domingo, 15 de maio de 2011

Adivinhem...

Qual é a coisa, qual é ela, que antes de o ser já o era?

Se responderam a pescada, acertaram. Se responderam Jacinto Paixão, também acertaram. Confuso? Só para quem não viu o novo vídeo que a imprensa lisboeta anda a difundir até à exaustão, no qual, supostamente, o antigo árbitro Jacinto Paixão confessa ter sido aliciado pelo FC Porto para favorecer o clube azul e branco em troca de meninas.



O actor desta encenação é tão "canastrão" que dá facilmente a perceber que está a ler um texto, fazendo lembrar aqueles vídeos de reféns que, com uma arma apontada à cabeça, são obrigados a ler mensagens de apoio às causas dos seus raptores. Repare-se, por exemplo, na pausa que Paixão faz exactamente antes da palavra "mamavam", um gesto inconsciente que demonstra a sua surpresa com o teor do texto, algo que não aconteceria se as palavras fossem de sua autoria. Além disso, o próprio guião é de tão má qualidade que põe a nu a ficção em que se baseia. É que Jacinto Paixão apresenta-se neste vídeo como "um conhecido ex-árbitro", o que nada teria de anormal não se desse o caso dele ter terminado a sua carreira na arbitragem apenas em 2006, ou seja, dois anos depois da suposta gravação deste vídeo. Enfim, a falta de inteligência é tanta que nem pensam no que escrevem.
Tal como o FC Porto afirmou no seu site oficial, não é uma mera coincidência que este novo ataque seja lançado exactamente no dia em que a justiça civil proferiu mais uma sentença favorável aos azuis e brancos. Também não é novidade que surja quando estamos a poucos dias da final da Liga Europa, já que a situação é em todo semelhante à que aconteceu antes da semi-final disputada com o Villareal, quando a corrupta imprensa lisboeta, resguardada numa notícia do jornal espanhol Marca, acusou falsamente os dirigentes portistas de terem jantado com o árbitro da partida.
Já ninguém duvida de que estamos perante uma estratégia concertada levada a cabo por uma máfia, um lobby lisboeta que procura, a todo o custo, prejudicar o FC Porto e desviar as atenções do público da pobreza franciscana que acabou por ser a época do Benfica. De facto, enquanto os Dragões conseguiram a proeza histórica de se sagrarem campeões sem derrotas e se preparam para disputar, com toda a justiça, duas finais de grande importância, outros, os medíocres, os frustrados, os parasitas, aqueles que se auto-intitulam de maiores do Mundo e arredores mas que nada fazem para merecer tal epíteto, aqueles que se assumem campeões ainda antes das épocas começarem mas que, no final, pouco ou nada ganham, aqueles que, movendo-se airosamente nos bastidores da LPFP e da FPF, vão passando impunes aos olhos da lei mesmo quando as imagens televisivas denunciam a violência e a má-fé das tácticas de guerrilha que praticam nos túneis e campos de futebol, vão-se ocupando com as suas já habituais artimanhas, tentando conquistar, à custa de estratagemas de secretaria, aquilo que não está ao seu alcance pela via desportiva. Apoiar esta máfia, comprar os seus pasquins, ver a sua televisão, deixar-se influenciar pelas suas falácias, é muito mais do que uma demonstração de fraqueza de carácter e de subserviência aos interesses mesquinhos instalados na capital do país. Pactuar com a  podridão e a corrupção intelectual dessa escumalha é, acima de tudo, uma traição à nossa própria pátria. Portugal é um país doente e é preciso combater os cancros que, durante décadas, foram corroendo as suas entranhas e que nos arrastaram para a grave crise actual. Portugal precisa de verdadeiros exemplos de sucesso, gente vencedora, gente que trabalhe e dignifique o seu nome, não de ilusionistas, vigaristas e aldrabões.
Por muito poderosos que sejam os nossos inimigos, ninguém nos poderá derrotar quando a razão está do nosso lado. Por muito perigosa que seja essa gentalha, ninguém nos fará mal enquanto estivermos unidos.

VIVA O FC PORTO! 

1 comentário:

  1. Eu, no lugar desse... fulano, que parece estar efectivamente a ler um tele-texto a partir do momento em que este vídeo fosse divulgado, fazia era um seguro ao corpo. Realmente só com uns tabefes bem assentes em artistas deste género é que certas coisas deixariam de acontecer. Não sou adepto de violência mas há situações em que só se perdem as que caiem ao lado! Nota-se perfeitamente que além de estar a ler algo que, parece, não foi escrito por ele pois antes de iniciar a leitura, logo no inicio do vídeo há um gesto com a cabeça do tipo, posso começar? Tal qual fazem alguns repórteres televisivos. Ora quem faz um vídeo desses senta-se sossegadinho numa cadeira e fala para a câmara que previamente focou para o local onde irá estar e começa a gravar ainda antes de lá se sentar, para além disso teve o cuidado de colocar por trás de si um painel, pois não me parece uma parede, para ocultar o quê?
    Não digo como o outro para haver um levantamento armado mas, reafirmo, uns tabefes bem assentes...

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