terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Há cerca de um ano atrás...

A 6 de Março de 2011, o Benfica perdeu em Braga por 2-1, comprometendo seriamente as suas aspirações de revalidar o título conquistado na época anterior à custa de uma sucessão de manobras de secretaria e de interferências externas no normal desenrolar da competição. No dia seguinte, o jornal A BOLA encheu a sua 1ª página com o título «Xistra decidiu o que já estava decidido» e uma fotografia do árbitro a expulsar Javi Garcia:
 
Ninguém com dois dedos de testa poderia acreditar que o jogo já estaria efectivamente decidido aos 41 minutos, altura em que Javi Garcia foi expulso por agredir Alan com um soco no peito. Esta abordagem falaciosa demonstrava, só por si, uma gritante falta de respeito pela equipa do Braga e uma clara desvalorização do seu valor. Mas, não satisfeitos, A BOLA acrescentava ainda que «O FC Porto não precisava deste árbitro para ser campeão por mérito», deixando no ar a ideia de que a arbitragem teria sido encomendada com o objectivo de permitir o distanciamento dos azuis-e-brancos que já se encontravam destacados no 1º lugar da Liga.

Se um único lance polémico justificou tão violenta reacção das hostes encarnadas, apoiadas, como sempre, pela intelectualmente corrupta imprensa avençada que em seu redor orbita, imagine-se o que aconteceria neste país se o Benfica sofresse uma derrota como o FC Porto sofreu em Barcelos, com o árbitro a fazer vista grossa a dois penalties evidentes e a validar um golo ilegal. É claro que Bruno Paixão não mereceu agora, nem por sombras, o mesmo tratamento jornalístico, já que é de todo o interesse do lobby lisboeta branquear uma arbitragem que pode ter decidido prematuramente a Liga em favor do seu clube protegido. Se isto não é uma máfia, expliquem-me o que é.

A análise de Rui Santos

Não gosto de Rui Santos e geralmente discordo de muita coisa do que diz e escreve, mas tenho de reconhecer que, independentemente das duras críticas que fez ao FC Porto, foi o único jornalista que, na minha opinião, fez uma análise completa e isenta do jogo com o Gil Vicente: criticou as opções de Vítor Pereira e o mau jogo da equipa, mas nem por isso deixou de contestar a escolha de Bruno Paixão para arbitrar este jogo, nem de referir a influência directa que os seus erros tiveram no resultado final. Mais, teve a coragem de pôr o dedo na ferida, afirmando mesmo que "Bruno Paixão é um árbitro que faz mal ao futebol português há muitos anos". Uma notória diferença de atitude em relação à generalidade da intelectualmente corrupta imprensa lisboeta que imediatamente se desdobrou em múltiplos esforços para branquear as vergonhosas arbitragens a que se assistiram nesta jornada, que podem ter ditado prematuramente o desfecho da própria liga.

P.S. - É óbvio que a opinião de Rui Santos não agradou aos adeptos de um determinado clube lisboeta que acabou por sair altamente beneficiado desta jornada, pelo que não admira que tenha sido imediatamente alvo de comentários insultuosos e ameaçadores. Nada que não se esperasse.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Quem não se sente...

Que o Porto não anda a jogar bem já todos sabemos, mas não me venham com histórias. Ontem, com uma arbitragem isenta e competente, aquilo que a equipa fez seria suficiente para, pelo menos, chegar ao intervalo em vantagem, mas graças ao árbitro chegamos ao fim dos 45 minutos a perder por 2-0. Logo no início da 2ª parte houve mais um penalty que nos poderia ter relançado no jogo, mas mais uma vez o árbitro fez de conta que nada viu. Perante isto, qual é a equipa que não se deixa afectar na sua força anímica? Qual o jogador que não se deixa ir abaixo ao perceber que o seu esforço é inglório? 
Há que saber separar as  águas. Todos nós temos sido muito críticos em relação ao treinador e à forma deficiente como a época foi preparada, mas tal não implica que nos transformemos em anjinhos subservientes do regime, nem em parolos que comem e calam só porque não interessa ao lobby lisboeta que se fale na escandalosa arbitragem do Bruno "Calabote" Paixão. Concordo que não devemos permitir que as críticas aos árbitros desviem as nossas atenções dos problemas da equipa, mas aquilo que se passou ontem em Barcelos não foi apenas uma mera... "má arbitragem". Aquilo que se passou foi um assalto à mão armada, perpetrado por um criminoso que levava a lição bem estudada.
A escolha de Bruno Paixão para este jogo, só por si, levanta sérias suspeitas, pois se todos sabemos aquilo que este energúmeno já fez no passado, só por manifesta irresponsabilidade ou má fé o podem ter escolhido para vir arbitrar um jogo de um candidato ao título, numa das suas saídas mais complicadas e numa altura em que qualquer deslize  pode ditar o adeus ao título. Não tenham dúvidas de que quem fez isto sabia o que estava a fazer.
O povo costuma dizer que quem não se sente não é filho de boa gente. Criticar a equipa, exigir mais qualidade, mais entrega, melhores exibições, melhores resultados, sim senhor! Mas calar perante esta afronta, nem pensar!

