domingo, 27 de maio de 2012

Memórias de uma noite inesquecível IV

OS FESTEJOS

Ainda hoje lamento não ter visto em directo as imagens da entrega da Taça dos Campeões Europeus ao capitão João Pinto, mas a euforia foi de tal ordem que, mal acabou a partida, corri para a rua como um louco, com um único pensamento na mente: festejar a vitória nos Aliados!
Por todos os lados surgiam já automóveis a buzinar e imensas pessoas que, munidas de todo o tipo de apetrechos, começavam a fazer a festa. Um grupo de senhoras, donas de casa equipadas a  rigor com o seu avental de cozinha, batiam com colheres em panelas e tachos agarrados à pressa. Uma delas gritava como uma desalmada enquanto agitava no ar um grande pano em xadrez azul e branco que facilmente se reconhecia como uma toalha de mesa. Estava à vista que a noite ia ser longa e que os festejos, qual São João, iriam motivar a população da cidade em peso.
Já com um grupo de amigos, dirigi-me de carro em direcção aos Aliados. Um trajecto que, normalmente, se percorre em 15 minutos, demorou cerca de uma hora a fazer, tal a dimensão das imensas filas de trânsito que se formaram nos principais acessos ao centro da cidade, mas ninguém se importou com isso. A Invicta parecia um gigantesco coração em que as pessoas, como o sangue da cidade, iam fluindo a pé ou de carro pelas artérias em direcção ao centro, onde as paredes e o chão palpitavam com os gritos da multidão: CAMPEÃO, CAMPEÃO, CAMPEÃO...
Conhecem aquele som intenso que se ouve quando quarenta ou cinquenta milhares de gargantas gritam golo em simultâneo num estádio de futebol "à pinha"? Conhecem a sensação de sentir o chão a tremer com a reverberação provocada por aquele enorme "bruá"? Imagine-se agora a sensação de escutar esse mesmo som, de forma contínua e crescente, à medida que nos aproximávamos dos Aliados e nos embebíamos na imensa multidão de milhares de pessoas que ali se reuniram. Não havia um único metro quadrado de espaço livre em toda a Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados, desde o Palácio das Cardosas até ao edifício da Câmara. Um imenso mar de gente cobria completamente o salão de festas da cidade do Porto, gritando, dançando, saltando, agitando bandeiras e cachecóis. A única maneira de nos deslocarmos de uns locais para os outros era inserir-nos na multidão e deixar-nos levar pela maré. Aqueles que se aventuravam de carro no meio desta massa humana iam contribuindo para a festa com buzinadelas enquanto circulavam em marcha muito lenta. Entre eles havia um camião carregado de pessoas na caixa de carga que iam agitando bandeiras enormes do FC Porto ao ritmo do hino do clube que se ouvia de duas enormes colunas de som.
Uma das figuras mais pitorescas desta festa era o sr. Almeida, que fazia sempre questão se marcar estas ocasiões com originais fantasias azuis e brancas. Andava vestido com um traje de índio Apache, todo ele azul e branco, com um grande cocar de penas também azuis e brancas na cabeça e uma enorme bandeira do FC Porto. Vi-o, algum tempo depois, a festejar a conquista de mais um título nacional vestido à cowboy, todo de azul e branco, montado num cavalo.
Deitei-me de madrugada com um sorriso de orelha a orelha, ainda incrédulo com tudo o que estava a acontecer. Para sempre ficaram as recordações dessa noite inesquecível em que o meu clube subiu ao Olimpo do futebol europeu. Estava longe de imaginar que, nos anos seguintes, iria viver mais seis títulos internacionais, mas isso são contas de outro rosário. Apesar da alegria e do orgulho que sinto a cada conquista, não há sensação como aquela que senti quando o FC Porto se sagrou pela primeira vez Campeão Europeu.

