terça-feira, 27 de março de 2012

Porquê eu, meu Deus?!!

Eu nunca matei ninguém, não roubei, não sou vaidoso, nem tão pouco sou guloso. Enfim, não cometi nenhum dos sete pecados mortais. Começo, no entanto, a desconfiar que Deus me quis castigar por qualquer motivo quando mandou o Vítor Pereira à Terra para treinar o meu clube. A mim e a todos os adeptos do FC Porto, pois não houve nenhum portista na noite do Domingo passado que, perante mais uma lamentável exibição da equipa, não tenha levantado os braços aos céus e perguntado: "Porquê eu, meu Deus?!!"
Não, a culpa do golo sofrido não foi, obviamente, do treinador. Aliás, a reacção do técnico ao assistir à passividade da defesa do FC Porto perante o cabeceamento de Melgarejo diz tudo quanto ao seu estado de espírito. Tal como ele, qualquer um de nós sentiu vontade de partir alguma coisa naquele momento e eu só não dei dois socos no televisor porque tive o sangue frio de perceber que me iria arrepender mais tarde. Mas, se é certo que Vítor Pereira não está a gostar do que vê, não menos certo será o facto de ele dar mostras de uma inquietante incapacidade para o evitar e, quer queiram quer não, é a ele que cabe esse papel!
Pela quinquagésima vez está época, o FC Porto desperdiçou os primeiros 45 minutos do jogo sem que daí resultasse absolutamente nada de proveitoso. A frequência com que esta situação se vai repetindo é extremamente preocupante. As declarações do treinador no final dos jogos demonstram que o problema está identificado, mas a solução, está mais do que visto, não passa pela simples crítica aos jogadores como Vítor Pereira tanto gosta de fazer. Refira-se, aliás, que a insistência no apontar do dedo à equipa começa a assemelhar-se a um sacudir da água do seu próprio capote e a expor publicamente uma notória incapacidade de assumir responsabilidades. Tudo isto, aliado a um conjunto de decisões duvidosas no decorrer do próprio jogo, vai contribuindo para a degradação da já pálida imagem do técnico aos olhos dos adeptos e ao desgaste da confiança que tanta falta fará nesta fase complicada do campeonato. 

Espero sinceramente que Fernando esteja ainda seriamente ressentido da lesão que o afectou recentemente. Não, não desejo mal ao jogador, antes pelo contrário. Apenas desejo que exista uma explicação minimamente razoável para que o trinco, que tem demonstrado ser uma das principais peças da equipa, tenha começado o jogo sentado no banco. Alguma imprensa afirma que tal decisão terá sido tomada para permitir a utilização de Defour, mas, se assim foi, está visto que foi mais uma asneira das grossas.

Não haverá nenhuma alma caridosa neste mundo que nos faça o obséquio de explicar também a Vítor Pereira que meter o Kléber é pior do que jogar com um jogador a menos? O brasileiro, além de não fazer absolutamente nada em prol da equipa, consegue estorvar mais os seus próprios companheiros do que os defesas contrários. Por vezes questiono-me se o objectivo com que se move não será esconder-se atrás dos adversários, pois bastam os dedos de uma mão para contar as vezes que toca na bola durante o tempo em que está em campo e desses ainda sobram muitos para contabilizar os remates que efectua. Kléber foi, sem dúvida, uma das piores contratações que Pinto da Costa já fez até hoje. O ex-maritimista é pior do que um barrete: é um sobretudo completo da cabeça aos pés, com carapuço e tudo!

Com estas e com outras, acabamos o fim-de-semana a lamentar a perda de mais dois pontos e a descida ao 2º lugar por troca com o Braga. Os Guerreiros do Minho voltam assim a fazer jus ao seu epíteto, demonstrando que não são precisos milhões de euros para se construir uma excelente equipa. É preciso, isso sim, humildade, devoção, trabalho e competência, coisas em que nos habituamos a ver o FC Porto como exemplo, mas que, infelizmente, não encontramos este ano na equipa de Vítor Pereira.