domingo, 29 de janeiro de 2012

12 anos depois, o mesmo protagonista, a mesma farsa

Não tenho palavras para exprimir a revolta que me vai na alma. Dou graças a Deus por não ter Bruno Paixão ao meu alcance neste momento, pois não responderia pelos meus actos caso pudesse confrontar este canalha com a escandalosa arbitragem que protagonizou esta noite em Barcelos. Nada que não estivéssemos à espera, dirão alguns. Concordo, dado o historial de roubos deste árbitro em prejuízo do FC Porto, com especial destaque para aquela triste noite em Campomaior, uma das mais viciadas arbitragens de que há memória no futebol português, provavelmente só batida por Inocêncio Calabote no ido ano de 1959. Mas até pela previsibilidade deste acto, pelo facto de todos antevermos o que aconteceu esta noite em Bacelos, a revolta se torna maior. De facto, não há nada mais grave, inclusivamente aos olhos da lei, do que um crime premeditado e executado a sangue frio.
Já todos sabemos que a intelectualmente corrupta imprensa desportiva lisboeta irá, amanhã, tentar branquear este crime de todas as formas possíveis e imaginárias (aliás, como fez a propósito de outro escândalo ocorrido nesta mesma jornada, em Vila da Feira). Virão uma vez mais atribuir os erros de Bruno Paixão à incompetência, à sua falta de jeito para a arbitragem, à sua falta de coragem ou de visão. Nada mais falso! Bruno Paixão é extremamente competente na sua função e corresponde totalmente àquilo que esperam dele. O que não lhes interessa admitir, é que a sua função não é arbitrar com isenção e idoneidade, mas sim condicionar, interferir, influenciar o livre desenrolar da competição, no sítio certo e no momento certo. Já o fez há 12 anos atrás, em Campomaior, quando lançou o FC Porto para fora da corrida ao título, e, muito provavelmente,  repetiu-o esta noite em Barcelos.
Bruno Paixão é um cancro no futebol português e, como qualquer cancro, deve ser combatido e irradiado, antes que se alastre e destrua o organismo. Não podemos anular o mal que nos fez esta noite, até porque, pelo que nos foi dado a ver esta jornada, o destino deste campeonato está já traçado nos meandros da Liga. Mas temos agora uma nova oportunidade de agir, com a razão do nosso lado. Em nome da verdade desportiva, não vos caleis!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sport Lisboa e Batota III

Os jogadores e adeptos do Benfica festejaram a vitória sobre o Feirense de forma efusiva e não há dúvida de que têm motivos para tal. Beneficiados por mais uma arbitragem com influência directa no resultado, os encarnados terão percebido que podem começar já a encomendar as faixas de campeão e a pôr o champanhe no frigorífico.
Sempre que o SLB se encontra em dificuldades, lá aparece um penalty simulado, uma expulsão injustificada, ou, como foi o caso de hoje, um golo limpo anulado ao adversário. Não sei mesmo se não seria financeiramente benéfico para os restantes clubes que esta liga terminasse aqui com a entrega prematura do título ao Benfica, já que se afigura uma perda de tempo e dinheiro insistir numa competição cujo desfecho parece estar já decidido.
No final do clássico espanhol recentemente disputado entre o Barcelona e o Real Madrid, o guarda-redes merengue, Iker Casillas, sugeriu ao árbitro que fosse festejar com os adversários, tal a tendência manifestada pelo juiz em favor dos catalães durante o decorrer da partida. Da mesma forma, também Serafim Nogueira, o juiz de linha que acompanhou o ataque do Feirense esta noite e que foi responsável, não só pela anulação do golo limpo, mas pela interrupção de todo um conjunto de jogadas de ataque perfeitamente legais, merece ser convidado a acompanhar os festejos encarnados. É da mais elementar justiça que tal aconteça, dada a sua brilhante contribuição para o desfecho de mais um jogo com resultado falseado.

