sábado, 10 de março de 2012

O Porto vai a exame

Sinceramente, ainda estou a tentar perceber se as substituições operadas por Vítor Pereira no decorrer do clássico da Luz foram fruto de verdadeiro talento e perspicácia, ou se não terá passado de uma manobra desesperada de um treinador com a cabeça no cepo que percebeu que estava na altura do tudo ou nada. De facto, ao ver Rolando ser substituído por James e Moutinho dar lugar a Kléber, todos perceberam que Vítor Pereira pretendia transmitir a mensagem inequívoca de que só a vitória interessava, mas a troca do central e do médio por dois avançados deixava a equipa descompensada no sector mais recuado, o que representava um grave risco de ver avolumado o resultado que, naquela altura, já nos era desfavorável. Diz-se, no entanto, que a sorte protege os audazes e Vítor Pereira saiu da Luz como herói. O treinador portista foi, sem dúvida, o grande obreiro desta vitória, ainda que - refira-se em abono da verdade - com a preciosa colaboração do seu homólogo encarnado que, não obstante a arrogância com que habitualmente se auto-promove, mostrou-se incapaz de reagir perante a inesperada transformação da equipa portista. O Porto tem hoje um importante desafio que acaba por constituir a primeira das nove finais que necessita vencer para garantir a renovação do título. Fresca na memória de todos nós está ainda a humilhante eliminação da Taça de Portugal frente à Académica de Coimbra, uma equipa brilhantemente dirigida por Pedro Emanuel que certamente irá pôr à prova as capacidades de Vítor Pereira.

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