segunda-feira, 18 de abril de 2011

São Patrício

Tal como aconteceu em Alvalade no jogo da primeira volta do campeonato, em que arrancou a ferros um empate a uma bola beneficiando, entre outros erros graves de arbitragem, de um golo claramente irregular e da expulsão forçada de Maicon, o Sporting esteve ontem prestes a dar, no Dragão, mais uma lição de como roubar pontos à equipa campeã nacional sem nada fazer para tal. Uma lição que não passou da teoria à prática porque quis o árbitro, já em período de descontos, escrever direito por linhas tortas, ao considerar casual o toque na bola com a mão de Rolando, evitando assim um penalty que, porventura, daria uma vez mais à equipa leonina um empate imerecido. Uma decisão tão  justa quanto inesperada, refira-se, tendo em conta o critério favorável aos visitantes demonstrado por Artur Soares Dias ao longo dos 90 minutos, bem patente, por exemplo, quando Varela sofreu uma cotovelada na cara sem que tenha sido sequer assinalada falta, ou quando Moutinho viu o árbitro assinalar um livre num lance em que se limitou a ganhar uma bola de cabeça saltando mais alto do que o adversário. É claro que, para a intelectualmente corrupta imprensa lisboeta (a mesma que procurou abafar a escandalosa arbitragem de Duarte Gomes na Luz e a posterior avaliação positiva atribuída pelo observador), o único erro que interessará referir e explorar até a exaustão será o do alegado penalty não assinalado a favor do clube de Alvalade, ignorando o facto de a maioria dos analistas de arbitragem concordarem com a decisão do árbitro (refira-se, a título de exemplo, que dos três ex-árbitros que constituem o Tribunal do Jogo, apenas Jorge Coroado entende que existiram motivos para a grande penalidade, enquanto Pedro Henriques e Paulo Paraty consideram o lance casual).
Quanto ao jogo em si, nada a apontar na vitória do Porto, justíssima dada a superioridade demonstrada pelos azuis e brancos ao longo de toda a partida. Nem mesmo quando o Sporting marcou o seu primeiro golo logo aos 10 minutos, fruto de um lance fortuito em que o remate desferido sem força nem colocação acabou desviado pelo pé de Matías Fernandez, foi suficiente para abalar a convicção dos jogadores e dos adeptos de que a reviravolta seria apenas uma questão de tempo e bem podem agradecer os de Alvalade ao seu patrono São Patrício (e ao poste esquerdo da sua baliza) o facto de não terem saído do Dragão vergados a uma goleada à moda antiga, tantas foram as defesas milagrosas por ele realizadas.
Uma nota final para Walter, que assinou mais um belo golo, e para Helton, que esperamos ver regressar à baliza já na próxima quarta-feira, na Luz.

P.S. - Na semana passada, o FC Porto foi duramente criticado por alguns "opinion makers" pelo facto de ter denunciado em conferência de imprensa, devidamente apoiado em imagens vídeo, um conjunto de QUINZE erros graves cometidos por Duarte Gomes no jogo SL Benfica-FC Porto, algo que foi interpretado por muitos, não como um gesto de legítima defesa da verdade desportiva tendo em conta a obscena avaliação atribuída pelo observador da Liga, mas como "mais um atentado à pacificação do futebol português" ou ainda como "uma tentativa de influenciar as arbitragens dos próximos jogos".  Veremos agora o que dirão estes pseudo-moralistas perante as afirmações de Carlos Barbosa, vice-presidente do Sporting, que, por causa de UM alegado erro de Artur Soares Dias, até já veio falar em processos-crime...

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