Memórias de uma noite inesquecível III

A FINAL

Todas as finais são finais, mas algumas são mais finais do que outras. Há finais que se limitam a ser uma simples decisão de atribuição de um troféu entre duas equipas, jogos extremamente táticos, cínicos, sem substância, que, não fossem os registos, facilmente se perderiam na névoa do tempo. E depois há aquelas que, pela qualidade do futebol praticado, pela incerteza do resultado, pela beleza dos golos marcados e pela emoção que movem entre a assistência, ficarão para sempre na memória, não apenas dos adeptos das equipas intervenientes, mas de todos os que a ela tiveram o prazer de assistir.
O jogo entre o FC Porto e o Bayern está, sem dúvida, entre as maiores finais de sempre na história da Taça dos Campeões Europeus. Os primeiros minutos foram marcados por uma intenso domínio do Bayern e foi com alguma naturalidade que os bávaros chegaram ao golo aos 24 minutos de jogo. Kogl rematou cruzado de cabeça e a bola só parou no fundo das redes de Mlynarczyk. Foi mal batido o guarda-redes polaco, que estava um pouco adiantado, mas o remate foi inesperado e a defesa também facilitou ao deixar espaço para o remate. Estaria a mentir se dissesse que este golo não afectou as minhas convicções. Mlynarczyk foi sempre um dos maiores esteios da equipa no brilhante percurso realizado até esta final e vê-lo tremer assim seria um abalo para a confiança de qualquer adepto. Mas, ao contrário do que cheguei a temer, o jogo prosseguiu e chegou ao intervalo sem que os alemães conseguissem repetir o feito. A esperança mantinha-se viva e, ainda que a consciência da tarefa árdua que nos esperava nos segundos 45 minutos nos enfraquecesse o espírito, não nos acalmava o coração.
A segunda parte começou com o resultado de 1-0 favorável ao Bayern. O FC Porto reagiu muito bem, entrou forte, destemido. Notava-se a mão de Artur Jorge, que ao intervalo terá dito aos seus pupilos que era agora ou nunca! Não havia retorno, não havia alternativa! O único caminho possível era o da baliza adversária e as  oportunidades de golo começaram finalmente a surgir com alguma frequência, mas a bola não entrava. Futre mostrava-se, como sempre, um dos mais revoltados e dos seus pés saiam verdadeiras obras de arte, mas os alemães, do alto da sua sobranceria e calculismo, iam dominando as operações, rechaçando, uma após outra, os ataques azuis e brancos.
E eis que, finalmente, se abriram as portas do céu! Aos 77 minutos, na sequência de mais uma jogada fulgurante pelo lado direito, a bola é centrada para a pequena área do Bayern onde surgiu Madjer isolado, apenas com um defesa em cima da linha de golo. "Chuta!", gritamos todos, mas Madjer não chutou. Não da maneira que todos esperávamos, porque os génios são assim, nunca fazem o que o comum dos mortais espera deles. Madjer percebeu, naquela fracção de segundo, que se parasse a bola, se se virasse para a baliza, iria perder tempo precioso. Em alternativa, esticou a perna para a frente e, num gesto portentoso, perfeito, único, tocou a bola com o calcanhar, lançando-a para o fundo da baliza bávara. Ainda hoje não necessito de quaisquer imagens televisivas para rever esse golo, de tal forma o tenho gravado na memória. Revejo-o mentalmente vezes sem conta, como se o mundo tivesse parado naquele preciso momento e nada mais existisse para além da imensa explosão de alegria que nos proporcionou.
O Porto igualou o marcador, mas não chegava. Para trazer o caneco, era preciso marcar mais golos, pelo menos mais um, um só! O golo galvanizou os jogadores portugueses e os alemães tremeram, mas nem assim alguém poderia imaginar o que se iria passar dois escassos minutos depois. Nunca a viajem do inferno ao céu demorou tão pouco tempo. Madjer tinha acabado de entrar após receber assistência junto à linha lateral, pois ficou combalido quando os seus companheiros se lançaram sobre ele durante os festejos do golo. O argelino recebeu a bola isolado junto à linha lateral pois até os adversários se tinham esquecido dele. Erro crasso! Quando arrancou para a área contrária, tirou um defesa da frente com mais um golpe de génio e centrou para a pequena área onde a bola foi encontrar Juary que, livre de marcação, só teve de a tocar para o fundo da baliza do desamparado Jean-Marie Pfaff. Naquele preciso  momento, o mundo à minha volta desabou, impotente para suportar o peso da felicidade e do orgulho imenso que me encheu o coração e a alma. Qual David, o meu clube, aquele pobre e pequeno clube de uma cidade secundária de um país secundário em quem ninguém apostava, aquele grupo de ilustres desconhecidos de camisola às riscas azuis e brancas, acabava de dar um golpe fatal na cabeça do Golias germânico.
Daí até ao final foi sofrer a bom sofrer. Os alemães, que até aí se comportavam como donos e senhores do seu destino, desesperavam agora, protestando por tudo e por nada, reclamando por qualquer demora na reposição da bola em jogo, pontapeando a bola para a frente à espera de um milagre. Nas bancadas, os adeptos germânicos agarravam-se à cabeça incrédulos, em contraste com os lusos que, arrumados num cantinho do Estádio do Prater, se faziam agora ouvir aos gritos de "Campeões!".
O apito final do árbitro soou nos meus ouvidos como as trombetas dos anjos. "ACABOU!", gritei eu, como querendo convencer-me a mim próprio desta feliz realidade. "SOMOS CAMPEÕES EUROPEUS"!

