terça-feira, 5 de abril de 2011

O inferno da luz apagada

Como se esperava, a conquista do título pelo FC Porto foi notícia um pouco por todo o Mundo, mas não foi apenas a vitória dos Dragões que mereceu destaque na imprensa internacional. Também foi amplamente referido o apagão na Luz que deixou a equipa portista às escuras no final do jogo. Eis aqui alguns dos títulos  de jornais estrangeiros:


O Lancenet, do Brasil, diz que «o Porto é campeão português sobre o Benfica. A equipe de Helton e Hulk fez 2 a 1 no rival em pleno Estádio da Luz - que virou estádio sem luz após o apito final».

A Folha de S. Paulo afina pelo mesmo tom e coloca uma imagem dos festejos às escuras.

Na Argentina, o Olé titula «um campeão conhecido» e diz que «o Benfica acabou apagando as luzes e accionou o sistema de rega para que o F.C. Porto não desse a volta olímpica».

Em Espanha, a Marca titula que «Porto sagra-se campeão em casa do inimigo», fala em «dia negro de Roberto» e destaca que «apagaram as luzes enquanto o Porto festejava o êxito no relvado». «Era demasiado duro para qualquer adepto do Benfica. Feio gesto, mas até certo ponto compreensível

A imagem dos jogadores às escuras tem lugar de primeira página no site do Ás. «O F.C. Porto celebra o título às escuras e entre aspersores», titula.

Como facilmente se constata, os dirigentes encarnados, não só não conseguiram estragar a festa da equipa portista no final do jogo (pelo contrário, tornaram-na ainda mais divertida), como ainda puseram o Benfica nas bocas do Mundo pelos piores motivos. Como se já não bastasse a humilhação de ser derrotado em casa pelo seu rival em jogo de consagração, ainda se vêem agora confrontados com a deplorável imagem que o mau perder, a falta de carácter, a falta de respeito e a falta de civismo dos responsáveis benfiquistas provocou aos olhos da imprensa internacional. Infelizmente, nem isto lhes servirá de lição pois, a julgar pelos comentários de adeptos encarnados em inúmero sites e blogues, já se preparam para novos desacatos na recepção ao FC Porto no jogo da Taça de Portugal.

Menos de 12 horas depois do jogo, o DIAP já veio esclarecer que, à luz da legislação, a atitude dos dirigentes encarnados não constitui motivo para a instauração de um processo-crime. Isto significa que, em termos práticos, as provocações do Benfica irão, uma vez mais, passar impunes aos olhos das autoridades, mesmo depois do próprio subintendente da PSP de Lisboa ter referido, perante a comunicação social, que o acto do Benfica pôs em risco a segurança dos espectadores e dos agentes da PSP. Nada de estranhar, já que esta não é a primeira vez que tal acontece, mas não deixa, ainda assim, de se lamentar o triste destino de um clube, outrora glorioso, que não passa agora de um joguete nas mãos de um energúmeno com tiques de fascistóide.   

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