luz quem assuma a responsabilidade pelo "apagão" e pelo "regão" que se verificou no final da partida quando a equipa portista festejava no relvado a conquista do título. A exemplo do botão a quem Nuno Cardoso procurou imputar as culpas do falhanço pirotécnico, também aqui os dirigentes encarnados pretenderam fazer de um simples fusível o bode expiatório da sua asneirada (estranho fusível esse que, ao fundir, desliga as luzes e acciona o sistema de rega...), demonstrando que, não só não possuem a maturidade para medir as consequências dos seus próprios actos, como não têm sequer a verticalidade e o carácter para assumir a sua autoria. Fazem assim lembrar aqueles putos da escola que cometem todo o tipo de asneiras às escondidas dos pais e depois atribuem as culpas ao gato, esperando que os progenitores sejam ingénuos a ponto de acreditar que terá sido o pobre animal que andou a brincar com os fósforos ou abriu o armário para roubar rebuçados.  

Há que reconhecer que o insólito episódio acabou por se afigurar como um tiro no próprio pé, causando mais mossa na imagem do clube da casa do que nos festejos do FC Porto. Aliás, todos sabemos que os melhores momentos são sempre celebrados à média-luz, desde o cantar do "Parabéns a Você" a um  romântico jantar, e os chafarizes de água acabaram por fornecer aos jogadores um motivo de diversão acrescida. Graças ao chico-espertismo dos seus dirigentes, o Benfica acabou assim por cair nas bocas do Mundo pelos piores motivos e forneceu um cenário original à festa do seu rival, conferindo ao momento toda uma envolvência dramática que ficará para sempre na memória de quem assistiu.

Tudo estaria muito bem, não se desse o caso deste "apagão" ter constituído um acto de irresponsabilidade que pôs em causa a segurança do público, dos jogadores e dos agentes da PSP que ainda se encontravam no interior do estádio, tal como reconheceu o subcomissário Costa Ramos no final do jogo (e como lhe deve ter custado proferir tais palavras...). Assim sendo, se já era suficientemente escandaloso o facto dos regulamentos desportivos classificarem este acto como um simples "incumprimento dos deveres do clube", punível com uma miserável coima de 1500 euros (algo que só se explica pelo facto de nunca, até hoje, se ter colocado a hipótese de alguém ser suficientemente estúpido para cometer tal insensatez), mais revoltante ainda se torna quando as autoridades permitem que o mesmo passe impune aos olhos da lei, sem que se verifique sequer a preocupação em apurar as responsabilidades.

Entretanto, o Ministro da Administração Interna, esse lambe-botas do clube do regime que há poucas semanas atrás se mostrava altamente indignado com a violência de que foi alvo o presidente encarnado e que prometeu mão dura na punição dos criminosos, remete-se agora ao silêncio. O mesmo silêncio cúmplice que assumiu, por exemplo, quando o autocarro do FC Porto e o carro de Pinto da Costa foram apedrejados na auto-estrada do Estoril, quando o autocarro da claque portista foi incendiado numa rua da capital, ou quando a PJ descobriu armas de guerra escondidas nas instalações do Estádio da Luz. Sinceramente, não vejo a hora de ver este energúmeno no olho da rua e só lamento saber que irá usufruir de uma choruda reforma, paga do bolso de todos nós. Todos, incluindo aqueles a quem esta escumalha trata como portugueses de segunda. Ainda faltará muito para uma nova revolução em Portugal?