(continua)

Memórias de uma noite inesquecível II

O DIA 27 DE MAIO DE 1987

Faz hoje precisamente 25 anos que vivi uma das noites mais loucas da minha vida. Um quarto de século passou (e como tempo voa, meu Deus...) sobre essa data, mas as emoções então sentidas, partilhadas com milhares de portistas nas ruas da cidade invicta, estão tão vivas na minha memória como se tivessem ocorrido poucas horas atrás.
O dia 27 de Maio de 1987 foi passado com um nervosismo latente que impedia a minha concentração no que quer que fosse. Para onde quer que eu olhasse, tudo se desvanecia rapidamente numa intensa névoa e aos olhos vinham-me apenas as imagens dos jogadores, dos golos e dos festejos que marcaram a caminhada vitoriosa do FC Porto até àquela final da Taça dos Campeões Europeus. A esperança na conquista daquele ambicionado troféu era imensa, a confiança arrebatadora, mas, sempre que atingia o seu auge, esbarrava com estrondo no medo que sentia do monstro bávaro como um navio choca contra um rochedo. O nome do gigante de Munique ensombrava a minha mente como se se tratasse de uma divisão panzer prestes a invadir Portugal. O Bayern era uma espécie de "Leibstandarte Adolf Hitler", mas em versão futebolística. Começava por pensar: "Que se lixe, mesmo que percamos a final, chegar aqui já é uma honra...". Mas logo a seguir pensava: "Não! Se os nossos bravos navegadores domaram o Adamastor, os nossos jogadores vão derrotar este colosso!". Este processo mental foi-se repetindo até à hora do jogo, altura em que me refugiei por alguns minutos na varanda de minha casa e, olhando o céu azul, rezei a Deus, pedindo-lhe ajuda.
Nunca tive jeito para inventar orações e agradeço que se tenha perdido a tradição de rezar antes das refeições pois, no meu papel de chefe de família, seria a chacota do mundo inteiro. Por isso, decidi dirigir-me ao Criador como se fosse um amigo de longa data, esperando que não me fulminasse com um raio pela impertinencia. Comecei por pedir-lhe desculpa por interromper os seus importantes assuntos divinos com algo tão fútil como o futebol e implorei-lhe que, naquilo que pudesse interferir sem prejudicar a sua isenção, ajudasse o FC Porto a ser campeão europeu. Nada mais. Nada de promessas, nada de idas a Fátima a pé, de joelhos ou de patins, porque temia que, se mais tarde não cumprisse a promessa, o Porto não voltasse a ganhar mais nada na vida.
Recordo-me ainda de ver a rua deserta. Não se via vivalma. Acredito que, àquela hora, toda a cidade estaria já defronte de um televisor, aguardando ansiosamente o início da partida. Fiz o mesmo.

