quarta-feira, 25 de abril de 2012

O rei do milénio

«Se for campeão novamente, o FC Porto ultrapassa o número de títulos nacionais conquistados pelo Lyon, em França, no novo milénio. O facto não parece, por si só, relevante. Mas é. Ao consegui-lo, o clube que domina o futebol português desde a eleição de Pinto da Costa, há 30 anos, passa a deter também o estatuto de clube mais vezes campeão no novo século entre todos aqueles que disputam as principais ligas europeias.
Em Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e Holanda, não se encontra nenhum como o dragão. O Manchester United, com seis títulos entre 2000/01 e 2010/11, ainda se aproxima, mas no máximo igualará o Lyon e ficará à distância de um campeonato do FC Porto; isto, claro, se a equipa de Vítor Pereira não vacilar na reta final e confirmar o favoritismo que lhe é atribuído nesta fase. O PSV também conta seis campeonatos, mas só um milagre evitará que este ano se distancie mais um pouco dos seus pares europeus.
O oitavo título de campeão nacional neste período guindará também os dragões a um patamar superior em toda a escala continental. Nos 50 campeonatos da primeira divisão que se disputam, só os da Moldávia, Arménia, Grécia e Dinamarca têm dominadores mais vincados; no caso, Sheriff Tiraspol, Pyunik, Olympiacos e Copenhaga, respetivamente. Os moldavos só perderam um dos 12 campeonatos, incluindo o desta época, que disputaram. O Pyunik conta dez títulos e o Copenhaga leva oito, podendo ampliar para nove nas próximas duas semanas. Oito também já tem o Dínamo de Zagreb, de Tonel, mas porque já é o virtual campeão da época em curso. Com possibilidade de os igualar estão, além dos dragões, o Rosenborg e o BATE Borisov.
Na prática, este registo confirma o FC Porto como um dos clubes mais relevantes do Velho Continente nos últimos anos. E ao contrário do que sucede com as equipas que estão à sua frente, não beneficia de um campeonato fraco. Para a IFFHS, a liga portuguesa foi até a terceira melhor da Europa em 2010/11; e no ranking da UEFA, Portugal aparece como o quinto melhor país na relação dos resultados internacionais dos seus clubes nos últimos cinco anos

Artigo do jornal O JOGO, da autoria de André Morais.

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