terça-feira, 30 de agosto de 2011

E eis que começam as jogadas sujas

A Comissão Disciplinar da Liga decidiu reabrir o processo da transferência de Kléber tendo, inclusivamente, realizado já diversas inquirições junto dos dirigentes do Marítimo.
Numa altura em que o jogador brasileiro terminou o vínculo por empréstimo ao clube insultar e veste já a camisola azul e branca, eis que surge esta situação inesperada e inédita, tanto mais surpreendente na medida em que foi a própria CD da Liga a considerar improcedente a queixa do Marítimo sobre um alegado aliciamento do FC Porto ao ponta-de-lança brasileiro e, consequentemente, a arquivar o processo de inquérito.
Não sei como isto se irá desenvolver, mas parece-me que, a exemplo do que aconteceu há duas épocas atrás, vão começar as jogadas sujas nos bastidores do futebol português.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sugestão ao SLB

O Arsenal anunciou esta segunda-feira no seu site oficial que vai oferecer um bilhete a todos os adeptos que apoiaram a equipa frente ao Manchester United, um jogo em que os Gunners foram goleados pelos Red Devils por 8-2. O clube londrino pretende assim compensar os seus fans pela humilhação sofrida.
Seguindo o exemplo inglês, sugiro ao Benfica que compense também os seus adeptos das humilhações sofridas na época passada às mãos do campeão nacional, designadamente a goleada de 5-0 sofrida no Dragão e as derrotas na Luz a contar para a Liga e para a Taça de Portugal.

domingo, 28 de agosto de 2011

Aquí hay dedo

O FC Porto saiu do Stade Louis II derrotado mas, ao contrário do que alguns prognosticavam e muitos desejavam, não foi humilhado e muito menos goleado pelo todo-poderoso Barcelona. Pelo contrário, os dragões bateram-se com o gigante catalão de igual para igual, olhos nos olhos, como poucas equipas europeias o fazem (e, seguramente, como nenhuma outra equipa portuguesa conseguiria fazer) e deixaram no Mónaco uma imagem de qualidade que, apesar da derrota, motivou rasgados elogios dos seus adversários e da crítica internacional. Mais, os azuis-e-brancos saem do principado com claras e inequívocas razões de queixa do árbitro holandês Bjorn Kuiper, ficando a ideia de que, com um pouco mais de sorte e uma arbitragem competente e isenta, o desfecho do jogo podia muito bem ter sido outro.

Falar do penalty que ficou por assinalar a favor dos portistas é chover no molhado. O lance é tão flagrante que a facciosa imprensa espanhola não encontrou argumentos para escamotear a sua existência e (pasme-se!) até o jornal A Bola, órgão não oficial de propaganda do clube do regime, o considerou escandaloso, o que só por si diz tudo. Não pretendendo justificar a derrota com a actuação do árbitro (até porque uma derrota por 2-0 frente à melhor equipa do Mundo não necessita de qualquer justificação), convenhamos que deixar passar em claro um penalty tão evidente a dez minutos do fim, cometido nas barbas do árbitro, do auxiliar e do árbitro de baliza, levanta sérias dúvidas sobre a isenção da equipa de juizes escolhida pela UEFA para dirigir a partida, o que só vem reforçar a razão de Mourinho nas críticas que geralmente faz à postura dos árbitros em jogos dos blaugrana. Refira-se a propósito que a reacção não se fez esperar, não pela voz do próprio treinador do Real Madrid mas do seu porta-voz, Eladio Paramés, que através do Twitter deu conta da sua indignação, afirmando, sem papas na língua, que aqui terá havido "dedo" de alguém, sugerindo premeditação. Uma opinião polémica a que a imprensa espanhola deu eco e que, devido à enorme rivalidade entre Real e Barça, rapidamente se alastrou como fogo em palha seca.