Resta saber agora se os minhotos conseguirão manter-se no lugar cimeiro até final do campeonato ou se irão ceder à pressão. Sinceramente, acredito que, se as coisas correrem normalmente, o Braga terá capacidade para ser campeão - algo que, reconheçamos, será inteiramente justo - mas suspeito que o lobby da capital não estará disposto a permitir que isso aconteça. Tal como aconteceu há dois anos atrás, em que a Comissão Disciplinar, então presidida por Ricardo Costa, decidiu suspender Vandinho por três meses devido a uma simples tentativa de agressão - o que viria a contribuir para a perda do 1º lugar para o Benfica - já deve estar a ser preparada a recepção no túnel da Luz. Querem apostar como as câmaras de vigilância já estão apontadas para o tecto?


domingo, 25 de março de 2012

Sete

Faltam apenas sete jogos para terminar esta época e a diferença pontual entre os três primeiro-classificados tornam cada jornada numa autêntica final. Cada ponto conquistado assume agora um valor inestimável e cada ponto perdido toma a forma de um adeus antecipado ao título. Antevendo-se grandes dificuldades para as próximas semanas, altura em que irão defrontar-se os principais candidatos ao pódio, é imprescindível aproveitar todos os deslizes dos adversários, pelo que uma vitória no confronto de amanhã, frente ao Paços de Ferreira, é de vital importância para o FC Porto.
O jogo na Mata Real será muito complicado, tanto mais que a equipa treinada por Henrique Calisto provou já que, a jogar no seu reduto, tem capacidade para fazer a vida negra a qualquer adversário, pelo que só com grande determinação os azuis-e-brancos conseguirão trazer os três pontos da Capital do Móvel. Esperemos que o empate do rival lisboeta e o regresso de Fernando à equipa constituam factor de motivação extra nesta contagem decrescente até ao título.

sábado, 24 de março de 2012

Porcos, porcos, porcos, é uma vergonha!

Na sequência do empate de ontem frente ao Olhanense, o Benfica, pela voz do seu director de comunicação, João Gabriel, veio hoje afirmar que a classificação actual da Liga ZON Sagres "está aldrabada por influência directa dos árbitros". Para fundamentar a sua grave acusação, João Gabriel enumera alguns lances que, alegadamente, terão prejudicado o Benfica, entre eles o que originou a expulsão do médio argentino frente aos algarvios: "O árbitro João Capela expulsou o Aimar, pela primeira vez na carreira do argentino, por uma jogada legal, por muito que alguns teimem em ver o contrário", afirmou João Gabriel.
Logo à partida, qualquer pessoa que acompanhe a Liga portuguesa percebe que o Benfica é o último clube com razões de queixa das arbitragens. Se por um lado é verdade que, nalguns casos, os lisboetas foram efectivamente prejudicados por erros dos árbitros, por outro lado foram precisamente eles a beneficiar, ao longo de várias e consecutivas jornadas, das mais escandalosas arbitragens, que valeram muitos pontos preciosos na corrida ao título. Mas a principal questão, neste caso, é perceber como é possível que alguém, em consciência, possa alegar que esta entrada de Aimar não é merecedora de expulsão, quando é facilmente perceptível a rotação que o jogador encarnado faz à perna, já depois de tocar na bola, com a intenção de atingir o adversário. As imagens são esclarecedoras:




É por causa de energúmenos e de comportamentos deploráveis como estes - que, na prática, são o espelho do clube - que o benfiquismo representa, cada vez mais, um cancro na sociedade portuguesa, uma doença que tem de ser combatida e erradicada o quanto antes, sob pena de nos transformarmos num povo cada vez mais bruto, ignorante e estéril de valores cívicos e morais.

quinta-feira, 22 de março de 2012

A madrassa da Ericeira - Comunicado do FC Porto

«Uma educadora de infância de uma escola pré-primária da Ericeira alterou a letra da popular canção infantil "Atirei o pau ao gato" e acrescentou-lhe no final "batata frita, viva o Benfica". A história soube-se porque um pai, adepto do FC Porto, apresentou uma queixa no Ministério da Educação.

O FC Porto saúda o civismo do pai e condena este proselitismo feito em escolas públicas, que em vez de ensinarem os valores da liberdade de escolha, ou de opinião, preferem ser uma espécie de "ayatollahs" das suas próprias preferências.

Mais grave é entretanto o FC Porto ter tido conhecimento que a adulteração da letra é prática diária e repetida três vezes ao dia não só no jardim-infância da Ericiera, mas também em todas as escolas do pré-escolar do agrupamento e também noutras dos concelhos de Lisboa e Cascais.

Urge, por isso, que o Ministério da Educação se pronuncie sobre estes fascistas do gosto e dê instruções para que em todas as escolas do país se acabem de uma vez por todas com práticas que fazem lembrar os tempos da outra senhora.»


