quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Resposta a Rui Santos

Ainda a propósito da arbitragem de Jorge Sousa no clássico do passado Domingo, Rui Santos publicou um artigo no blogue O Relvado, intitulado Sporting tem de jogar mais para se queixar da arbitragem, no qual proferiu uma série de afirmações que me mereceram alguns comentários. Por motivo de limitação de espaço, não me foi possível responder da forma como gostaria, pelo que aqui fica a minha resposta completa:

1) O sr. Rui Santos começa por afirmar que as câmaras de televisão possibilitam-nos o olhar mais próximo da realidade e nos tiram as dúvidas. Como explica então que, logo na primeira jornada desta época, o sr. tenha afirmado que o jogo FC Porto-Gil Vicente não teve casos polémicos, quando as imagens demonstravam, de forma clara e indiscutível, a existência de dois penalties (um deles clamoroso, que mais parecia uma placagem de rugby) a favor do Porto que Duarte Gomes ignorou? Não lhe parece patético que uma pessoa, que tanto defende a implementação de meios audio-visuais como meio de apoio às arbitragens, tenha demorado mais de um mês a reconhecer a existência desses lances, apesar das imagens terem estado escarrapachadas na frente dos seus olhos ao longo de todo esse tempo?

2) Acho curioso que faça referência no seu texto ao Tribunal de O JOGO, no sentido de sustentar a sua própria perspectiva sobre os três lances mais polémicos deste FC Porto-Sporting, mas não tenha demonstrado a mesma preocupação quando os três ex-árbitros que compõem esse painel foram unânimes ao considerar existentes os tais penalties favoráveis ao FC Porto que atrás refiro e que terão tido influência directa nos resultados de dois jogos dos dragões. Pelo contrario, nem uma referência fez a esses lances, seguindo, aliás, uma política que vem sendo habitual no jornal A BOLA, que prima por trazer as arbitragens à estampa sempre que o Benfica se queixa, mas escamoteia aos olhos do público todos os lances em que o Porto foi prejudicado.

3) Qualquer pessoa minimamente isenta percebe que o FC Porto é, dos três "grandes", o que mais motivos de queixa teve das arbitragens até ao momento. Além dos dois penalties não assinalados por Duarte Gomes em Barcelos, soma-se ainda o penalty descarado que ficou por marcar contra o Guimarães por corte de um remate com o braço, e outro, ainda mais descarado, por falta sobre Kléber em cima do minuto 90, no jogo com o Rio Ave. Em suma: em apenas seis jornadas, os portistas já viram os árbitros sonegarem quatro penalties a seu favor, dois deles clamorosos e com influência directa no resultado. Por que motivo este facto não merece, de sua parte, qualquer reflexão? Não existirá também aqui a falta de coragem de sua parte? Não haverá também aqui a tal subserviência a uma determinada clientela que você tanto critica nos outros?

4) Perante estes factos, até uma criança percebe que o critério por si usado na análise da Liga Real é, simplesmente, ridículo! É óbvio que existe sempre a possibilidade do jogador falhar o penalty ou do guarda-redes defender, mas a probabilidade deste ser concretizado pende claramente a favor do atacante, não do defensor. Essa probabilidade aumenta exponencialmente se, por exemplo, uma equipa se queixa de dois penalties não assinalados a seu favor (como aconteceu com o Porto em Barcelos), visto que é muito improvável que pelo menos um deles não fosse concretizado. Como tal, ignorar a importância dos penalties não assinalados a favor do FC Porto e assim defender que o Benfica é a equipa mais prejudicada só pode ser uma anedota, um absurdo que não passa na cabeça de ninguém que tenha dois dedos de testa! Está visto que essa rubrica, nos moldes actuais, nada tem contribuído para a clarificação da verdade desportiva, mas antes para passar para o público uma imagem distorcida, viciada, daquela que tem sido a verdadeira tendência das arbitragens nesta época.