P.S. - Veremos o que irá acontecer amanhã frente ao Gil Vicente, mas algo me diz que, com Bruno Paixão a arbitrar, iremos assistir à 2ª parte desta pouca-vergonha.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pinto da Costa 5 - Ministério Público 0

Deu-se esta semana um acontecimento que, não estranhamente, mereceu pouco destaque por parte da imprensa: Pinto da Costa foi ilibado em mais um processo movido pelo Ministério Público. 
Neste processo, o presidente do FC Porto era acusado de difamação por ter afirmado que «não estava para viver num país onde a revolução de Abril acabou com a PIDE para agora a ver substituída pelo Ministério Público», mas a juíza do Tribunal Criminal de Lisboa considerou que a afirmação de Pinto da Costa não terá passado de um simples desabafo proferido dentro dos limites da liberdade de expressão. Que surpresa...
Ironicamente, a própria reacção do MP à crítica de Pinto da Costa acaba por ser a maior prova de que este tem razão. Afinal, algo de muito errado se passa com o conceito de democracia praticado em Portugal quando tem de ser uma juíza a explicar ao MP quais são os limites da liberdade de expressão dos cidadãos. Mas mais grave do que isso é o facto deste ter sido o quinto processo movido pelo Ministério Público contra Pinto da Costa desde que se deu início ao Apito Dourado e, tal como todos os anteriores, ter terminado com a absolvição do arguido. Num país em que qualquer crítica à actuação do Ministério Público pode motivar uma acção por difamação, ninguém se arriscará sequer a sugerir que possam existir aqui indícios de perseguição ao cidadão Pinto da Costa. No entanto, numa altura em que o país atravessa uma grave crise com todos os sacrifícios que tal acarreta para os portugueses, parece-me que os cidadãos terão já legitimidade para, pelo menos, exigir que o Exmo. Sr. Procurador Geral da República se digne a explicar os motivos que levaram o Ministério Público a esbanjar milhões de euros do erário público em sucessivos processos inúteis e infundados que, sem excepção, terminaram com a absolvição do arguido.

Muita energia, pouca experiência

Em jogo a contar para a Taça da Liga, o FC Porto derrotou o Estoril por 1-0. Apesar da justiça da vitória ser incontestável e da equipa portista ter apresentado muitos jogadores que não são habitualmente titulares, a verdade é que os adeptos esperavam muito mais do que se viu esta noite no Dragão e não tardaram a manifestar o seu desagrado com um coro de assobios que deixou Kléber (e não só) com as orelhas a arder. O avançado brasileiro voltou a defraudar as expectativas, não só persistindo na sua já habitual nulidade em termos de concretização, como ainda vestindo o papel de bobo da festa ao protagonizar alguns falhanços dignos de constar numa daquelas compilações de lances hilariantes que abundam no Youtube. Seria motivo para umas gargalhadas, não estivesse o público já farto de palhaçadas.
Ainda assim, o desnível verificado entre as equipas foi notório e só por um conjunto de vicissitudes do jogo não se traduziu num resultado mais desnivelado. Os lideres da Liga Orangina limitaram-se a praticar um futebol ultra-defensivo e a fechar os caminhos para a sua baliza de todas as formas possíveis e imaginárias, incluindo o uso recorrente da falta e o corte de lances com os braços em plena área que só por mera incompetência do árbitro não se traduziram nos respectivos castigos máximos. Só no último minuto da partida o Estoril logrou chegar com verdadeiro perigo junto da baliza de Bracali, um lance fortuito que lhe podia ter valido o empate mas que diz tudo sobre a postura adoptada pelos visitantes ao longo do jogo. Muito antes disso, já os azuis e brancos tinham visto a bola embater nos ferros da baliza estorilista por duas vezes e um bom número de remates passarem ao lado dos mesmos, com destaque para o de Iturbe  na sequência de uma jogada espectacular ao bom estilo de Hulk.
Um louvor ainda para Varela, que protagonizou alguns lances vistosos fazendo lembrar os seus melhores momentos da época passada, e James Rodrigues, menos eficaz em comparação com o jogo frente ao Rio Ave mas que, ainda assim, se assumiu como motor da equipa e um dos elementos mais enérgicos no seu sector mais avançado. Veremos se a energia destes jovens será suficiente para ultrapassar o Vitória de Guimarães já na próxima jornada, assegurada que está a ausência de Hulk por lesão.

 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Breves...

1) A saída de Walter para o Cruzeiro e as paupérrimas exibições que Kléber teima em protagonizar vieram apenas reforçar a já enraizada ideia de que o FC Porto necessita urgentemente de ir às compras para reforçar o sector atacante. No entanto, vamos já a meio de Janeiro e não se vislumbram quaisquer movimentações nesse sentido. Não tenho dúvidas de que a SAD portista nos reserva uma surpresa para o final do mês, restando apenas saber se será boa ou má: ou irá tirar um coelho da cartola quando menos se espera, ou simplesmente irá deixar passar a abertura do mercado sem solucionar um problema que está bem patente aos olhos de todos e que poderá custar a perda do título de campeão nacional para os rivais lisboetas.