In FC Porto

Sport Lisboa e Batota IV

«Em resposta às acusações de Vítor Pereira, Jorge Jesus negou que as suas equipas trabalhem os bloqueios ofensivos como estratégia de jogo, mas alguns jogadores que no passado foram treinados por ele contrariam-no. O enfoque nas bolas paradas é, dizem, uma das chaves do seu sucesso. E os ditos bloqueios podem não ser uma invenção dele, mas fazem parte da estratégia usada para vencer jogos. Luís Filipe, lateral do Olhanense, nunca tinha ouvido falar de tal coisa antes de ser treinado por Jesus. André Leone já os conhecia do Brasil, mas aprofundou a técnica no Braga. "Treinávamos, e muito! Até era ele [Jesus] que nos atirava a bola com a mão, para ser mais preciso do que se fosse com o pé", frisou. "Eu até podia cair no lance, mas o que importava era tapar o caminho ao adversário. Nem me preocupava com a bola. Virava-me de costas para ela e abria os braços em direção ao adversário", explicou a O JOGO.

O ex-árbitro Jorge Coroado não tem dúvidas: se é isso que Jesus pede, então os árbitros pecam ao não assinalar falta. "Jesus é inteligente no aproveitamento do que é a regra, que, não sendo específica, atira para o primeiro parágrafo da Lei 5: a opinião do árbitro", explica, acrescentando que no clássico, como noutros jogos do Benfica, deveriam ser assinaladas várias infrações: "Fazem mais faltas nestas situações do que as outras equipas." A fronteira entre legal e ilegal provoca desacordo entre os jogadores ouvidos por O JOGO.

A estratégia é clara, mas a forma de a explorar só choca João Guilherme, do Marítimo, e Gaspar, do Rio Ave. "O Benfica não faz falta uma, duas ou três vezes; faz sempre. Ainda não vi nenhuma assinalada. No final de uma recente reunião de arbitragem, o próprio Vítor Pereira [líder do Conselho de Arbitragem] disse que bloqueios acontecem no basquetebol; no futebol, chamam-se obstruções. Se o avançado mete a bola na frente e é obstruído, marcam falta. Por que não o fazem também quando se trata de um lance de bola parada?", pergunta o defesa do Rio Ave, que recorda os tempos de Belenenses e a insistência com que Jesus abordava esse tipo de trabalho. "Se eu fosse árbitro e visse um defesa de costas para a bola, ficava duplamente atento. Se não olha para a bola é porque só procura obstruir o homem", justifica. João Guilherme partilha da opinião. "O Benfica faz muito isso. Mas é falta. Se os árbitros não marcarem, eles ficam com grande vantagem. Senti isso em todos os cantos e livres dos jogos frente ao Benfica", reclama o maritimista.

O FC Porto acredita no mesmo. Antes de Vítor Pereira o denunciar, já se temia o uso abusivo dos ditos bloqueios e, na reunião que antecedeu o jogo, o delegado portista tratou de pedir especial atenção ao árbitro Artur Soares Dias.»

In O JOGO

Que mais provas serão precisas para que se puna a batotice?

quarta-feira, 21 de março de 2012

Fico à espera mas...sentado!

Que engraçado... por que será que agora já não lhes apetece falar em foras-de-jogo? 
Há duas semanas atrás, a propósito do 3º golo do FC Porto na Luz, reconheci aqui a ilegalidade do lance por claro adiantamento de Maicon no momento da marcação do livre. Fico agora à espera para ver se algum dos adeptos do Benfica que, após o jogo de ontem, me escreveram uma série de mensagens com impropérios e acusações de falta de isenção, terá agora a verticalidade e a nobreza de carácter para reconhecer também que este fora-de-jogo, assinalado ao ataque do FC Porto aos 87 minutos, constituiu um erro do árbitro com influência directa no resultado. Fico à espera mas sentado, pois algo me diz que vou ter de esperar muito...

Aproveito ainda para partilhar as imagens do 2º golo do Benfica com os comentários de Jorge Coroado que me parecem esclarecedores quanto à ilegalidade deste lance específico. Atente-se à táctica de bloqueio dos defesas, ao estilo do futebol americano, que tem sido prática implementada por Jorge Jesus nas equipas por onde passa:
Repare-se ainda que, ao contrário do que Jorge Coroado afirma, o árbitro já está a olhar para trás no momento em que o livre é marcado, pelo que tinha todas as condições para ver o puxão de Luisão a Sapunaru. Isto já para não falar do juiz-de-linha, que devia ter assinalado a infracção e não o fez, talvez porque... não quis.

quinta-feira, 15 de março de 2012

O "Xistrema" está de volta

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional já divulgou as nomeações dos árbitros para a 23.ª jornada do campeonato. A deslocação do FC Porto à Madeira, onde defrontará amanhã o Nacional, será dirigida por Carlos Xistra, da associação de Castelo Branco.
Depois da escandalosa arbitragem do madeirense Marco Ferreira no Dragão, que afastou Hulk desta partida com um cartão amarelo mostrado num lance em que o Incrível foi derrubado na área da Académica, eis que nos deparamos com um dos mais facciosos árbitros que nos poderiam calhar. Numa altura em que faltam apenas 8 jornadas para o fim do campeonato, não tenhamos dúvidas de que o "Xistrema" está vivo e irá usar todos os subterfúgios que tem ao seu dispor para nos roubar o título.

