sábado, 5 de novembro de 2011

Nojo!

Eu nunca pensei que algum dia iria proferir uma afirmação deste teor sobre o Porto, mas o jogo desta noite frente ao Olhanense meteu-me nojo!
É verdade que os jogadores da equipa algarvia se limitam praticamente a enfiar-se na defesa, despejando bolas para onde estão virados, destruindo qualquer tentativa de praticar futebol. É verdade que o árbitro lisboeta tratou de fechar os olhos a dois penalties a favor do FC Porto, o primeiro num corte com o braço, o segundo num derrube do Hulk. Mas tudo isso soa a desculpa esfarrapada perante o triste, lamentável, paupérrimo futebol praticado pelos azuis e brancos. Não sei se o culpado é Vítor Pereira (pelo menos, não será o único...) mas alguma coisa tem de ser feita e não consigo imaginar outra solução que não seja a mudança de treinador.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Terminou a novela Mangala

O Standard Liège confirmou hoje o pagamento da primeira parcela referente à transferência de Mangala do clube belga para o FC Porto. Terminou, felizmente, uma novela a que não estamos habituados no Porto e que esperamos não venha a conhecer novos episódios.

OK, CHEGA!

Tenho a noção de que o treinador de uma equipa é sempre o elo mais fraco e que é dele a primeira cabeça a rolar quando as coisas começam a correr mal. Também tenho a consciência de que, como qualquer outro adepto, coloco muitas vezes a paixão clubística acima da razão, nem sempre primando pela justiça na apreciação do trabalho do técnico. Por esse motivo, tentei manter a serenidade, recusando-me a enveredar pelo caminho fácil da crítica a Vítor Pereira. Concedi-lhe o benefício da dúvida enquanto as forças me permitiram, contrapus as opiniões adversas enquanto o bom senso me sustentou, mas hoje, perante a inqualificável exibição do Porto perante o Apoel, não me resta outra alternativa senão retirar a minha confiança em Vítor Pereira.
Neste jogo, estavam em disputa muito mais do que os simples três pontos e os milhares de euros que a UEFA paga pela vitória. Estava em causa a passagem aos oitavos de final da prova, uma passagem que vale muito dinheiro para os cofres do clube e muito prestígio para o seu nome. Com tanto espólio em jogo, esperava-se uma exibição, no mínimo, digna, mas não foi nada disso que se viu. Em Nicósia esteve um Porto amorfo, sem ambição, sem ritmo, sem fio de jogo, enfim, irreconhecível!
É impossível que uma equipa desaprenda a  jogar futebol num espaço de apenas um ano. É inexplicável que os mesmos jogadores que há poucos meses atrás conquistaram a Liga Europa não consigam agora efectuar dois passes consecutivos sem perder a bola para o adversário. Algo se passa na cabeça destes atletas, algo que transcende em muito a saída de Falcao ou a eventual falta de adaptação dos reforços.
Matematicamente, ainda existe uma ténue esperança de assegurar a passagem aos oitavos, mas, para que tal aconteça, há que actuar já! Cabe aos responsáveis do clube encontrar a solução para o problema mas, conhecendo a aversão de Pinto da Costa pelas chamadas "chicotadas psicológicas", é pouco provável que a opção passe pela mudança de treinador. Por esse motivo, a massa associativa terá agora um papel essencial no sentido de fazer chegar o seu desagrado aos ouvidos dos responsáveis . De forma cívica, entenda-se, mas nem por isso menos firme.