Independentemente das opiniões mais ou menos indignadas que se vão ouvindo sobre o assunto - e mesmo correndo o risco de parecer ingénuo - a verdade é que me custa acreditar que exista verdadeiramente premeditação neste tipos de situações. Todos sabemos que o mundo do futebol se rege por influências políticas e financeiras, pelo que não é difícil admitir que a atitude do sr. Bjorn Kuiper e seus colegas de equipa se deve, não à má-fé de quem entra para um campo disposto a beneficiar uma das equipas a troco de qualquer pagamento, mas antes à pressão a que os árbitros estão sujeitos quando em causa estão os interesses de clubes com o poder colossal de um Barcelona. Nesta perspectiva, fazem todo o sentido as declarações de Vítor Pereira que, no final do jogo, considerou que a decisão do árbitro teria sido outra bem distinta caso o lance polémico tivesse ocorrido na área oposta. Numa altura em que a UEFA começa finalmente a dar alguns sinais de abertura à introdução de meios audio-visuais na análise dos lances, esta pode ser mais uma boa oportunidade para que Platini reflita sobre a eficácia do seu sistema de árbitros-de-baliza. Afinal, está mais do que comprovado que de nada vale ter seis, dez ou vinte árbitros em torno do campo quando, na hora da tomada das decisões, é a cobardia a ditar as leis. 

Independentemente do resultado, a dignidade da exibição deve ser motivo de orgulho para todos nós e factor de motivação para a continuidade da época. De facto, tal como atrás referi, poucas equipas europeias têm demonstrado capacidade para jogar frente a este Barcelona da forma como o Porto o fez (recorde-se, por exemplo, que o Manchester United foi derrotado pelos catalães na final da Liga dos Campeões por 3-1 e não consta que os ingleses tenham tido os mesmos motivos de queixa da arbitragem) e, seguramente, como nenhuma outra equipa portuguesa conseguiria fazer. No entanto, se por um lado é legítimo pensar que este Porto é suficiente para consumo interno dada a fraca oposição com que aqui se depara, penso que ficou bem patente que a equipa não se encontra ainda preparada para encarar a Liga dos Campeões com a segurança desejada, principalmente porque a saída de Falcao deixou uma lacuna no sector atacante que Kléber, diga-se lá o que se disser, não consegue colmatar. Parece-me mesmo que a substituição do avançado brasileiro numa altura em que os azuis-e-brancos se encontravam a perder e sem que outro avançado entrasse para o seu lugar (Varela entrou para o lugar do esforçado mas infrutífero Cristián Rodriguez), acabou por ser o reconhecimento deste problema do sector atacante, mas receio que os poucos dias que faltam para o fecho da época de transferências não permita encontrar uma solução credível. Esperemos para ver.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pseudo-moralismo

Quando Pedro Proença foi vítima da brutal agressão de um adepto benfiquista que lhe causou sérios danos físicos e o consequente afastamento da primeira jornada da Liga, foram muitos os pseudo-moralistas, desde jornalistas, opinion-makers e dirigentes, que prontamente encheram as páginas de jornais com veementes condenações da violência e votos de solidariedade para com o árbitro. Pelo historial bem conhecido dessa gente, não era difícil prever que esta postura cívica e altruísta seria sol de pouca dura e de facto foi precisa apenas uma jornada com dois empates dos principais clubes da capital portuguesa para imediatamente vir à tona o que de pior existe no futebol português: a hipocrisia, a desonestidade, o mau perder, a suspeição gratuita, a incapacidade de assumir os seus próprios erros.
É um facto inegável que o Sporting saiu do jogo frente ao Olhanense com motivos de queixa da arbitragem. Mesmo considerando que Carlos Xistra poupou a amostragem do cartão vermelho a Jeffren quando este protagonizou uma entrada arrepiante sobre um adversário, não restam dúvidas de que, no deve e no haver, os leões foram a equipa mais prejudicada. Por esse motivo, ainda se poderá entender o mal-estar gerado em Alvalade pela actuação desastrosa do árbitro albicastrense. O mesmo já não se pode dizer das declarações patéticas do treinador benfiquista que, não obstante ter saído de Barcelos com um ponto ganho à custa de um golo ilegal, teve o descaramento de vir hoje contestar a arbitragem nacional por (pasme-se!) entender que a grande penalidade favorável aos dragões assinalada por Olegário Benquerença em Guimarães, assumida pela generalidade dos analistas de arbitragem como correcta, não existiu.
Entretanto, Vítor Pereira, que a exemplo de Villas-Boas parece não ter papas na língua para dizer o que pensa com total frontalidade, questionou a personalidade egocêntrica de Jorge Jesus que o leva a criticar o que se passa nos campos alheios mas o impede de assumir a ilegalidade do primeiro golo da sua própria equipa frente ao Gil Vicente. Nesse sentido, eu pergunto: se, amanhã, outro adepto benfiquista, movido por idêntico fanatismo e incendiado pelas palavras do treinador encarnado, decidir partir os dentes a Benquerença (ou qualquer outro árbitro que tenha sido alvo das críticas de Jesus), haverá algum pseudo-moralista, daqueles que tanto gostam de aparecer nessas ocasiões, capaz de apontar o dedo ao técnico encarnado? 

