terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

As águias também se abatem

Quando decidi ir ao Dragão assistir à partida entre o FC Porto e o Manchester City, não esperava nenhum milagre. Os sobressaltos sentidos ao longo desta época foram muitos e assombram-nos jogo após jogo, não nos deixando espaço para grandes ilusões. Perante uma equipa fortíssima como é o City, só com muita competência poderíamos conquistar um resultado que nos permitisse sonhar com a continuidade na Liga Europa, uma competência que, refira-se, ainda não vimos neste Porto de Vítor Pereira. Mas ser adepto é isto mesmo, é alimentar a  esperança contra todas as probabilidades, é fazer prevalecer a convicção acima da razão, é acreditar no coração que nos diz que é possível mesmo quando a mente nos diz que não. E se a expectativa já era de dimensão razoável antes do jogo, maior se tornou perante a boa exibição da primeira parte, coroada pelos festejos de um merecido golo que só não foram repetidos porque o turco a quem a UEFA entregou a responsabilidade de arbitrar esta importante partida decidiu fechar os olhos a um claro penalty sobre Hulk. Depois, bem, depois veio aquele desastre em forma de 2ª parte e tudo se desmoronou, hipotecando-se assim as já parcas hipóteses de passar a eliminatória. É claro que o coração, teimoso como uma mula, continua a dizer que é possível, mas a mente já partiu para outras bandas, em busca de consolação. Amanhã se verá qual deles tinha razão.
Quis o destino, no entanto, que na mesma semana em que praticamente dissemos adeus às competições europeias, víssemos renovadas as possibilidades de renovação do título nacional. Os cinco pontos de desvantagem em relação ao primeiro classificado deixava-nos numa incómoda (e, felizmente, pouco habitual) situação de impotência, restando-nos esperar pelo tropeção dos adversários, mas eis que a derrota do Benfica em Guimarães veio reduzir a diferença para uns míseros dois pontinhos, relançando-nos na luta. É verdade, como diz Jesus, que eles continuam no primeiro lugar, mas a águia segue agora com as penas eriçadas ao sentir o bafo quente do Dragão no pescoço. E falta tão pouco para o clássico da Luz...

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