(continua)

sábado, 26 de maio de 2012

Memórias de uma noite inesquecível I

Nos meus velhos tempos de Faculdade, conheci um jovem que tinha a face desfigurada por uma enorme cicatriz de forma circular em torno do seu olho esquerdo. Porque o assunto causaria natural constrangimento ao nosso colega, evitávamos falar disso, ainda que não fosse fácil disfarçar a má impressão que aquela disformidade causava a quem olhava para ele. Imaginei que a mesma teria sido causada por um terrível acidente ou um infeliz encontro com um cão feroz, mas, um certo dia, falando de futebol, o nosso colega explicou-nos a verdadeira origem dessa horrível marca.
Sendo natural de uma aldeia transmontana próxima de Torre de Moncorvo, este nosso colega era um dos poucos jovens que, na década de 80, ali se identificava com as cores do FC Porto. No dia 27 de Maio de 1987, então com apenas 15 anos, deslocou-se ao café da aldeia para assistir ao jogo da final da Taça dos Campeões Europeus na companhia de outros dois amigos também portistas, alimentando a esperança de ali assistir à primeira conquista internacional do seu clube frente ao poderosíssimo Bayern de Munique.
O café da aldeia era o habitual ponto de encontro de muitos aficionados da bola que ali se reuniam para assistir à transmissão televisiva dos principais jogos e, como era costume, estava cheio de gente, na sua maioria afecta ao Benfica. Os três assumidos portistas, de cachecol ao pescoço, ocuparam uma das mesas e ali, rodeados de adeptos rivais, foram assistindo ao desenrolar da partida, roendo as unhas dos dedos à medida que o gigante bávaro ia tomando conta das operações. Muito lhes custou ver o golo de Kogl que Mlynarczyk não conseguiu evitar e mais ainda por se verem confrontados com os festejos dos benfiquistas ali presentes que celebraram o golo alemão como se do Benfica se tratasse. No entanto, quis o destino que o FC Porto virasse o resultado a seu favor com dois golos históricos e foi então que um trágico incidente aconteceu. Ao primeiro golo portista, que o meu colega festejou com natural felicidade, logo surgiram os primeiros insultos e ameaças vindas daqueles benfiquistas que torciam pela equipa alemã. Na sua mentalidade doentia, distorcida por um fanatismo absurdo, os festejos azuis e brancos constituíam um atentado à hegemonia encarnada que habitualmente ali se fazia sentir, pelo que qualquer manifestação da parte dos adeptos portistas devia ser imediatamente oprimida, fosse de que forma fosse. É claro que ninguém acreditava que um motivo tão fútil pudesse causar reacções violentas, pelo que as pessoas prosseguiram com naturalidade, sem  atribuir grande importância às ameaças. Um erro crasso. Ao segundo golo do FC Porto, um desses indivíduos partiu uma garrafa de cerveja na mesa e, dirigindo-se ao meu colega enquanto este festejava com os olhos postos na televisão, cravou-lhe o caco de vidro na cara. Foi por escassos milímetros que não lhe traçou o olho. Aquele momento que devia ser de festa, de alegria e de orgulho, transformou-se num pesadelo que iria perseguir o meu colega por muitos anos, graças ao fanatismo de um execrável canalha, o ódio cego de um criminoso que, em nome de um benfiquismo doentio, destruiu a face de um miúdo que, com todo o direito, festejava a vitória do clube do seu coração. A noite acabou por ser passada nas urgências do hospital, já com a família, onde os gritos de dor substituíram os gritos de alegria enquanto os médicos procuravam retirar os pedaços de vidro cravados na carne dilacerada e suturavam a ferida com trinta pontos.
Foi aberto um auto pelas autoridades e, nos dias que se seguiram, os agentes da GNR visitaram o café e as casas de algumas das pessoas que testemunharam o sucedido, mas o processo acabou arquivado já que nenhuma das pessoas quis falar. Os adeptos do Benfica, todos gente de bem e bons chefes de família, tementes a Deus e cumpridores da lei, afirmaram que não viram nada. Os adeptos portistas calaram-se por medo das represálias.
25 anos após a conquista dessa Taça dos Campeões Europeus, aqui envio um grande abraço a esse colega com quem, infelizmente, perdi o contacto há muito tempo, mas de quem guardo as melhores recordações. Espero que tenha sido capaz de ultrapassar a dor no corpo e na alma que lhe causaram com aquela inqualificável agressão e que tenha conseguido a tão desejada operação plástica que lhe permitiria recuperar a sua imagem. Espero também que nunca tenha perdido a força e a coragem para torcer pelo FC Porto onde quer que fosse, fazendo dessa força uma luta contra o despotismo de quem faz do ódio o seu modo de estar na vida.