O vôo do Falcão

A venda de um dos melhores jogadores da equipa é como a morte de um ente querido: podemos pensar que estamos preparados para ela, mas nunca estamos. Apesar de muito se ter falado nos últimos tempos sobre a mais que provável saída de Falcao, fosse para Madrid ou quaisquer outras paragens, confesso que fui alimentando a secreta esperança de que pudéssemos chegar a 31 de Agosto e afirmar que tudo não teria passado de mera especulação da imprensa. Afinal, a triste notícia chegou hoje, crua, fria e dura: o clube secundário da capital espanhola, aquele que ainda há poucos dias atrás fazia rir Pinto da Costa pelo interesse demonstrado num jogador com uma cláusula de rescisão supostamente incompatível com a sua dimensão, chegou-se à frente com o dinheiro e levou-nos o Falcao.
É verdade que cá ficam 40 milhões de euros, um record histórico em três perspectivas: na perspectiva nacional, porque nunca até hoje um clube português tinha recebido tanto dinheiro por um jogador; na espanhola, porque nunca o Atlético de Madrid tinha pago tanto por uma contratação; na colombiana, porque nunca um jogador dessa nacionalidade tinha sido contratado por valores tão elevados. Mas, mesmo não querendo ignorar a importância financeira que este negócio representa para os cofres do clube - principalmente numa época em que os gastos em reforços foram anormalmente grandes - eu arriscar-me-ia a dizer que nenhum adepto portista se sentirá verdadeiramente satisfeito com este desfecho. Pelo menos, enquanto Pinto da Costa não nos oferecer um substituto capaz de fazer esquecer rapidamente os golos do colombiano.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

É pegar ou largar, freguês!

Segundo o jornal inglês "Daily Mail", o treinador do Tottenham, Harry Redknapp, pretende reforçar o sector ofensivo da sua equipa e considera que o Hulk é uma boa solução para tal. No entanto, a proposta dos "spurs" não deverá exceder os 40 milhões de euros, um valor muito inferior aos 100 milhões da cláusula de rescisão do "Incrível" que é considerada pelos ingleses como... "bizarra"!
Todos concordamos que 100 milhões de euros é uma quantia bastante elevada tendo em conta a generalidade dos jogadores e o panorama actual do futebol europeu, mas o que dizer então dos 1000 milhões da cláusula de CR7? Na realidade, o elevado valor da cláusula é o único obstáculo que impede os tubarões europeus de nos roubarem o Hulk e como nós não temos intenção absolutamente nenhuma de deixar sair o nosso jogador, não resta outra alternativa aos ingleses, espanhóis, italianos, ou quaisquer outros interessados, senão abrir os cordões à bolsa e cometer uma bizarria. Como muitas vezes ouvimos as vendedeiras do Bolhão dizer, é pegar ou largar, freguês!

Solidariedade com Pedro Proença - Comunicado do FC Porto

O FC Porto lamenta a agressão de que foi vítima em Lisboa o árbitro Pedro Proença e apela às autoridades para investigarem o caso até às últimas consequências.

Certo de que não passou de um acto isolado que não representa os adeptos de futebol, o FC Porto condena qualquer forma de violência no desporto português.

A Pedro Proença, o FC Porto deseja uma rápida recuperação.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Uma mentira, duas mentiras, três mentiras - Comunicado do FC Porto

À força de tanto desejar o enfraquecimento da equipa do FC Porto, o jornal “A Bola” é um depósito infinito de mentiras. Na edição de hoje, lê-se na primeira página, de forma taxativa, “Real Madrid em cima de Guarín” e depois acrescenta-se: “Colombiano vai deixar o Dragão”. Mentira, mil vezes mentira.

Impressionante o desejo incontido do jornal “A Bola” de escrever sucessivas mentiras sobre o FC Porto e o seu plantel. Habituados como estamos aos devaneios deste género de imprensa parcial e militante, já nem ligamos muito, só que a paciência tem limites.