Um presidente errático - Comunicado do FC Porto

«A Assembleia Geral do Liga Portuguesa de Futebol Profissional que decorreu ontem na cidade do Porto foi um dos espectáculos mais deprimentes dos últimos anos no futebol português. Mudar as regras a meio do jogo, decidindo um alargamento sem a mínima sustentabilidade, anulando as normais despromoções, que são um garante da integridade e estabilidade de uma competição desportiva, foram a cereja no topo de um bolo de imbecilidade.

Esta triste história vem na sequência da trajectória errática do presidente Mário Figueiredo, que de manhã diz uma coisa e à tarde faz outra. Todos nos lembramos de ter publicamente afirmado que não concebia um campeonato sem despromoções, mas ontem já o desdisse sem qualquer pudor.

O presidente da Liga não defende o futebol português, defende-se sim a si próprio e ao lugar a que chegou à custa de promessas que prejudicam as competições e todos os clubes, mesmo aqueles que circunstancialmente pensam poder beneficiar no imediato da inconstância do presidente.

O FC Porto defende para esta recta final do campeonato a normalidade competitiva e espera que urgentemente a Federação Portuguesa de Futebol impeça que um pequeno e pouco representativo grupo de aventureiros destrua uma das actividades de que o nosso país mais se pode orgulhar e em que o FC Porto tem desempenhado um papel ímpar.

Perante os atropelos às normas estatutárias e regulamentares ocorridas durante a Assembleia Geral de segunda-feira o FC Porto não pode deixar de exigir a reposição da regularidade através do competente recurso para o Conselho de Justiça da FPF.»


In FC Porto

terça-feira, 13 de março de 2012

A impunidade veste de vermelho

É raro o jogo em que algum jogador do Benfica não agrida um adversário, beneficiando da escandalosa impunidade concedida pelos árbitros e da protecção criminosa dos órgãos de comunicação social que escamoteiam ou branqueiam tais actos em nome dos interesses do lobby lisboeta, interferindo assim directamente com a própria verdade desportiva.

No decorrer do clássico da Luz, Lucho González foi vítima de uma agressão de um jogador encarnado que o atingiu com uma joelhada na cabeça. As imagens não deixam dúvidas sobre a intencionalidade do gesto mas, apesar disso, a imprensa fez vista grossa sobre o caso, de tal forma que ainda restam dúvidas sobre o autor da agressão: Maxi Pereira ou Javi Garcia são as duas hipóteses levantadas. É caso para dizer que, entre os dois, venha o Diabo e escolha... (Nota: repare-se, nas imagens em câmara lenta, que o jogador do Benfica dá um passo em falso no sentido de ajustar a passada e assim poder acertar em Lucho ao passar por este).




Na passada jornada, aos 60 minutos do jogo entre o Paços de Ferreira e o Benfica, numa altura em que a equipa da casa se encontrava em vantagem no marcador, Bruno César, jogador benfiquista, tem esta entrada violenta sobre Luisinho que as imagens documentam:



O lance é claramente merecedor de cartão vermelho directo, mas o árbitro Bruno Esteves, da associação de Setúbal,  não mostrou sequer o amarelo, o qual, sendo o segundo, motivaria igualmente a expulsão de Bruno César. Refira-se, aliás, que nem falta foi assinalada!


As consequências do lance ficaram bem visíveis na perna de Luisinho, tal como se pode ver na foto seguinte:
A decisão do árbitro acabou por ter influência directa, não apenas no desenrolar da partida, mas também no resultado final, já que viria a ser precisamente Bruno César a marcar o golo da vitória encarnada e a motivar a expulsão de um jogador pacence num lance posterior, no qual, apesar das imagens televisivas comprovarem que não existiu sequer contacto, o árbitro não teve contemplações em puxar directamente do cartão vermelho. Uma dualidade de critérios gritante, justificada, como é óbvio, pela diferença de cor das camisolas, e que a comunicação social tratou imediatamente de branquear. Nesse sentido, atente-se à inqualificável análise de Paulo Paraty que, sobre este lance, escreveu o seguinte:


«A mim, parece acidental esta calcadela de Bruno César no joelho de Luisinho, que pelo facto de estar no solo, causa jogo perigoso passivo