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Porto Vintage

Já não existem quaisquer dúvidas de que este Porto é de colheita especial. Em plenos quartos de final da Liga Europa, numa altura em que já não existem equipas fáceis e a linha fina que separa a vitória da derrota se define por pequenos pormenores, eis que a equipa de André Villas-Boas esmaga o seu adversário por 5-1 e dá um passo de gigante rumo às "meias". Quase me arriscaria a afirmar que a eliminatória está praticamente decidida, não por desrespeito ao Spartak de Moscovo, entenda-se, mas por acreditar que este Porto é efectivamente capaz de vencer qualquer adversário, em qualquer estádio.
Os azuis-e-brancos são uma verdadeira máquina de futebol que dá gosto de ver jogar do primeiro ao último minuto. Nota-se nos jogadores uma alegria contagiante no seu futebol rendilhado, recreativo e divertido, um entusiasmo que transborda para os espectadores, fazendo adivinhar que é apenas uma questão de minutos, ou mesmo segundos, até assistirmos a um novo passe fantástico, uma finta espectacular ou um golo de bandeira.
Hulk é, sem dúvida, o motor desta equipa, mas Falcão é o combustível. Quase conseguiria passar o jogo somente a ver o colombiano, as suas movimentações, os seus despiques, as suas constantes mudanças de velocidade que deixam qualquer defesa adversário de olhos trocados. "El Tigre" é um verdadeiro ponta-de-lança, uma seta apontada à baliza adversária, mas ainda assim um profissional correcto e leal. Que grande contratação fez o Porto ao trazer este jogador para o Dragão!
Para terminar, uma palavra para o treinador. André Villas-Boas sagrou-se, há poucos dias, campeão nacional com apenas 33 anos de idade. Muitos consideram ser ainda cedo para o considerar um treinador de topo e eu não posso deixar de concordar. Todos sabemos que o FC Porto, com a estrutura que possui, é uma autêntica fábrica de campeões e isso estende-se, não apenas aos jogadores, mas também aos treinadores. No entanto, quem conhece a sua carreira e acompanhou o trabalho efectuado ao longo desta época, não pode deixar de considerar que este homem possui todos os predicados para vir a ser um dos grandes treinadores mundiais. André Villas-Boas é, a par do eterno Pinto da Costa, o principal obreiro desta equipa. E que maravilha é ver este Porto a jogar!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os mentirosos - Comunicado do FC Porto

«Pode enganar-se toda a gente durante um certo tempo, pode mesmo enganar-se algumas pessoas todo o tempo, mas nunca se conseguirá enganar toda a gente sempre. Vem isto a propósito de mais uma mentira cirurgicamente posta a circular nos últimos dias pelo habitual ministério da propaganda com o simples objectivo de limpar a imagem de quem não tem vergonha e, ao mesmo tempo, manchar a imagem do FC Porto.

E o que diz a nova propaganda que na noite de segunda-feira chegou ao programa Dia Seguinte da SIC Notícias e que ontem prosseguiu no programa Trio de Ataque da RTPN? Simples, que o FC Porto apagou a iluminação do Estádio do Dragão logo após o final do jogo com o Benfica, para a Taça de Portugal, disputado a 2 de Fevereiro, com o objectivo de impedir os jogadores adversários de festejarem a vitória com os seus adeptos.

É mentira e quem o diz, caso não se retrate, só tem um nome: mentiroso. O objectivo, está bom de ver, é mitigar os efeitos da transformação do Estádio da Luz no Estádio das Trevas no último domingo. Correu-lhes mal, queriam impedir a festa, mas apenas a tornaram ainda mais inesquecível e planetária, tantas as notícias que correram o mundo, porque, como diz o outro, para alguns “o fair play é uma treta”. Agora, andam desesperados, a inventar mentiras. Só que nós estamos atentos e vigilantes e havemos de os denunciar sempre.

A atestar a verdade podem ser questionados os senhores Álvaro Albino, secretário-geral da Federação Portuguesa de Futebol e benfiquista, e Rui Pereira, chefe de segurança do Benfica. Ambos, na companhia de Luís Silva, Director de Campo do FC Porto, deslocaram-se mais de uma hora depois do final do jogo e já depois da saída do estádio dos adeptos do Benfica, ao sector visitante para contabilizarem os estragos causados pelas claques ilegais do Benfica. Estes senhores podem atestar que nessa altura as luzes continuavam ligadas. Mas com certeza que também os próprios jogadores do Benfica – ou a polícia –, podem atestar que a iluminação se manteve a funcionar.

Sejamos razoáveis. Alguém no seu perfeito juízo acredita que caso a iluminação do Estádio do Dragão tivesse sido desligada um décimo de segundo antes do habitual o assunto não tivesse sido de imediato denunciado à UEFA, à FIFA e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas? Que não tivesse reunido o comité de emergência, constituído por notáveis das artes, do jornalismo, da política (só faltam mesmo os entendidos em futebol), que um ou mais ministros não tivessem já recebido em pomposa audiência o presidente e o seu arcanjo da guarda? Claro que não.