Ao contrário do que escreve “A Bola”, sem qualquer fonte, como é habitual, o FC Porto não recebeu uma única proposta para a transferência de Guarín, seja ela do Real Madrid ou de qualquer outro clube, nem pretende negociar o passe deste e de outros jogadores. Por muito que isso doa a clubes e jornais que às vezes até se confundem.

Desenganem-se também os que pensam que com este género de notícias vão conseguir perturbar o trabalho da equipa do FC Porto. No domingo vencemos o 70.º troféu e iniciamos a época com a mesma sede de vitórias com que terminamos a anterior e, para nos enfraquecer, vai ser preciso muito mais do que umas mentiras cirurgicamente colocadas na primeira página de “A Bola”. Já o deviam saber.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Palhaçada colchonera

Das duas uma: ou os espanhóis não sabem fazer contas, ou pensam que vir às compras em Portugal é o mesmo que ir a um outlet em época de saldos. Isto, obviamente, acreditando nas notícias que dão conta de que o Atlético de Madrid já terá assinado um pré-acordo com Falcao e se prepara para apresentar uma proposta ao FC Porto de 25 milhões de euros mais o passe de Salvio.
É sabido que o Coentrão foi contratado pelo Real Madrid pela módica quantia de 30 milhões de euros, o que poderá ter levado os "nuestros hermanos" a pensar que, dada a crise que o nosso país atravessa, qualquer proposta, por muito absurda que seja, será sempre bem vinda. No entanto, tendo em consideração que a cláusula de rescisão do Falcao foi recentemente aumentada para 45 milhões e que o presidente portista já fez saber que não permitirá a saída do colombiano por um valor abaixo do estipulado, a proposta dos "colchoneros" só fará sentido se pensarem que o passe de Salvio é suficiente para cobrir a diferença de valores. Eu já nem falo do parco interesse que o FC Porto terá em acrescentar mais um extremo ao plantel quando se encontra tão bem servido de jogadores para essa posição, mas pretender avaliar em 20 milhões de euros o passe de um jogador que esteve emprestado ao Benfica na época passada e que o clube da capital espanhola pretende despachar a todo o custo, só pode ser uma brincadeira. Enfim, põem-se com estas palhaçadas e depois não querem que o Pinto da Costa se ria...

P.S. - O jornal A Bola persiste na sua cruzada para vender a equipa inteira do FC Porto. Só na edição de hoje já deram conta do interesse do Atlético de Madrid em Falcao, da Roma em Fernando, do PSG em Álvaro Pereira e da Juventos em Rolando. Está imparável!

70 - 68

Podia ser o resultado de um jogo de basquetebol, mas não é. É, isso sim, a contabilidade dos títulos oficiais de futebol profissional conquistados respectivamente pelo FC Porto e pelo Benfica até esta data.
Já era de esperar que a conquista da Supertaça pelo FC Porto (a 18ª na sua conta particular) viesse causar algum prurido na imprensa lisboeta e eu já aqui tinha previsto que o jornal Record não iria deixar de manifestar o seu mal-estar na sua edição de hoje. Não chegaram ao cúmulo do ridículo (como eu, ironicamente, preconizei) de incluir a Eusébio Cup e o Torneio do Guadiana na contabilidade, mas o artigo publicado hoje, intitulado Maior potência do futebol nacional, insiste na falácia de que a Taça Latina merece o reconhecimento de título oficial, o que lhes permite considerar a diferença pela margem mínima. Infelizmente para estes pseudo-jornalistas, a tendência é para que o FC Porto venha a aumentar, ainda mais, a diferença para os seus mais directos rivais, não deixando margem para qualquer dúvida sobre qual o maior clube português de todos os tempos. Aí, a diferença será de tal forma significativa que nem as manigâncias e subterfúgios da imprensa da capital conseguirão sequer beliscar.

Tal como há um ano...

Tal como há um ano, o FC Porto iniciou a época conquistando a Supertaça em Aveiro.
Tal como há um ano, o primeiro golo dos dragões surgiu ao 3º minuto de jogo.
Tal como há um ano, o marcador do primeiro golo da época foi Rolando.
Tal como há um ano, o FC Porto saiu de Aveiro com muitas razões de queixa da arbitragem.

