terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Coacção sobre Pedro Proença

«FODAM ESSE BICHO! EU JÁ O AVISEI QUE SE ROUBAR VAI TER MAIS UNS DENTES PARTIDOS
PEDRO PROENÇA 917628688»

Esta mensagem, tal como aqui a transcrevo, é apenas uma entre dezenas de outras mensagens publicadas hoje por adeptos benfiquistas nos blogues afectos à cor encarnada e que, de uma forma mais ou menos directa, fazem apelo à violência sobre o árbitro do clássico da próxima sexta-feira.  De facto, a partir do momento em que Pedro Proença foi apontado pela comunicação social como o escolhido para ajuizar a partida que porá em confronto o FC Porto e o Benfica, a blogosfera encarnada foi inundada por mensagens que dão conta da pretensão de muitos adeptos benfiquistas em coagir o árbitro para que favoreça o seu clube, não só através de ameaças telefónicas, mas também de confrontação física.
Não sei se o número de telemóvel disponibilizado nesta mensagem corresponde ao verdadeiro contacto telefónico de Pedro Proença, mas, independentemente disso, não nos podemos esquecer que, ainda recentemente, este mesmo árbitro - um assumido adepto e sócio do clube da Luz -  foi vítima de uma agressão cobarde, perpetrada por um adepto benfiquista em pleno Colombo, o que demonstra bem os níveis de desespero e de fanatismo a que esta gente chegou. Perante a pressão a que estará sujeito e a coacção de que tem sido alvo, estará este homem em perfeitas condições psicológicas para garantir a isenção das suas decisões?

Obrigado, Ricky!

Um bonito vídeo sobre o FC Porto, que nos recorda alguns dos melhores momentos das últimas décadas e ilustra a razão de tanto amarmos este clube. O meu agradecimento ao autor, Ricky Moralez.



Sou portista! from ricky moralez on Vimeo.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Acredita, Porto!

O título está ao alcance da nossa mão mas, se queremos ser campeões, teremos de vencer esta noite no Dragão e isso só será possível com o empenho da equipa e o apoio do público. Vamos encher o estádio! Acredita, Porto!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

As águias também se abatem

Quando decidi ir ao Dragão assistir à partida entre o FC Porto e o Manchester City, não esperava nenhum milagre. Os sobressaltos sentidos ao longo desta época foram muitos e assombram-nos jogo após jogo, não nos deixando espaço para grandes ilusões. Perante uma equipa fortíssima como é o City, só com muita competência poderíamos conquistar um resultado que nos permitisse sonhar com a continuidade na Liga Europa, uma competência que, refira-se, ainda não vimos neste Porto de Vítor Pereira. Mas ser adepto é isto mesmo, é alimentar a  esperança contra todas as probabilidades, é fazer prevalecer a convicção acima da razão, é acreditar no coração que nos diz que é possível mesmo quando a mente nos diz que não. E se a expectativa já era de dimensão razoável antes do jogo, maior se tornou perante a boa exibição da primeira parte, coroada pelos festejos de um merecido golo que só não foram repetidos porque o turco a quem a UEFA entregou a responsabilidade de arbitrar esta importante partida decidiu fechar os olhos a um claro penalty sobre Hulk. Depois, bem, depois veio aquele desastre em forma de 2ª parte e tudo se desmoronou, hipotecando-se assim as já parcas hipóteses de passar a eliminatória. É claro que o coração, teimoso como uma mula, continua a dizer que é possível, mas a mente já partiu para outras bandas, em busca de consolação. Amanhã se verá qual deles tinha razão.
Quis o destino, no entanto, que na mesma semana em que praticamente dissemos adeus às competições europeias, víssemos renovadas as possibilidades de renovação do título nacional. Os cinco pontos de desvantagem em relação ao primeiro classificado deixava-nos numa incómoda (e, felizmente, pouco habitual) situação de impotência, restando-nos esperar pelo tropeção dos adversários, mas eis que a derrota do Benfica em Guimarães veio reduzir a diferença para uns míseros dois pontinhos, relançando-nos na luta. É verdade, como diz Jesus, que eles continuam no primeiro lugar, mas a águia segue agora com as penas eriçadas ao sentir o bafo quente do Dragão no pescoço. E falta tão pouco para o clássico da Luz...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Jesus reza no Monte dos Oliveiras...