5) Afirmar que Jorge Sousa teve a intenção de "proteger o mais forte" com base unicamente na análise dos dois penalties mal assinalados contra o Sporting é mais um exemplo de viciação dos factos. Basta ver, por exemplo, que no final do 1º tempo o Porto já tinha visto três amarelos em apenas cinco faltas cometidas, contra um do Sporting. Mais: o lance mais perigoso (talvez o único digno de registo) dos leões nasce de um livre inexistente, no qual o Alex Sandro se lesionou e viu um amarelo injusto. Mais ainda: o defesa leonino que provocou o 1º penalty não tinha já um amarelo? E o Rojo, que acabou por ser expulso, não tinha já antes feito uma falta grosseira merecedora de amarelo que não foi mostrado? Para quem "protege os mais fortes", não acha que Jorge Sousa demonstrou muita parcimónia ao perdoar aí a expulsão aos jogadores leoninos?

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Não esperem pelo mau tempo para arranjar as velas!

Fiquei tão feliz com o resultado e, principalmente, com a exibição frente ao PSG que estive quase a escrever um post intitulado "Perfeição!". No entanto, bastou-me passar os olhos pelos meus textos mais recentes para logo me vir à memória a inconstância denotada pela equipa nos últimos jogos e assim refrear os meus ânimos mais optimistas. Apesar da vitória sobre o Sporting poder ser um importante sinal da consolidação exibicional que tanto desejamos ver implementada no FC Porto, a verdade é que estaria a mentir se dissesse que fiquei totalmente agradado com o que vi nesta noite de Domingo.
Não me interpretem mal! Ganhar continua a ser óptimo e, apesar da previsível choradeira a que se vai assistindo hoje, alimentada pela sempre corrupta imprensa lisboeta, só por má fé se poderá contestar esta vitória, tal a superioridade demonstrada pelos azuis e brancos ao longo de toda a partida! Eu não sou daquele tipo de adeptos que nunca se mostram satisfeitos, independentemente da equipa vencer e convencer, mas lamento não ser também daqueles para quem tudo é uma maravilha desde que se ganhe. Temos de reconhecer que estes leões de Alvalade mais se parecem actualmente com uns gatinhos de colo, capazes de arranhar com as suas unhas afiadas, é certo, mas longe, muito longe, de causar dano significativo a um sério, verdadeiro candidato ao título como é o FC Porto. Esperava-se, portanto, muito mais do que os singelos 15 minutos de futebol do mais alto nível que os portistas ofereceram ao seu público no início desta partida, coroados com um golo daqueles que ficam cravados a fogo nos anais da história. Fora isso, a exibição teve momentos de uma pasmaceira atroz, uma mediania confrangedora, uma falta de ambição inexplicável perante um adversário que, patético de tão banal que é, merecia sair do Dragão vergado a uma goleada histórica. Nem o confronto de meio da semana a contar para a Champions poderá justificar este facto, já que o Sporting vinha também de um compromisso europeu, teve menos tempo de descanso e trazia sobre os ombros o peso da humilhante goleada sofrida frente a um adversário de 2º plano.
O Porto, simplesmente, apanha-se a ganhar e tira o pé do acelerador. É sintomático! É recorrente! Não gosto! Tal como não gosto, por exemplo, de ver Lucho correr sem convicção para a bola e desperdiçar o penalty rematando ao poste, como se as oportunidades soberanas como aquela fossem assim tão comuns que nos pudéssemos dar ao luxo de as enjeitar. Não gosto de ver o Porto dominar territorialmente sem que daí resultem verdadeiras oportunidades de golo capazes de dilatar o resultado e sossegar a equipa, evitando assim o sofrimento escusado até ao último minuto. Nem gosto de ver Jackson Martinez marcar um golo de bandeira, daqueles que fazem levantar o público em qualquer estádio, e o treinador continuar de braços cruzados, com aquele ar pedante de quem se acha superior a essas manifestações de regozijo próprias da populaça. É óbvio que nada disto assume verdadeira importância enquanto os objectivos vão sendo conseguidos, mas todos nós temos a consciência de que nem sempre será assim. Portanto, façam-me um favor: não esperem pelo mau tempo para arranjar as velas!



