segunda-feira, 30 de abril de 2012

domingo, 29 de abril de 2012

Campeões!!!

O Porto é campeão nacional! Parabéns a todos os portistas!

sábado, 28 de abril de 2012

E vao sete de avanço

Com a suada mas justa vitória desta noite frente ao Marítimo, o FC Porto elevou para 7 pontos a vantagem sobre o 2º classificado. Amanhã, todos os olhos estarão postos em Vila do Conde, onde o Rio Ave defronta o Benfica. Um deslize dos encarnados e o Porto sagrar-se-á matematicamente campeão nacional. Será que é desta? Logo se verá.
O que é certo é que o FC Porto precisava de conquistar os três pontos esta noite nos Barreiros e não falhou nesse objectivo. Pode ter falhado noutros, mas não nesse. Como já alguém antes disse, as finais são para se ganhar, e não há dúvida de que a equipa encarou este jogo como uma final. Não ficará para a história pelo futebol bonito, nem pelos golos espectaculares, mas antes pela vitória que pode valer um título.
Tal como sempre acontece quando é assinalado um penalty a favor do FC Porto, amanhã os jornais da capital, sedentos de polémica, vão encher as suas páginas com análises à arbitragem. O que ninguém vai explicar é por que raio teve de ser o juiz-de-linha a assinalar o 1º penalty, quando é por demais evidente a mão na bola do defesa maritimista. É caso para perguntar: se o juiz-de-linha não tivesse assinalado nada, Paulo Baptista teria deixado passar em claro um penalty daqueles?

Batata frita, viva o fascismo!

No passado dia 22 de Março, partilhei aqui um comunicado do FC Porto, intitulado "A madrassa da Ericeira", que, como se recordam, dava conta de uma queixa apresentada no Ministério de Educação pelo pai de uma aluna da escola pré-primária da Ericeira. Em causa estava a atitude de uma educadora de infância que alterou a letra da popular canção infantil "Atirei o pau ao gato", acrescentando-lhe no final "batata frita, viva o Benfica".
Apesar de considerar que o caso merecia uma reflexão, decidi aguardar pela resposta do Ministério de Educação, resposta essa que, por coincidência, foi divulgada precisamente na mesma semana em que se celebra o 25 de Abril. Nem de propósito...

Para as mentes mais simplórias, aquelas que não conseguem ver mais além do que o seu clubismo lhes permite, este caso poderá resumir-se a uma simples questão futebolística. De facto, muitos portistas que agora se mostram indignados não veriam qualquer problema na alteração da canção caso esta terminasse em "Viva o Porto". Da mesma forma, muitos daqueles que defendem a educadora alegando que a actual configuração da canção não terá qualquer influencia sobre a preferência clubística das crianças, com certeza mudariam rapidamente de opinião caso a canção fosse alterada para "Morte ao Benfica". Nada a que não estejamos já habituados num país onde a paixão futebolística se sobrepõe, muitas vezes, ao bom senso. No entanto, para aqueles que ainda possuem algum sentido de responsabilidade cívica, este problema ultrapassa largamente o âmbito desportivo e levanta gravíssimas dúvidas sobre a qualidade da Democracia praticada nas escolas de Portugal. 

A Constituição Portuguesa defende a liberdade de pensamento e de opinião para qualquer cidadão nacional. Mais, defende o respeito pela diferença e individualidade de cada um. Como tal, as escolas, enquanto espaços de educação, devem salvaguardar o direito das crianças de se desenvolverem de forma livre, sem influências externas nem condicionalismos ideológicos de qualquer espécie, sejam eles políticos, religiosos, ou desportivos. Obviamente, não é isso que acontece quando as crianças são obrigadas a participar em brincadeiras e a cantar canções concebidas de forma a transmitir uma mensagem, implícita ou explícita, de propaganda partidária de uma qualquer facção.