Já não há pachorra para estas mentiras sucessivas, num decalque da propaganda nazi que acreditava que uma mentira repetida mil vezes se tornava verdade. Não torna, nunca tornará, e o FC Porto não permitirá que uns quaisquer que não sabem perder – apesar da vasta experiência na matéria – possam beliscar o clube que tanto invejam.

A vida é como os interruptores, uns dias para cima, outros para baixo, mas no FC Porto continuamos “on” como o clube de toda a Europa com mais troféus no sec. XXI.

PS: O FC Porto equipa de azul e branco, toda a gente o sabe. Recusou, é verdade, entrar em campo com crianças equipadas à Benfica, porque, também toda a gente o sabe, sempre que se fazem este género de iniciativas, equipam-se as crianças com os equipamentos dos dois clubes e cada um entra em campo com as crianças com as cores adversárias. O Benfica recusou-o, como confirmou através da chamada telefónica que fez ontem para o programa Trio de Ataque. E dizer que tinha proposto, como alternativa, camisolas brancas ou cinzentas só mostra hipocrisia. A última coisa que esperávamos era que se instrumentalizassem crianças, mas há, de facto, quem não tenha limites à estupidez.»

terça-feira, 5 de abril de 2011

A água está cara

Os lisboetas bem quiseram poupar na conta da luz, mas a brincadeira acabou por sair-lhes cara já que a Comissão Disciplinar da Liga decidiu hoje multar o Benfica em 1500 euros pela sua atitude de apagar as luzes e ligar o sistema de rega no final do jogo com o FC Porto. Uma quantia ainda assim irrisória, tendo em conta a irresponsabilidade deste acto que podia ter tido consequências graves, visto que ainda se encontrava muito público, jogadores e agentes da PSP no interior do estádio.

O inferno da luz apagada

Como se esperava, a conquista do título pelo FC Porto foi notícia um pouco por todo o Mundo, mas não foi apenas a vitória dos Dragões que mereceu destaque na imprensa internacional. Também foi amplamente referido o apagão na Luz que deixou a equipa portista às escuras no final do jogo. Eis aqui alguns dos títulos  de jornais estrangeiros:


O Lancenet, do Brasil, diz que «o Porto é campeão português sobre o Benfica. A equipe de Helton e Hulk fez 2 a 1 no rival em pleno Estádio da Luz - que virou estádio sem luz após o apito final».

A Folha de S. Paulo afina pelo mesmo tom e coloca uma imagem dos festejos às escuras.

Na Argentina, o Olé titula «um campeão conhecido» e diz que «o Benfica acabou apagando as luzes e accionou o sistema de rega para que o F.C. Porto não desse a volta olímpica».

Em Espanha, a Marca titula que «Porto sagra-se campeão em casa do inimigo», fala em «dia negro de Roberto» e destaca que «apagaram as luzes enquanto o Porto festejava o êxito no relvado». «Era demasiado duro para qualquer adepto do Benfica. Feio gesto, mas até certo ponto compreensível

A imagem dos jogadores às escuras tem lugar de primeira página no site do Ás. «O F.C. Porto celebra o título às escuras e entre aspersores», titula.

Como facilmente se constata, os dirigentes encarnados, não só não conseguiram estragar a festa da equipa portista no final do jogo (pelo contrário, tornaram-na ainda mais divertida), como ainda puseram o Benfica nas bocas do Mundo pelos piores motivos. Como se já não bastasse a humilhação de ser derrotado em casa pelo seu rival em jogo de consagração, ainda se vêem agora confrontados com a deplorável imagem que o mau perder, a falta de carácter, a falta de respeito e a falta de civismo dos responsáveis benfiquistas provocou aos olhos da imprensa internacional. Infelizmente, nem isto lhes servirá de lição pois, a julgar pelos comentários de adeptos encarnados em inúmero sites e blogues, já se preparam para novos desacatos na recepção ao FC Porto no jogo da Taça de Portugal.

