domingo, 30 de setembro de 2012

Comunicação social portuguesa, reino da podridão e da anarquia

Por aqui se vê, uma vez mais, a podridão e a total anarquia que reina na comunicação social portuguesa. Sempre que o treinador do FC Porto se queixa sobre as arbitragens, logo aparecem os pasquineiros do regime a criticar, alegando que não compete aos técnicos analisar questões de arbitragem, que isso deve ficar para os entendidos, et cetera e tal. A verdade é que, depois de uma semana em que a intelectualmente corrupta imprensa lisboeta não parou de dar eco ao escândalo armado por Jorge Jesus contra Carlos Xistra (tendo, inclusivamente, o jornal A BOLA feito disso matéria de primeira página), eis que o árbitro Bruno Esteves deixa passar em claro mais um penalty descarado favorável aos azuis e brancos (o 5º, só na corrente época) em cima do minuto 90 e nem uma palavra se lê sobre o assunto nas crónicas dos jornais desportivos da capital. Apenas o Tribunal de O JOGO teve a decência de fazer referência directa ao lance, assumindo unanimemente a existência da falta sobre Kléber e a sua possível influência no resultado final, tal como se pode constatar:


Cada vez dou mais razão àqueles que defendem que, por altura da Revolução de Abril, muita gente devia ter sido "passada pelas armas". Afinal, cada vez mais se constata que a luta pela liberdade de imprensa e de expressão não serviu para libertar o jornalismo português do jugo da censura, mas antes para que esta escumalha ganhasse o poder de manipular os factos a seu bel-prazer e em nome dos seus interesses mesquinhos, comportando-se agora, eles próprios, como o regime fascista que os oprimia. Com uma agravante: em nome de uma falsa democracia, fazem-no com total impunidade, sem que haja uma autoridade capaz de fiscalizar e punir quem se outorga no direito de brincar com os mais básicos princípios deontológicos do jornalismo.

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