Há coisas que parecem não querer mudar... e ainda bem.

domingo, 7 de agosto de 2011

Expectativa

Depois do jornal Record ter insistido em incluir a Taça Latina na contabilidade dos troféus conquistados pelo Benfica no sentido de poder afirmar que o clube da Luz detém o mesmo número de títulos oficiais que o FC Porto (e isto mesmo depois da própria UEFA ter esclarecido que a Taça Latina não era oficialmente reconhecida), aguardo com alguma expectativa pela edição de amanhã do referido pasquim para verificar se a Eusébio Cup, conquistada esta noite frente ao Arsenal, não fará pender a contabilidade a favor dos lisboetas. E se o Porto conquistar amanhã a Supertaça, estou certo de que até o Torneio do Guadiana assumirá uma súbita importância até aqui desdenhada pela imprensa da capital.

sábado, 6 de agosto de 2011

Supertaça 2011/2012 - O início de mais uma época gloriosa?

Já é conhecida a lista de convocados do FC Porto para o jogo da Supertaça que se realizará amanhã no Estádio Municipal de Aveiro, frente ao Vitória de Guimarães. Sendo este o primeiro jogo oficial da época 2011/2012, esta convocatória permite retirar já conclusões importantes quanto ao plantel com que os dragões irão defender o título de que são detentores, um facto importante para os adeptos que poderão finalmente respirar de alívio depois de terem assistido, durante o defeso, a um desfiar diário de contra-informação, veiculada fundamentalmente pelos jornais lisboetas, anunciando a saída de todos os nossos jogadores titulares. Nada mais longe da verdade, tal como podemos agora confirmar.

Na baliza teremos muito provavelmente Helton a titular e Bracali no banco. Fica assim cada vez mais evidente que Beto deverá mesmo sair emprestado para outro clube a fim de ter a possibilidade de jogar com maior frequência, tal como era, aliás, seu (legítimo) desejo.

Na defesa estarão Sapunaru, Rolando, Otamendi, Maicon, Sereno e Fucile. O recém-regressado Álvaro Pereira ainda não faz parte dos convocados para este jogo, pelo que se prevê que o seu lugar seja entregue, ainda que provisoriamente, a um dos seus companheiros. Sereno afigura-se-me como o mais sério candidato a sair, mas tal não será taxativo. O ingresso de Alex Sandro e de Danilo, que podem ocupar as alas da defesa, constituem importantes reforços, mas a saída de Sereno deixaria o eixo algo descompensado. Nesse sentido, talvez não sejam totalmente desprovidas de sentido as notícias que dão conta de uma oferta do FC Porto por Elianquim Mangala, central do Standard Liège.

No meio-campo teremos Souza, João Moutinho, Rúben Micael, Guarín e Belluschi. O meu palpite é que Vítor Pereira irá apostar inicialmente nos três primeiros, deixando o colombiano e o argentino para posterior substituição conforme o decorrer da partida.

Na linha avançada estarão Hulk, Falcao, Kleber, Varela e Djalma. Salta uma vez mais à vista a ausência de Walter (que se afigura como mais um sério candidato à saída) e a aposta em Djalma, ainda que, na minha opinião, a presença do angolano se deve apenas ao facto de James Rodriguez se encontrar ao serviço da selecção do seu país.

De notar ainda a ausência de Fernando que parece confirmar aquilo que há muito nos parecia evidente: o brasileiro não faz parte dos planos do FC Porto e o FC Porto não faz parte dos planos do brasileiro. Simples. Só falta gora que surja na mesa de Pinto da Costa uma proposta aceitável para que o médio vá jogar noutras paragens.

A exemplo do que aconteceu aquando da final da Taça de Portugal, não se espera um jogo fácil frente ao Vitória de Guimarães. No entanto, o facto de o FC Porto ter mantido a equipa da época passada intacta e de se encontrar numa fase de preparação que me parece mais adiantada do que o seu opositor constituem fortes argumentos a nosso favor, tudo fazendo crer que conseguiremos iniciar a nova época da mesma forma que começamos a anterior: conquistando a Supertaça. Resta saber se este jogo nos catapultará para mais uma época gloriosa como aquela que recentemente vivemos. Que role a bola!