Menos de 12 horas depois do jogo, o DIAP já veio esclarecer que, à luz da legislação, a atitude dos dirigentes encarnados não constitui motivo para a instauração de um processo-crime. Isto significa que, em termos práticos, as provocações do Benfica irão, uma vez mais, passar impunes aos olhos das autoridades, mesmo depois do próprio subintendente da PSP de Lisboa ter referido, perante a comunicação social, que o acto do Benfica pôs em risco a segurança dos espectadores e dos agentes da PSP. Nada de estranhar, já que esta não é a primeira vez que tal acontece, mas não deixa, ainda assim, de se lamentar o triste destino de um clube, outrora glorioso, que não passa agora de um joguete nas mãos de um energúmeno com tiques de fascistóide.   

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Foi um rio de fogo que extravasou Portugal

 O dia de ontem, 3 de Abril de 2011, ficará para sempre na minha memória. Não apenas pelo facto de o FC Porto ter conquistado o seu 25º título de campeão nacional, nem por esta conquista se ter concretizado em casa do seu maior rival, mas por esta vitória ter sido o extravasar da revolta que enchia a alma e o coração dos adeptos portistas (e não só) desde o final da vergonhosa época de 2009-2010, em que, graças a todo um conjunto de estratagemas de secretaria, a verdade desportiva foi ostensiva e despudoradamente manipulada em favor de um clube lisboeta. Ontem, bem podiam os dirigentes benfiquistas proibir a entrada de bandeiras, tarjas e cachecóis, que nem assim impediriam os adeptos azuis e brancos de manifestar, a uma só voz, o amor que sentem pelo seu clube. Bem podiam recebê-los à pedrada, que nem assim os demoveriam de prestar o seu apoio incondicional à equipa. Bem podia Duarte Gomes prejudicar descaradamente o FC Porto com uma dualidade de critérios gritante, que nem assim os nossos jogadores deixariam de lutar até à exaustão pelos seus objectivos. Bem podiam apagar as luzes do estádio e ligar o sistema de rega do relvado, que nem assim evitariam a alegria e a euforia contagiante dos festejos. Ontem, no meio da escuridão que cega e tolhe a mente dos medíocres, uma luz brilhou a direito, ofuscou as demais: a chama do Dragão! E dessa chama viva, intensa, brilhante, vibrante, nasceu um rio de fogo que se expandiu de Norte a Sul, uma onda azul avassaladora que encheu as ruas, avenidas e praças, de Portugal e além fronteiras, levando a todos esta mensagem: SOMOS CAMPEÕES! SOMOS CAMPEÕES! SOMOS CAMPEÕES!

«PONTA DELGADA - As buzinas começaram a ser ouvidas na marginal da cidade poucos minutos depois do final do jogo, que o FC Porto venceu por 2-1, formando-se caravanas de automóveis a festejar a conquista do título nacional. Os adeptos do FC Porto juntaram-se nas imediações das Portas da Cidade, local tradicional dos festejos em Ponta Delgada, onde se agitaram bandeiras e cachecóis "azuis e brancos" e se entoaram cânticos de vitória. A festa estendeu-se um pouco por toda a cidade, com as caravanas automóveis a circularem por várias ruas, sempre com as buzinas a tocar, dando conta da vitória do FC Porto.»

«CABO VERDE - Dezenas de adeptos cabo-verdianos do FC Porto estão a festejar nas ruas da Cidade da Praia a vitória no campeonato de futebol em Portugal. No tradicional local dos festejos da capital cabo-verdiana, a Avenida Cidade de Lisboa, dezenas de veículos circulam com as bandeiras portistas, mas é nos bairros periféricos que a festa se faz mais sentir. Com cachecóis e bandeiras, buzinas e apitos, dezenas de pessoas, na sua grande maioria jovens, estão a festejar e a cantar vivas ao novo campeão português em bairros como Tira Chapéu e Terra Branca e ainda na Achada de Santo António, Plateau e Palmarejo.»