Só lhe faltou dizer que era o jogador do Paços quem devia ter visto o cartão vermelho por ter colocado o seu joelho debaixo do pé de Bruno César. Enfim...

domingo, 11 de março de 2012

E não adianta chorar

O que raio se passa com esta equipa??? Um semana depois de ter ido à Luz derrotar o seu mais directo adversário na corrida ao título, demonstrando estofo e categoria de campeão, o Porto espalhou-se ao comprido frente à Académica e viu voar mais dois preciosos pontos. Assim, meus caros, é difícil!
É realmente inacreditável a forma displicente como a equipa portista consegue desperdiçar 45 minutos de jogo com uma absurda apatia, consecutivos passes falhados e uma falta de imaginação atroz. Apesar do aparente domínio territorial que consegue impor, o futebol é demasiado lento, mastigado, pastoso, ineficaz. Não parecem existir sequer mecanismos e tudo se vai reduzindo a acções individuais que, ora funcionam, ora não, conforme a inspiração momentânea dos jogadores.  Como pode uma equipa com Lucho, Moutinho, Rames e Hulk ficar reduzida a isto? Este tipo de situações é compreensível entre amadores que se juntam ao fim-de-semana para jogar uma peladinha, nunca numa equipa profissional que ocupa a sua semana a treinar!
Deve existir um vírus qualquer no balneário do clube que afecta os avançados, transformando-os em vegetais. Não consigo conceber outra explicação para a atitude passiva de Janko, que parece ter decido roubar a Kléber o papel de avançado mais inútil da história do FC Porto. A quantidade de vezes que o austríaco é apanhado em posição de fora-de-jogo, se deixa antecipar pelos defesas, ou comete faltas sobre os adversários, é demonstrativa de uma confrangedora ingenuidade, imprópria para um jogador da sua idade e com a sua experiência. Sinceramente, começa a assemelhar-se mais a um barrete do que a uma contratação de sucesso.
Fernando tem sido uma das pedras basilares desta equipa e a sua saída por lesão, não só foi extremamente prejudicial no desenrolar desta partida, como constitui uma enorme preocupação para os próximos jogos. Refira-se, aliás, que o colmatar dos jogadores indisponíveis para a próxima jornada irá apresentar-se como mais um enorme desafio para Vítor Pereira. Se o treinador já dá mostras de ser incapaz de preparar eficazmente uma equipa para as normais circunstâncias de um jogo, até tremo só de pensar como irá ele lidar com mais uma adversidade acrescida.
Por último, uma palavra para a arbitragem. Marco Ferreira é mais um daqueles árbitrozitos à portuguesa que entra de peito feito armado em homem, distribuindo uns cartões aqui e acolá com tiques de "quero, posso e mando", mas depois se borra pelas pernas abaixo na hora de tomar decisões importantes. Ainda na primeira parte, assinalou fora da área um corte com a mão que seria penalty, deixou passar em claro um soco na cara de Sapunaru em plena área da Briosa e, mesmo em cima do intervalo, interrompeu erradamente uma jogada de ataque do  Porto em que Hulk se encontrava isolado em frente da baliza. Mas o erro mais grave ocorreu já na segunda parte, quando viu uma simulação de Hulk onde devia ter visto um penalty contra a Académica, mostrando um cartão amarelo que afastará o Incrível do jogo com o Nacional da Madeira. Não sei se o facto de ser madeirense terá pesado na sua decisão, mas o certo é que, num só lance, o árbitro com cara de porquinho-da-índia conseguiu prejudicar duplamente o Porto e só não sai do Dragão com o carimbo de ladrão na testa porque, pelo menos, teve a dignidade de assinalar a grande penalidade já em período de descontos. Um penalty tão óbvio, mas tão óbvio, que nem merecia comentários, não se desse o caso de ser favorável ao FC Porto, o que, aos olhos dos escribas da capital, constituirá sempre uma praia para espairecer o seu anti-portismo primário. Mas afinal, de gente que conseguiu ver no ajeitar da bola com as duas mãos de Cardozo um lance normal, o que mais se pode esperar?

