quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Jesus reza no Monte dos Oliveiras...

Jogo após jogo, a cena repete-se. O Benfica podia ter ganho ao Marítimo com relativa facilidade, qualificando-se assim para as meias-finais da Taça da Liga com toda a justiça e sem quaisquer motivos de contestação. Os encarnados demonstraram possuir melhor equipa e melhor plantel, mais coesão e mais empenho, frente a uma equipa lutadora mas cujos avançados se limitaram a desperdiçar infantilmente as poucas ocasiões de golo criadas. Lamentavelmente, as forças que se movimentam nos meandros do futebol português parecem não pretender deixar o sucesso do Benfica nas mãos do acaso e, não vá o Diabo tecê-las, não facilitam. À primeira oportunidade, lá aparece um penalty ridículo, uma agressão perdoada ou, como foi agora o caso, uma expulsão forçada. Não falha! É matemático!
Aos 58 minutos de jogo, Artur Soares Dias resolveu sentenciar a partida ao expulsar Pouga com cartão vermelho directo após uma disputa de bola aérea em que o maritimista atingiu a face de Javi Garcia com o braço. O lance não deixou dúvidas aos analistas que, unanimemente, consideraram a expulsão exagerada, mas não seria preciso ser perito em arbitragem para perceber que a decisão de Soares Dias ultrapassa completamente o critério habitualmente adoptado pelos árbitros nestes casos e que passa pela amostragem de um simples cartão amarelo. Curiosamente, em apenas uma semana vimos este critério ser por duas vezes desrespeitado e logo em sentidos perfeitamente opostos. Se, no Domingo anterior, Bruno Paixão deixou passar em claro um penalty favorável ao FC Porto após uma cotovelada na cara de Defour que deixou o jogador portista estatelado no relvado a sangrar pelo nariz, agora foi a vez de Artur Soares Dias inverter completamente esse critério, punindo com expulsão o lance ocorrido a meio-campo. Perante tal desacerto, seria no mínimo expectável que o presidente da Comissão de Arbitragem se dignasse a comparecer em público para nos esclarecer sobre os motivos da disparidade de critérios demonstrada pelos seus subordinados, mas, ao contrário do que aconteceu no início da época passada em que, pressionado pelos protestos do Benfica, logo tratou de organizar uma conferência de imprensa, Vítor Pereira parece não estar agora interessado em dar a cara. Um facto que vem apenas reforçar a ideia de que algo de muito podre se passa no seio da arbitragem.

P.S. - A expulsão de Pouga foi tão forçada que o próprio treinador encarnado reconheceu o erro do árbitro no final do jogo. Nem imagino o que diria Jorge Jesus - ele que, há uns anos atrás, ainda como técnico do Braga, afirmou que nem na Playstation conseguiria derrotar o Benfica devido à influência dos árbitros - se fosse vítima dos sucessivos erros de arbitragem que se tem verificado em favor dos encarnados ao longo de toda a época.

5 comentários:

  1. Parabens, os teus cartoons estão cada vez melhores! Continua o bom trabalho! Abraço

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  2. Não será a noticia que está num post de ontem do Reflexão Portista uma boa explicação para tais erros no jogo mencionado neste post?

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  3. Eu venho cá praticamente todos os dias a este blog para ver se há cartons novos (e para ler os textos, claro). Este do Jesus está muito fixe, adorei mesmo! Força!

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  4. Não sei para que vem cá todos os dias! Continua a ser a mesma merda de sempre!

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  5. Eu venho cá porque gosto. A questão agora é saber porque é que TU vens se achas isto uma merda. Ou és burro ou és masoquista (como imagino que deves ser adepto do clube do regime, deves ser as duas coisas porque só os burros e masoquistas é que gostam desse clubezeco).

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