«FARO - Uma caravana com cerca de uma dezena de automóveis comemorou hoje na baixa de Faro o 25.º título nacional de futebol conquistado pelo FC Porto. Após o encontro, foi necessário esperar cerca de uma quarto de hora para os primeiros portistas começarem a aparecer junto ao Jardim Manuel Bívar, no centro de Faro, primeiro de forma desorganizada e depois integrando uma caravana que não foi muito além dos 10 veículos»

«MAPUTO - Uma forte tempestade "fora de época" travou hoje os festejos dos portistas de Maputo, que encheram cafés e restaurantes durante o encontro com o Benfica, mas tiveram que recolher a casa face à chuva que caiu na capital moçambicana. Quando o árbitro apitou para o fim do jogo, que deu o 25.º título português de futebol ao FC Porto, os portistasá deram largas à sua alegria, mas depois caíram "no real" quando deram contra da chuva que inundava a cidade. Apesar de o jogo ter sido transmitido em sistema aberto pelo canal público moçambicano de televisão TVM, os restaurantes e cafés da zona alta de Maputo encheram-se de adeptos, a maioria com as cores azul e branca, que praticamente gritaram do princípio ao fim do desafio. "É o Helton, pá"", gritou-se numa churrascaria da avenida 24 de Julho, quando o guarda -redes do FC Porto defendeu um remate a poucos minutos do fim, já os adeptos do Benfica tinham pedido a conta e abandonavam o local.»

«ALENTEJO - A conquista do 25.º campeonato nacional de futebol pelo FC Porto foi comemorada hoje esporadicamente nas principais cidades do Alentejo, uma região onde a maior parte dos adeptos de futebol são do Benfica e do Sporting. Em Évora, na Praça do Giraldo, considerada a "sala de visitas" da cidade, a agência Lusa constatou que o número de pessoas a comemorar a conquista do campeonato pelo FC Porto era escasso, enquanto noutras zonas foram ouvidas algumas buzinas de automóveis. Mais a sul, em Beja, os festejos da conquista do campeonato pelo FC Porto foram também muito tímidos, com a Lusa a verificar que não se realizaram festejos organizados nas principais ruas e avenidas da cidade alentejana. Pelas 23h00, na Praça António Raposo Tavares, onde normalmente ocorrem as concentrações de festejos desportivos, juntaram-se alguns automóveis com adeptos portistas, que pararam e buzinaram durante alguns minutos. A festa do título do FC Porto passou também ao lado da cidade de Portalegre, já que a Lusa, depois de uma ronda pelas principais artérias da cidade, não observou quaisquer festejos de adeptos "azuis e brancos".»

«COVILHÃ - Cerca de meia centena de adeptos do FC Porto fizeram a festa na Praça do Município, na Covilhã, pouco depois das 23h00, para comemorar a conquista do campeonato nacional de futebol. "Campeões na Luz" foi uma das frases mais vezes entoada por entre buzinas de alguns veículos que se juntaram à festa e que, por mais de uma vez, circularam na rotunda do centro da cidade. Com cachecóis e camisolas do FC Porto, os adeptos "azuis e brancos" festejaram ao lado de mais de uma centena de apoiantes do Sporting da Covilhã, que entretanto chegaram à cidade. Três autocarros regressavam de Moreira de Cónegos, onde o Covilhã empatou a uma bola com o Moreirense na luta pela manutenção na Liga de Honra, mas a massa "leonina" que apoiou o clube da cidade passou ao lado da festa.»

«LISBOA - Uma centena de adeptos do FC Porto juntou-se no domingo junto à casa do clube em Lisboa para festejar o 25.º campeonato nacional de futebol, após uma vitória (2-1) no Estádio da Luz frente ao Benfica.
Logo após o apito final, três dezenas de adeptos, que assistiram à partida na casa do FC Porto em Lisboa, na Avenida da República, saíram à rua para festejar a conquista do campeonato.
Há medida que os minutos passavam iam chegando mais adeptos com cachecóis, tarjas e alguns cartazes com imagens do presidente dos "dragões", Pinto da Costa»

«SETÚBAL - Adeptos do FC Porto festejaram hoje na Avenida Luísa Todi, em Setúbal, o título de campeão nacional de futebol, conquistado hoje com um triunfo por 2-1 sobre o Benfica no estádio da Luz, mas alguns esperavam uma festa maior.
Em caravana automóvel, os adeptos que assistiram ao jogo do título na Casa do Dragão na cidade do Sado juntaram-se a muitos outros que desfilaram pela avenida Luísa Todi e por outras ruas da cidade logo que terminou a partida com o Benfica.»