Não deixa de ser curioso que, numa altura em que o nosso país atravessa uma grave crise económica e tanta gente se mostre revoltada por vivermos debaixo de uma ditadura imposta pelos mercados internacionais, se verifiquem tantas tentativas de branqueamento de uma situação que constitui um verdadeiro atentado à nossa Democracia e que, ao que parece, vai acontecendo com total impunidade. Hipocritamente, algumas pessoas chegam ao cúmulo de defender que a criança não é obrigada a cantar, já que a educadora permite que ela própria decida se quer participar ou não. Ora, todos nós, que já fomos crianças um dia, sabemos que não há nada pior do que sentir-se excluído pelos colegas, pelo que não é difícil perceber que qualquer miúdo se sentirá obrigado a participar na brincadeira pelo simples facto de querer sentir-se integrado no meio social. Nem o pai desta criança impedirá a filha de o fazer, consciente do constrangimento que essa proibição irá causar a uma menina de 4 anos que ainda é incapaz de perceber o que está verdadeiramente em causa. Tal situação representa assim um inadmissível acto de coação por parte da escola sobre os pais e, principalmente, sobre a criança, que se vêem obrigados a assumir um tipo de comportamento que vai contra a sua liberdade de opinião mas que lhes é imposto em nome da vontade da maioria. À luz da Constituição, tal constitui um crime punível por lei, o que torna incompreensível a decisão agora divulgada pelo Ministério de Educação de arquivar a queixa. E como se a situação não fosse, por si só, suficientemente grave, dá-se ainda o caso da escola, perante as várias reclamações dos pais da criança, ter chegado ao cúmulo de responder que "quem está mal que se mude"! Tal resposta reflecte a arrogância e a prepotência desta gente que, além de impor as suas vontades aos outros, ainda se acha no direito de dispor da vida das pessoas a seu bel-prazer, sem se preocupar com as dificuldades sentidas, hoje em dia, por qualquer casal na educação dos seus filhos. E o Ministério de Educação pactua com tudo isto???

Para agravar ainda mais a situação, a divulgação deste caso por parte do FC Porto despoletou a denúncia de muitas outras situações semelhantes ocorridas em escolas da região da Grande Lisboa, nas quais a versão adulterada da canção "Atirei o pau ao gato" é também assumida como prática comum. É caso para perguntar se todos os cidadãos portugueses que não pactuem com estas tácticas tipicamente fascistas de imposição das preferências clubísticas da capital serão obrigados a mudar-se para o Norte do país onde ainda não existem registos deste tipo de comportamentos, pois parecem não ter alternativa

É sabido que a criança escolhe o seu clube pela meritocracia, ou seja, ela adopta simplesmente o clube mais vencedor, aquele que se mostra capaz de lhe proporcionar mais alegrias. As "politiquices" que geralmente condicionam as opções dos adultos não têm qualquer peso na decisão da criança, excepto se esta for condicionada pelos seus familiares ou educadores. Como tal, só por mera ingenuidade se poderá considerar que a alteração da canção infantil de forma a terminar num absolutamente nada inocente "Viva o Benfica" terá tido outra motivação que não a de incutir nos alunos a simpatia pelo clube da capital. Tudo indica, portanto, que a generalização desta versão adulterada da canção nas escolas poderá constituir uma forma de evitar a "desertificação" do Benfica,  já que, em virtude do reduzido êxito desportivo verificado nas últimas décadas, o clube tem vindo a perder o principal factor que sustenta a sua imagem de grandeza: o número de adeptos.
Talvez esteja aqui a explicação de ainda encontrarmos na região Norte muitos adeptos do Benfica (mesmo em cidades onde os clubes locais têm vindo a conquistar maior espaço no coração da população), ao contrário do que se passa com o FC Porto que, não obstante o sucesso desportivo obtido nas últimas décadas, continua a ter muita dificuldade em obter adeptos na região de Lisboa onde não parece existir liberdade de escolha já que as pessoas, ou aceitam o clube que lhes é imposto, ou são "convidadas" a mudar-se.

Apesar do arquivamento do processo por parte do Ministério de Educação, este caso ainda dará muito que falar já que o pai da criança aqui em causa avançou também com um processo na Justiça. Espero, sinceramente, que, em nome da Democracia, os tribunais consigam repor a normalidade, punindo a escola e a educadora de infância pelo seu inqualificável comportamento. Caso contrário, estaremos perante um precedente grave, abrindo-se assim as portas à anarquia nas escolas onde qualquer professor ou educador se sentirá com a liberdade de impor determinadas preferências às crianças, ou de forma particular, ou de forma concertada, inserida numa estratégia de propaganda em larga escala, sabe-se lá em nome de que interesses.

Três

A comitiva do FC Porto foi recebida na Madeira por cerca de três dezenas de adeptos que esperavam pelos Dragões no aeroporto com uma faixa onde se podia ler "Somos campeões". A confiança demonstrada pelos adeptos na obtenção dos três pontos frente ao Marítimo que nos aproximarão ainda mais da reconquista do título nacional é evidente, mas, tal como o treinador deixou claro na sua antevisão ao jogo, é fundamental que esta onda de euforia antecipada não prejudique a concentração da equipa. Ainda nada está ganho e os três jogos que se avizinham - começando pelo de hoje no Estádio dos Barreiros - apresentam um nível de dificuldade muito elevado.
Esta noite, pelas 20:15, milhões de adeptos portistas - e não só - estarão defronte dos seus televisores para acompanhar o desenrolar desta partida. Os nervos estarão à flor da pele, tanto mais que uma vitória do FC Porto hoje, nos Barreiros, e um deslize do Benfica amanhã, em Vila do Conde, ditará definitivamente o desfecho do campeonato a nosso favor. Sinceramente, espero que ambos os rivais ganhem as suas respectivas partidas, já que nada me daria mais prazer do que ir apoiar o meu clube ao Dragão na próxima jornada, frente ao Sporting, e aí sim, festejar a conquista de mais um título na companhia da magnífica família azul-e-branca. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Equipa mais reconhecida