Jogo após jogo, a cena repete-se. O Benfica podia ter ganho ao Marítimo com relativa facilidade, qualificando-se assim para as meias-finais da Taça da Liga com toda a justiça e sem quaisquer motivos de contestação. Os encarnados demonstraram possuir melhor equipa e melhor plantel, mais coesão e mais empenho, frente a uma equipa lutadora mas cujos avançados se limitaram a desperdiçar infantilmente as poucas ocasiões de golo criadas. Lamentavelmente, as forças que se movimentam nos meandros do futebol português parecem não pretender deixar o sucesso do Benfica nas mãos do acaso e, não vá o Diabo tecê-las, não facilitam. À primeira oportunidade, lá aparece um penalty ridículo, uma agressão perdoada ou, como foi agora o caso, uma expulsão forçada. Não falha! É matemático!
Aos 58 minutos de jogo, Artur Soares Dias resolveu sentenciar a partida ao expulsar Pouga com cartão vermelho directo após uma disputa de bola aérea em que o maritimista atingiu a face de Javi Garcia com o braço. O lance não deixou dúvidas aos analistas que, unanimemente, consideraram a expulsão exagerada, mas não seria preciso ser perito em arbitragem para perceber que a decisão de Soares Dias ultrapassa completamente o critério habitualmente adoptado pelos árbitros nestes casos e que passa pela amostragem de um simples cartão amarelo. Curiosamente, em apenas uma semana vimos este critério ser por duas vezes desrespeitado e logo em sentidos perfeitamente opostos. Se, no Domingo anterior, Bruno Paixão deixou passar em claro um penalty favorável ao FC Porto após uma cotovelada na cara de Defour que deixou o jogador portista estatelado no relvado a sangrar pelo nariz, agora foi a vez de Artur Soares Dias inverter completamente esse critério, punindo com expulsão o lance ocorrido a meio-campo. Perante tal desacerto, seria no mínimo expectável que o presidente da Comissão de Arbitragem se dignasse a comparecer em público para nos esclarecer sobre os motivos da disparidade de critérios demonstrada pelos seus subordinados, mas, ao contrário do que aconteceu no início da época passada em que, pressionado pelos protestos do Benfica, logo tratou de organizar uma conferência de imprensa, Vítor Pereira parece não estar agora interessado em dar a cara. Um facto que vem apenas reforçar a ideia de que algo de muito podre se passa no seio da arbitragem.

P.S. - A expulsão de Pouga foi tão forçada que o próprio treinador encarnado reconheceu o erro do árbitro no final do jogo. Nem imagino o que diria Jorge Jesus - ele que, há uns anos atrás, ainda como técnico do Braga, afirmou que nem na Playstation conseguiria derrotar o Benfica devido à influência dos árbitros - se fosse vítima dos sucessivos erros de arbitragem que se tem verificado em favor dos encarnados ao longo de toda a época.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Personalidades clamam por justiça!

Azeredo Lopes, Professor na Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa,
escreveu em 1 de Fevereiro no seu Facebook:

“Passou relativamente despercebido. Mas, mais uma vez, um tribunal declara a inexistência da famosíssima reunião do Conselho de Justiça que, sem a presença do seu Presidente, e de forma tão eufórica que mal conseguiam disfarçar, ratificou a infame decisão do CD da Liga que determinou a descida de divisão do Boavista. Foi em 2008, e ainda corre um recurso do meu clube sobre o mesmo tema – supondo, por uma questão de bom senso, que igual pronúncia venha a verificar-se. O Boavista estava já em situação económica difícil, mas essa foi a estocada final, e com a vítima de joelhos. Mais do que a injustiça, chocou-me o arbítrio puro de quem se julgava Deus, mesmo que violentando grosseiramente o Direito. Talvez agora os tribunais consigam algo. Mas a reparação plena nunca será possível.”

Rui Moreira, Presidente da Associação Comercial do Porto, escreveu em 1 de Fevereiro no seu Facebook:

“O Tribunal Administrativo de LISBOA, voltou a dar razão ao recurso de Pinto da Costa e, também, do Boavista FC. Mais uma vez… Fica, agora, por saber o que irá suceder, porque o processo regressa à Federação Portuguesa de Futebol. É tempo de haver quem resolva este assunto, sem mais expedientes dilatórios. O Boavista deve jogar na Primeira Liga a partir de Agosto, e deve ser nomeada uma comissão arbitral para avaliar os prejuízos O Doutor Ricardinho e, já agora, essa alma penada da nossa democracia, o Dr Freitas do Amaral que emitiu um parecer que custou milhões, deveriam pedir desculpa. A cidade do Porto deveria ir para a rua, pelo Boavista e, também, por Pinto da Costa. A perseguição de que foram vítimas não é alheia ao facto de serem portuenses.”