P.S. - Acredito que o afastamento de Hulk do próximo jogo por castigo possa ser uma oportunidade para Iturbe. Infelizmente, a falta de ritmo competitivo do argentino motivada pela quase nula utilização ao longo da época retira-lhe a preparação necessária para constituir uma verdadeira alternativa. É mais uma demonstração da falta de planeamento e de visão da equipa técnica.

sábado, 10 de março de 2012

O "novo Messi"

Não são de prever para o embate de hoje grandes alterações na equipa portista em relação ao jogo com o Benfica, mas já se sabe que Iturbe não consta da lista de convocados. O jovem argentino, que veio para o Dragão rotulado de "novo Messi", vê-se assim cada vez mais afastado da equipa principal, não apenas por encontrar os lugares tapados por jogadores mais experientes e de provas dadas, mas também porque a equipa técnica insiste nesta postura de o obrigar a penar.
Concordo que os jovens devem aprender a conquistar o seu lugar à custa de sacrifício e esforço, mas há um limite para tudo. Recusarem-se a dar oportunidades ao jogador é um exagero e um erro pedagógico crasso. Corre-se o risco de ver invertido o processo, ou seja, o jogador começa a perceber que não conseguirá atingir os seus objectivos independentemente dos seus esforços, retirando-lhe assim vontade de prosseguir, o que acabará inevitavelmente pelo abandono prematuro. Temo, sinceramente, que seja isso que vá acabar por acontecer com Iturbe e algo me diz que ainda nos iremos arrepender muito.

O Porto vai a exame

Sinceramente, ainda estou a tentar perceber se as substituições operadas por Vítor Pereira no decorrer do clássico da Luz foram fruto de verdadeiro talento e perspicácia, ou se não terá passado de uma manobra desesperada de um treinador com a cabeça no cepo que percebeu que estava na altura do tudo ou nada. De facto, ao ver Rolando ser substituído por James e Moutinho dar lugar a Kléber, todos perceberam que Vítor Pereira pretendia transmitir a mensagem inequívoca de que só a vitória interessava, mas a troca do central e do médio por dois avançados deixava a equipa descompensada no sector mais recuado, o que representava um grave risco de ver avolumado o resultado que, naquela altura, já nos era desfavorável. Diz-se, no entanto, que a sorte protege os audazes e Vítor Pereira saiu da Luz como herói. O treinador portista foi, sem dúvida, o grande obreiro desta vitória, ainda que - refira-se em abono da verdade - com a preciosa colaboração do seu homólogo encarnado que, não obstante a arrogância com que habitualmente se auto-promove, mostrou-se incapaz de reagir perante a inesperada transformação da equipa portista. O Porto tem hoje um importante desafio que acaba por constituir a primeira das nove finais que necessita vencer para garantir a renovação do título. Fresca na memória de todos nós está ainda a humilhante eliminação da Taça de Portugal frente à Académica de Coimbra, uma equipa brilhantemente dirigida por Pedro Emanuel que certamente irá pôr à prova as capacidades de Vítor Pereira.

Campanha publicitária do Atlético de Bilbau

O Atlético de Bilbau lançou uma campanha publicitária sobre a sua academia de formação de jovens, a que chamam Lezama, baseada em três curiosas imagens criadas em computador que representam as três etapas da formação: o baptismo, o treino e a consagração. Não sei se as imagens, que parecem retiradas de um filme fantástico, irão obter o efeito desejado na captação de novos talentos, mas vale a pena vê-las, quanto mais não seja pela sua originalidade e qualidade gráfica.

Humor futebolístico

Um homem vai a passar junto à porta da Assembleia Geral do Benfica e ouve gritos lá dentro:

"Ladrão, Assassino, Traficante, Mentiroso, Pedófilo, Trafulha, Preguiçoso, Corrupto, Oportunista, Lambe botas, Chulo, Palhaço..."

Assustado, o homem pergunta ao segurança que se encontrava à porta:

"O que está a acontecer aí dentro? Estão a discutir??!"

"Nãããão!" - responde o segurança. 

"Estão a fazer a chamada, para saber se falta alguém!!!”

sexta-feira, 9 de março de 2012

Árbitros metem o rabinho entre as pernas

Na última edição do programa Trio d'Ataque, Rui Oliveira e Costa pôs o dedo numa ferida que a imprensa, cobardemente, se recusa a denunciar. Sem papas na língua e sem permitir que o pivot do programa o interrompesse, o representante leonino comparou as recentes acusações do treinador benfiquista ao árbitro-auxiliar que ajuizou mal o lance do 3º golo do FC Porto na Luz, com o caso anterior que motivou a recusa dos árbitros em arbitrar jogos do Sporting. A diferença de postura dos juízes em ambos os casos é de facto gritante e Rui Oliveira e Costa não tem dúvidas em afirmar que os árbitros "armam-se em valentões" frente ao Sporting, mas "baixam a bolinha" e "metem o rabinho entre as pernas" quando são afrontados pelo Benfica. 