O Porto é o maior também no Facebook

A partir de hoje, os seguidores do O Porto é o maior, carago poderão também ficar a par dos textos, cartoons e outras novidades deste blogue através da sua página do Facebook. Contamos convosco na sua divulgação. Um grande abraço a todos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O início de uma nova era

O Porto Canal arranca hoje, dia 1 de Agosto de 2011, com o programa Somos Porto, algo que marca o início de uma nova era na vida do FC Porto uma vez que, a partir desta data, o clube assumirá a gestão do canal. Pinto da Costa é o convidado da primeira edição do programa que irá para o ar às 22h00 e que terá como comentadores residentes Rita Moreira e Pedro Madeira Froufe. Além do debate com a presença do presidente portista, serão exibidas imagens exclusivas dos festejos na Luz pela conquista do campeonato da última época.
O Porto Canal passará também a ter diariamente espaços informativos dedicados ao clube, às 21h45 e 23h, e durante o mês de Agosto serão exibidos os 15 jogos em casa do campeonato da época passada, conquistado pelo FC Porto.
Projectos como o Barcelona TV, Real Madrid TV, ou Chelsea TV são excessivamente direccionados para o clube que representam, tornando-se assim, a curto prazo, desinteressantes para o público em geral e, consequentemente, pouco atractivos para os investidores e insustentáveis do ponto de vista financeiro. Por esse motivo, estou muito confiante sobre o sucesso do Porto Canal, um projecto que considero inovador e ambicioso dada a intenção manifestada pelos dirigentes portistas de manter uma programação generalista, com conteúdos variados e interessantes e não apenas direccionados para a vertente desportiva, o que me parece ser uma solução inteligente para garantir a sustentabilidade do canal. 
A escolha de Rui Cerqueira para a direcção do canal parece ser também uma aposta acertada tendo em conta o excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo director de comunicação do clube nos últimos meses. Obviamente, o desafio que agora lhe é proposto é de uma dimensão muito superior, mas, servindo-se do exemplo daqueles que constituem os maiores pilares do clube, também aqui não parece faltar vontade nem ambição em levar este projecto a bom porto.Assim esperamos que seja.

Lyon 2 - 1 FC Porto

O FC Porto saiu esta noite derrotado daquele que constituiu o seu último teste antes do primeiro jogo a sério desta temporada, mas, para quem assistiu a esta partida, fica a ideia de que o resultado não condiz exactamente com o que realmente se passou dentro das quatro linhas.
Os dragões foram a equipa que mais oportunidades criou e que mais domínio demonstrou ao longo dos 90 minutos de jogo. Os azuis e brancos criaram inúmeras jogadas perigosas junto da baliza adversária que só um conjunto de condicionalismos - um guarda redes inspirado, um poste salvador e um desacerto generalizado dos avançados portistas - impediu que se traduzissem numa contabilidade de golos favorável aos campeões nacionais. Ora, é precisamente desta constatação positiva - que, com certeza, constituiria motivo de optimismo em caso de vitória - que sobressaem as duas questões de maior preocupação: primeiro, pelo facto do FC Porto se ter mostrado incapaz de traduzir em golos as inúmeras oportunidades criadas; segundo, porque os dois golos sofridos nasceram de erros clamorosos do sector defensivo.