domingo, 20 de maio de 2012

E Lisboa ficou a arder

E Lisboa ficou a arder. Não literalmente, como é óbvio, mas em títulos. Foi-se o campeonato, foi-se a Taça de Portugal, foi-se a Supertaça, foi-se a Liga dos Campeões, foi-se a Liga Europa. Salvou-se, como já se tornou hábito, a Taça da Liga que, ano após ano, vai-se assumindo cada vez mais como a tábua de salvação da mediocridade, pelo menos para o lado encarnado da 2ª Circular.
A Académica chegou à final da Taça de Portugal com imenso mérito e, fazendo jus ao seu epíteto, bateu-se de forma briosa com o Sporting, arrecadando o 2º caneco da sua história. Estão de parabéns os "estudantes" e particularmente Pedro Emanuel que conquistou assim o seu primeiro título como treinador principal.
Já se prevê que, amanhã, os leões, alicerçados como sempre na corrupta imprensa lisboeta, se vão atirar com unhas e dentes ao árbitro, transformando-o no bode expiatório de mais uma frustrante derrota. Não têm razão, como qualquer entendido em futebol pôde constatar ao longo dos 96 minutos de jogo, mas isso é pormenor insignificante para quem, desde há muito tempo para cá, se habituou a encontrar nas arbitragens a justificação mais fácil para a sua própria incompetência. Por tudo o que fizeram, os de Coimbra não mereciam uma análise tão redutora e muito menos serem sujeitos ao triste e deplorável espectáculo mais uma vez protagonizado pelo público afecto ao Sporting que, demonstrando mau perder e falta de fair-play, ainda tentaram estragar a festa com insultos, cuspidelas e arremesso de objectos contra a equipa de arbitragem, técnicos e jogadores academistas. Não deixa de ser irónico que a equipa coimbrã, que ainda hoje foi relembrada pelo seu imprescindível papel na luta pela liberdade e pela democracia nos tempos do fascismo, se veja agora vítima de quem, abusivamente, julga que os direitos conquistados em 25 de Abril de 1974 servem para justificar este tipo de comportamentos execráveis dignos de um país terceiro-mundista.

P.S. - Ressalve-se, em abono da verdade, o exemplar comportamento de Sá Pinto que, apesar dos muitos protestos no decorrer do jogo, teve uma postura muito digna no final da partida. Veremos se manterá essa atitude ou se, influenciado pelo ambiente crispado que logo se fez sentir entre os sportinguistas, mudará de opinião já amanhã.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Finalmente, um benfiquista na final da Champions

Já se previa, mas agora é oficial: Pedro Proença foi nomeado pela UEFA para dirigir a final da Liga dos Campeões do próximo sábado, entre o Bayern de Munique e o Chelsea. O árbitro de Lisboa e assumido benfiquista será o primeiro português a apitar uma final desta prova.

Os adeptos do Benfica deviam ficar contentes com esta notícia, pois esta é a primeira vez nas últimas duas décadas que um benfiquista participa numa final da Champions. A última vez foi em 1990, quando o SLB perdeu com o Milan no estádio do Prater, em Viena de Áustria, o mesmo palco onde, três anos antes, o FC Porto se sagrou campeão europeu pela primeira vez na sua história ao derrotar precisamente o Bayern de Munique.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O Circo ataca a arbitragem


Todos aos Aliados!

Amanhã, pelas 22h, depois do jogo com o Rio Ave que se inicia às 18h30, referente à última jornada da Liga, o plantel portista vai festejar a conquista do bicampeonato na Avenida dos Aliados. 
O FC Porto regressa assim, de pleno direito, a um espaço que está histórica e tradicionalmente ligado aos inúmeros êxitos portistas das últimas décadas e de onde foi obrigado a sair por força das politiquices de um presidente da Câmara Municipal que nunca demonstrou sensibilidade para perceber o sentir do povo da sua cidade. 
Espera-se assim mais uma festa rija, um São João antecipado, que constituirá a melhor resposta que a massa adepta azul e branca poderá dar aos execráveis ataques que o clube tem sofrido por parte daqueles que, como sempre movidos por um mau-perder doentio e alicerçados na corrupta imprensa da capital, têm procurado, uma vez mais, denegrir o mérito das conquistas do FC Porto.