2) Não tenho memória de ter assistido a tantos problemas envolvendo a transferência de jogadores para o FC Porto como os que aconteceram esta época. Primeiro foi Mangala, cujo atraso no pagamento motivou uma queixa à UEFA por parte do Standard Liège, de nada valendo a justificação apresentada pelo FC Porto de que se encontrava à espera do pagamento de Falcao por parte do Atlético de Madrid. Agora surge a novela Danilo, um internacional brasileiro que, não obstante o valor extraordinariamente elevado pago pelo FC Porto ao Santos, continua impossibilitado de alinhar de azul e branco simplesmente porque o presidente do clube brasileiro assim entende. Não sei exactamente quanto tempo mais é que a SAD pretende admitir tal situação, mas a tão propalada dureza negocial que durante anos lhe foi reconhecida começa a dar mostras de uma preocupante flacidez.

3) Hulk sofreu uma distensão muscular no jogo com o Rio Ave, uma lesão mais grave do que inicialmente se supunha e que irá provocar a sua ausência durante um número ainda indefinido de jogos. A saída do Incrível frente aos vila-condenses acabou por abrir espaço para o surgimento de um outro super-herói, James, que carregou a equipa aos ombros para a vitória e fez dois golos de belo efeito. Mas, sabendo-se da importância que Hulk tem nesta equipa, não deixa de ser preocupante a sua ausência, principalmente numa altura em que o FC Porto não se pode dar ao luxo de perder mais pontos.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dupla ultrapassagem

Não adianta estarmos aqui com "rodriguinhos", em busca de justificações ou atenuantes para a situação. Não me interessa absolutamente nada que o FC Porto tenha igualado o recorde de jogos sem perder no campeonato que já vinha da era Bobby Robson, ou que me venham dizer que o empate até nem é um mau resultado tendo em conta que este Sporting demonstra capacidade para derrotar o Benfica na sua deslocação a Alvalade. Decerto pensaria de outra forma se o FC Porto estivesse, nesta altura, destacado no 1º lugar, mas não é o caso. Os portistas precisavam de ir a Lisboa buscar os 3 pontos, nem que fossem arrancados a ferros, no sentido de manter a igualdade de pontos com os rivais da Luz, mas não foram além de um empate (lisonjeiro, acrescentaria eu, dada a parca quantidade de verdadeiras situações de golo criadas) que nos fez sofrer uma dupla ultrapassagem: a dos pontos e a dos golos.
O problema desta equipa está mais do que identificado, compreendido e assimilado, e ainda há tempo para dar a volta por cima. Resta esperar que a SAD seja capaz de aproveitar a abertura do mercado de inverno para encontrar uma solução credível.

P.S. - Como se previa, a notícia da contratação de Yannick Djaló não passa de mais uma burricada à moda do Correio da Manhã. Ainda bem, já que o problema do FC Porto não se resolve com Djalós, Floribelas e Lyonces Viiktóryas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Duarte Gomes premiado pelos seus serviços

Duarte Gomes vai apitar, na próxima quarta-feira, o encontro entre o Al Hilal e o Al Shabad, os dois primeiros classificados da liga da Arábia Saudita que se encontram separados por um ponto apenas. A Federação Portuguesa de Futebol acedeu assim ao pedido da congénere saudita de ceder um árbitro para o referido jogo, tendo o organismo português escolhido o juiz de Lisboa.
Numa altura em que tem sido alvo de forte contestação pela dualidade de critérios evidenciada nas suas decisões, Duarte Gomes recebe um justo prémio pelos brilhantes serviços prestados em benefício do Benfica na Liga portuguesa, algo que só pode constituir surpresa para quem ainda não percebeu como as coisas se fazem nos bastidores do futebol português.

P.S. - Durante muitos anos, falou-se na existência do "sistema". Hoje em dia, ninguém tem dúvidas de que o "sistema" existe e se chama Sport Lisboa e Batota.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

11500!


Foram nada mais, nada menos que 11500 adeptos a assistir, nas bancadas do Dragão, ao primeiro treino de 2012! 11500!
Depois da tempestade, a bonança. A nação azul e branca deu uma prova cabal de força, demonstrando que está unida em torno da equipa e que acredita que este grupo de trabalho tem capacidade para ir muito mais além. Espera-se agora que Vítor Pereira e seus pupilos sejam capazes de retribuir tamanho apoio com uma exibição de gala já no próximo sábado, frente ao Sporting. Força Porto, rumo ao título!