domingo, 19 de agosto de 2012

Pontapé de saída às 18h15

A época 2012/2013 começou exactamente como terminou a época anterior: com o Porto a ganhar títulos e o Benfica a atirar-se aos árbitros. Mas, infelizmente para nós, portistas, as semelhanças não se ficam por aqui. Esperava-se que jogo da Supertaça, frente à Académica, viesse trazer alguma luz sobre a constituição definitiva do plantel desta época e esclarecer algumas (muitas?) dúvidas sobre o futebol praticado pela equipa, mas eu arriscar-me-ia a dizer que, quem como eu se deslocou a Aveiro, terá regressado a casa com mais incertezas do que convicções.
Descansem aqueles que pensam que eu vou começar já a atirar-me ao treinador. Se até na época passada o fiz apenas ao fim de muitas jornadas de sofrimento, dando-lhe o benefício da dúvida para além do que permitia a força humana, não o iria fazer agora quando Vítor Pereira tem vários factores a seu favor. Primeiro, porque é campeão nacional; segundo, porque não tinha à sua disposição vários jogadores importantes, titulares indiscutíveis, que se encontravam ainda ao serviço da selecção olímpica brasileira; terceiro, porque ainda não estão totalmente definidas as possíveis saídas de alguns jogadores, o que, inevitavelmente, interfere com o subconsciente destes; quarto, porque a entrada de alguns reforços na equipa não está ainda completamente consolidada; quinto, porque após o período de férias qualquer equipa necessita de algum tempo para readquirir o entrosamento desejável e reabsorver as orientações do técnico; etc. Ainda assim, mesmo beneficiando desta confortável posição, esperava-se que o treinador portista nos pudesse oferecer algo diferente daquele futebol pastoso, desengonçado, lento e displicente que quase nos levou ao desespero em muitos jogos da época passada. Não que a vitória não tenha sido justa perante uma Académica cujo mérito se resumiu quase exclusivamente à forma organizada e coesa como defendeu o nulo até ao fim, mas quando as pretensões de uma equipa são tão grandes que extravasam uma taça, por muito super que esta possa ser, o sentimento resultante só pode ser de desilusão.
Em condições normais, o jogo de hoje em Barcelos poucos motivos de interesse teria para além de assinalar o início da participação do FC Porto na presente edição da Liga Portuguesa. No entanto, pelas incertezas que subsistem no espírito portista e por marcar o regresso dos Dragões a um campo onde, na época passada, sofreu a sua única derrota (ainda que aqui o mérito seja repartido entre o Gil Vicente e o árbitro Bruno Paixão), há uma certa expectativa sobre o desfecho desta partida. Acredito que uma vitória segura lançará o Porto para uma cavalgada vitoriosa, não apenas pela confiança e força anímica que incutirá na equipa, mas também pela desmotivação que causará desde já às hostes inimigas, atormentadas por um começo periclitante que já se tornou tradição para as bandas da Luz e que não lhes augura nada de bom. Tem agora a palavra Vítor Pereira e seus pupilos sobre quem estarão focados todos os olhares a partir das 18h15.

1 comentário:

  1. foi o primeiro teste da época. se comparado com a transacta, já conquistamos um ponto.
    (é a visão positiva da coisa, a perspectiva pelo copo meio-cheio).

    foi uma partida onde o futebol praticado ficou muito aquém do rápido, intenso, pressionante, com a equipa a só pressionar na parte final, e mais com o coração que com a cabeça. ou seja, um filme muito visto na época transacta...
    (é a visão negativa da coisa, a perspectiva pelo copo meio-vazio).

    e, se nada está perdido, é certo!, não deixa de ser igualmente verdade que convém encontrar o rumo da vitória já no próximo encontro, em nossa casa e frente ao Vitória de Guimarães (que empatou o Sporting na possibilidade de liderar o campeonato - um feito que já não consegue desde 17 de Agosto de 2007).

    somos Porto!, car@go!
    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    saudações desportivas mas sempre pentacampeãs a todas(os) vós! ;)
    Miguel | Tomo II

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