domingo, 18 de dezembro de 2011

"Roubarte Gomes"

Duarte Gomes admitiu publicamente que falhou ao não assinalar penalty a favor do FC Porto no lance em que Belluschi foi abalroado pelo defesa João Luiz em plena área maritimista. Num post publicado na sua página do Facebook, o árbitro de Lisboa afirma que «A evidência televisiva aniquila friamente o que o momento fotográfico tão bem iludiu: Sim. Penalty e sim falhei. Falhei e já segui em frente».

 Talvez este reconhecimento público através das redes sociais possa servir para "humanizar o árbitro" como declarou Duarte Gomes à agência Lusa, mas a verdade é que este gesto, por muito honroso que à partida pretenda ser, não justifica o erro clamoroso cometido com o resultado ainda a zero, nem tão pouco apaga a dualidade de critérios que vem sendo demonstrada pelo juiz lisboeta ao longo de muitos jogos.
É verdade, como o próprio afirma em sua defesa, que a sua função implica tomar decisões a toda a hora, em condições pouco fáceis. Mas é precisamente porque as decisões têm de ser tomadas numa fracção de segundo que a predisposição do árbitro, enquanto ser humano, assume especial importância. Consciente ou inconscientemente, a intenção de beneficiar ou prejudicar uma das equipas pesa (e muito!) no momento de soprar no apito e, no caso de Duarte Gomes, tem sido por demais evidente para que lado pendem os pratos da balança. A propósito disso mesmo, o FC Porto publicou, no seu site oficial, uma compilação de penalties assinalados por Duarte Gomes em vários jogos, um vídeo que dissipa quaisquer dúvidas quando à dualidade de critérios demonstrada pelo juiz de Lisboa quando o jogador que sofre a falta veste a camisola do Benfica ou a do FC Porto. E se isto ainda assim não for suficiente, reveja-se também o vídeo com a compilação dos 15 erros cometidos pelo mesmo árbitro no jogo Benfica-Porto da época passada.
Tal como aconteceu quando Duarte Gomes assinalou três penalties favoráveis ao Benfica no jogo frente ao Vitória de Guimarães, dos quais apenas o primeiro foi considerado existente, prevê-se que o juiz lisboeta vá para a "jarra" na próxima jornada. No entanto, tal como a suspensão anterior não o impediu de voltar a fazer das suas, adivinha-se que a repetição do castigo não surtirá qualquer efeito sobre o seu comportamento. Exigia-se portanto mais coragem da parte das entidades competentes para impor ao árbitro uma punição bem mais pesada. Caso contrário, este continuará simplesmente a repetir os mesmos erros, com a arrogância e sobranceria de quem assume que falhou mas já seguiu em frente...

P.S. - Esta polémica com Duarte Gomes vem precisamente na mesma semana em que a Comissão de Arbitragem veio dar razão ao protesto apresentado pelo FC Porto na sequência da arbitragem de João Capela em Olhão. Em causa está também um penalty favorável aos Dragões não assinalado por Capela, um arbitro que pertence à mesma associação que Duarte Gomes: Lisboa. Coincidência?

3 comentários:

  1. caríssimo,

    convém não esquecer as preferências clubísticas do indivíduo do apito em questão.

    somos Porto!, car@go!
    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    saudações desportivas mas sempre pentacampeãs a todos vós! ;)

    Miguel | Tomo II

    ResponderEliminar
  2. meu caro, caríssimas(os),

    devido a « cenas que me assistem », estarei ausente nos próximos (longos?) tempos. portanto e até ao meu regresso:

    votos de Boas Festas! e de um próspero Ano Novo de 2012!, para todas(os) vós e para os que vos são mais queridos! :)

    e não esquecer que:
    somos Porto!, car@go!
    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    saudações desportivas mas sempre pentacampeãs a todos vós! ;)

    Miguel | Tomo II

    ResponderEliminar
  3. O Capela é sportinguista e a mulher trabalha na casa do Porto em Lisboa.

    ResponderEliminar