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

"Coward Webb" regressa ao Dragão

A UEFA divulgou hoje os árbitros que vão ajuizar as partidas referentes à próxima jornada da Liga dos Campeões e já se sabe que o caminho do FC Porto irá cruzar-se novamente com Howard Webb. Infelizmente, o nome deste árbitro inglês não traz boas recordações aos azuis e brancos, já que, no ano passado, protagonizou uma péssima arbitragem na recepção ao Sevilha no Dragão, com claro prejuízo para os portugueses. A propósito dessa arbitragem, tive a oportunidade de escrever, na altura, o seguinte:

«Howard Webb é daqueles árbitros que parece ter nascido com o cu virado para a lua e tem uma sorte fora do normal. Ou isso, ou tem um padrinho muito bem colocado nos meandros do futebol mundial. Já foi escolhido para arbitrar a final da Liga dos Campeões e a final do Campeonato do Mundo, o que lhe confere um currículo impressionante mas também surpreendente, principalmente se tivermos em conta as péssimas actuações que já protagonizou na sua carreira de arbitragem. Em Inglaterra, o senhor Webb já esteve envolvido em situações que geraram grande polémica e ontem, no Dragão, mostrou porquê. O inglês demonstrou falta de coragem na hora de expulsar jogadores espanhóis, primeiro ao permitir que Alexis continuasse em campo quando o defesa sevilhano (que já tinha visto um cartão amarelo) agarrou ostensivamente Hulk pela camisola impedindo-o de entrar na área com perigo e depois quando ignorou a agressão a Fucile. Pelo contrário,  mostrou um amarelo a Beluschi quando este tentou apenas jogar a bola ainda nas proximidades da área espanhola e não teve contemplações em expulsar Álvaro Pereira numa entrada viril. Pelo meio, muitas faltas óbvias passaram em claro, mal disfarçadas por uma pseudo-arbitragem "à inglesa", enquanto muitas outras foram assinaladas em lances banalíssimos. Enfim, o inglês foi uma nódoa num pano que tinha tudo para ser de seda.»

Veremos o que fará agora o sr. Webb nesta partida frente ao PSG, mas palpita-me que iremos assistir à sequela de um filme já visto. Mais um motivo para que a equipa do FC Porto entre em jogo plenamente consciente de que necessitará de uma exibição perfeita e de plena concentração e empenho para conseguir ultrapassar este adversário, já de si tão complicado. E que bom era, se conquistássemos já mais três pontinhos...

Carlos Lisboa em todo o seu esplendor

Os espanhóis acusam o treinador de basquetebol do Benfica, Carlos Lisboa, de ser o principal causador dos incidentes verificados no jogo de anteontem com o Cáceres e que culminaram com o abandono da equipa portuguesa a 4,09 minutos do final, quando o resultado era favorável aos anfitriões, por 88-84. Segundo o diário espanhol “Hoy”, «o treinador do Benfica contestou desde o início o trabalho da dupla de arbitragem (Esperanza Mendoza e Francisco Rastollo), queixando-se do elevado número de faltas averbadas à sua equipa».
Os "nuestros hermanos" ainda não conheciam as cenas lamentáveis que este energúmeno é capaz de protagonizar e abrem a boca de espanto. Para nós, que já fomos vítimas do seu comportamento execrável, estes actos não constituem surpresa, tal como já não é nova a situação de um jogo interrompido antes do final por desacatos perpetrados por elementos encarnados. Lamenta-se apenas a triste imagem de mau perder e de anti-desportivismo dada pelo Benfica no estrangeiro, o que envergonha todo o desporto português.