Infelizmente, não são apenas os árbitros a demonstrar subserviência ao clube da Luz. Também a Comissão Disciplinar fechou os olhos, não apenas às graves declarações de Vieira e de Jesus, mas também ao lamentável espectáculo protagonizado por Rui Costa no túnel da Luz, em que, como as imagens documentam, não faltaram os insultos e as ameaças dirigidas ao delegado da Liga. Por muito menos do que isto já foram outros dirigentes severamente punidos, incluindo Antero Henrique, recentemente suspenso por um mês na sequência de uma acesa troca de palavras no final do jogo do FC Porto com a União de Leiria. Estamos assim perante mais um caso de gritante dualidade de critérios da justiça desportiva, que persiste em actuar com dois pesos e duas medidas em função da cor clubística das pessoas envolvidas.

terça-feira, 6 de março de 2012

De facto, o Benfica foi roubado!

De facto, o Benfica foi roubado na Luz! Foi despojado da pouca honestidade, desportivismo, seriedade e vergonha na cara que ainda lhe restava!
Esta grande, grande, grande compilação vídeo que se encontra disponível no Youtube comprova que os queixumes do Benfica sobre a arbitragem de Pedro Proença não passam de mais uma vergonhosa campanha de intoxicação da opinião pública, com a conivência da intelectualmente corrupta comunicação social, vendida aos interesses do lobby lisboeta:




É óbvio que o 3º golo do FC Porto foi marcado em fora de jogo. As imagens comprovam-no sem margem para dúvidas. Mas pretender atribuir a derrota a esse lance e, pior, acusar o árbitro de perseguição e de prejuízo premeditado, escamoteando aos olhos do público todos os erros graves cometidos por Proença em favor do Benfica ao longo dos restantes 90 minutos, é um insulto à inteligência das pessoas.
Será que, depois da visualização destas imagens, ainda poderá haver alguém ingénuo a ponto de não ver a podridão e a máfia que se move por detrás desta agremiação?

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Pinóquio - Comunicado do FC Porto

«A verdade desportiva de um mentiroso. Para Rui Santos dizer a verdade sobre o FC Porto é inversamente proporcional às nossas vitórias. Quanto mais ganhamos mais Rui Santos mente e se lhe crescesse o nariz a cada mentira que diz...

Do alto do púlpito que lhe oferece a SIC Notícias, Santos inventou agora que não houve controlo antidoping no jogo Benfica-FC Porto. Mentira. Mais uma. Houve sim senhor, os jogadores João Moutinho e Sapunaru foram controlados.

De resto, ainda na semana passada, como foi amplamente noticiado pela comunicação social, quatro jogadores do FC Porto foram controlados no final de um treino. O mesmo aconteceu após o jogo com o Feirense ou após ambos os jogos com o Manchester City, só para falar dos mais recentes.

O FC Porto orgulha-se de estar na primeira linha da luta antidoping, tem atrás de si um passado, no futebol e nas outras modalidades, que outros não podem exibir, e nunca deixará de desmascarar mentirosos que julgam assim beliscar as nossas vitórias.»


In FC Porto

domingo, 4 de março de 2012

Rui Costa ameaça director da Liga


«O diretor-geral da FC Porto SAD, Antero Henrique, foi castigado com um mês de suspensão e 1500 euros de multa na sequência dos incidentes ocorridos com o diretor desportivo do U. Leiria, Rodolfo Vaz, no túnel do Estádio do Dragão, após o final do jogo entre as duas equipas no domingo passado. Com esta sanção, o dirigente portista, presença habitual no banco, não poderá estar no clássico Benfica-FC Porto, na Luz, a 2 de março. Além de Antero Henrique, o Conselho Disciplinar da FPF puniu com igual medida o diretor de Comunicação do FC Porto, Rui Cerqueira, e ainda o diretor Desportivo da SAD leiriense, Rodolfo Vaz, que, recorde-se, foi quem denunciou publicamente os incidentes, queixando-se de ter sido ameaçado pelo dirigente portista.»

In Diario de Notícias

Vamos ver agora o que acontece com Rui Costa que, como documenta o vídeo que se encontra a circular na internet, se envolveu numa dura altercação com Carlos Lucas, director da Liga, no túnel da Luz após o Benfica-Porto, tendo, inclusivamente, ameaçado de o... "comer"... seja lá o que isso quererá dizer...





sábado, 3 de março de 2012

Deplorável espectáculo de mau perder

Como todos se recordam, Pedro Proença foi, recentemente, vítima de uma violenta agressão perpetrada por um adepto do Benfica. Nessa altura, foram muitos os dirigentes de clubes e outros agentes ligados ao futebol a condenar esse acto cobarde, considerando-o fruto de uma mente fanática e distorcida. Lamenta-se, no entanto, que muitos daqueles que, hipocritamente, surgem nestas situações a manifestar a sua solidariedade para com as vítimas da violência, sejam precisamente os maiores fomentadores deste ódio e fanatismo doentio dos adeptos ao incendiar os ânimos com declarações intempestivas proferidas a quente antes, durante e depois dos jogos.

