sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A Santa Aliança cagarim cagarou-se

Apesar de faltar ainda algum tempo para as eleições para a presidência da FPF, o número invulgar de candidatos tem suscitado já algumas situações curiosas dada a pressa de alguns clubes em começar a contagem das espingardas. A primeira aconteceu quando os presidentes dos dois clubes da 2ª Circular se reuniram por iniciativa dos da Luz que, supostamente, pretendiam firmar uma aliança com os de Alvalade em nome da defesa da verdade desportiva. Não se sabe exactamente que conclusões terão saído dessa reunião, mas atendendo a que Godinho Lopes já veio esclarecer que o candidato apoiado pelo Sporting é Hermínio Loureiro e não Fernando Seara como o Benfica pretendia, podemos então concluir que a Santa Aliança cagarim cagarou-se, deu dois peidos e afogou-se.
Como todos sabemos, o Benfica é um clube demasiado egocêntrico para colocar os valores cívicos e humanos acima dos seus próprios interesses, pelo que, quando o clube da Luz afirma que pretende aliar-se a alguém na defesa da verdade desportiva, aquilo que pretende verdadeiramente dizer é que precisa de um otário que suporte as pretensões encarnadas. Provavelmente, Vieira pensou que o seu homólogo leonino seria suficientemente inexperiente e ingénuo para assumir esse papel, mas Godinho Lopes acabou por demonstrar mais sagacidade do que o presidente encarnado esperaria. Ninguém no seu perfeito estado de sanidade mental espera agora que o Benfica abdique da defesa do seu candidato, Fernando Seara, para apoiar o candidato sportinguista, Hermínio Loureiro. Na perspectiva benfiquista, a verdade desportiva só é verdade desportiva se for encarnada, o que só por si diz tudo quanto à sua credibilidade.
Confrontado com a dita reunião, Pinto da Costa tratou também de esclarecer que nunca apoiará um político para o cargo de presidente da FPF e com isso lançou borda fora, de uma assentada só, os meninos bonitos do Benfica e do Sporting. De facto, tanto Fernando Seara como Hermínio Loureiro assumem o cargo de presidente de Câmara, dando mostras de uma falta de respeito atroz pelos seus munícipes ao candidatarem-se à FPF sabendo que, em caso de vitória, a situação implicará o abandono dos seus cargos autárquicos. Assim sendo, o presidente portista prefere manifestar o seu apoio a Soares Franco, antigo presidente do Sporting, e a Fernando Gomes, actual presidente da Liga, considerando serem dois homens com experiência de futebol, capazes de gerir os destinos do futebol português com competência. Refira-se que este último surge na contenda de forma algo inesperada, não por vontade expressa do mesmo, mas por merecer a confiança dos clubes da 2ª Liga, uma situação que em nada deverá agradar ao clube da Luz que não hesita em pôr em causa a sua idoneidade e isenção simplesmente devido ao seu passado como dirigente portista. Não deixa de ser curioso que o conceito de verdade desportiva dessa gente seja, uma vez mais, condicionada pelos seus próprios interesses, em claro atropelo daquela que é a opinião de muitos outros clubes. Julgar-se-ão donos da verdade e da razão, ou desconhecerão o significado da palavra democracia?

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