terça-feira, 28 de agosto de 2012

O campeonato das proezas

Em paralelo com o campeonato de futebol, parece haver um outro campeonato em que os participantes se esforçam por concretizar a maior... proeza.
Em apenas duas jornadas, dois árbitros de Lisboa conseguiram a proeza de escamotear quatro penalties a favor do FC Porto, dois deles flagrantes. Na primeira jornada, Duarte Gomes fez a proeza de não ver a placagem do defesa gilista a Kléber apesar de se encontrar a escassos metros do lance, mas Hugo Miguel não lhe quis ficar atrás e realizou uma não menos notável proeza ao fazer vista grossa a uma brilhante defesa de um jogador vimaranense em plena área do Vitória de Guimarães. Já o Benfica conseguiu a proeza de, em apenas dois jogos, jogar mais de 100 minutos em vantagem numérica sobre os adversários, primeiro graças a uma proeza de Artur Soares Dias que confundiu a mão de um jogador preto com a de um jogador branco e depois beneficiando da proeza de Jorge Sousa que evidenciou muita severidade na amostragem de um cartão vermelho directo a uma jogador do Vitória de Setúbal logo aos 8 minutos de jogo, mas se esqueceu de manter o mesmo critério ao perdoar a expulsão a Luisão, dez minutos depois.
Sério candidato ao primeiro lugar no campeonato das proezas é também Rui Santos, jornalista e comentador da SIC, que conseguiu a extraordinária proeza de afirmar que o jogo Gil Vicente-FC Porto não teve casos. Convenhamos que é realmente assombroso que um homem, que até se dá ao luxo de entregar petições na Assembleia da República a exigir a implementação de meios audiovisuais no futebol em nome da verdade desportiva, seja incapaz de ver o penalty sobre Kléber mesmo com as imagens escarrapachadas na frente dos olhos. Mas, apesar de todas estas proezas verdadeiramente extraordinárias, palpita-me que a FPF já reservou para si uma proeza implacável, capaz de deitar todas as demais por terra. É que está para breve a decisão sobre o caso da agressão do Luisão ao árbitro alemão... Querem apostar que vamos ter campeão?

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