«Três questões colocadas a João Nuno Coelho, investigador sobre futebol:

1 - Que consequências europeias pode ter, para o FC Porto, o seu domínio em Portugal?


O FC Porto tornou-se na equipa portuguesa mais reconhecida internacionalmente. É uma referência. Do Benfica, que esteve em cinco finais europeias na década de 1960, só os mais velhos se lembram. Daqui a alguns anos, isso vai notar-se no número de adeptos. O FC Porto vai crescer muito e deixar de ter uma dimensão tão localizada.


2 - Porque é que o FC Porto está tão à frente dos rivais nos últimos anos?


O clube criou uma cultura de vitória e uma estrutura muito forte, o que acarreta um espírito que ainda sobrevive. Isso foi conseguido com uma geração de jogadores portugueses muito importante. Mesmo que hoje jogue com muitos estrangeiros, ainda sobra muito dessa cultura portuguesa.


3- Desportivamente, que factores estão na génese de tantas vitórias?


Nas análises estatísticas que fiz ao longo de cinco anos, destaco o seguinte: o FC Porto teve uma capacidade enorme de evitar remates dentro da área, foi sempre a equipa que rematou mais e teve uma elevada percentagem de recuperações de bola no campo adversário. Assim está mais próximo de ganhar

Artigo do jornal O JOGO.

O rei do milénio

«Se for campeão novamente, o FC Porto ultrapassa o número de títulos nacionais conquistados pelo Lyon, em França, no novo milénio. O facto não parece, por si só, relevante. Mas é. Ao consegui-lo, o clube que domina o futebol português desde a eleição de Pinto da Costa, há 30 anos, passa a deter também o estatuto de clube mais vezes campeão no novo século entre todos aqueles que disputam as principais ligas europeias.
Em Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e Holanda, não se encontra nenhum como o dragão. O Manchester United, com seis títulos entre 2000/01 e 2010/11, ainda se aproxima, mas no máximo igualará o Lyon e ficará à distância de um campeonato do FC Porto; isto, claro, se a equipa de Vítor Pereira não vacilar na reta final e confirmar o favoritismo que lhe é atribuído nesta fase. O PSV também conta seis campeonatos, mas só um milagre evitará que este ano se distancie mais um pouco dos seus pares europeus.
O oitavo título de campeão nacional neste período guindará também os dragões a um patamar superior em toda a escala continental. Nos 50 campeonatos da primeira divisão que se disputam, só os da Moldávia, Arménia, Grécia e Dinamarca têm dominadores mais vincados; no caso, Sheriff Tiraspol, Pyunik, Olympiacos e Copenhaga, respetivamente. Os moldavos só perderam um dos 12 campeonatos, incluindo o desta época, que disputaram. O Pyunik conta dez títulos e o Copenhaga leva oito, podendo ampliar para nove nas próximas duas semanas. Oito também já tem o Dínamo de Zagreb, de Tonel, mas porque já é o virtual campeão da época em curso. Com possibilidade de os igualar estão, além dos dragões, o Rosenborg e o BATE Borisov.
Na prática, este registo confirma o FC Porto como um dos clubes mais relevantes do Velho Continente nos últimos anos. E ao contrário do que sucede com as equipas que estão à sua frente, não beneficia de um campeonato fraco. Para a IFFHS, a liga portuguesa foi até a terceira melhor da Europa em 2010/11; e no ranking da UEFA, Portugal aparece como o quinto melhor país na relação dos resultados internacionais dos seus clubes nos últimos cinco anos

Artigo do jornal O JOGO, da autoria de André Morais.

