terça-feira, 13 de março de 2012

A impunidade veste de vermelho

É raro o jogo em que algum jogador do Benfica não agrida um adversário, beneficiando da escandalosa impunidade concedida pelos árbitros e da protecção criminosa dos órgãos de comunicação social que escamoteiam ou branqueiam tais actos em nome dos interesses do lobby lisboeta, interferindo assim directamente com a própria verdade desportiva.

No decorrer do clássico da Luz, Lucho González foi vítima de uma agressão de um jogador encarnado que o atingiu com uma joelhada na cabeça. As imagens não deixam dúvidas sobre a intencionalidade do gesto mas, apesar disso, a imprensa fez vista grossa sobre o caso, de tal forma que ainda restam dúvidas sobre o autor da agressão: Maxi Pereira ou Javi Garcia são as duas hipóteses levantadas. É caso para dizer que, entre os dois, venha o Diabo e escolha... (Nota: repare-se, nas imagens em câmara lenta, que o jogador do Benfica dá um passo em falso no sentido de ajustar a passada e assim poder acertar em Lucho ao passar por este).




Na passada jornada, aos 60 minutos do jogo entre o Paços de Ferreira e o Benfica, numa altura em que a equipa da casa se encontrava em vantagem no marcador, Bruno César, jogador benfiquista, tem esta entrada violenta sobre Luisinho que as imagens documentam:



O lance é claramente merecedor de cartão vermelho directo, mas o árbitro Bruno Esteves, da associação de Setúbal,  não mostrou sequer o amarelo, o qual, sendo o segundo, motivaria igualmente a expulsão de Bruno César. Refira-se, aliás, que nem falta foi assinalada!


As consequências do lance ficaram bem visíveis na perna de Luisinho, tal como se pode ver na foto seguinte:
A decisão do árbitro acabou por ter influência directa, não apenas no desenrolar da partida, mas também no resultado final, já que viria a ser precisamente Bruno César a marcar o golo da vitória encarnada e a motivar a expulsão de um jogador pacence num lance posterior, no qual, apesar das imagens televisivas comprovarem que não existiu sequer contacto, o árbitro não teve contemplações em puxar directamente do cartão vermelho. Uma dualidade de critérios gritante, justificada, como é óbvio, pela diferença de cor das camisolas, e que a comunicação social tratou imediatamente de branquear. Nesse sentido, atente-se à inqualificável análise de Paulo Paraty que, sobre este lance, escreveu o seguinte:


«A mim, parece acidental esta calcadela de Bruno César no joelho de Luisinho, que pelo facto de estar no solo, causa jogo perigoso passivo


Só lhe faltou dizer que era o jogador do Paços quem devia ter visto o cartão vermelho por ter colocado o seu joelho debaixo do pé de Bruno César. Enfim...

1 comentário:

  1. este o "jota" não comentou...

    estranho... porque será? terá perdido o pio? ou será que recebeu ordens do Orelhas para não o fazer?

    abr@ço
    Miguel | Tomo II

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