terça-feira, 25 de setembro de 2012

Armada colombiana

Os adeptos portistas necessitavam urgentemente de uma reacção positiva por parte da equipa à saída de Hulk e esta não se fez esperar. A goleada imposta ao Beira-Mar acabou por ser apenas o corolário lógico da melhor exibição a que assistimos nesta época.
A nível individual, destacou-se, obviamente, o espectacular golo de Jackson Martinez, surgido na sequência de uma excelente combinação do ataque portista e culminado com um pontapé de bicicleta perfeito, que veio, com certeza, encher de confiança o nosso novo ponta-de-lança. Eleito no final do jogo como MVP, o colombiano tem vindo a crescer a olhos vistos e começa a mostrar que tem tudo para conquistar o coração dos adeptos, fazendo (finalmente!) esquecer Falcao. Apesar disso, foi a prestação de James Rodriguez que mais encheu os olhos aos adeptos presentes no Dragão neste serão de Sábado. Assumindo o papel de 10 da equipa, El Bandido deu água pela barba à equipa contrária, protagonizando duas assistências para golo e assinando, ele próprio, um belo tento que bem vinha fazendo por merecer. O jovem compatriota de Jackson Martinez carimbou, em definitivo, a sua candidatura a patrão com plenos poderes do ataque portista e a flexibilidade táctica que demonstrou nesta posição deixou ainda em aberto um leque de possibilidades atacantes muito interessantes. Uma referência especial ainda para Atsu que, jogando a titular, correspondeu totalmente à confiança depositada pelo treinador e para a entrada de Iturbe que, não obstante ter jogado pouco tempo, imprimiu velocidade e imaginação ao sector atacante numa altura em que a equipa começava a denotar alguma apatia.
Apesar do adversário ter demonstrado muitas fragilidades, em parte provocadas pela pressão asfixiante da equipa azul e branca, mas também por deficiências óbvias na estrutura da equipa aveirense, este bom jogo do FC Porto permitiu suavizar um pouco as dúvidas que persistiam no espírito dos Dragões sobre as verdadeiras capacidades da equipa e abrir boas perspectivas para o decorrer da Liga. Há, no entanto, que perceber ainda se este optimismo poderá ser estendido à Liga dos Campeões, onde a qualidade das equipas adversárias irá, com toda a certeza, exigir performances de nível muito superior.

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