sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O vôo do Falcão

A venda de um dos melhores jogadores da equipa é como a morte de um ente querido: podemos pensar que estamos preparados para ela, mas nunca estamos. Apesar de muito se ter falado nos últimos tempos sobre a mais que provável saída de Falcao, fosse para Madrid ou quaisquer outras paragens, confesso que fui alimentando a secreta esperança de que pudéssemos chegar a 31 de Agosto e afirmar que tudo não teria passado de mera especulação da imprensa. Afinal, a triste notícia chegou hoje, crua, fria e dura: o clube secundário da capital espanhola, aquele que ainda há poucos dias atrás fazia rir Pinto da Costa pelo interesse demonstrado num jogador com uma cláusula de rescisão supostamente incompatível com a sua dimensão, chegou-se à frente com o dinheiro e levou-nos o Falcao.
É verdade que cá ficam 40 milhões de euros, um record histórico em três perspectivas: na perspectiva nacional, porque nunca até hoje um clube português tinha recebido tanto dinheiro por um jogador; na espanhola, porque nunca o Atlético de Madrid tinha pago tanto por uma contratação; na colombiana, porque nunca um jogador dessa nacionalidade tinha sido contratado por valores tão elevados. Mas, mesmo não querendo ignorar a importância financeira que este negócio representa para os cofres do clube - principalmente numa época em que os gastos em reforços foram anormalmente grandes - eu arriscar-me-ia a dizer que nenhum adepto portista se sentirá verdadeiramente satisfeito com este desfecho. Pelo menos, enquanto Pinto da Costa não nos oferecer um substituto capaz de fazer esquecer rapidamente os golos do colombiano.

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