Os clássicos entre os "grandes" do futebol português são, geralmente, disputados com grande intensidade emocional,  mas também com um rigor táctico, por vezes excessivo, que retira a espectacularidade desejável para confrontos desta dimensão. Talvez por esse motivo, vários analistas afirmaram esperar um jogo lento, desinteressante e com poucos golos. Ora, aquilo a que se assistiu na Luz foi tudo menos isso. Este Porto-Benfica foi um belo espectáculo de futebol e uma excelente propaganda para a modalidade, de tal forma que até a imprensa estrangeira  fez eco disso mesmo. Frente a frente estiveram os dois maiores emblemas e as duas melhores equipas de Portugal da actualidade, que disputaram o resultado, taco a taco, ao longo de 90 intensos minutos. Ora, nem os jogadores - pelo que fizeram dentro do campo - nem o público - incansável no apoio às suas equipas sem, em momento algum, ultrapassar os limites do civismo - mereciam o deplorável espectáculo de mau perder, mau desportivismo e mau profissionalismo protagonizado pelo presidente e treinador encarnados no final da partida.

Ao longo dos 15 infindáveis minutos do tempo de antena que a comunicação social lhe concedeu, num discurso pautado por sucessivas facadas, ora no Português, ora no bom-senso, Jorge Jesus tratou de sacudir a responsabilidade da derrota para o trio de arbitragem, repetindo até à exaustão as referências ao lance do 3º golo do FC Porto, obtido efectivamente em posição de fora-de jogo tal como as imagens documentam. Esquecidos ficaram os erros de arbitragem que favoreceram a sua própria equipa, todos os erros cometidos pelos seus jogadores e, como seria de esperar, a sua própria incapacidade para responder às substituições operadas pelo seu homólogo portista. Um discurso faccioso e patético, apoiado nas não menos deploráveis declarações de Filipe Vieira que já antes, começando por afirmar que não iria falar de arbitragem, desatou a vociferar uma série de acusações contra Pedro Proença, chegando ao cúmulo de sugerir que o árbitro, reconhecido adepto e sócio do clube lisboeta, se recusasse a ajuizar jogos do seu clube.

Eu sou da opinião que, sendo Portugal um país livre e democrático, as pessoas devem ter a liberdade de exprimir as suas opiniões. Por esse motivo, reconheço o direito a um dirigente, treinador ou jogador de, sentindo-se prejudicados, se manifestarem publicamente, cabendo, obviamente, a todos nós, cidadãos, também o direito de aquilatar a sua razão. Há, no entanto, que saber distinguir a liberdade da libertinagem. A liberdade exige a responsabilidade de cada um distinguir os limites do civismo e do respeito para com os outros. Ora, aquilo que Vieira e Jesus fizeram ultrapassa qualquer limite! Não se limitando a reclamar pelo erro, assumiram uma postura desvairada, descontrolada, pouco consentânea com a responsabilidade que os seus cargos lhes impõem, acusando directamente o árbitro e o seu auxiliar de prejudicarem ostensivamente o Benfica. Aos adeptos desculpam-se muitos dos seus desvarios motivados pela paixão clubística, mas até a esses se condenam os excessos e se exige bom-senso. Como se poderá agora ignorar tamanha falta de carácter de um dirigente e de um técnico? Quem assumirá a responsabilidade pelas consequências das suas palavras? 

Basta uma breve visita à blogosfera encarnada para se perceber que Pedro Proença é hoje um homem com a cabeça a prémio. Incendiados pelas declarações dos seus dirigentes, são muitos os adeptos do Benfica a manifestar a sua vontade de vingar a derrota pelas próprias mãos, pretendendo transformar esta inqualificável postura de puro fanatismo e irresponsabilidade criminosa numa espécie de "intifada", uma guerra-santa contra os "infiéis" que impedem o regresso do Benfica aos seus tempos áureos de completa hegemonia no futebol Português. A gravidade da situação chega ao ponto de haver quem publique um endereço, supostamente de Pedro Proença, com o intúito de passar das ameaças à confrontação física. Pergunto que mais terá de acontecer para que as autoridades percebam que têm a obrigação de agir em defesa, não apenas do cidadão Pedro Proença e seus colegas de profissão, mas também em nome da manutenção dos valores morais que se vão desmoronando graças aos devaneios irresponsáveis de quem não sabe viver em sociedade e julga que a defesa dos seus interesses mesquinhos e o atingir dos seus objectivos justifica qualquer acção sem olhar a meios.