Dr. Manuel Maio, Autarca, Docente e ex-VicePresidente do BFC, escreveu em 2 de Fevereiro no seu Facebook:

"O Acórdão do TACL é claro e inequívoco: a reunião “fantoche” do Conselho de Justiça da FPF, de Julho de 2008, que negou provimento aos recursos de Pinto de Costa e de Jacinto Paixão, foi declarada INEXISTENTE, fundamentando a decisão nos contornos que são do domínio público: reunião ilegítima face à ausência do presidente do órgão, revertendo as decisões como nulas e sem produção de qualquer efeito.
Foi nessa mesma reunião “fantoche” – INEXISTENTE – que o “mesmo” CJ negou provimento ao recurso interposto pelo Boavista FC, Sad, ratificando despudorada e ilegitimamente a decisão “fantoche” da Comissão de Disciplina da LPFP, que arbitrária e dolosamente decidiu pela despromoção do BFC à Liga de Honra, sem qualquer base ou fundamento legal, à luz dos factos e do direito.
Ora, se a deliberação relativamente ao BFC foi tomada na mesma reunião “fantoche” – INEXISTENTE -, dentro de um princípio de bom senso e de aplicação jurisprudencial, prevejo (e auguro) que o desfecho venha a ser o mesmo: declaração de inexistência da tal reunião “fantoche”, resultando nos mesmos efeitos práticos de nulidade da decisão.
E agora? Como proceder? Que etapas sem mais delongas a encetar de imediato?
Eis “O Meu Ponto de (Boa)Vista” para um desfecho sério, justo e exequível, que deverá ser fechada até ao início da próxima época desportiva:
1 – Desportivamente: tendo o atual e recente eleito presidente da LPFP proclamado na sua candidatura o alargamento da Primeira Liga para 18 clubes, fica resolvida a questão desportiva; o BFC passará a integrar, na época desportiva 2012/2013, por direito próprio (que nunca lhe deveria ter sido sonegado), o respetivo quadro competitivo;
2 – Financeiramente: a direção da FPF deverá estar aberta a uma negociação com a direção do BFC, para avaliação dos prejuízos materiais causados ao clube, desde 2008, criando-se uma “comissão mista e independente” para a necessária quantificação e modelo da respetiva reparação;
3 – Moralmente: a direção da FPF e a direção do BFC deverão acionar judicialmente os autores solidários dos infames arbítrios; por um lado, a FPF para ressarcimento (retorno) da compensação que terá de pagar ao BFC; por outro lado, o BFC para ser indemnizado, a título de danos extrapatrimoniais e morais (estes últimos verdadeiramente irreparáveis…).
Para reflexão.
Os autores materiais de tão ignóbeis cometimentos – que já tinham demonstrado o seu desconhecimento e desprezo pelo futebol e pelas instituições – pavonearam os seus egos e vaidades, de forma inconfessável, como arautos e detentores da moral e da verdade. Caiu-lhes a máscara, embora tardia, face à resposta dada pela VERDADEIRA justiça.
A família boavisteira jamais esquecerá e perdoará a esses autores o fundamentalismo, a inveja, o menosprezo e o desrespeito que votaram a uma instituição centenária, de bem e de utilidade pública, que continua (e continuará, sempre…) bem viva e ativa, que presta um serviço inestimável à comunidade, e que substitui (sem contrapartidas), a função que compete constitucionalmente ao Estado: formar e educar as crianças e jovens (os cidadãos), no fomento pela prática desportiva, bem como no desenvolvimento da saúde física e do bem estar espiritual. Este é um atributo que o BFC, ao longo da sua rica e longa história, tem propugnado e sabido fazer (muito bem), proporcionando uma realização e futuro individual a milhares de jovens, com inerentes benefícios coletivos para a sociedade.
É este “O Meu Ponto de (Boa)Vista!
Justiça para o “meu” Boavista!"

Carlos Furtado, Administrador da QI-Porto de Ideias, escreveu em 1 de Fevereiro no seu Facebook:

"Considero-me um desportista por natureza. Gosto do desporto enquanto competição e gosto do sabor a vitória. Mas sei perder quando isso acontece dentro do campo. Mas quando perco por jogadas de bastidor, por vinganças e por desrespeito à lei sinto revolta. Foi isso que senti quando o Boavista foi alvo de um processo ignóbil com as consequência que daí advieram. Já passaram uns anos e as condições do meu Boavista têm vindo a deteriorar-se. E eis que uma vez mais temos um tribunal a dar como nula a reunião da comissão da FPF que acabou por validar a descida de divisão. Mas parece que ainda assim não é desta que o Boavista vê desfeita essa tremenda injustiça. Mal vai um país que não consegue fazer cumprir as suas leis. Confesso que não acredito que haja coragem para recolocar o Boavista na primeira divisão e ainda o ressarcir dos enormes prejuízos financeiros causados. E além dos financeiros há muito orgulho ferido e muita história mal tratada. Mas continuarei a pedir justiça para o meu Boavista, como o pediria para qualquer outro injustiçado."