domingo, 22 de abril de 2012

Vieira debaixo de fogo

Quando surgiram as mensagens contra Filipe Vieira pintadas nos muros das imediações do Estádio da Luz, alguns adeptos do Benfica caíram no ridículo de alegar em vários blogs encarnados que teriam sido adeptos do FC Porto os autores de tais mensagens com o objectivo de desestabilizar o balneário do clube lisboeta. No entanto, para que não ficassem dúvidas sobre a autoria de tais ataques, a principal claque benfiquista fez questão de gritar bem alto a sua revolta contra o presidente encarnado durante o jogo com o Marítimo, o que terá causado muito mal-estar entre aqueles que se mantêm fieis ao actual regime.
Como a estupidez humana nunca deixa de me surpreender, fico curioso por saber se haverá alguém naquele clube que ainda acredite que isto foi obra de adeptos portistas infiltrados, ou se vão finalmente começar a  abrir os olhos para o patético desempenho de Filipe Vieira na liderança do Benfica nos últimos anos.

domingo, 8 de abril de 2012

Guerreiros fomos nós!

É completamente improvável que Vítor Pereira e os jogadores azuis-e-brancos tenham lido o meu artigo anterior, mas enquanto assistia ao jogo fui acreditando que tal poderia mesmo ter acontecido. Frente a um adversário valoroso que, como se previa, complicou a tarefa do FC Porto até mais não poder, os portistas fizeram exactamente aquilo que eu lhes pedi para fazer: vestiram o fato-macaco e suaram a camisola do primeiro ao último minuto para arrancar uma vitória a ferros. Tivemos sorte? Tivemos! Cometemos erros? Cometemos! Merecemos a vitória? Sem dúvida! Chumbamos na nota artística? Que se lixe!
Há quem diga que não é nos grandes jogos que se decide o campeão, mas ninguém tem dúvidas de que é precisamente nestes confrontos directos entre os candidatos ao título que se percebe quem tem estofo e quem não tem. Ora, independentemente dos altos e baixos que a equipa demonstrou ao longo da época, há um facto inegável: nos confrontos directos com o Benfica e o Braga, o Porto levou a melhor nos seus redutos, um feito que estará apenas ao alcance dos verdadeiros campeões. Mérito seja dado a Vítor Pereira que, não obstante as suas limitações e parca experiência, foi capaz de tal proeza. Infelizmente, não consigo descortinar outros motivos de júbilo na actuação do treinador portista.
Mais uma vez, a absurda insistência em Kléber para o eixo do ataque constituiu um erro crasso, desta vez com a agravante de lhe ter dado a titularidade em detrimento de Janko. Corrigiu o erro já na segunda metade do encontro, fazendo entrar Varela e puxando Hulk para o centro, o que acabou por constituir um castigo para os dois pontas-de-lança. Quer o brasileiro, quer o austríaco, devem ter saído de Braga a questionar qual será o seu futuro nesta equipa quando o técnico prefere recorrer a Hulk para ocupar um lugar que devia ser seu. Pode ser que lhes sirva de chamada de atenção, ou talvez não, já que o seu problema não parece ser a falta de vontade, mas antes a falta de talento... e contra isso não existe remédio. A verdade é que o Incrível lá resolveu mais um jogo a nosso favor, coisa que o dois azelhas não conseguem fazer.
Álvaro Pereira esteve completamente desastrado e questiono-me se a sua reacção no banco após ter sido substituído por Alex Sandro foi uma manifestação de revolta pela decisão do técnico ou pela consciência do seu fraco desempenho. Se for a primeira, é grave, não apenas pela demonstração ostensiva de indisciplina, mas também pela incapacidade de reconhecer os seus próprios erros. Se foi a segunda, está perdoado, mas espera-se que seja capaz de identificar a origem da sua notória desconcentração.
Para terminar, uma palavra pela excelente exibição de Moutinho, Defour e Otamendi. O português encheu o meio-campo, distribuiu jogo, foi o motor que a equipa precisava há muito tempo. O belga jogou lindamente, lutou, recuperou muitas bolas. O argentino foi uma âncora na defesa, uma espécie de pronto-socorro, esteve sempre lá quando foi preciso. Graças a eles, esta Páscoa terá um sabor ainda melhor. Obrigado.

sábado, 7 de abril de 2012

Cinco

 O jogo de hoje na Pedreira é, sem dúvida, o desafio mais complicado dos cinco que faltam para o final da Liga, por isso, a táctica é muito simples: caguem para a nota artística! Não me interessa se cortarem as jogadas do adversário com pontapés para fora do estádio, não me interessa se recorrerem à falta para travar o Alan, o Lima e o Mossoró, não me interessa se jogarem feio, aos repelões e ao pontapé para a frente. Hoje, a única coisa que interessa são os três pontos, por isso, não descansem enquanto não espetarem três batatas na baliza do Quim. Pode ser com as costas, com o rabo ou com os tomates, mas metam lá a bola! Não se atrevam a sair de lá sem a vitória!