terça-feira, 9 de outubro de 2012

Não esperem pelo mau tempo para arranjar as velas!

Fiquei tão feliz com o resultado e, principalmente, com a exibição frente ao PSG que estive quase a escrever um post intitulado "Perfeição!". No entanto, bastou-me passar os olhos pelos meus textos mais recentes para logo me vir à memória a inconstância denotada pela equipa nos últimos jogos e assim refrear os meus ânimos mais optimistas. Apesar da vitória sobre o Sporting poder ser um importante sinal da consolidação exibicional que tanto desejamos ver implementada no FC Porto, a verdade é que estaria a mentir se dissesse que fiquei totalmente agradado com o que vi nesta noite de Domingo.
Não me interpretem mal! Ganhar continua a ser óptimo e, apesar da previsível choradeira a que se vai assistindo hoje, alimentada pela sempre corrupta imprensa lisboeta, só por má fé se poderá contestar esta vitória, tal a superioridade demonstrada pelos azuis e brancos ao longo de toda a partida! Eu não sou daquele tipo de adeptos que nunca se mostram satisfeitos, independentemente da equipa vencer e convencer, mas lamento não ser também daqueles para quem tudo é uma maravilha desde que se ganhe. Temos de reconhecer que estes leões de Alvalade mais se parecem actualmente com uns gatinhos de colo, capazes de arranhar com as suas unhas afiadas, é certo, mas longe, muito longe, de causar dano significativo a um sério, verdadeiro candidato ao título como é o FC Porto. Esperava-se, portanto, muito mais do que os singelos 15 minutos de futebol do mais alto nível que os portistas ofereceram ao seu público no início desta partida, coroados com um golo daqueles que ficam cravados a fogo nos anais da história. Fora isso, a exibição teve momentos de uma pasmaceira atroz, uma mediania confrangedora, uma falta de ambição inexplicável perante um adversário que, patético de tão banal que é, merecia sair do Dragão vergado a uma goleada histórica. Nem o confronto de meio da semana a contar para a Champions poderá justificar este facto, já que o Sporting vinha também de um compromisso europeu, teve menos tempo de descanso e trazia sobre os ombros o peso da humilhante goleada sofrida frente a um adversário de 2º plano.
O Porto, simplesmente, apanha-se a ganhar e tira o pé do acelerador. É sintomático! É recorrente! Não gosto! Tal como não gosto, por exemplo, de ver Lucho correr sem convicção para a bola e desperdiçar o penalty rematando ao poste, como se as oportunidades soberanas como aquela fossem assim tão comuns que nos pudéssemos dar ao luxo de as enjeitar. Não gosto de ver o Porto dominar territorialmente sem que daí resultem verdadeiras oportunidades de golo capazes de dilatar o resultado e sossegar a equipa, evitando assim o sofrimento escusado até ao último minuto. Nem gosto de ver Jackson Martinez marcar um golo de bandeira, daqueles que fazem levantar o público em qualquer estádio, e o treinador continuar de braços cruzados, com aquele ar pedante de quem se acha superior a essas manifestações de regozijo próprias da populaça. É óbvio que nada disto assume verdadeira importância enquanto os objectivos vão sendo conseguidos, mas todos nós temos a consciência de que nem sempre será assim. Portanto, façam-me um favor: não esperem pelo mau tempo para arranjar as velas!



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