«COIMBRA - Centenas de automobilistas celebraram hoje em Coimbra a conquista do 25.º título nacional de futebol pelo FC Porto, após a vitória por 2-1 do sobre o Benfica, juntando-se numa concentração na Praça da República.
Um mar de cachecóis e bandeiras, buzinas e cânticos deram tom à alegria de centenas de portistas, que rejubilavam com "vingança" contra o Benfica, o seu maior rival campeão nacional na época passada, e agradeciam o falhanço do guarda-redes do Benfica que originou o primeiro golo.
"Roberto, Roberto, Roberto. Estou a agradecer ao Roberto, porque ajudou o FC Porto, mais uma vez, a ser campeão. Como não posso estar em Lisboa ou no Porto, festejo com os meus amigos portistas de Coimbra", disse o brasileiro Geovane, à agência Lusa, fã de Hulk e de Helton.
"E quem não salta é 'lampião'", "Campeões, campeões, nós somos campeões" e "Pinto da Costa, olé, olé" eram os slogans mais ouvidos.»

«BRAGA - Milhares de adeptos do FC Porto festejaram hoje nas principais ruas e avenidas de Braga.
As artérias do centro da cidade, habitualmente percorridas em noites de festa futebolística, foram inundadas por largas centenas de automóveis e milhares de adeptos portistas, que festejaram entusiasticamente o 25.º título dos "Dragões", conquistado na casa do principal adversário.
A maior concentração deu-se sensivelmente a meio da Avenida da Liberdade, onde os adeptos entoavam cânticos de apoio ao FC Porto -- e contra o Benfica -, abanando os carros que por ali passavam.»

«AMARANTE, PENAFIEL E FELGUEIRAS - Em Felgueiras, Penafiel ou Amarante centenas de adeptos começaram a festejar logo após o jogo com o Benfica, que o FC Porto venceu por 2-1.
Nas ruas ouvia-se "campeões, campeões", por entre o som das buzinas dos carros, com adeptos dentro das viaturas ou a pé a darem azo à sua alegria.
Em Amarante, muitos adeptos concentraram-se na zona do Arquinho, em Penafiel na avenida principal, junto à câmara, e em Felgueiras também junto aos paços do concelho»

«LOUSADA, MARCO DE CANAVESES E PAREDES - Concelhos onde há muitos adeptos do FC Porto, também saíram à rua milhares de pessoas.
Nos centros das várias localidades houve congestionamento de tráfego provocado pelos adeptos que paravam os automóveis para festejarem, exibindo cachecóis e bandeiras.
Os cânticos ouvidos tinham a ver com o título, mas também com frases dirigidas ao Benfica.»
 
In Sábado e Correio da Manhã.

Somos cada vez mais, unidos em torno da causa azul e branca! Somos cada vez mais, aqueles que acreditam no poder do trabalho, do esforço e do sacrifício! É destes exemplos de glória e de ambição que o país precisa! VIVA O FC PORTO!

O PORTO É O MAIOR E O RESTO É CONVERSA!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Só no dia 1 de Abril - Comunicado do FC Porto

«O FC Porto não pode deixar de manifestar estranheza quando se anuncia publicamente que a lei será desrespeitada, como hoje mesmo fez o Benfica através da publicação de uma nota no seu site oficial, em que anuncia como irreversível o impedimento de os adeptos do FC Porto e das suas claques oficiais entrarem no Estádio da Luz com adereços alusivos ao nosso clube.

Facto I: Segundo o regime jurídico do combate à violência, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos desportivos, apenas os grupos de adeptos legalizados podem ser alvo de apoio por parte dos clubes.

Facto II: Hoje mesmo, em entrevista a um jornal desportivo, João Pestana, Chefe do Núcleo de Informações Policiais do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública, confirma que as claques do FC Porto estão devidamente legalizadas, enquanto as do Benfica continuam à margem da Lei.

Facto III: O FC Porto impede adereços alusivos a claques ilegais, inclusivamente com símbolos de inspiração neo-nazi, mas permite todos os alusivos ao clube adversário.

Facto IV: O Benfica pretende impedir adereços alusivos às claques devidamente legalizadas, mas também ao próprio clube.

Só mesmo no dia 1 de Abril se pode invocar o princípio de reciprocidade, quando estamos a comparar a legalidade com a ilegalidade.

O FC Porto exige que as autoridades façam cumprir a Lei da República.»