Comecemos pela primeira questão, a dos avançados. Já o disse aqui e insisto: Kléber tem dado mostras de ser um bom avançado, mas não é substituto de Falcao. Quando o adversário coloca o autocarro à frente da baliza como o Lyon fez hoje (e isto é o pão nosso de cada dia na Liga Portuguesa...), a Kléber falta a mobilidade e matreirice de Falcao para aparecer onde menos se espera e desferir o golpe com a mesma letalidade. Ao contrário do colombiano, o brasileiro não se furta ao confronto físico, vai ao choque e disputa as bolas altas com os centrais, o que é excelente quando lhe dão espaço mas que se torna improdutivo numa molhada de jogadores. Varela continua a demonstrar que está muito longe dos níveis físicos que atingiu na época passada e perde imensas bolas, ou porque remata de forma deficiente, ou porque se perde com a bola no meio da defesa adversária. Perante tudo isto, torna-se incompreensível a escolha de Djalma em detrimento de Walter. Independentemente dos quilos a mais que o brasileiro possa ter, este já demonstrou muito mais acutilância e eficiência no momento do remate do que Djalma. O angolano demonstra que não possui o instinto matador de Falcao, a inteligência de James Rodrigues, a velocidade de Hulk ou mesmo a técnica de Varela. Resumindo: não trouxe absolutamente nada de novo para a equipa e pergunto mesmo se a sua contratação (e a insistência na sua inclusão no plantel) não passará de uma vingançazinha de Pinto da Costa pelo litígio que manteve com o presidente do Marítimo no caso da transferência de Kléber, ou, na melhor das hipóteses, uma manobra de marketing da SAD tendo em vista o mercado angolano. Ainda a propósito, todos sabemos que os jovens e talentosos jogadores brasileiros chegam à Europa com os vícios e tiques próprios da juventude, necessitando muitas vezes de tempo de adaptação a esta nova realidade. No entanto, não percebi a não inclusão de Kelvin nesta convocatória, principalmente quando o miúdo demonstrou, nos poucos minutos que jogou frente ao Peñarol, muito mais capacidade e empenho do que Djalma fez no triplo do tempo.
Resta-nos, como sempre, Hulk, o carregador de pianos da equipa, mas que, em dia de desacerto, lança a bola para fora do estádio a cada remate que desfere com o mesmo ímpeto com que o super-herói que lhe é homónimo arremessa os inimigos pelos ares. Refira-se em seu abono que teve pela frente um guarda redes corajoso que, num par de situações, deve ter ficado com as palmas das mãos a latejar perante a potência dos remates que sacudiu, mas nem isso apaga a ideia de que Hulk podia ter feito um bocadinho mais.   

Em relação à defesa, há a salientar que o FC Porto sofreu dois golos nas duas únicas oportunidades dignas desse nome criadas pela equipa francesa ao longo de todo o jogo. E se no primeiro golo a passividade e lentidão dos defesas portistas ainda é disfarçada pelo brilhantismo do nosso querido Lisandro Lopez (que, numa demonstração de respeito pelo seu ex-clube, não festejou o golo), já no segundo tento não há perdão para tamanha falta de concentração de todo o sector defensivo, a começar no Maicon, que falhou o corte, e a acabar em Fernando que fez um passe de morte para os pés do avançado do Lyon. Refira-se aliás que este erro do Polvo foi apenas um (o mais grave, pelas consequências que teve) entre muitas asneiras que protagonizou. É caso para dizer que, se é este tipo de contribuição que tem para dar à equipa, mais vale deixá-lo seguir  a sua carreira noutro clube, como aliás parece ser sua intenção.

Para a história fica uma derrota num jogo a feijões mas que acabou por constituir um teste importante para a preparação da nova época que está prestes a começar, principalmente por ter posto a nu as debilidades que atrás referi e que, como se espera, o treinador será capaz de identificar e solucionar. Não há dúvida de que o plantel do FC Porto está mais rico e apresenta agora mais soluções para as várias posições da equipa, mas nem sempre a maior quantidade se tem reflectido em melhor qualidade. Ressalva-se, obviamente, o importante facto de ainda se encontrarem indisponíveis alguns jogadores que, na época passada, constituíram os pilares da equipa vencedora da Liga Europa (como é o caso de Falcao, Guarín, Álvaro Pereira e James Rodriguez), assim como de vários reforços muito promissores (como Iturbe, Danilo e Alex Sandro), mas, ainda assim, esperava-se que, numa fase de preparação tão adiantada, a equipa fosse capaz de apresentar melhor rendimento. Esperemos que, a exemplo do que aconteceu no ano passado, o jogo da Supertaça, frente ao Vitória de Guimarães, nos catapulte para mais uma época gloriosa, recheada de conquistas nacionais e internacionais.

P.S. - Espanta-me que os designers da Nike (e os responsáveis da SAD que aceitam as suas propostas) ainda não tenham compreendido que as cores escuras dos equipamentos alternativos não são a escolha ideal para as transmissões televisivas. A uma certa distância, o azul escuro confunde-se com o preto e as listas roxas tornam-se pouco visíveis, criando um efeito visual muito pouco atractivo. Curiosamente, tive a oportunidade de ver em alguns blogues sugestões de equipamentos alternativos para esta época, criadas por adeptos que, provavelmente, não possuem qualquer experiência profissional nesta área, mas que me pareciam bem mais interessantes do que o equipamento oficial adoptado.