quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Personalidades clamam por justiça!

Azeredo Lopes, Professor na Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa,
escreveu em 1 de Fevereiro no seu Facebook:

“Passou relativamente despercebido. Mas, mais uma vez, um tribunal declara a inexistência da famosíssima reunião do Conselho de Justiça que, sem a presença do seu Presidente, e de forma tão eufórica que mal conseguiam disfarçar, ratificou a infame decisão do CD da Liga que determinou a descida de divisão do Boavista. Foi em 2008, e ainda corre um recurso do meu clube sobre o mesmo tema – supondo, por uma questão de bom senso, que igual pronúncia venha a verificar-se. O Boavista estava já em situação económica difícil, mas essa foi a estocada final, e com a vítima de joelhos. Mais do que a injustiça, chocou-me o arbítrio puro de quem se julgava Deus, mesmo que violentando grosseiramente o Direito. Talvez agora os tribunais consigam algo. Mas a reparação plena nunca será possível.”

Rui Moreira, Presidente da Associação Comercial do Porto, escreveu em 1 de Fevereiro no seu Facebook:

“O Tribunal Administrativo de LISBOA, voltou a dar razão ao recurso de Pinto da Costa e, também, do Boavista FC. Mais uma vez… Fica, agora, por saber o que irá suceder, porque o processo regressa à Federação Portuguesa de Futebol. É tempo de haver quem resolva este assunto, sem mais expedientes dilatórios. O Boavista deve jogar na Primeira Liga a partir de Agosto, e deve ser nomeada uma comissão arbitral para avaliar os prejuízos O Doutor Ricardinho e, já agora, essa alma penada da nossa democracia, o Dr Freitas do Amaral que emitiu um parecer que custou milhões, deveriam pedir desculpa. A cidade do Porto deveria ir para a rua, pelo Boavista e, também, por Pinto da Costa. A perseguição de que foram vítimas não é alheia ao facto de serem portuenses.”

Dr. Manuel Maio, Autarca, Docente e ex-VicePresidente do BFC, escreveu em 2 de Fevereiro no seu Facebook:

"O Acórdão do TACL é claro e inequívoco: a reunião “fantoche” do Conselho de Justiça da FPF, de Julho de 2008, que negou provimento aos recursos de Pinto de Costa e de Jacinto Paixão, foi declarada INEXISTENTE, fundamentando a decisão nos contornos que são do domínio público: reunião ilegítima face à ausência do presidente do órgão, revertendo as decisões como nulas e sem produção de qualquer efeito.
Foi nessa mesma reunião “fantoche” – INEXISTENTE – que o “mesmo” CJ negou provimento ao recurso interposto pelo Boavista FC, Sad, ratificando despudorada e ilegitimamente a decisão “fantoche” da Comissão de Disciplina da LPFP, que arbitrária e dolosamente decidiu pela despromoção do BFC à Liga de Honra, sem qualquer base ou fundamento legal, à luz dos factos e do direito.
Ora, se a deliberação relativamente ao BFC foi tomada na mesma reunião “fantoche” – INEXISTENTE -, dentro de um princípio de bom senso e de aplicação jurisprudencial, prevejo (e auguro) que o desfecho venha a ser o mesmo: declaração de inexistência da tal reunião “fantoche”, resultando nos mesmos efeitos práticos de nulidade da decisão.
E agora? Como proceder? Que etapas sem mais delongas a encetar de imediato?
Eis “O Meu Ponto de (Boa)Vista” para um desfecho sério, justo e exequível, que deverá ser fechada até ao início da próxima época desportiva:
1 – Desportivamente: tendo o atual e recente eleito presidente da LPFP proclamado na sua candidatura o alargamento da Primeira Liga para 18 clubes, fica resolvida a questão desportiva; o BFC passará a integrar, na época desportiva 2012/2013, por direito próprio (que nunca lhe deveria ter sido sonegado), o respetivo quadro competitivo;
2 – Financeiramente: a direção da FPF deverá estar aberta a uma negociação com a direção do BFC, para avaliação dos prejuízos materiais causados ao clube, desde 2008, criando-se uma “comissão mista e independente” para a necessária quantificação e modelo da respetiva reparação;
3 – Moralmente: a direção da FPF e a direção do BFC deverão acionar judicialmente os autores solidários dos infames arbítrios; por um lado, a FPF para ressarcimento (retorno) da compensação que terá de pagar ao BFC; por outro lado, o BFC para ser indemnizado, a título de danos extrapatrimoniais e morais (estes últimos verdadeiramente irreparáveis…).
Para reflexão.
Os autores materiais de tão ignóbeis cometimentos – que já tinham demonstrado o seu desconhecimento e desprezo pelo futebol e pelas instituições – pavonearam os seus egos e vaidades, de forma inconfessável, como arautos e detentores da moral e da verdade. Caiu-lhes a máscara, embora tardia, face à resposta dada pela VERDADEIRA justiça.
A família boavisteira jamais esquecerá e perdoará a esses autores o fundamentalismo, a inveja, o menosprezo e o desrespeito que votaram a uma instituição centenária, de bem e de utilidade pública, que continua (e continuará, sempre…) bem viva e ativa, que presta um serviço inestimável à comunidade, e que substitui (sem contrapartidas), a função que compete constitucionalmente ao Estado: formar e educar as crianças e jovens (os cidadãos), no fomento pela prática desportiva, bem como no desenvolvimento da saúde física e do bem estar espiritual. Este é um atributo que o BFC, ao longo da sua rica e longa história, tem propugnado e sabido fazer (muito bem), proporcionando uma realização e futuro individual a milhares de jovens, com inerentes benefícios coletivos para a sociedade.
É este “O Meu Ponto de (Boa)Vista!
Justiça para o “meu” Boavista!"

Carlos Furtado, Administrador da QI-Porto de Ideias, escreveu em 1 de Fevereiro no seu Facebook:

"Considero-me um desportista por natureza. Gosto do desporto enquanto competição e gosto do sabor a vitória. Mas sei perder quando isso acontece dentro do campo. Mas quando perco por jogadas de bastidor, por vinganças e por desrespeito à lei sinto revolta. Foi isso que senti quando o Boavista foi alvo de um processo ignóbil com as consequência que daí advieram. Já passaram uns anos e as condições do meu Boavista têm vindo a deteriorar-se. E eis que uma vez mais temos um tribunal a dar como nula a reunião da comissão da FPF que acabou por validar a descida de divisão. Mas parece que ainda assim não é desta que o Boavista vê desfeita essa tremenda injustiça. Mal vai um país que não consegue fazer cumprir as suas leis. Confesso que não acredito que haja coragem para recolocar o Boavista na primeira divisão e ainda o ressarcir dos enormes prejuízos financeiros causados. E além dos financeiros há muito orgulho ferido e muita história mal tratada. Mas continuarei a pedir justiça para o meu Boavista, como o pediria para qualquer outro injustiçado."

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